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Houthis atacam aeroporto no Iêmen após aviso de retirada

28 October 2026 at 15:52

Os Houthis do Iêmen atacaram o aeroporto de Aden nesta quarta-feira (28), informaram autoridades governamentais, depois que o grupo — alinhado ao Irã — alertou a população para se retirar do local, em meio a uma escalada dos combates no país, que se encontra inserido no conflito mais amplo do Oriente Médio.

Moradores da cidade portuária, situada no sul — onde está sediado o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita —, relataram ter ouvido uma explosão nas proximidades do aeroporto, que serve como uma via vital para a ajuda humanitária e é a principal porta de entrada para o sul do Iêmen.

O tráfego aéreo foi interrompido após o ataque, disseram à agência de notícias Reuters dois funcionários do Ministério dos Transportes.

Uma fonte ligada a organizações humanitárias afirmou que alguns funcionários da ONU deixaram o aeroporto pouco antes do ataque, e não houve feridos.

O porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, declarou em uma publicação na rede social X que o aviso de retirada foi motivado, segundo ele, pela presença de uma aeronave de carga militar saudita que estaria entregando armas.

Não houve, de imediato, qualquer comentário por parte das autoridades sauditas.

Os Houthis, que controlam a capital, Sanaa, e a maior parte do noroeste do Iêmen, já atacaram o aeroporto de Aden em diversas ocasiões anteriores.

Moradores relataram que, antes da emissão do alerta, também foram ouvidas explosões em outras partes da cidade.

A Organização Internacional para as Migrações informou que sua equipe, que passava por Aden, está em segurança e que todos os seus integrantes foram localizados após os relatos do ataque.

Combates se intensificam

O ataque ocorre em um momento em que os combates entre os Houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita — que apoia o governo do Iêmen — intensificaram-se nas últimas semanas, abrindo uma nova e volátil frente no conflito mais amplo entre EUA, Israel e o Irã.

No mês passado, as forças Houthis avançaram em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais estrategicamente importantes do mundo, situada no lado oposto ao Estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

Desde então, as forças governamentais têm buscado retomar territórios na costa do Mar Vermelho, em uma manobra que poderia enfraquecer o controle dos Houthis sobre esse ponto de passagem crucial.

Paralelamente, a coalizão intensificou os ataques contra posições Houthis, em resposta à escalada de ofensivas do grupo contra a Arábia Saudita.

Na terça-feira (27), a organização humanitária MSF (Médicos Sem Fronteiras) informou que uma de suas aeronaves estava prestes a decolar do aeroporto de Aden, dias atrás, quando as equipes humanitárias foram orientadas a buscar abrigo devido à queda de um míssil nas proximidades.

“O aeroporto de Aden é o principal ponto de entrada para trabalhadores humanitários, suprimentos e equipamentos médicos destinados ao sul do Iêmen; portanto, garantir um acesso seguro a ele é fundamental”, declarou a organização em um comunicado.

A emissora Al Masirah, controlada pelos Houthis, relatou que 14 pessoas morreram e 15 ficaram feridas no que descreveu como um ataque saudita à região de Jawf, no norte do Iêmen.

A retomada dos combates pôs fim a uma trégua mediada pela ONU em 2022, que havia conseguido conter, em grande parte, os ataques de maior escala no conflito — iniciado após os Houthis expulsarem o governo de Sanaa, em 2014.

Agências de ajuda humanitária alertam que essa nova onda de violência está agravando rapidamente as condições em um país que já enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo.

Entenda impactos do bloqueio dos Houthis à Arábia Saudita no Mar Vermelho

 

The Mecca pact goes to Tehran. Can it keep the region out of another war?

28 October 2026 at 15:04

On Monday, the Mecca Joint Defense Agreement did something a defense treaty is not usually built to do. Its members went to Tehran to talk. Saudi Defense Minister Prince Khalid bin Salman, Pakistan’s Field Marshal Asim Munir and Turkey’s intelligence chief Ibrahim Kalın met President Masoud Pezeshkian and Supreme National Security Council Secretary Mohsen Rezaei. […]

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Ministros do Egito e da Arábia Saudita discutem medidas para conter crise

28 October 2026 at 13:07

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, e seu homólogo da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, discutiram, em um telefonema na terça-feira (27), esforços para conter a atual crise regional e evitar uma escalada mais ampla, informou o Ministério das Relações Exteriores do Egito nesta quarta-feira (28), acrescentando que os ministros concordaram em manter uma estreita coordenação bilateral.

O Parlamento do Egito autorizou o presidente Abdel Fattah al-Sisi, na segunda-feira (26), a adotar “todas as medidas necessárias” para ajudar a Arábia Saudita a se defender, em um momento em que os combates entre o reino e os Houthis — grupo iemenita alinhado ao Irã — se intensificaram.

Egito aprova apoio militar à Arábia Saudita após escalada de ataques Houthi

O Parlamento autorizou as Forças Armadas do Egito, na segunda-feira (26), a prestar apoio na defesa da Arábia Saudita — segundo parlamentares e a mídia local.

A medida pode levar o Cairo a se envolver diretamente no conflito regional, que se intensificou com os ataques dos Houthis — grupo iemenita aliado ao Irã — contra o reino do Golfo.

Na semana passada, o presidente Abdel Fattah al-Sisi solicitou ao Parlamento que aprovasse a defesa de seu aliado árabe no Golfo — o maior exportador de petróleo do mundo — caso Riade peça ajuda contra os Houthis.

O avanço desse grupo também ameaça o estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, uma via de acesso ao Canal de Suez, no Egito.

O Egito tem condenado, com frequência, ataques do Irã ou de grupos apoiados por Teerã contra países do Golfo.

No entanto, o país não se envolveu publicamente em combates diretos, nem aderiu ao pacto de defesa mútua — firmado em agosto entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia.

O ministro das Relações Exteriores, Badr Abdelatty, afirmou este mês que a possível adesão do Egito a esse pacto continua sendo “objeto de séria análise”.

O Egito — o país mais populoso do mundo árabe e detentor de uma das maiores Forças Militares da região — integrou a coalizão liderada pela Arábia Saudita no início da guerra no Iêmen, em março de 2015.

Sua participação concentrou-se, sobretudo, na esfera naval: o país enviou navios de guerra para garantir a segurança das rotas marítimas no Mar Vermelho e prometeu apoio aéreo.

O Egito também mobilizou cerca de 800 soldados, mas seu papel em combate foi limitado.

O país participou de uma custosa intervenção militar no Iêmen na década de 1960 e, desde a Guerra do Golfo, em 1991, não realizava o envio de tropas terrestres para operações em larga escala no exterior.

A Arábia Saudita é um importante parceiro político e financeiro do Cairo; sob o governo de Sisi, o reino tem fornecido bilhões de dólares em ajuda, depósitos no banco central e suprimentos de energia.

O príncipe herdeiro saudita reuniu-se com Sisi no Cairo, em 15 de setembro, para discutir questões de segurança e navegação no Mar Vermelho, após a retomada dos combates no Iêmen.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

Under Houthi fire, Saudi Arabia looks to China for missile support

28 October 2026 at 06:41

Saudi Arabia’s rapid expansion of a ballistic missile factory signals a transformative shift in its pursuit of strategic deterrence. Saudi Arabia is expanding its solid-propellant missile production complex near al-Duwadimi, approximately 200 kilometers west of Riyadh, to develop longer-range ballistic weapons capable of carrying heavier payloads, multiple media outlets reported this month based on satellite […]

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Gulf states working on multipart peace deal to avert renewal of US-Iran war

Talks are aimed at reopening strait of Hormuz and lifting sanctions on Iran, and for Houthis to withdraw in Yemen

A multipronged peace deal to reopen the strait of Hormuz within four days of sanctions being lifted and for the Houthis to withdraw substantial forces inside Yemen are at the heart of Gulf states’ plans to avert what they regard as a disastrous renewal of war between Iran and the US.

The US is aware of the talks’ progress but is holding out for a concession that European powers suggest could involve Iran allowing UN weapons inspectors back into the country.

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© Photograph: Amirhosein Khorgooi/AP

© Photograph: Amirhosein Khorgooi/AP

© Photograph: Amirhosein Khorgooi/AP

Egyptian Parliament Authorizes Troops to Defend Saudi Arabia

27 October 2026 at 19:18

The Egyptian Parliament on Monday voted to give President Abdel Fattah el-Sisi the authority to deploy troops to Saudi Arabia, where they would help the kingdom repel attacks from the Iran-backed Houthi insurgents of Yemen.

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Houthis dizem ter repelido avanço de forças apoiadas pela Arábia Saudita

27 October 2026 at 17:35

Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram nesta terça-feira (27) que repeliram o avanço de forças que descreveram como apoiadas pela Arábia Saudita, vindas do sul em direção ao estreito de Bab el-Mandeb.

Segundo o comunicado, os houthis atacaram as forças que avançavam com mísseis balísticos e armas pesadas, provocando um grande número de baixas. O grupo afirmou ainda ter destruído vários veículos militares.

A Arábia Saudita não confirmou imediatamente as informações.

*Reportagem de Ahmed Tolba e Yasmine Ghania, no Cairo; edição de Barbara Lewis.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

Saudi defense pact states hold talks in Iran as Yemen’s Houthis launch more attacks

26 October 2026 at 15:55
Meeting marks first high-level contact between Iranian officials and their Saudi, Pakistani and Turkish counterparts since regional conflict spilled over to desert kingdom and Yemen

Yemen’s Houthis say 11 killed in strikes on Sanaa; Saudis say two missiles shot down

24 October 2026 at 16:18
Rebel group's media outlet says residence for cement factory workers hit, killing six women and child; Saudis say intercepted missile debris falls in Mecca and Medina regions

US intel warns Iran has ‘substantially increased’ efforts to kill American officials

24 October 2026 at 08:05
US State Department reduces staffing at four Middle East embassies due to threats from Tehran and Houthis; US agencies reportedly assess danger at highest level since war began

Amid Ukraine uproar, sources say US had asked Musk to block Starlink for Hezbollah, Houthis

24 October 2026 at 06:49
Former officials say that SpaceX CEO was also asked to activate the service in Iran after US smuggled in terminals in bid to provide internet access to population amid uprising

US and Israel are warned against launching fresh strikes on Iran

Multinational ‘anti-war bloc’ uses Istanbul summit to call for a diplomatic solution to Middle East crisis

Foreign ministers at a summit of eight European and Middle Eastern countries have urged the US and Israel not to renews their attacks on Iran, warning a fresh outbreak of fighting would spread conflict and push oil prices even higher.

The development of a new multinational “anti-war bloc” represents a challenge to the increasingly open plans by the US and Israel to relaunch strikes on Iran while talks on Tehran’s nuclear programme remain deadlocked.

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© Photograph: Massimo Percossi/EPA

© Photograph: Massimo Percossi/EPA

© Photograph: Massimo Percossi/EPA

Houthi Strikes Kill Dozens In Yemen And Saudi Arabia

22 October 2026 at 18:36

Fighting intensified across Yemen over the past week, as the Houthis (Ansar Allah) escalated their missile and drone strikes on Saudi Arabia.

On October 16, two missiles hit Aden International Airport’s perimeter. The Houthis said they targeted a nearby military facility housing a Saudi-led coalition command center and weapons depot. No casualties were reported.

Two days later, October 18, the Houthis shot down a Saudi AH-6i light attack helicopter near Najran. Footage released by the group’s military media showed a missile striking the helicopter before it fell. The crash killed both crew members. The Houthis also downed a Turkish-made Karayel combat drone in Yemen.

On October 19, a ballistic missile hit the Al-Alam training camp in Shabwa province as recruits assembled. The strike killed 73 people and wounded more than 200. The dead were all new recruits. The Houthis claimed the attack. A missile strike also targeted Marib.

The next day, October 20, Houthi military media released footage of an operation on Jabal Han, a mountain overlooking Taiz’s western approaches, and said the group’s forces had stormed the summit and ridgeline, driving out Saudi-backed forces. Fighting also continued around Al-Dhabab, the Old Airport and Madarat, while clashes south of the city extended into Al-Misrakh and Sabr al-Madawim. The mountain overlooks the Al-Dhabab road, a key supply route into Taiz.

On October 21, the Houthis fired a ballistic missile at the Saudi-led coalition’s operations room at Badr Camp in Aden. An explosion was heard and smoke reported near the airport. Three drones also targeted Al-Rayyan Airport in Mukalla.

In addition, the group’s military media released footage from operations east of Raghwan in Marib showing wreckage of Turkish-made STM Kargu loitering munitions. The footage showed at least two of the systems. This was evidence of growing involvement by Ankara in the war.

The same day, Saudi authorities said debris from a drone intercepted over the Shaybah oilfield killed two foreign workers, one Filipino and one Nepali, and injured two others, a Pakistani and an Indian. A separate attack on King Fahd International Airport in Dammam killed two people and injured eight; the second death was announced the following day. The airport sustained material damage, prompting flight diversions.

All in all, the Houthis maintain the upper hand on the battlefield, in Taiz, near Bab al-Mandab and on other fronts. The group’s air defenses also remain a credible threat. Meanwhile, strikes on Saudi-backed forces and the kingdom itself are becoming more lethal. Despite all of these factors, Riyadh appears to be determined to go on with the war, with reports indicating it is close to securing more support not just from Turkey, but also from Egypt and Syria.

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