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Petróleo sobe com tensões no Iêmen e ataque a refinaria na Arábia Saudita

28 October 2026 at 19:52

Os preços do petróleo subiram cerca de 1% nesta quarta-feira (28), devido a novas preocupações com possíveis interrupções adicionais no abastecimento de energia no Oriente Médio, decorrentes da continuidade dos combates no Iêmen, de um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita e do temor de que os Estados Unidos possam atacar o Irã após as eleições de meio de mandato, na próxima semana.

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 1,44, ou 1%, fechando a US$ 115,32 por barril, enquanto o petróleo WTI (West Texas Intermediate) dos EUA subiu US$ 2,88, ou 3%, fechando a US$ 102,78.

Esse aumento nos preços levou o Brent de volta à zona de sobrecompra pela quarta vez em cinco dias.

Os houthis do Iêmen atacaram o aeroporto de Aden nesta quarta-feira, segundo as forças governamentais iemenitas, depois que o grupo alinhado ao Irã alertou a população para evacuar as instalações à medida que os combates se intensificavam no país empobrecido, envolvido no conflito mais amplo do Oriente Médio.

Os houthis afirmaram na terça-feira  ter atingido a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita com um míssil, intensificando seus ataques contra o segundo maior produtor mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA. As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente o ataque à instalação, com capacidade de 550 mil barris por dia.

“Os futuros do petróleo mais uma vez estão precificando uma redução na oferta no curto prazo, diante das notícias de que os EUA provavelmente retomarão as operações militares em breve, o que poderia ser mais intenso do que no passado, considerando os últimos ataques à Arábia Saudita e a outros aliados do Oriente Médio”, afirmou Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da empresa de serviços financeiros norte-americana BOK Financial, em uma nota.

Nas últimas semanas, vários analistas afirmaram que novos ataques dos EUA ao Irã poderiam ocorrer em algum momento após as eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro.

Na esperança de pôr fim ao conflito, que já dura oito meses, mediadores do Catar apresentaram ao Irã uma nova proposta de acordo para encerrar a guerra com os EUA e Israel, disse uma autoridade a par das negociações.

Uma alta autoridade iraniana, no entanto, afirmou que Doha havia apenas apresentado ideias inaceitáveis que não constituíam uma oferta.

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que Teerã continuava dando uma chance para que a diplomacia tivesse sucesso e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias proposto por Teerã fosse concluído em menos de uma semana, caso fosse implementado.

O Catar, juntamente com o Paquistão, tem liderado a mediação para pôr fim à guerra, que interrompeu o transporte marítimo global e o abastecimento de petróleo e se espalhou para a Arábia Saudita e o Iêmen.

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Houthis atacam aeroporto no Iêmen após aviso de retirada

28 October 2026 at 15:52

Os Houthis do Iêmen atacaram o aeroporto de Aden nesta quarta-feira (28), informaram autoridades governamentais, depois que o grupo — alinhado ao Irã — alertou a população para se retirar do local, em meio a uma escalada dos combates no país, que se encontra inserido no conflito mais amplo do Oriente Médio.

Moradores da cidade portuária, situada no sul — onde está sediado o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita —, relataram ter ouvido uma explosão nas proximidades do aeroporto, que serve como uma via vital para a ajuda humanitária e é a principal porta de entrada para o sul do Iêmen.

O tráfego aéreo foi interrompido após o ataque, disseram à agência de notícias Reuters dois funcionários do Ministério dos Transportes.

Uma fonte ligada a organizações humanitárias afirmou que alguns funcionários da ONU deixaram o aeroporto pouco antes do ataque, e não houve feridos.

O porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, declarou em uma publicação na rede social X que o aviso de retirada foi motivado, segundo ele, pela presença de uma aeronave de carga militar saudita que estaria entregando armas.

Não houve, de imediato, qualquer comentário por parte das autoridades sauditas.

Os Houthis, que controlam a capital, Sanaa, e a maior parte do noroeste do Iêmen, já atacaram o aeroporto de Aden em diversas ocasiões anteriores.

Moradores relataram que, antes da emissão do alerta, também foram ouvidas explosões em outras partes da cidade.

A Organização Internacional para as Migrações informou que sua equipe, que passava por Aden, está em segurança e que todos os seus integrantes foram localizados após os relatos do ataque.

Combates se intensificam

O ataque ocorre em um momento em que os combates entre os Houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita — que apoia o governo do Iêmen — intensificaram-se nas últimas semanas, abrindo uma nova e volátil frente no conflito mais amplo entre EUA, Israel e o Irã.

No mês passado, as forças Houthis avançaram em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais estrategicamente importantes do mundo, situada no lado oposto ao Estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

Desde então, as forças governamentais têm buscado retomar territórios na costa do Mar Vermelho, em uma manobra que poderia enfraquecer o controle dos Houthis sobre esse ponto de passagem crucial.

Paralelamente, a coalizão intensificou os ataques contra posições Houthis, em resposta à escalada de ofensivas do grupo contra a Arábia Saudita.

Na terça-feira (27), a organização humanitária MSF (Médicos Sem Fronteiras) informou que uma de suas aeronaves estava prestes a decolar do aeroporto de Aden, dias atrás, quando as equipes humanitárias foram orientadas a buscar abrigo devido à queda de um míssil nas proximidades.

“O aeroporto de Aden é o principal ponto de entrada para trabalhadores humanitários, suprimentos e equipamentos médicos destinados ao sul do Iêmen; portanto, garantir um acesso seguro a ele é fundamental”, declarou a organização em um comunicado.

A emissora Al Masirah, controlada pelos Houthis, relatou que 14 pessoas morreram e 15 ficaram feridas no que descreveu como um ataque saudita à região de Jawf, no norte do Iêmen.

A retomada dos combates pôs fim a uma trégua mediada pela ONU em 2022, que havia conseguido conter, em grande parte, os ataques de maior escala no conflito — iniciado após os Houthis expulsarem o governo de Sanaa, em 2014.

Agências de ajuda humanitária alertam que essa nova onda de violência está agravando rapidamente as condições em um país que já enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo.

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Trump admite pedir à Turquia apoio contra houthis no Iémen

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