A estrela alemã Sandra Hüller, 48, indicada ao Oscar por “Anatomia de uma Queda”, fará parte do elenco de estrelas de “Vingadores: Doutor Destino”. As informações são do The Hollywood Reporter.
Os rumores de que a atriz estaria no filme surgiram após o seu nome aparecer no Registro Britânico de Dublê há algumas semanas, e o Hollywood Reporter confirmou o envolvimento de Sandra. A Marvel não se pronunciou sobre.
Diversos detalhes de “Vingadores: Doutor Destino” ainda estão sob sigilo. O papel de Sandra, por mais que esteja em segredo, foi confirmado pelo jornal como uma “participação especial”. Rumores apontam que ela pode assumir o papel da bruxa mãe de Doutor Destino, ou será parte do grupo de feiticeiras conhecido como Bruxas da Latvéria. Durante a Comic-Con San Diego deste ano, a Marvel mostrou as vestes latverianas, dando um spoiler do que pode vir.
Em “Vingadores: Doutor Destino”, heróis de diferentes linhas temporais precisam se unir para enfrentar a ameaça mais ameaçadora até o momento, um cientista feiticeiro chamado Doutor Destino. O quinto filme da franquia trará de volta Robert Downey Jr. no papel do vilão, e reúne o elenco de vários filmes recentes, como os Thunderbolts, Quarteto Fantástico, os moradores de Wakanda, os clássicos filmes do X-Men. Assim como Downey Jr., volta ao universo Chris Evans como Steve Rogers.
Sandra Hüller tem chamado a atenção de Hollywood após duas temporadas de sucesso nas premiações. Ela conquistou sua primeira indicação ao Oscar 2024, pelo aclamado “Anatomia de uma Queda”, no mesmo ano em que também concorreu por “Zona de Interesse”, que venceu como Melhor Filme Internacional.
Em 2026, ela é uma das cotadas para ganhar espaço novamente na cerimônia. Além do queridinho “Devoradores de Estrelas”, que conta com a atriz como coadjuvante, ela também está em “A Terra do Meu Pai” e “Digger” — este último que gerou opiniões controversas da crítica.
Uma floresta construída à mão, milhares de expressões faciais e cinco anos de produção são alguns dos detalhes do filme em stop-motion mais ambicioso da Laika, estúdio responsável por obras como “Coraline” e “Paranorman”. “O Bosque Selvagem” estreia na quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros e já desponta como um possível concorrente ao Oscar 2027 de Animação.
Dirigido por Travis Knight, o filme chega às telonas com 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, tornando-se a produção mais bem avaliada da história do estúdio até o momento. E o reconhecimento é resultado de um processo que começou há mais de uma década e exigiu o trabalho de centenas de profissionais para transformar uma história de fantasia em um universo inteiramente artesanal.
Em entrevista à CNN Brasil, o animador brasileiro Thiago Calçado e os dubladores Giulia Benite (Prue McKeel) e Pedro Bugarelli (Curtis Mehlberg) revelaram os desafios da produção, a grandiosidade do projeto e as reflexões provocadas pela história, que aborda temas como amor, perda e os limites das decisões humanas.
“Demora tanto tempo quando estamos fazendo; a gente está tão imerso que chega um momento em que não conseguimos saber se está bom ou ruim. É igual a todo processo de artista. É uma montanha-russa. Mas vendo o filme sendo construído, eu sabia que ia chegar longe. Já sabia que tinha ficado bom, mas está melhor do que eu esperava”, afirmou Calçado.
Anos para sair do papel
A trajetória de “O Bosque Selvagem” começou muito antes de suas primeiras cenas serem filmadas. Travis Knight teve contato com o manuscrito ainda inacabado da obra homônima do autor Colin Meloy e, desde então, alimentou o desejo de levá-la aos cinemas.
O principal obstáculo era a própria dimensão da história. Com cenários grandiosos, criaturas fantásticas e sequências complexas de ação, o universo imaginado pelo autor exigia recursos técnicos que ainda não estavam disponíveis para o stop-motion da época.
O projeto permaneceu em desenvolvimento durante anos, enquanto a Laika aperfeiçoava suas técnicas em outras produções. Os primeiros storyboards começaram a ser elaborados em 2018, a pré-produção teve início em 2020, pouco antes da pandemia de Covid-19, e as filmagens começaram oficialmente em 2021.
Ao todo, foram 231 semanas de produção, um trabalho que se estendeu por cerca de cinco anos.
Para Calçado, que já havia trabalhado com Knight em “Kubo e as Cordas Mágicas”, o resultado representa um avanço significativo para a técnica de animação.
“É o maior filme de stop-motion feito até hoje. Em termos de evolução da técnica, são muitas cenas de ação, perseguição, explosão. É um filme muito rico visualmente, com vários personagens; é o filme mais longo de stop-motion”, destacou.
Produção de “O Bosque Selvagem” • Divulgação
O brasileiro também ressaltou a identidade artística da Laika, conhecida por desenvolver histórias que, apesar de apresentadas por meio da animação, não se limitam ao público infantil.
“A Laika é sempre muito original nas histórias, fora do padrão, temas densos para adultos também. Os adultos pegam nas entrelinhas. É bem único o filme”, avaliou.
Mais de 140 mil rostos e desafios para a dublagem brasileira
A grandiosidade mencionada pelo animador se traduz em números expressivos. Para dar vida ao universo fantástico, a equipe construiu 132 cenários físicos, que representam 117 locações diferentes. A floresta que dá nome ao filme, por exemplo, conta com 728 árvores artesanais, inspiradas em dez espécies encontradas no noroeste dos Estados Unidos.
No stop-motion, técnica em que bonecos e objetos são movimentados e fotografados quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, cada detalhe exige precisão. Em “O Bosque Selvagem”, foram utilizados 233 bonecos e produzidos 142.030 rostos substituíveis, responsáveis por reproduzir as diferentes expressões dos personagens.
Produção de “O Bosque Selvagem” • Divulgação
As filmagens ocuparam 112 palcos, distribuídos por uma área superior a 14 mil metros quadrados. Ao final, o longa reuniu 2.804 planos em sua versão definitiva.
Com 132 minutos de duração, “O Bosque Selvagem” também conquistou o título de longa-metragem em stop-motion mais extenso já realizado.
Para Giulia Benite, responsável pela dublagem da protagonista, a dimensão desse trabalho se tornou evidente quando assistiu ao resultado final.
“Eu já imaginei que seria uma grandiosidade, mas noção mesmo, só quando a gente vai assistir. É quando a gente percebe a riqueza de detalhes. Uma animação, feita em stop-motion, que levou 5 anos para filmar, é mais do que merecido receber esse reconhecimento”, disse.
Pedro Bugarelli compartilha da mesma percepção. “Assistindo ao filme, eu percebi ainda mais essa grandiosidade. Acho que é muito legal ver que fizemos parte disso e também ver essa visão que o Thiago traz do tanto de coisa que tem por trás daquela imagem que estamos vendo. É muito legal poder colocar nossa parte no todo do trabalho”, comentou.
Além do trabalho dos animadores, outro desafio da produção está em dar voz a personagens que foram cuidadosamente construídos para transmitir emoções mais por meio de movimentos e expressões faciais.
Pedro Bugarelli explicou que a própria natureza do stop-motion exige uma atenção diferente durante a dublagem, especialmente na sincronização entre a fala e os movimentos da boca dos bonecos.
“Esse filme de stop-motion é interessante por causa das batidas da boca. É diferente de uma animação convencional. É diferente o jeito de você encaixar a boca, da forma com que o personagem se mexe. É diferente encaixar a sincronia da voz com o personagem mexendo. É mais interessante dublar”, contou.
Uma aventura sobre amor, luto e escolhas
Até onde você iria por amor? “O Bosque Selvagem” também aposta em uma história profundamente emocional.
A trama acompanha Prue, uma jovem que embarca em uma jornada por uma floresta misteriosa e proibida após seu irmão mais novo ser sequestrado por corvos. Ao lado de Curtis, ela encontra criaturas fantásticas, aliados inesperados e adversários perigosos, enquanto descobre os conflitos que ameaçam aquele universo.
Por trás da aventura, assim como as demais produções da Laika, estão questões que ultrapassam a fantasia. O amor e o luto aparecem como forças capazes de conduzir os personagens por caminhos radicalmente diferentes, colocando em discussão até onde alguém estaria disposto a ir para proteger ou recuperar aquilo que ama.
Pedro Bugarelli destacou a maneira como o filme apresenta diferentes perspectivas sobre a perda.
“No filme tem as duas visões, da mocinha sofrendo luto e da vilã também. O filme passa muitas lições boas, logo no início do filme. Mas esse tema do luto mexe muito com a gente. Aborda esses temas com muita excelência”, refletiu.
Giulia Benite também chamou atenção para o contraste entre as motivações dos personagens. Segundo a atriz, a história explora como sentimentos semelhantes podem resultar em atitudes completamente distintas, dependendo das escolhas de cada um.
“O filme tem muitas mensagens, difícil citar uma só. Uma coisa: ao mesmo tempo que a Prue faz o que for necessário, temos o outro lado, que também faz o necessário para conquistar o que quer, custe o que custar, mas por um lado obscuro. É literalmente o ser humano”, analisou.
“O Bosque Selvagem” pode chegar ao Oscar?
A recepção da crítica internacional também colocou “O Bosque Selvagem” entre os títulos que podem ganhar força na temporada de premiações de 2027, especialmente na categoria de Melhor Animação.
Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme supera as avaliações de outros sucessos da Laika, incluindo “Coraline e o Mundo Secreto” e “Kubo e as Cordas Mágicas”, que alcançaram 91% e 97%, respectivamente.
A produção também recebeu elogios de publicações internacionais respeitadas na indústria, como Variety, The Hollywood Reporter e Screen International, sobretudo pela ambição visual e pelo avanço técnico do stop-motion.
A trajetória da Laika na premiação reforça as expectativas. Todos os cinco longas-metragens anteriores do estúdio foram indicados ao Oscar de Melhor Animação, embora nenhum tenha conquistado a estatueta.
The Cannes-winning ‘It Was Just an Accident’ director, having returned to Iran after the Oscars, also had a Tehran Revolutionary Court confiscate his assets and impose a travel and social media ban.
Após décadas de carreira nas artes, a atriz Teca Pereira, 74, protagonista de “Feito Pipa”, filme brasileiro selecionado para disputar uma vaga no Oscar 2027, diz que acredita que o cinema brasileiro vive um momento de crescimento e renovação. Em entrevista à CNN Brasil, a artista celebrou a visibilidade internacional conquistada pelas produções nacionais e destacou a evolução da indústria cinematográfica do país.
“É uma fase maravilhosa, uma necessidade que havia de ter mais qualidade. Os produtores, os diretores estão se empenhando. O cinema nacional está em outra fase. É uma fase gigante, crescente. E espera-se que realmente ela seja bastante valorizada”, afirmou.
Teca integra o elenco de “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, que também vem conquistando reconhecimento fora do Brasil. O longa-metragem já acumula mais de dez prêmios internacionais, incluindo o Urso de Cristal e o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, e alimenta expectativas em torno do Oscar 2027.
Na trama, a atriz interpreta a avó de Gugu, vivido porYuri Gomes, um menino que encontra na relação com ela um espaço de afeto e liberdade, enquanto enfrenta conflitos familiares e questões relacionadas à própria identidade. A produção também aborda o Alzheimer, doença que afeta a personagem de Teca.
Ao comentar a história, a artista revelou que o tema desperta reflexões pessoais, especialmente em relação ao envelhecimento e às doenças que podem acompanhar essa fase da vida.
“A idade… Eu não sou avó ainda, mas a temática é muito importante e eu tenho até um certo temor, digamos assim, por conta da minha idade”, confessou.
Para Teca, um dos aspectos mais importantes de “Feito Pipa” está na maneira como o longa retrata o cuidado e a relação entre pessoas de diferentes gerações. A atriz espera que a história incentive o público a olhar com mais sensibilidade para familiares que convivem com a doença.
“É uma abordagem muito importante. Que as pessoas que tenham esse tipo de enfermidade na família tenham o mesmo carinho que o Gugu tem, um carinho e paciência com as pessoas. Amor é amor.”
Oscar Belgal, a Dominican immigrant, was shot in the neck on Oct. 8 and detained at a federal prison. His lawyers had said he needed outside medical care.
Immigration agents descended upon Oscar Belgal, an undocumented Dominican immigrant, as he drove with his son along a strip of small stores in New York on Oct. 8.