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Oposição articula com partido árabe contra Netanyahu, aponta especialista

28 October 2026 at 11:40

As negociações em curso entre os partidos de oposição e os partidos árabes podem ser decisivas para a formação de um novo governo e para o futuro político do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo Michel Gherman, coordenador do programa de Sociologia da UFRJ, ao WW.

Em entrevista, Gherman destacou que o bloco de oposição a Netanyahu é profundamente dividido, reunindo personalidades políticas diversas que têm como principal elemento comum a posição contrária ao atual governo.

Dois nomes de destaque nesse cenário são o ex-primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, e o ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, ambos tendo declarado publicamente ser intolerável a ideia de formar um governo com apoio, ainda que externo, de partidos árabes.

Partidos árabes com postura mais pragmática

Gherman ressaltou, no entanto, que há uma diferença fundamental entre o que é dito publicamente e o que é negociado nos bastidores. Segundo ele, os partidos árabes que compõem a lista unida — o partido comunista, o partido social-democrata e o partido nacionalista — possuem perspectivas distintas sobre a participação no governo.

“Os partidos árabes são divididos”, afirmou Gherman, explicando que dois desses partidos apresentam, neste momento, uma configuração mais pragmática do que em qualquer outro momento histórico.

O Partido Islâmico Ra’am também demonstrou sinais dessa abertura ao incluir em sua lista eleitoral um ex-comandante da polícia israelense judeu como candidato a deputado.

Para Gherman, isso representa uma situação inédita. “A gente tem uma situação muito nova”, disse ele, apontando que é possível que dois dos partidos árabes venham a atuar como apoiadores externos de uma coalizão de oposição.

Lieberman como principal obstáculo

O principal entrave dentro do bloco oposicionista, segundo Gherman, não é Bennett, mas sim Lieberman. “Lieberman tem uma posição muito fechada em relação ao não apoio dos partidos árabes”, explicou o analista.

Diante disso, a aposta de Gherman é que Bennett e outros líderes da oposição estejam ativamente tentando convencer Lieberman a aceitar algum tipo de apoio externo dos partidos árabes.

Gherman também avaliou como improvável a alternativa de Netanyahu abrir mão dos partidos de extrema-direita — que juntos devem ocupar entre 10 e 11 cadeiras no próximo parlamento — para incluir partidos de centro-direita e de esquerda em um novo governo.

Outra possibilidade, a convocação de novas eleições, foi descrita por ele como algo que “beira o absurdo”, uma vez que o Likud, legenda do atual primeiro-ministro israelense, já perdeu entre 14 e 15 cadeiras em relação à eleição anterior.

“Eu posso garantir que as negociações, inclusive para a inclusão de partidos árabes nessa coalizão, estão acontecendo nesse momento”, concluiu Gherman, reforçando que os árabes são cidadãos israelenses e representam uma parcela significativa da população do país.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Arko: Flávio é problema de Trump até surgir novo líder de direita no Brasil

28 October 2026 at 06:12

A chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos transformou o senador em um problema para o presidente americano, Donald Trump, segundo análise de CEO da Arko Advice Internacional, Thiago de Aragão, ao WW.

Para Aragão, a situação embaralhou um cenário que parecia relativamente definido para a administração americana.

De acordo com Aragão, a administração Trump não possui um conhecimento aprofundado sobre os detalhes da política interna brasileira. “Não existe esse conhecimento nesse grau”, afirmou.

Segundo ele, a embaixada americana não repassa esse nível de detalhamento e os temas prioritários em Washington frequentemente impedem que essas informações cheguem aos tomadores de decisão.

Tarcísio e o horizonte estratégico de Trump

Aragão revelou que, cerca de um ano antes de Flávio ser apontado como candidato, pessoas ligadas à administração americana já sinalizavam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria o candidato mais adequado do ponto de vista da direita brasileira.

No entanto, o analista destacou que Trump tem uma característica marcante: seu horizonte estratégico é extremamente curto. “Trump faz uma análise, dá para uma ou duas semanas ou três semanas adiante e é isso”, disse Aragão.

Minerais raros e a disputa com a China

Para Aragão, o problema mais urgente que a presença de Flávio nos Estados Unidos atrasa é a questão dos minerais raros brasileiros.

Segundo ele, Trump precisa avançar nas negociações com o Brasil para impedir que a China ganhe espaço no país, especialmente por meio do financiamento do processamento doméstico desses minerais.

“Eles querem abrir o mercado para outras empresas, assim como a Serra Verde”, explicou o analista.

Aragão concluiu que Flávio representa, neste momento, mais um problema do que uma solução para Trump.

Segundo ele, enquanto um novo líder da direita brasileira não surgir — seja por meio da narrativa política, seja pelo Senado — e for aceito pelo governo americano, Trump terá que lidar com a família Bolsonaro e com Flávio em exílio.

“O Flávio hoje virou um problema e até que um novo líder surja (…) ele vai ter que lidar com a família Bolsonaro e com o Flávio em exílio”, afirmou Aragão.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Waack: Flávio deixa o país e a direita busca novo comando

28 October 2026 at 01:03

Quando colocou o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para disputar por ele a presidência, Jair Bolsonaro optou por arriscar perder uma eleição, mas ainda assim continuar com o clã como dominando a direita. Ficou sem os dois.

Perdeu a eleição – Flávio revelou-se um fraco candidato – e, com a saída do filho para os Estados Unidos, perde também o controle da direita. Entende-se – o que não significa justificar – que Flávio tenha deixado o país.

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Minutos depois de proclamado o resultado das eleições, a Polícia Federal, operando em dobradinha com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, já pedia a entrega dos passaportes de Flávio; que é alvo de inquéritos que ainda estão no início, mas que Moraes, como relator, parece conduzir como conduziu o da fake news: como arma contra adversários políticos.

A derrota eleitoral levou então a polícia a bater na sua porta. Transformando em perseguido um investigado que poderia eventualmente acabar sendo provado criminoso.

É irresistível a ironia na constatação de que um ministro do Supremo, que investiga um escritório de um advogado muito amigo de Flávio por suspeita de lavagem de dinheiro, esteja sob a possibilidade de ser investigado no STF pela parceria do escritório de advocacia da sua mulher com um banqueiro vigarista.

Investigação no Supremo que, devido ao resultado da eleição, parece ter ficado bem pouco provável. Sobrou para o aniversariante desta terça-feira (27), Lula, um duplo cenário complicado.

Está sendo encurralado pelo desolador cenário fiscal, herança maldita que deixou para si mesmo. E tem agora a perspectiva de enfrentar uma direita com enorme base parlamentar, livre de um candidato derrotado e cuja rejeição revelou-se ainda maior que a do próprio Lula.

Análise: “Vizinhos” esperam papel propositivo do Lula 4 na política externa

27 October 2026 at 23:57

No quarto mandato do presidente Lula (PT), os aliados do Brasil na América Latina parecem exigir uma postura diferente por parte do petista.

Lula tem um histórico, vindo desde 2002 quando, ao tomar o poder, teve de enfrentar uma agenda nova: a da integração regional das Américas, a partir de uma relação aprofundada com os Estados Unidos e com as 34 democracias do continente; além da cristalização da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).

Mas o governo petista, na época, escolheu a política externa como um lugar para uma pauta ideológica. Com isso, o bloco comercial não foi para frente, o Brasil passou a antagonizar posturas com os americanos e dificultou-se a possibilidade de maior dinamismo das economias do hemisfério.

Esses aspectos parecem ser águas passadas. Estamos em um novo mundo, 24 anos depois. Agora, a China passa a ser um ator mais do que relevante: é essencial para o Brasil. É o principal mercado para as exportações brasileiras, um grande fornecedor de bens industriais e de insumos ao agro.

Já os Estados Unidos querem ser, declaradamente, a potência do hemisfério – por acreditarem que a região faz parte de uma zona de influência e dominação americana.

Ainda há pouca clareza sobre como será conduzida a política externa de um Lula 4. Contudo, o mais interessante foi a reação dos países vizinhos, especialmente sul-americanos, que têm governos de direita e guardavam até mesmo uma expectativa de uma mudança no Brasil.

Ao perceberem a vitória do presidente Lula, se apressaram em parabenizar o petista, em estabelecer diálogo e estimular os brasileiros a assumirem um papel mais ativo localmente.

Colômbia, Paraguai, Bolívia e Peru – com exceção da Argentina, que ainda está reticente – reconheceram as eleições e felicitaram o petista. Mas, especialmente, quase pediram ao Brasil implicitamente, sutilmente, para que assuma um papel mais propositivo na região.

Isso ocorreria por duas razões: uma é a decorrência natural do Brasil ser o maior país, a maior economia regional – logo, o maior influenciador do que se faça regionalmente. A segunda vem pela necessidade de um espécie de contrapeso, um balanceamento, frente a agenda de Donald Trump.

O novo governo Lula vai abraçar essa oportunidade? Ela está pronta, fácil. Basta ter alguma pauta que diga respeito a todos os nossos vizinhos, mirando um caminho promissor para as relações internacionais e ao novo Planalto.

*Alberto Pfeifer é coordenador-geral do grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da USP (Universidade de São Paulo) e pesquisador de Geopolítica do Insper Agro Global. Foi diretor de Projetos Especiais e de Assuntos Internacionais Estratégicos da Presidência da República. Este texto foi transcrito em primeira pessoa de análise em vídeo para o WW.

Trump queria Flávio e reconciliação EUA-Lula será difícil, diz especialista

27 October 2026 at 07:15

Ao WW, Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, avaliou os rumos da relação entre Brasil e Estados Unidos após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista, o jornalista afirmou que o governo do presidente americano, Donald Trump, preferia um resultado diferente nas urnas brasileiras, mas reconheceu que há uma relação cordial entre os dois líderes.

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Trump queria Flávio Bolsonaro eleito

Segundo Winter, o governo Trump desejava claramente um parceiro mais alinhado à sua agenda.

“Eles queriam a eleição do Flávio Bolsonaro“, afirmou o especialista, explicando que o interesse não se limitava à afinidade ideológica.

Para ele, a Casa Branca acredita em iniciativas voltadas ao combate ao crime organizado, que vem crescendo no continente sul-americano e latino-americano ao longo dos últimos dez anos, como o chamado “Escudo das Américas”, entre outras ações.

Relação cordial, mas com cicatrizes

Apesar da preferência pelo candidato derrotado, Winter reconheceu que Trump mantém respeito por Lula.

“O Trump respeita o Lula como ele respeita os líderes de grandes países importantes ao redor do mundo”, declarou.

No entanto, o especialista alertou que cicatrizes deixadas pelo processo político dos últimos 13 anos podem dificultar uma aproximação genuína entre os dois governos.

Reconciliação será difícil

Winter demonstrou ceticismo quanto à capacidade do governo Lula de “pacificar” rapidamente as relações com Washington. Para ele, o governo brasileiro não estará tão pronto para reconciliar e tratar de temas sensíveis como o de terras raras.

“Acho que vai ter que costurar alguma coisa ou talvez essa coisa vai ficar um pouco tensa”, disse o especialista, acrescentando que Brasília pode buscar relações mais próximas com a Europa, a Ásia e talvez o Canadá.

“Acho que o caminho aqui para uma reconciliação entre Washington e Brasília vai ser difícil mesmo”, concluiu Winter.

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CEO da AtlasIntel: Volatilidade entre turnos dificultou pesquisa eleitoral

27 October 2026 at 07:02

A volatilidade entre o primeiro e o segundo turno das eleições foi o principal fator que impediu os institutos de pesquisa de registrarem com precisão as intenções de voto dos eleitores. A avaliação é de Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, em entrevista ao programa WW, da CNN Brasil.

Roman recorreu a uma analogia para explicar as limitações das pesquisas eleitorais. “A gente poderia fazer uma analogia, talvez, entre as pesquisas e um raio-x. Às vezes, existe uma doença um pouco mais complicada e difícil de detectar”, afirmou.

Para ele, o ciclo eleitoral em questão foi marcado por duas ondas de mobilização que se moveram em direções opostas, tornando o cenário especialmente desafiador para os institutos.

Pêndulo entre os turnos surpreendeu os institutos

Segundo Roman, a desmobilização da base de esquerda no primeiro turno não foi antecipada corretamente pelas pesquisas, o que gerou incerteza sobre o tamanho real do comparecimento no segundo turno.

“Se o padrão do segundo turno da eleição fosse coerente com o padrão do primeiro turno, talvez nossa dificuldade teria sido muito menor, mas o que aconteceu no segundo turno foi basicamente uma completa reversão do primeiro”, explicou. Essa inversão, impulsionada por grandes movimentos de mobilização nas ruas e nas redes sociais, pegou os institutos de surpresa.

Roman também destacou que a pesquisa eleitoral vai além de um simples levantamento de opinião. “A pesquisa eleitoral não é apenas uma pesquisa de opinião de um conjunto estático de pessoas”, disse.

Ele apontou que o fenômeno do comparecimento envolve aspectos de psicologia social, nos quais eleitores podem declarar a intenção de votar e não comparecer às urnas — ou o contrário. “Muitas vezes as pessoas declaram que vão votar e não vão, e às vezes o oposto também pode acontecer”, acrescentou.

Erros não foram tão significativos, avalia Roman

Apesar das imprecisões, Roman defendeu que os erros das pesquisas não foram tão expressivos quanto pareceram à primeira vista. “As pesquisas não tiveram erros tão significativos quanto poderia parecer, principalmente em relação a ciclos anteriores”, afirmou.

Ele ponderou que a percepção de falha foi amplificada pelo contexto de uma eleição acirrada, em que as margens entre os candidatos eram muito apertadas desde o início até o final do ciclo.

“Se a gente observar com mais atenção as margens, elas eram muito apertadas desde o início do ciclo até o final”, concluiu Roman, reforçando que o chamado “pêndulo da mobilização” é um fenômeno de difícil mensuração apenas por meio de perguntas diretas aos eleitores.

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Lula não liga gasto público aos juros altos, avalia Samuel Pessôa

27 October 2026 at 06:45

Samuel Pessôa, pesquisador do BTG Pactual e do Ibre-FGV, avaliou ao WW, que a queda da bolsa e o aumento do dólar registrados na segunda-feira (26) refletem uma antecipação do mercado financeiro diante de preocupações estruturais com a política fiscal brasileira.

Segundo ele, o problema central está no ritmo de crescimento do gasto público primário.

O diagnóstico fiscal

O pesquisador explicou que o gasto obrigatório do governo cresce, por força de regras de indexação, a uma velocidade maior do que o crescimento da economia.

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“Se todo ano o gasto primário precisa crescer, por questões de regras, a uma velocidade maior do que a base material que sustenta o Estado brasileiro, isso pressiona a base material, gera uma pressão inflacionária e, consequentemente, obriga que nós tenhamos juros elevados”, afirmou Pessôa.

Para o pesquisador, a solução passa por estabelecer regras que permitam ao gasto primário crescer na mesma velocidade da economia. No entanto, ele reconheceu que essa negociação política ainda não foi alcançada.

“Isso a gente não consegue politicamente digerir entre nós, negociar entre nós, e esse é o problema”, disse.

Crítica à compreensão de Lula sobre os juros

Pessôa acrescentou que a situação é agravada pelo fato de que, aparentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compartilha desse diagnóstico.

Segundo o pesquisador, Lula parece atribuir os juros elevados a pressões externas, como as da Faria Lima, sem estabelecer a conexão com o crescimento dos gastos públicos.

“Parece que o presidente Lula não faz uma ligação entre o crescimento do gasto primário do governo central a uma velocidade maior do que o crescimento da economia e os juros elevados”, afirmou.

Para Pessôa, essa falta de clareza sobre as causas dos juros altos gera preocupação, pois sinaliza dificuldades à frente.

“Como ele não faz esse vínculo, a gente tem uma liderança que não tem muita clareza nos motivos dos juros serem elevados no Brasil. Isso gera uma preocupação, porque sinaliza que teremos problemas à frente e os mercados acabam antecipando”, concluiu o pesquisador.

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Waack: Mercado duvida de Lula e das regras do Brasil

27 October 2026 at 01:02

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acordou nesta segunda-feira (26) após a noite de celebrações diante da dura realidade de que seu governo não desperta confiança nos agentes econômicos.

Ao contrário, a julgar pelos desastrosos números de juros futuros, depreciação do real, e destruição do valor de empresas na bolsa. Nenhuma surpresa, dada o fato de que Lula deixou para si mesmo uma perigosa armadilha fiscal, que ele passou a campanha sequer reconhecendo.

Na verdade, tornou-a pior.

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Venceu a eleição presidencial, mas perdeu a Legislativa no primeiro turno.

No desenho que nós brasileiros fizemos de nosso sistema de governo, os mais de 60 milhões de votos que Lula recebeu valem pouco num Congresso dominado claramente pela oposição de centro direita.

Por isso que agentes econômicos olham para um governo minoritário, diante de uma grave crise fiscal, e se perguntam o que vai acontecer com um presidente que chama de “babaquice” fazer superavit primário.

Tem mais ainda.

Lula voltará a depender de um STF (Supremo Tribunal Federal) envolvido na pior degradação institucional de sua história, que deu um exemplo de sua capacidade de produzir insegurança jurídica pouco mais de 24 horas atrás, com a canetada de um ministro prorrogando o prazo de votação.

Não, não é isso que decidiu a eleição.

Mas o que isso fez foi reiterar a pergunta, sempre repetida por agentes econômicos dentro e fora do Brasil, sobre quais são as regras do jogo e quanto tempo duram.

Quem manda nelas por último? Não sabem bem qual a resposta.

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