Pobreza infantil: 322 mil crianças em risco em Portugal

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Aprender a administrar o dinheiro desde a infância pode ajudar crianças e adolescentes a desenvolver hábitos de planejamento, consumo consciente e organização financeira.
Nesse processo, pais e responsáveis têm papel importante ao explicar o valor dos recursos, estabelecer metas de economia e incentivar escolhas adequadas a cada fase do desenvolvimento.
As contas digitais infantis surgem como uma ferramenta para aproximar esse aprendizado da rotina das famílias. Além de permitir movimentações financeiras, algumas oferecem cartão de débito, Pix, recursos para organizar reservas e acesso a investimentos.
Uma conta digital infantil é uma conta bancária ou de pagamento destinada a menores de 18 anos. A abertura depende da participação dos pais ou responsáveis legais.
No Brasil, essas contas estão sujeitas à regulamentação do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabelecem requisitos para abertura, manutenção, identificação dos titulares e segurança das operações.
Entre as principais normas estão a Resolução CMN nº 4.753/2019, relacionada às contas de depósitos, e a Resolução BCB nº 96/2021, que trata da abertura, manutenção e encerramento de contas de pagamento.
As instituições financeiras também devem seguir as regras de prevenção à lavagem de dinheiro, segurança cibernética e proteção dos dados dos clientes.
A abertura de uma conta infantil exige a identificação do menor e a participação de seu representante legal, conforme a idade e as condições estabelecidas pela legislação e pela instituição financeira.
Entre os principais cuidados adotados pelas instituições financeiras estão:
O Pix também pode ser utilizado em contas de menores, desde que disponibilizado pela instituição financeira e respeitadas as condições de uso e segurança.
A Conta Kids do Inter oferece recursos para que os responsáveis acompanhem as atividades financeiras dos filhos sem precisar realizar todas as operações por eles.
“A proposta é oferecer autonomia para os filhos com tranquilidade e supervisão para os responsáveis”, afirma Priscila Salles, diretora de Clientes do Inter.
Entre as funcionalidades informadas pelo Inter estão:
Enquanto a poupança é utilizada principalmente para guardar dinheiro e obter rendimentos conforme suas regras, uma conta digital infantil pode reunir diferentes serviços financeiros em um único ambiente.
No caso da Conta Kids, o Inter destaca uma série de funcionalidades:
A disponibilidade de produtos de investimento, suas condições e seus riscos variam conforme a modalidade oferecida. Por isso, é importante que pais e responsáveis verifiquem as regras de cada aplicação antes de investir.
O contato com ferramentas financeiras pode transformar conceitos aprendidos em casa em experiências práticas. Ao acompanhar o saldo, definir objetivos e observar as consequências das próprias escolhas, crianças e adolescentes podem desenvolver hábitos de planejamento.
“Esse aprendizado desde cedo ajuda a desenvolver disciplina financeira, maior controle do dinheiro no futuro e uma relação mais saudável com consumo e planejamento financeiro”, diz Salles.
A educação financeira também pode ser adaptada à idade da criança:
A mesada, quando faz parte da organização familiar, também pode funcionar como exercício de administração de recursos limitados.
A recomendação é que os responsáveis utilizem situações cotidianas para conversar sobre consumo consciente. Antes de uma compra, por exemplo, podem avaliar com os filhos se o produto é necessário naquele momento, se há alternativas mais econômicas e se vale a pena esperar para adquirir o item.
A participação da família é importante para reduzir riscos associados ao uso de contas e aplicativos.
Além disso, algumas orientações ajudam a reforçar a proteção no dia a dia:
Na Conta Kids, a abertura é realizada digitalmente, com validação de documentos e reconhecimento facial. A instituição financeira também disponibiliza acompanhamento das movimentações pelos responsáveis e mecanismos de autenticação e segurança.
O evento decorre a 31 de outubro e 1 de novembro, das 10h00 às 19h00. Os bilhetes em pré-venda custam desde 19 euros e incluem até dois acompanhantes por criança.
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É apresentado na próxima sexta-feira, pelas 18h30, no Polo Casimiro de Brito, em Almancil, da Biblioteca Municipal de Loulé, o livro “O que se passa na infância não fica na infância” Tomo III, por Catarina Silva Almeida.
O momento, integrado na iniciativa “Livros Abertos”, contará com dois dos 52 autores, Ana Poeta, Rui Diniz Monteiro, bem como João Pedro Gaspar e Paulo Guerra, coordenadores da obra.
«Por considerarmos que a infância é um chão que percorremos durante a vida toda, só há que constatar que as vítimas precoces – as crianças que o sistema de promoção e proteção entende que devem ser retiradas às suas famílias biológicas, muitas vezes para delas serem protegidas – têm a vida toda para sofrerem as consequências dessas experiências adversas.
“O que se passa na infância, não fica na infância”, obra editada pela Editora d’Ideias, recorre a 52 personalidades – ligadas pessoalmente ou profissionalmente à proteção das crianças e ao seu saudável desenvolvimento -, reunindo um conjunto de abordagens pessoais e multidisciplinares, remetendo para as consequências irreversíveis e duradouras das experiências adversas na infância – personifica uma campanha que visa prevenir os mau- tratos na infância, idealizada pela entidade que, em Portugal, se dedica a apoiar quem cresceu em acolhimento, a PAJE – Plataforma de Apoio a Jovens (Ex)acolhidos.
A obra e a campanha, qual manifesto, parte da premissa de que é fundamental contrariar a invisibilidade da adversidade e do trauma vivido na infância por cada um de nós, tornando-se, assim, imperioso que os vários contextos e os seus profissionais estejam imbuídos e capacitados de uma abordagem sensível ao trauma, que permita reconhecê-lo, bem como aos seus efeitos, e responder-lhe de forma hábil e reparadora. Para que a onda cresça! E para que cada um de nós faça o que lhe compete – estar atento, denunciar, integrar e tratar o trauma infantil antes que «o monstro tome conta de nós». (João Pedro Gaspar e Paulo Guerra)
Rui Diniz Monteiro é engenheiro, professor do ensino básico e secundário, e Hipno terapeuta com licenciatura em Psicologia. A fazer voluntariado desde há mais de 50 anos, apoiante ativo da campanha “Nem Mais Uma Palmada!”, palestrante e professor da disciplina “Sabedoria, Civilização e Felicidade” em universidades sénior.
Ana Poeta é cientista social, mestre em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, ativista há mais de 30 anos, atualmente trabalha na área do Bem-Estar Animal.
O Município de Olhão, em parceria com os Agrupamentos de Escolas do concelho e outras entidades parceiras, disponibiliza aos seus munícipes a oferta da Escola a Tempo Inteiro, procurando reforçar a articulação entre a escola, as famílias e a comunidade local e reconhecendo o papel fundamental desta resposta no desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos alunos.
No âmbito desta parceria, a Associação Portuguesa para a Inovação e Empreendedorismo Social e Digital (AI9) disponibilizou os “Baús da Brincadeira” às escolas do Município de Olhão, tendo concluído, na passada sexta-feira, a sua entrega em todos os agrupamentos escolares do concelho. A última entrega decorreu na EB1 n.º 4, onde foram disponibilizados os baús destinados ao Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira.
Cada escola tem agora quatro baús, que disponibilizam um conjunto diversificado de materiais para utilização pelas crianças durante os intervalos.
Os baús incluem materiais criteriosamente selecionados do ponto de vista pedagógico, como jogos de tabuleiro, bolas de diferentes tipos, cordas, arcos, jogos tradicionais e jogos de água, entre outros recursos que estimulam diferentes formas de brincadeira, movimento e interação.
Disponíveis durante os intervalos, estes materiais permitem que as crianças escolham livremente as atividades que querem realizar, explorando os recursos ao seu ritmo e de acordo com os seus interesses, num ambiente de brincadeira espontânea e com a necessária supervisão dos adultos.
Mais do que proporcionar atividades organizadas, a iniciativa pretende valorizar o brincar livre, dando espaço à imaginação, à criatividade, à autonomia e à interação entre pares. O recreio deve ser também um espaço de descoberta, onde as crianças possam experimentar, criar, partilhar e, acima de tudo, ser crianças.
Os “Baús da Brincadeira” constituem, assim, um importante contributo para a criação de recreios mais ativos, inclusivos e estimulantes, reforçando a importância do brincar no desenvolvimento e bem-estar das crianças.
A iniciativa evidencia ainda o valor da parceria entre o Município de Olhão e a AI9, contribuindo para a construção de ambientes educativos mais ricos, participativos e promotores do desenvolvimento integral das crianças.