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Juventus-SP é investigado por suspeita de desvio de recursos da SAF

28 October 2026 at 09:47

O Clube Atlético Juventus, um dos mais tradicionais da capital paulista, é alvo de uma investigação da Polícia Civil que apura supostos repasses indevidos de parte dos recursos obtidos com a venda de sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

O caso tramita sob sigilo na 3ª Delegacia da Divisão de Combate à Lavagem de Dinheiro do DPPC.

Entre os principais investigados estão o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Eduardo Gomes Pedroso, e o presidente do clube social, Tadeu Deradeli.

Segundo as denúncias, às quais a CNN teve acesso, os valores teriam sido repassados aos beneficiários por meio de pagamentos de honorários advocatícios. Um ex-casal de advogados está no centro do caso.

A venda da SAF foi aprovada em junho de 2025 pelo Conselho Deliberativo do clube, que aceitou a proposta do grupo liderado pela REAG Capital Holding. A investigação se concentra na parcela do negócio destinada ao clube social, e busca rastrear o caminho desse dinheiro.

A Corregedoria Geral da Polícia Civil de SP também conduz procedimento próprio.

Em nota, o Juventus afirma que não comenta questões que tramitam em sigilo e que eventuais responsabilidades devem ser “devidamente apuradas e tratadas nas vias próprias, com absoluto respeito ao devido processo legal”.

Já o Juventus SAF diz que opera de forma “completamente distinta do clube social” e que, após o depósito dos valores previstos em contrato, não tem responsabilidade sobre sua utilização.

As informações foram reveladas pelo site ge e confirmadas pela CNN.

O que diz o Juventus

O Clube Atlético Juventus reitera que não comenta o mérito de questões que tramitam em sigilo perante as autoridades competentes. Ressalta, ainda, que não cabe à instituição antecipar conclusões, atribuir responsabilidades ou condenar de forma prévia, respeitando integralmente o andamento de qualquer processo em curso.

O Clube mantém sua confiança em seus conselhos e no compromisso de seus membros com a ética, a responsabilidade e a governança. O Juventus confia na atuação da Justiça e afirma que eventuais responsabilidades, sejam elas de quem forem, devem ser devidamente apuradas e tratadas nas vias próprias, com absoluto respeito ao devido processo legal.

Neste sentido, reforça a importância de que informações sigilosas não sejam compartilhadas por vias informais — em grupos de mensagens, conversas pessoais ou qualquer canal alheio aos autos do processo.

Condutas dessa natureza podem trazer consequências para quem as pratica, cabendo exclusivamente ao Poder Judiciário o julgamento de qualquer responsabilidade no caso.

A instituição reforça, ainda, que questões de natureza pessoal envolvendo indivíduos que integram, integraram ou prestaram serviços ao Juventus não se confundem com sua gestão ou atuação institucional.

E lamenta que episódios dessa natureza ofusquem o trabalho organizacional que vem sendo conduzido em benefício de seus associados, da região da Mooca e da cidade de São Paulo, fruto do sabido empenho de sua atual gestão.

Com mais de um século de história e uma trajetória profundamente ligada ao esporte e à cidade de São Paulo, o Juventus preserva o compromisso de conduzir sua atuação institucional com responsabilidade e respeito à sua história, à sua comunidade e à sua tradição.

O que diz o Juventus SAF

 O Juventus SAF informa que, desde o início do projeto, opera de forma completamente distinta do clube social, com processos, gestões e sedes diferentes.

No âmbito da aquisição das ações do departamento de futebol, os pagamentos previstos contratualmente são realizados pelo Juventus SAF na conta bancária formalmente indicada pelo clube social. A partir do depósito, a gestão e a destinação desses recursos são de responsabilidade exclusiva do titular da conta, não cabendo ao Juventus SAF qualquer ingerência ou responsabilidade sobre sua utilização.

Registra-se que o Juventus SAF não possui qualquer relação com o ocorrido, uma vez que se trata de estruturas distintas e com gestões independentes. 

A SAF permanece à disposição para eventuais esclarecimentos, reforçando seu compromisso com a transparência e a correta informação dos fatos.

O que diz a Polícia Civil de São Paulo

A Polícia Civil informa que as investigações sobre possíveis irregularidades em repasses financeiros a um clube seguem em andamento pela 3ª Delegacia da Divisão de Combate à Lavagem de Dinheiro do DPPC.

A apuração busca rastrear a movimentação dos recursos. A Corregedoria Geral também mantém procedimento próprio. O caso segue sob sigilo. 

Uefa define sedes das finais da Champions League de 2028 e 2029; veja

 

Padre coloca clube do interior de SP à venda por “apenas” R$ 1,5 milhão

28 October 2026 at 07:01

A SAF do Catanduva, clube da terceira divisão do Campeonato Paulista, está à venda. Padre Osvaldo, fundador e dono de 90% do time, já estipulou o preço: R$ 1,5 milhão.

O padre também é o prefeito da cidade, que fica a cerca de 400 quilômetros de São Paulo. Osvaldo quer ter mais tempo para se dedicar à política e sente que não consegue dar a devida atenção ao Catanduva.

De acordo com o padre, a SAF do Catanduva já recebeu seis propostas, incluindo duas do exterior, da Colômbia e dos Estados Unidos. Ainda não há uma definição sobre qual será aceita.

“Nossa intenção é dar continuidade ao trabalho, sempre buscando investimentos que fortaleçam o futebol profissional e as categorias de base. Qualquer proposta será avaliada com responsabilidade, respeitando a história e o vínculo do Catanduva com a cidade. Seguimos abertos a novas possibilidades, mas ainda não temos previsão de uma definição”, frisou, em entrevista ao ge.

A razão para o valor considerado baixo é a ausência de um estádio próprio. O Silvio Salles, onde o Catanduva manda seus jogos, pertence à própria prefeitura.

Mesmo que não seja vendido, o Catanduva participará da Série A3 do Campeonato Paulista. Padre Osvaldo, inclusive, participará do Conselho Técnico do estadual, que será realizado nas próximas semanas.

Conheça a história do Catanduva

A história da equipe começou fora do ambiente tradicional do futebol profissional. A iniciativa surgiu de uma escolinha criada por Osvaldo com o objetivo de aproximar crianças das atividades religiosas e comunitárias.

Com o passar do tempo, o trabalho ganhou dimensão esportiva e se transformou em um clube profissional, que passou a disputar torneios organizados pela Federação Paulista de Futebol.

A consolidação no cenário estadual ocorreu gradualmente. Depois de enfrentar obstáculos nas primeiras temporadas e ficar fora das competições em 2020, a equipe retomou o calendário e avançou no futebol paulista.

Um dos resultados mais importantes veio em 2023, quando o Catanduva garantiu uma vaga na Série A3 do Campeonato Paulista, após participar da quarta divisão estadual em cinco temporadas.

Conhecido como “Santo”, o clube utiliza uma identidade associada a São Domingos, padroeiro do município. Apesar do crescimento esportivo, a estrutura ainda apresenta desafios para uma eventual expansão. A procura por um comprador representa, portanto, uma etapa importante para o futuro da equipe.

A entrada de um novo controlador poderá alterar a forma de financiamento e administração do futebol, além de criar condições para investimentos em estrutura e desempenho esportivo. Enquanto as conversas seguem sem um desfecho, o Catanduva permanece diante do desafio de atrair capital sem perder a ligação construída com a comunidade local.

Quem é Baianinho de Mauá, jogador de sinuca preso após acidente em SP

 

Petrobras inova na produção sustentável de combustível de aviação

27 October 2026 at 10:32

Logo Agência Brasil

Um novo marco na produção de combustível sustentável de aviação (SAF) foi obtido pela Refinaria Duque de Caxias (Reduc) na primeira quinzena de outubro. Com a recertificação internacional do produto, a Petrobras obteve avanços que reduziram significativamente a intensidade de carbono SAF, reforçando os mais elevados padrões globais de sustentabilidade, rastreabilidade e governança.

Uma auditoria internacional de aviação confirmou evolução expressiva no desempenho ambiental do combustível. O processo reconheceu melhorias implementadas na gestão das fontes de hidrogênio utilizadas na produção do SAF, tornando a operação da refinaria ainda mais alinhada à metodologia internacional de certificação.

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Com isso, a intensidade de carbono de hidrogênio empregado na produção foi reduzida em 29%. Essa melhoria refletiu diretamente no desempenho ambiental produzido a partir do óleo de milho, com redução de 23,8% na intensidade de carbono do SAF.

O resultado posiciona o SAF produzido pela Reduc entre os combustíveis sustentáveis de aviação com menor intensidade de carbono disponíveis no mercado.

“A conquista da Reduc demonstra que a redução das emissões associadas ao SAF não depende apenas do uso de matérias-primas certificadas, mas também da busca contínua por soluções de processo capazes de diminuir a pegada de carbono dos insumos utilizados na produção”, afirma o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

 “Ao aprimorar seus processos e fortalecer sua governança em sustentabilidade, a Petrobras avança na construção de alternativas para atender às futuras exigências regulatórias e ampliar sua participação nos mercados de combustíveis renováveis e de baixo carbono”, acrescenta.

L’URSSAF a changé trois fois de motif pour réclamer la même somme. Huit ans plus tard, le redressement tombe

Une entreprise bretonne aura dû se défendre pendant huit ans contre un redressement dont le fondement juridique a changé au fil du contentieux. D’abord justifiée par les droits à la retraite d’un salarié, puis par le caractère non indemnitaire d’une transaction, la réclamation a finalement porté sur le forfait social et la CSG-CRDS. Le 7 octobre 2026, la cour d’appel de Rennes a annulé ce chef de redressement de 14 175 euros : l’URSSAF ne pouvait plus en modifier le fondement après la mise en demeure.

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La lettre d’observations du 26 mars 2018 retient quatre chefs de redressement. Celui qui sera contesté porte sur le départ d’un cadre de 57 ans : une rupture conventionnelle de 24 440 euros le 22 novembre 2016, puis une transaction de 50 625 euros nets le 7 décembre. Redressement initial : 26 097 euros, pour 94 013 euros bruts réintégrés. La mise en demeure du 17 juillet 2018 chiffre l’ensemble à 37 874 euros, tous chefs confondus.

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Huit ans pour une rupture conventionnelle et une transaction de départ

Tout commence par un contrôle de l’URSSAF Bretagne portant sur les années 2015 à 2017. Dans sa lettre d’observations du 26 mars 2018, l’organisme retient quatre chefs de redressement. L’un concerne le départ d’un cadre de 57 ans : une rupture conventionnelle de 24 440 euros, conclue le 22 novembre 2016, suivie d’une transaction de 50 625 euros nets, signée le 7 décembre. Au titre de ce dossier, 94 013 euros bruts sont réintégrés dans l’assiette des cotisations, pour un redressement initial de 26 097 euros. La mise en demeure du 17 juillet 2018 réclame 37 874 euros pour l’ensemble des chefs contestés.

La lettre d’observations invoque les droits à la retraite du salarié. Le 28 février 2019, la commission de recours amiable annule la partie relative à la rupture conventionnelle, mais maintient un redressement en considérant que la transaction présente un caractère non indemnitaire. Devant le tribunal judiciaire de Rennes, l’URSSAF défend finalement une autre approche : elle réclame le forfait social et la CSG-CRDS. Le montant de ce chef est alors ramené à 14 175 euros.

Le pôle social du tribunal judiciaire de Rennes donne raison à l’organisme le 10 juin 2022. Pour l’entreprise, le contentieux ne s’arrête donc pas après plusieurs années de contestation : il faut poursuivre devant la cour d’appel. Derrière les montants se trouvent aussi des frais de défense, du temps mobilisé et une incertitude juridique prolongée. Le dossier ne précise pas le coût total supporté par l'employeur, mais huit années de procédure suffisent à mesurer la durée de cette épreuve.

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La loi impose une limite, même à l’organisme qui recouvre les cotisations

Dans son arrêt du 7 octobre 2026 (RG 22/04520), la cour d’appel de Rennes rappelle une règle essentielle : après la mise en demeure, l’URSSAF ne peut plus modifier le fondement juridique du redressement. Elle s’appuie notamment sur l’article R. 243-59 du Code de la sécurité sociale et sur un arrêt de la Cour de cassation du 4 septembre 2025. Le tribunal avait validé les 14 175 euros réclamés ; la cour infirme ce jugement sur le chef concernant l’indemnité transactionnelle. L’URSSAF Bretagne est condamnée à verser 1 500 euros à l’entreprise au titre des frais de procédure, ainsi qu’aux dépens.A savoir que, l’arrêt ne tranche pas le fond de la question, à savoir si la transaction était réellement indemnitaire, et il reste susceptible d’un pourvoi en cassation.

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Cette décision met en lumière une exigence élémentaire de l’État de droit : l’administration ne peut pas déplacer les règles du jeu au gré des arguments qui échouent. Un organisme public dispose de services juridiques, de délais, de la puissance de recouvrement. Un employeur, lui, paie son avocat et attend. L’affaire est bretonne, mais elle vaut pour toutes les PME françaises : la créance change de motif jusqu’à ce qu’une juridiction veuille bien y regarder. La condamnation à 1 500 euros au titre de l’article 700 ne couvre pas huit ans de procédure. Elle dit seulement que l’URSSAF a perdu. Et que le cotisant, lui, a payé.

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Depuis le 1er octobre, contester l’Urssaf peut vous exposer dix ans au lieu de trois

7 October 2026 at 14:58

Depuis le 1er octobre 2026, une modification discrète du Code de la sécurité sociale change la portée d’une opposition à contrainte. Le cotisant qui conteste une créance de l’Urssaf et perd devant le juge peut désormais voir le jugement se substituer à la contrainte, avec un délai d’exécution susceptible d’atteindre dix ans, contre trois ans pour une contrainte non contestée.

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Le décret du 27 juillet 2026 (n° 2026-683, article 12) a modifié l’article R. 133-3 du code de la sécurité sociale. Entrée en vigueur le 1er octobre, la règle est claire : lorsqu’un cotisant forme opposition, le jugement ne se contente plus de valider la contrainte. Il s’y substitue et devient le seul titre exécutoire.

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Quinze jours pour contester, dix ans pour payer

Le décret n° 2026-683 du 27 juillet 2026 modifie, par son article 12, l'article R. 133-3 du code de la sécurité sociale. Jusqu'ici, lorsqu'un cotisant formait opposition à une contrainte de l'Urssaf, le juge la validait ou l'annulait. La contrainte restait le titre exécutoire. Désormais, le jugement se substitue à elle et devient le seul titre.

Le nouveau texte modifie surtout la situation après le procès. La contrainte non contestée est soumise au délai de prescription prévu par l’article L. 244-9 du Code de la sécurité sociale, soit trois ans dans les conditions prévues par ce texte. À l’inverse, lorsqu’un jugement intervient sur l’opposition, l’article L. 111-4 du Code des procédures civiles d’exécution prévoit un délai de dix ans pour l’exécution des titres judiciaires concernés.

La Cour de cassation avait déjà admis, dans un arrêt du 4 novembre 2021, qu’un jugement rejetant l’opposition et validant une contrainte constituait un titre exécutoire soumis au délai décennal. Le décret de 2026 donne désormais à cette logique une formulation beaucoup plus nette : le jugement remplace la contrainte.

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Quand l'administration juge de sa propre commodité

Rappelons ce qu'est une contrainte : un titre exécutoire que l'organisme de recouvrement délivre lui-même, sans passer par un juge. L'Urssaf est donc créancière, et elle se dote seule de l'outil de recouvrement. Le juge n'intervient que si le cotisant le saisit, dans une fenêtre de quinze jours.

S'il ne bouge pas, la dette finit par s'éteindre à l'issue de trois ans, à condition que l'organisme n'ait pas interrompu le délai par d'autres actes. S'il conteste et perd, il offre à l'Urssaf un jugement exécutable pendant une décennie. Beaucoup d'entrepreneurs, surtout ceux qui ne peuvent pas payer un avocat, renonceront à se défendre, y compris quand leur dossier est solide.

Aucun texte n'interdit formellement de saisir le juge. Mais cette modification renforce le pouvoir de recouvrement de l’Urssaf tout en dissuadant le contentieux. L’administration gagne du temps, de la sécurité juridique et une pression supplémentaire sur les indépendants et les petites structures déjà fragilisées par le poids des cotisations. Le droit au recours existe encore sur le papier. Dans les faits, il devient un pari risqué.

L’État a ainsi transformé une procédure de contestation en piège temporel. Le cotisant qui refuse de se taire paie plus longtemps. La logique est moins de contentieux, plus de recettes assurées, et une administration qui se protège d’elle-même. Dans un pays où les prélèvements obligatoires pèsent déjà lourd, cette mécanique révèle une volonté de verrouiller le système plutôt que de le rendre contestable.

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Dès octobre, l’indépendant ne touche plus ses propres recettes: la plateforme prélève l'Urssaf à la source

Depuis le 1er octobre 2026, neuf plateformes prélèvent elles-mêmes les cotisations sociales de leurs indépendants et les versent à l'Urssaf. Obligatoire pour toutes dès le 1er janvier 2027, ce dispositif laisse au travailleur tous les risques de son statut, mais plus la maîtrise de sa trésorerie.

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Jusqu’ici, le micro-entrepreneur encaissait son chiffre d’affaires, le déclarait à l’Urssaf, puis réglait lui-même ses cotisations. Ce circuit disparaît progressivement pour les revenus réalisés par l’intermédiaire des plateformes.

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La plateforme encaisse, calcule et reverse

L'article L613-6-1 du code de la sécurité socialet le décret n° 2026-488 du 10 juin 2026 organisent ce nouveau mécanisme. À chaque versement, la plateforme applique le taux correspondant à l’activité, prélève les sommes dues, puis les reverse mensuellement à l’Urssaf.

Auto-entrepreneur en plateforme : vos cotisations prélevées à la source dès octobre 2026, ce qui change et ce qu’il faut encore vérifier - Maître Hassan Kohen, avocat en droit pénal à Paris
Dès octobre 2026, sept plateformes dont Uber Eats prélèvent vos cotisations à la source. Taux, calendrier, déclarations restantes et contrôles : ce qui change vraiment.

Pour les prestations de services relevant des BIC, le taux reste de 21,2 % du chiffre d’affaires. Il atteint 25,6 % pour les activités libérales non réglementées, tandis que la vente de marchandises reste à 12,3 %. Rien ne change donc juridiquement dans le montant des cotisations : c’est leur circuit de collecte qui est bouleversé. Le gouvernement présente cette évolution comme une simplification. Mais pour l’indépendant, la différence financière est immédiate : sur 2 000 euros de recettes soumises au taux de 21,2 %, 424 euros sont prélevés avant même d'arriver sur son compte.

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L'indépendant garde les risques, mais perd la main sur sa trésorerie

Le dispositif transfère ainsi une fonction traditionnellement assumée par le cotisant vers une entreprise privée. La plateforme devient l'intermédiaire entre le travailleur et l'Urssaf, avec obligation de calculer, déclarer et reverser les sommes. Les coûts de cette opération restent à sa charge.

URSSAF : il déclare tout, on lui réclame quand même 17 837 €
n auto-entrepreneur de l’Yonne fournit à l’URSSAF l’intégralité de ses factures, corrige ses déclarations et demande le recalcul de ses cotisations sur son chiffre d’affaires réel. Malgré cela, l’organisme lui réclame 17 837 € sur la base de montants qu’il sait inexacts. Le tribunal

Reste surtout la question du contrôle. En cas d'erreur de chiffre d'affaires ou de taux, l'indépendant devra vérifier les montants transmis, réclamer une correction à la plateforme puis, si nécessaire, saisir l'Urssaf. Le décret prévoit d'ailleurs des mécanismes de rectification.

Quand revendre le compartiment or de sa trésorerie d’entreprise acheté en janvier 2024 ?
L’once à 3 689,71 € contre 1 864,33 € en janvier 2024. Quand vendre l’or de sa trésorerie d’entreprise : trois déclencheurs, et aucun n’est le cours.

Le paradoxe n'est pas qu'on prélève. Le salarié connaît ce mécanisme depuis longtemps. Mais le salarié bénéficie d'un employeur responsable de sa paie. L'indépendant, lui, conserve la totalité des risques : absence de chômage, revenus irréguliers, charge de la preuve. Il perd en revanche le geste élémentaire de déclarer et de payer lui-même.

La simplification vantée à l'indépendant sert d'abord la fluidité des recettes publiques. Et rien n'indique, dans les textes, que les plateformes devront assumer financièrement leurs propres erreurs de calcul.Il fallait d'abord attirer les travailleurs vers le statut. On les y retient désormais en tenant leur caisse.

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Commission approves €4.5 million German state aid for fishing and aquaculture companies facing increased fuel prices

24 August 2026 at 06:30

The European Commission has approved a €4.5 million German state aid scheme for fishing and aquaculture companies facing increased fuel prices due to the Middle East crisis.

The scheme was approved under the Middle East Crisis Temporary State Aid Framework (METSAF) adopted by the Commission on 29 April 2026.

The German scheme

Germany notified to the Commission a €4.5 million scheme to support companies active in the primary production of fishery and aquaculture products. The scheme, which will run until 31 December 2026, aims to mitigate the impact of the increase in fuel prices.

The aid will take the form of direct grants. The scheme concerns the grant of a limited amount of aid based on the increase of fuel prices. The aid intensity corresponds to 70% of the estimated increase in fuel costs for fishery and aquaculture companies during the period from 1 March until 23 July 2026. The aid will not exceed €50,000 per company.

The Commission assessed the scheme under EU State aid rules, in particular Article 107(3)(c) of the Treaty on the Functioning of the EU, which enables member states to support the development of certain economic activities subject to certain conditions, as well as Sections 1 and 2.1 of the METSAF.

The Commission found that the scheme is in line with the conditions set out in the METSAF. In particular, aid will be granted based on a scheme with a clear estimated budget and will be provided to temporarily support the development of companies active in primary production of fishery and aquaculture products. The Commission concluded that the scheme is necessary, appropriate and proportionate to facilitate the development of an economic activity and does not adversely affect trading conditions to an extent contrary to the common interest.

On this basis, the Commission approved the German scheme under EU State aid rules.

Background

On 29 April 2026, the Commission adopted the METSAF to enable member states to support the EU economy in the context of the Middle East crisis. The METSAF is a targeted and temporary framework to address the effects of the crisis on some of the most exposed sectors of the economy: agriculture, fishery, transport and energy-intensive industries. The METSAF will be in place until 31 December 2026. During its period of application, the Commission will keep the content, scope and duration of the framework under review in the light of developments in the Middle East and of the general economic situation.

While the transition towards a clean economy remains the long-term solution to shield EU companies from the effects of global energy shocks, the METSAF allows member states to act immediately to make sure that the growth of the most exposed companies is not irreparably hampered by the current crisis.

To this end, support can take various forms for companies active in the agriculture, fishery and transport sectors. This includes aid based on actual consumption to cover part of the price increases for fuel or fertilisers, and a simplified approach for small amounts of aid.

The METSAF also includes a temporary adjustment to the Clean Industrial Deal State aid Framework allowing for further flexibility and higher aid intensities to address electricity price spikes.

More information on the METSAF can be found online.

For more information

The non-confidential version of today's decision will be made available under case number SA.124349, in the state aid register on the Commission's competition website. New publications of state aid decisions on the internet and in the Official Journal are listed in the Competition Weekly e-News. 

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