❌

Normal view

Protestas cuentan con apoyo de seis de cada 10 franceses

28 October 2026 at 22:10

París, 28 oct (Prensa Latina) Al menos seis de cada 10 franceses respaldan las movilizaciones del próximo 5 de noviembre para rechazar el encarecimiento de la vida, de acuerdo con un sondeo de Elabe publicado hoy en esta capital.

The post Protestas cuentan con apoyo de seis de cada 10 franceses first appeared on Noticias Prensa Latina.

CGT y CNT denuncian la vulneración del derecho a huelga en espectáculos teatrales como 'El rey león' y 'Los Miserables'

28 October 2026 at 18:48

CGT y CNT denuncian la vulneración del derecho a huelga en espectáculos teatrales como 'El rey león' y 'Los Miserables'

Varios teatros han desplazado las funciones de día o incluso cancelado su programación del 11 de noviembre, incluidos el Auditorio Nacional y el Teatro Real. "Son hechos muy graves que el público debe conocer", aseguran

Paul Mescal, Susan Sarandon o Tilda Swinton apoyan a Sally Rooney tras su veto en Reino Unido por su apoyo a Palestina

Los sindicatos CGT y CNT han denunciado que varios espectáculos de Madrid están vulnerando el derecho a huelga a sus trabajadores, tras haber cancelado o desplazado a fechas diferentes las funciones programadas para el 11 de noviembre.

Tanto en El Rey León que se representa en el teatro Lope de Vega como El alma al aire que acoge el Coliseum, las funciones previstas para el miércoles 11 se han trasladado al lunes 9. Ambas están producidas por Stage Entertainment. En su página web publicaron un aviso, que posteriormente borraron, en el que informaban: “Debido a la huelga general, la función del 11 de noviembre ha sido cancelada. Sentimos mucho las molestias”.

En el texto, al que ha tenido acceso este periódico, indicaban igualmente que quien tuviera entradas para ese día, podría cambiarlas sin coste adicional por otra función disponible. Este periódico ha intentado contactar con la productora, pero todavía no ha obtenido respuesta.

Captura del calendario de noviembre de 'El rey león' con el que se accede a la venta de entradas
Captura del calendario de noviembre de 'El rey león' con el que se accede a la venta de entradas

También se han desplazado los conciertos programados para el 11 en el Auditorio Nacional de Música y del Teatro Real, ambos dependientes del ministerio de Cultura. El Teatro Real ha enviado un comunicado a los medios de comunicación informando de la reprogramación. En él alegan que se ha acordado “por razones de seguridad y para prevenir posibles incidencias en la movilidad del transporte público o eventuales cortes de circulación que podrían dificultar la entrada y salida del público, los artistas, los trabajadores y el resto de profesionales relacionados con el Teatro Real, derivadas de la convocatoria de huelga general para esa jornada”. Añaden que con esta medida quieren “garantizar y compaginar el derecho a la huelga de la plantilla con el compromiso con el público”.

Lo mismo ha ocurrido en el musical Six en el teatro Gran Vía, que gestiona el grupo Smedia y otros del mismo grupo, como Un Dios salvaje en el Alcázar y Victoria en el Fígaro. En los teatros Luchana directamente se ha cancelado toda la programación, dando día libre al personal. Los sindicatos denuncian que se han producido igualmente irregularidades en el musical Los Miserables, regentado por ATG Entertainment, que ha cambiado la función del día 11 al 8. La misma productora ha cancelado Querido Evan Hansen en el Rialto, Wicked en el Nuevo Teatro Alcalá y La función que sale mal en el Amaya.

Para los sindicatos, estos son hechos “muy graves que el público asistente a esos espectáculos debe conocer”. Además, indican que en las próximas semanas harán piquetes informativos en diferentes teatros madrileños y hacen un llamamiento al público que hubiera adquirido entradas para el día de la huelga general, para que rechacen el cambio de fecha y soliciten la devolución de los importes abonados.

Governo nomeia secretário-executivo do conselho de minerais críticos

28 October 2026 at 16:50

O governo federal nomeou Carlos Leonardo Teófilo Durans para o cargo de secretário-executivo do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), órgão criado para coordenar a nova política brasileira para o setor mineral.

A nomeação consta de portaria assinada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, publicada nesta quarta-feira (28) no DOU (Diário Oficial da União).

Durans ficará responsável por comandar a estrutura técnica e administrativa do conselho, instalada no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), que terá participação direta na análise de projetos, investimentos e operações empresariais envolvendo minerais críticos e estratégicos.

O novo secretário-executivo é servidor de carreira e analista de Comércio Exterior desde 2013. Até então, ocupava o cargo de diretor do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Insumos e Materiais Intermediários do MDIC.

Formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Maranhão, Durans possui experiência na formulação de políticas industriais e já atuou em áreas relacionadas à inovação, produtividade e desenvolvimento de cadeias produtivas, incluindo os setores de petróleo e gás, defesa e indústria aeroespacial.

A nomeação representa mais uma etapa na implementação do CIMCE, instituído em setembro pela nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que busca ampliar a produção mineral brasileira e estimular o desenvolvimento das etapas de beneficiamento, processamento e transformação industrial dentro do país.

O conselho terá atribuições que vão além da formulação de políticas públicas. A legislação também estabelece um mecanismo de análise e homologação de determinadas operações envolvendo ativos minerais, incluindo mudanças de controle societário, transferências de direitos minerários e contratos internacionais de fornecimento que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do Brasil.

Na prática, o mecanismo permitirá ao governo, nos casos sujeitos à triagem, aprovar operações, estabelecer condições para sua realização ou negar a homologação, funcionando como uma espécie de poder de veto sobre determinados negócios do setor mineral.

A estrutura do CIMCE divide as atribuições entre diferentes ministérios. A Casa Civil preside o Pleno, responsável pelas diretrizes estratégicas, enquanto o MDIC coordena o Comitê Executivo e abriga a Secretaria-Executiva. O MME (Ministério de Minas e Energia), por sua vez, participa das decisões e deverá emitir manifestação técnica nos processos previstos na regulamentação.

Estrutura terá três subsecretarias

Um decreto publicado em 19 de outubro estabeleceu a criação de três subsecretarias vinculadas à Secretaria-Executiva, que ficará sob o comando de Durans.

A primeira, de Gestão e Assessoramento ao Pleno, será responsável pela organização administrativa do colegiado, pela preparação de reuniões e pelo apoio técnico à elaboração do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

A Subsecretaria de Projetos terá a função de receber e analisar requerimentos de empreendimentos minerais, organizar o cadastro dos projetos submetidos ao conselho e elaborar relatórios técnicos com propostas de deliberação.

Já a Subsecretaria de Análise de Operações ficará encarregada de instruir os processos relacionados ao mecanismo de triagem de investimentos, incluindo operações societárias e contratos internacionais abrangidos pela legislação.

Essa última estrutura também poderá preparar propostas de medidas cautelares e analisar o cumprimento das condições estabelecidas pelo conselho em suas decisões.

A escolha do secretário-executivo ocorre em meio à preparação das regras que definirão como o novo mecanismo de triagem será aplicado às empresas do setor mineral.

Entre os pontos que ainda dependem de regulamentação estão os critérios para identificar quais operações precisarão passar pela homologação do governo e os procedimentos que deverão ser observados pelas empresas.

A definição dessas regras é considerada especialmente relevante para operações de fusões e aquisições e contratos de fornecimento de longo prazo, frequentemente utilizados por mineradoras para garantir financiamento e viabilizar novos empreendimentos.

A nomeação de Durans, contudo, não representa o início automático das análises de operações. O funcionamento efetivo do mecanismo dependerá da conclusão das etapas regulatórias e da estruturação administrativa do conselho.

Empresa planeja investir R$ 5 bi para extrair potássio no mar de Sergipe

28 October 2026 at 16:23

A South Atlantic Potash desenvolve um projeto estimado em mais de R$ 5 bilhões para explorar depósitos de potássio localizados abaixo do leito marinho na costa de Sergipe.

O empreendimento prevê a produção de até 2 milhões de toneladas anuais de cloreto de potássio, matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes agrícolas, e busca reduzir a dependência brasileira de importações do mineral.

Segundo informações divulgadas pelo governo de Sergipe na terça-feira (27), a mineradora identificou nove alvos exploratórios na Bacia de Sergipe-Alagoas, a partir da análise de dados geológicos e de perfurações realizadas anteriormente pela indústria de petróleo e gás.

A empresa detém cerca de 189 mil hectares autorizados para pesquisa mineral pela ANM (Agência Nacional de Mineração). Os depósitos investigados estão localizados aproximadamente 2,5 quilômetros abaixo do leito marinho, em uma região com profundidade de água próxima de 30 metros.

O investimento estimado em mais de R$ 5 bilhões consta no relatório de gestão de 2025 da Desenvolve-SE (Agência Sergipe de Desenvolvimento), estatal que apoia a estruturação do empreendimento.

Apesar do potencial identificado, a iniciativa ainda está em fase de avaliação técnica conceitual. A empresa precisará realizar novas campanhas de sondagem para dimensionar os depósitos, estimar formalmente os recursos minerais e avaliar a viabilidade econômica da operação.

Os nove alvos identificados, portanto, ainda não representam reservas minerais comprovadas, e o empreendimento não possui uma decisão final de investimento anunciada.

O projeto pretende aproveitar o conhecimento geológico acumulado durante décadas de exploração de petróleo e gás na região. Segundo a empresa, informações de mais de 200 poços históricos, além de levantamentos sísmicos, contribuíram para identificar formações subterrâneas com potencial de concentração de sais minerais.

Como funcionaria a mineração no mar

Diferentemente da mineração convencional, o projeto não prevê a abertura de grandes escavações no fundo do oceano. A empresa pretende utilizar a técnica de lavra por dissolução, conhecida internacionalmente como solution mining, adaptada ao ambiente marítimo.

O processo consiste na perfuração de poços até as camadas subterrâneas que contêm os sais de potássio. Por esses poços, água seria injetada para dissolver parte dos minerais presentes no depósito, formando uma solução salina concentrada, conhecida como salmoura.

Essa solução retornaria à superfície e seria transportada até uma unidade industrial em terra, onde passaria por processos de evaporação e cristalização para separar os diferentes sais e produzir cloreto de potássio.

O produto final seria destinado à cadeia de fertilizantes, enquanto o cloreto de sódio também recuperado durante o processamento poderia ser comercializado como coproduto.

A ausência de barragens de rejeitos, entretanto, não elimina os desafios ambientais do empreendimento. O projeto prevê a necessidade de gerenciamento da salmoura residual, incluindo estudos sobre sua dispersão e possíveis impactos no ambiente marinho, aspectos que deverão ser analisados durante o licenciamento ambiental.

Dependência de importações

A proposta surge em um momento em que o Brasil busca ampliar a produção doméstica de matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes.

O país está entre os maiores consumidores mundiais de potássio, impulsionado pela demanda do agronegócio, mas depende quase integralmente do fornecimento externo.

A maior parte desse insumo é utilizada na produção de fertilizantes potássicos, fundamentais para culturas como soja, milho e cana-de-açúcar. A dependência externa torna o setor agrícola brasileiro mais exposto às oscilações internacionais de preços, aos custos logísticos e a eventuais interrupções no abastecimento.

Segundo estimativas apresentadas pela South Atlantic Potash, uma operação capaz de produzir 2 milhões de toneladas anuais de cloreto de potássio poderia atender aproximadamente 14% da demanda nacional, considerando o mercado utilizado como referência pela empresa.

A South Atlantic Potash mantém um memorando de entendimento com a Desenvolve-SE para apoiar o desenvolvimento do empreendimento. A agência estadual também informou ter realizado articulações com órgãos federais, incluindo a ANM e o Ibama, além de iniciativas relacionadas à estruturação financeira.

Entre as próximas etapas estão as sondagens confirmatórias offshore, a elaboração dos estudos de pré-viabilidade e viabilidade, o desenvolvimento da engenharia, a obtenção das autorizações ambientais e a captação de recursos.

A empresa ainda não anunciou uma data definitiva para o início da produção comercial. A efetiva implantação dependerá da confirmação de depósitos economicamente aproveitáveis e da conclusão das etapas técnicas, ambientais e financeiras.

 

Quién vive mejor un jubilado español con pensión pública o uno mexicano con un sistema mixto de reparto y capitalización

28 October 2026 at 16:07
Un pensionista español junto a otro mexicano. (Imagen Ilustrativa Infobae)

México, al contrario que España, cuenta con un modelo de pensiones mixto que combina prestaciones de reparto, cuentas individuales de ahorro y complementos financiados por el Estado. Desde julio de 2024, el Fondo de Pensiones para el Bienestar permite elevar determinadas prestaciones hasta el 100% del salario medio del último año trabajado, aunque con un máximo fijado para 2026 en 17.885,85 pesos mensuales, unos 862 euros.

La cuantía que recibe cada jubilado depende de varios factores, entre ellos la fecha en que comenzó a cotizar, el número de semanas acumuladas y el salario percibido durante su vida laboral. Por eso, dos personas que se retiren a la misma edad pueden acceder a prestaciones muy diferentes. La edad ordinaria de jubilación se sitúa en los 65 años, aunque existen vías para dejar de trabajar antes bajo determinadas condiciones.

El modelo se organiza en cuatro niveles: una pensión no contributiva para las personas mayores, el seguro social para los trabajadores del sector privado, un complemento público para determinadas jubilaciones y los planes de pensiones promovidos voluntariamente por las empresas. La combinación busca ofrecer una protección básica y mejorar los ingresos durante la vejez, pero el resultado final depende de la trayectoria laboral de cada persona, señalan expertos en pensiones de BBVA.

El sistema de pensiones mexicano es diferente al de España que posee un modelo de reparto puro con fuerte protección a las rentas bajas.

Dos regímenes según cuándo se empezó a cotizar

La fecha clave para calcular la pensión contributiva es el 1 de julio de 1997. Quienes comenzaron a cotizar antes de ese día están sujetos a la llamada Ley 73 del Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS), basada en un sistema de reparto y una prestación definida. Para acceder a ella se necesitan, como mínimo, 500 semanas cotizadas —casi diez años— y haber cumplido 60 años para la jubilación por cesantía en edad avanzada o 65 para la pensión de vejez.

Mientras que en España se exigen al menos 15 años cotizados para tener derecho a pensión contributiva, de los cuales dos deben estar dentro de los 15 años previos a la jubilación. Además, para alcanzar el 100% de la base reguladora se requieren 36 años y 6 meses en 2026, cifra que subirá a 37 años en 2027.

En cuanto a la cotización, España fija en 2026 una base máxima de 5.101,20 euros mensuales (61.214,4 anuales). Se actualiza anualmente en función del Índice de Precios al Consumo (IPC)+1,2 puntos porcentuales. Los salarios que superen ese tope solo cotizan hasta el mismo.

En el modelo mexicano, el cálculo de la pensión parte del salario medio de las últimas 250 semanas cotizadas, equivalentes a casi cinco años. A esa base se aplica una cuantía inicial, que puede aumentar en función del tiempo cotizado por encima del mínimo exigido. La pensión mínima garantizada asciende en 2026 a 10.636,54 pesos mensuales, alrededor de 513 euros.

Adelantar el retiro tiene un coste. Una persona que se jubile a los 60 años percibe el 75% de la pensión que le correspondería a los 65, a los 61 recibe el 80%, a los 62 el 85%, a los 63 el 90% y a los 64 el 95%. Solo al alcanzar los 65 años se aplica el 100%.

Además, quienes ya no trabajan pueden recurrir a la denominada Modalidad 40 para seguir cotizando voluntariamente y mejorar su promedio salarial a efectos de pensión, aunque desde el 22 de octubre de 2026 se aplican condiciones más restrictivas.

Las cuentas individuales determinan la pensión de los más jóvenes

Para quienes comenzaron a cotizar en México a partir del 1 de julio de 1997, la Ley 97 establece un sistema de capitalización individual. En este caso, el importe final depende del dinero acumulado en la cuenta personal, las aportaciones realizadas, los rendimientos obtenidos y las comisiones cobradas por las administradoras de fondos para el retiro, conocidas como Afores.

En 2026, los trabajadores que accedan a esta modalidad deben acreditar 875 semanas cotizadas y tener 60 años en caso de cesantía laboral o 65 para la pensión de vejez. El requisito de cotización aumenta progresivamente: partió de 750 semanas en 2021 y crecerá en 25 semanas cada año hasta alcanzar las 1.000 en 2031.

Una vez llega la jubilación, el ahorro puede transformarse en una renta vitalicia contratada con una aseguradora o en retiros programados gestionados por las Afores -gestoras de las cuentas individuales de retiro- que distribuyen el saldo de acuerdo con la esperanza de vida prevista.

Si el capital acumulado no alcanza el mínimo necesario, el Estado garantiza una prestación cuyo importe depende de la edad, las semanas cotizadas y el salario medio. En 2026, esas cuantías oscilan entre 3.540,56 y 11.128,01 pesos al mes, unos 171 y 536 euros, respectivamente.

El Estado refuerza las pensiones, pero no todas por igual

El complemento del Fondo de Pensiones para el Bienestar es uno de los elementos que explica la elevada tasa de sustitución mexicana. El mecanismo permite completar las pensiones de cuentas individuales hasta el 100% del salario medio del último año, con el límite mensual establecido. La referencia máxima se actualiza cada enero y, en 2026, se sitúa en 17.885,85 pesos.

A esa protección se suma la Pensión Bienestar, una ayuda no contributiva financiada con impuestos para las personas de 65 años o más. En 2026 paga 6.400 pesos cada dos meses, equivalentes a unos 154 euros mensuales. La ayuda se amplía progresivamente a mujeres de entre 60 y 64 años, que reciben 3.100 pesos bimestrales.

Una jubilada pasea por un parque. (Imagen Ilustrativa Infobae)

Los datos de la OCDE reflejan el efecto de estas medidas. Según el informe Pensions at a Glance 2025, una persona con salario medio y una carrera laboral completa entre los 22 y los 65 años obtiene en México una tasa de sustitución neta del 79,6%, frente al 63,2% de media de la organización. Para quienes cobran la mitad del salario medio, la tasa alcanza el 131,9%; para quienes ganan el doble, baja al 56,9%.

España también mantiene una de las tasas de sustitución más elevadas, lo que significa que la diferencia entre el último sueldo y la primera pensión es mucho menor que en otros países. La tasa de sustitución alcanza el 80,4%, según datos de la OCDE.

Los planes de empresa siguen siendo voluntarios

México también cuenta con planes de pensiones de empleo que complementan las prestaciones públicas, aunque no son obligatorios. Cada empresa puede establecer sus propias condiciones, incluidos los requisitos de antigüedad, la edad de jubilación y las aportaciones. Según la Comisión Nacional del Sistema de Ahorro para el Retiro (CONSAR), en 2025 había 3.222 planes de este tipo en 2.938 empresas, con 1,9 millones de trabajadores activos y 86.322 pensionistas beneficiarios.

Pese a las tasas de sustitución registradas, el sistema mantiene importantes diferencias entre trabajadores. El complemento público mejora especialmente las pensiones de quienes perciben salarios bajos, mientras que el límite establecido reduce su efecto relativo en las rentas más altas. Además, la cuantía final depende de las cotizaciones acumuladas y de las condiciones de acceso a cada régimen, señalan expertos en pensiones de BBVA.

El desafío consiste en garantizar ingresos suficientes durante la jubilación sin dejar fuera a quienes han desarrollado buena parte de su vida laboral en la economía informal o no han podido cotizar lo suficiente. En un sistema que combina un sistema de reparto y ahorro individual, la carrera laboral sigue siendo decisiva para determinar cuánto dinero llega cada mes al bolsillo del pensionista.

Glencore e chinesa compram 5 anos de produção de mina de níquel no Pará

28 October 2026 at 15:16

A gigante de commodities Glencore e a chinesa CNGR fecharam acordos para comprar toda a produção prevista de concentrado de níquel do projeto Jaguar, localizado em São Félix do Xingu, no Pará, durante os primeiros cinco anos de operação da futura mina. O empreendimento pertence à australiana Centaurus Metals e é considerado um dos principais projetos de níquel sulfetado em desenvolvimento no Brasil.

Os contratos, anunciados nesta quarta-feira (28), também incluem compromissos de investimento de US$ 40 milhões na mineradora australiana. Segundo a Centaurus, os dois novos acordos representam aproximadamente US$ 900 milhões em vendas estimadas ao longo de cinco anos, considerando os preços atuais do níquel.

Cada um dos novos contratos prevê o fornecimento mínimo de 100 mil toneladas de concentrado de níquel de alto teor durante cinco anos, o equivalente a 20 mil toneladas anuais por empresa. As entregas deverão começar no primeiro semestre de 2029, quando está previsto o início da produção do Jaguar.

Os volumes se somam a um contrato anterior, assinado com a Glencore em março deste ano, que já havia comprometido outras 20 mil toneladas anuais. Dessa forma, a Centaurus passa a ter compradores para 100% da produção prevista de concentrado de níquel nos primeiros cinco anos de funcionamento da mina.

A produção contratada corresponde a aproximadamente 22,5 mil toneladas anuais de níquel contido no concentrado, segundo as estimativas da companhia. O produto terá teor de aproximadamente 30% de níquel e ainda precisará passar por etapas industriais adicionais para a obtenção do metal refinado.

Os contratos estabelecem que a produção excedente aos volumes mínimos também será adquirida pelas duas empresas, com os lotes adicionais distribuídos alternadamente entre Glencore e CNGR. A mineradora estima que esse volume complementar poderá alcançar 60 mil toneladas de concentrado ao longo dos cinco anos.

Os preços serão vinculados às cotações internacionais do níquel na LME (Bolsa de Metais de Londres), com mecanismos de ajuste conforme o valor do metal. Os acordos também preveem remuneração pela presença de cobre e cobalto no concentrado.

Por isso, os US$ 900 milhões anunciados representam uma estimativa de vendas dos dois novos contratos, e não uma receita garantida ou um pagamento antecipado à mineradora. O valor efetivamente recebido dependerá das cotações internacionais e dos volumes fornecidos.

A Glencore é uma das maiores empresas globais de mineração e comercialização de commodities, com atuação em diferentes etapas da cadeia produtiva do níquel. Já a CNGR é uma das principais fabricantes chinesas de materiais utilizados na produção de baterias, especialmente precursores empregados na fabricação de componentes das baterias de íons de lítio para veículos elétricos.

A entrada da companhia chinesa amplia a conexão do projeto brasileiro com a cadeia internacional de baterias, em um contexto de crescente importância estratégica do níquel para a indústria e de busca por novas fontes de fornecimento fora da Indonésia, que concentra parcela expressiva da produção mundial.

No contrato original firmado em março, a Centaurus informou que o concentrado adquirido pela Glencore teria como destino-base uma unidade metalúrgica da companhia em Sudbury, no Canadá. Os novos acordos, entretanto, não detalham o destino industrial dos volumes adicionais contratados.

Investimentos e financiamento

Além da compra futura da produção, a Glencore e a CNGR assumiram compromissos de investir US$ 20 milhões cada na Centaurus, por meio da aquisição de ações da mineradora australiana.

Os aportes serão divididos em duas etapas. A primeira prevê US$ 25 milhões, sendo US$ 12,5 milhões de cada empresa. A segunda, de US$ 15 milhões, dependerá da aprovação dos acionistas da Centaurus e da decisão final de investimento necessária para autorizar a construção do Jaguar.

No caso da CNGR, os investimentos também estão sujeitos à autorização das autoridades chinesas para operações de investimento no exterior. As condições da segunda etapa deverão ser cumpridas até 31 de janeiro de 2027.

Segundo o diretor-geral da Centaurus, Darren Gordon, os acordos representam um avanço na estruturação financeira e comercial do empreendimento.

“Com 100% da produção prevista do Jaguar para os primeiros cinco anos agora contratada e US$ 40 milhões em novos investimentos estratégicos comprometidos, avançamos significativamente nas bases comerciais e financeiras para desenvolver o projeto”, afirmou Gordon, em comunicado ao mercado.

Os novos compromissos também deverão contribuir para a conclusão das negociações de financiamento da mina. A Centaurus informou que as tratativas para obtenção de crédito estão em estágio avançado, mas ainda não anunciou a conclusão do pacote financeiro necessário para autorizar a construção.

Em março, a companhia anunciou ter recebido uma carta de intenção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para um possível financiamento de R$ 1 bilhão.

A manifestação, entretanto, não representa uma aprovação definitiva de crédito. A liberação dos recursos depende da conclusão das análises técnicas, financeiras e jurídicas, além das aprovações internas do banco.

Projeto Jaguar

Localizado na região mineral de Carajás, o Jaguar foi adquirido pela Centaurus da Vale em 2020 e reúne alguns dos principais depósitos de níquel sulfetado ainda não desenvolvidos no país.

A mineradora estima recursos minerais de 138,2 milhões de toneladas de minério, com teor médio de 0,87% de níquel, o equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de toneladas do metal contidas nos depósitos identificados.

Desse total, a empresa delimitou reservas economicamente lavráveis de 52 milhões de toneladas de minério, com aproximadamente 406 mil toneladas de níquel contido, considerando as condições estabelecidas nos estudos de engenharia.

O planejamento inicial prevê uma mina a céu aberto com vida útil de 15 anos e produção média de 18,7 mil toneladas anuais de níquel contido no concentrado ao longo desse período. O investimento necessário para colocar o empreendimento em operação foi estimado em US$ 380 milhões, segundo o estudo de otimização divulgado pela companhia em 2025.

O níquel é utilizado principalmente na produção de aço inoxidável, mas também desempenha papel importante na fabricação de determinadas baterias de veículos elétricos e em outras aplicações industriais. O desenvolvimento de novos projetos de níquel sulfetado ganhou importância para a diversificação das cadeias internacionais de fornecimento do mineral.

No Brasil, o Jaguar integra uma carteira de projetos voltados à ampliação da oferta de minerais considerados estratégicos para a indústria e para a transição energética. Embora o empreendimento preveja o beneficiamento mineral no Pará, os contratos de fornecimento reforçam sua conexão com instalações industriais e compradores internacionais.

A Centaurus ainda precisa concluir a estrutura de financiamento e tomar a decisão final de investimento antes de avançar para a construção da mina. Os novos contratos preveem a possibilidade de encerramento pelas compradoras caso a primeira remessa de concentrado não seja enviada até o final de 2029.

Retratos de Franco, porcelanas chinas y una jarra vendida por 10.000 euros destacan en la subasta de bienes del Pazo de Meirás

28 October 2026 at 17:48
Algunos de los objetos que la familia Martínez-Bordiú Franco ha puesto a la venta en Madrid.(Alberto Ortega - Europa Press)

La venta de bienes de la familia Martínez-Bordiú Franco procedentes del Pazo de Meirás ha comenzado este miércoles en una subasta organizada por Magna Art Auctions y ya se han producido varias adjudicaciones muy por encima de los precios de salida. El catálogo reúne 689 objetos procedentes de la residencia gallega, con precios de salida de entre 20 y 5.000 euros, y entre los lotes hay retratos de Francisco Franco, mobiliario, piezas religiosas, armas, vajillas y fotografías.

Entre las primeras piezas adjudicadas figura un retrato familiar del dictador junto a su esposa, Carmen Polo, y su hija, Carmen Franco, que se ha vendido por 2.250 euros.

La pieza que ha registrado el precio más alto ha sido una jarra de pico de cerámica esmaltada de Talavera de la Reina, datada en el siglo XVII. El objeto, perteneciente a la serie tricolor o del rayado naranja, partía de 350 euros y ha alcanzado los 10.000 euros.

Porcelanas chinas, sillas y una alfombra turca

También se ha adjudicado por encima de su estimación inicial una gran pecera de porcelana china, decorada con flores, peonías y aves exóticas. La pieza comenzó en 150 euros y se vendió por 2.500 euros.

Imagen de la foto de Juan Carlos I dedicada a Franco. (Europa Press)

Una sopera de porcelana de la Compañía de Indias, con blasones en esmaltes de la Familia Rosa de la dinastía Qing, fechada entre 1736 y 1795, también se ha vendido en la jornada de hoy por 2.750 euros. Asimismo, un conjunto de seis sillas de hierro pintado de verde, con asientos calados de palmetas y una greca clásica en el perímetro, ha sido adjudicado por 2.250 euros, cuando su precio de salida eran de 250.

Por otro lado, una alfombra turca Ushak, de la primera mitad del siglo XX y decorada con un medallón hexagonal y motivos vegetales y florales estilizados, ha alcanzado los 2.000 euros, ocho veces el importe de salida.

Entre los 689 lotes ofrecidos también hay muebles antiguos, objetos religiosos, armas, vajillas y una fotografía dedicada por Juan Carlos I al dictador.

Tras el elevado número de pujas registrado en esta primera jornada, la subasta se reanudará este miércoles a las 17.00 horas, desde el lote 251.

Imagen del Pazo de Meirás. (Europa Press)

Piden paralizar la subasta

Cabe recordar que la Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica ha pedido la intervención de la Fiscalía General del Estado para intentar frenar la venta. El portavoz de la CRMH, Carlos Babío, ha sostenido que hay piezas que no pertenecerían a la familia Franco y ha solicitado que las administraciones actúen para defender el interés público.

Sin embargo, el director de Magna Art Auctions, José Miguel Carrillo de Albornoz, ha afirmado que la operación cuenta con las garantías necesarias y con supervisión de la Abogacía del Estado y de la Xunta de Galicia. La Consejería de Cultura gallega ha señalado que seguirá el proceso para determinar si existe algún elemento cuyo interés aconseje adquirirlo.

(Con información de la agencia EFE)

Objetos de la subasta de la familia Franco. (Magna Art)

El 61% de los coches de segunda mano vendidos en España tiene algún factor de riesgo y 43% registra daños o accidentes

28 October 2026 at 18:58
Coches de segunda mano en venta. (Imagen Ilustrativa Infobae)

El mercado de coches de segunda mano sigue ganando protagonismo en España, pero comprar un vehículo usado exige mirar más allá de su antigüedad, su kilometraje o su aspecto exterior, recomiendan los expertos. Entre enero y septiembre de 2026, el 61% de los automóviles que cambiaron de propietario presentaba al menos un factor de riesgo asociado a su historial, nueve puntos porcentuales por encima del 52% registrado en el conjunto del parque móvil nacional. Así lo revela un análisis de Carfax, proveedor de historiales de vehículos, elaborado a partir de 1.515.780 coches transferidos durante los nueve primeros meses del año.

La cifra adquiere relevancia en un mercado que mueve millones de operaciones. Según datos de Ganvam, las ventas de turismos y todoterrenos usados superaron el millón de unidades durante el primer semestre, con 1.069.372 operaciones, cerca de un 5% más que en el mismo periodo del año anterior. Por cada turismo nuevo vendido, se comercializaron 1,8 usados, una proporción que refleja el peso de este segmento en la automoción española.

Los coches que cambiaron de manos durante los tres primeros trimestres de 2026 tienen una antigüedad media inferior a la del conjunto del parque español, pero acumulan más kilómetros y presentan una mayor proporción de factores de riesgo asociados a su historial. Su antigüedad media es de 13 años, frente a los 15,11 años del parque español, mientras que su kilometraje alcanza los 183.300 kilómetros, por encima de los 177.442 registrados en el conjunto de los vehículos.

Daños, importaciones y antiguos coches de alquiler

Entre los factores analizados, los antecedentes de daños o accidentes son los más frecuentes: aparecen en el 43% de los vehículos que cambiaron de propietario. Los vehículos importados representan el 10% de las transferencias analizadas, frente al 6% del conjunto del parque español.

En el caso de los coches con historial de alquiler, la proporción alcanza el 13%, frente al 7% nacional. Además, los importados que cambiaron de propietario durante el periodo estudiado acumulan una media de 199.247 kilómetros, mientras que los procedentes de flotas de alquiler registran 142.936. Las inconsistencias en el kilometraje afectan al 2% de los coches estudiados.

“Los vehículos que cambian de propietario pueden acumular un historial especialmente relevante para el comprador, ya que han pasado, de media, por más propietarios que el conjunto del parque”, señala Francisco Rudilla, responsable de Desarrollo de Negocio de Carfax.

Incide en que “la presencia de estos factores no significa necesariamente que estemos ante un vehículo problemático, pero sí demuestra la importancia de conocer su historial. Disponer de esta información permite al comprador valorar mejor el vehículo y tomar una decisión de compra con mayor seguridad”.

Más de cuatro propietarios por coche y predominio del diésel

La trayectoria de cada automóvil constituye otra de las diferencias relevantes. Los vehículos transferidos entre enero y septiembre han tenido una media de 4,1 propietarios, frente a los 2,6 del conjunto del parque móvil español. Esta rotación hace que la información sobre anteriores titulares, posibles daños y usos previos adquiera especial importancia para quienes buscan un coche de ocasión.

Los vehículos usados transferidos entre enero y septiembre han tenido una media de 4,1 propietarios. (Imagen Ilustrativa Infobae)

En cuanto a la motorización, el diésel continúa dominando entre los vehículos analizados, con un 47% del total. La gasolina representa el 38%, mientras que los híbridos alcanzan el 12%. Los eléctricos, por su parte, suponen un 2%, y el 1% restante corresponde a otras opciones de combustible. La distribución muestra el peso que todavía mantienen las motorizaciones tradicionales en el mercado de segunda mano.

Por territorios, Madrid concentra el mayor volumen de cambios de propietario, con un 15% de las operaciones estudiadas. Barcelona ocupa la segunda posición, con un 9%, seguida de Valencia, que reúne el 5%. Estas cifras sitúan a las grandes áreas urbanas entre los principales focos de actividad del mercado español de vehículos usados.

Volkswagen Golf, el modelo más transferido

En la clasificación por marcas, Volkswagen encabeza la lista, con un 9,2% de los vehículos analizados. Peugeot ocupa el segundo puesto, con un 8,1%, seguida de SEAT, con un 7,9%. Renault y Citroën completan el grupo de las marcas con mayor presencia, ambas con un 7,2%.

Por modelos, el Volkswagen Golf es el más habitual entre los coches que cambiaron de propietario, con un 3,1% del total. Sin embargo, las unidades analizadas tienen una antigüedad media de 16,8 años y acumulan 221.041 kilómetros. Además, el 53,7% registra antecedentes de daños y el 71,5% presenta al menos un factor de riesgo, el porcentaje más elevado entre los cinco modelos con mayor presencia en el estudio.

El SEAT Ibiza representa el 2,7% de las transferencias, el SEAT León el 2,5%, el Ford Focus el 2% y el Renault Clio el 1,9%. En el caso del León, la media es de 13,3 años y 220.865 kilómetros, mientras que el 63,9% de las unidades presenta algún indicador de riesgo.

El efecto Ozempic llega a la cesta de la compa y reduce un 5,3% el gasto en alimentos: estos son los que se consumen menos

28 October 2026 at 14:16
Foto de archivo de una persona comprando fruta en un supermercado. (Europa Press)

El avance de medicamentos como Ozempic, Wegovy o Mounjaro está abriendo un nuevo frente para la industria alimentaria que ve cómo cambian los hábitos de compra de los consumidores. Más allá de sus efectos sobre el apetito, los tratamientos basados en agonistas del receptor GLP-1 empiezan a relacionarse con variaciones en el gasto doméstico, las cantidades adquiridas y los productos que terminan en la cesta de la compra. Una transformación que obliga a fabricantes y distribuidores a revisar cómo calculan la demanda y planifican sus existencias.

Según un estudio de la Universidad de Cornell, el gasto en alimentación cae un 5,3% durante los seis meses posteriores a que un miembro del hogar comience un tratamiento con GLP-1. En las familias con mayores ingresos, la reducción alcanza el 8,2%. Los resultados apuntan a un posible impacto económico que va más allá del consumidor y que puede trasladarse a las decisiones de producción, distribución y aprovisionamiento de las empresas.

El cambio no se limita a cuánto se compra, sino que también afecta a qué alimentos se eligen. Datos de la Universidad de California en Davis señalan una reducción del consumo de bebidas azucaradas, alcohol, aperitivos, dulces y productos de panadería, mientras que las frutas, las verduras, los yogures y los alimentos ricos en proteínas ganan protagonismo. Para el sector, esta evolución plantea el desafío de identificar qué categorías pueden perder demanda y cuáles podrían beneficiarse de las nuevas preferencias.

Dispensadores del fármaco contra la diabetes Ozempic en una línea de producción de Novo Nordisk en Hillerod, Dinamarca. REUTERS/Tom Little

Las previsiones de ventas, ante un nuevo escenario

En este contexto, las empresas podrían encontrarse con dificultades si siguen utilizando exclusivamente las ventas históricas para anticipar el comportamiento del mercado. Slimstock, compañía especializada en la planificación de la cadena de suministro, advierte de que los cambios en los patrones de consumo pueden reducir la precisión de los modelos tradicionales de previsión, especialmente cuando las variaciones se mantienen durante varios meses.

“Estamos ante un cambio que puede modificar no solo cuánto compra el consumidor, sino también qué productos introduce en su cesta. Para la industria alimentaria, mirar únicamente al histórico puede dejar de ser suficiente para anticipar la demanda real”, señala Arnau Peris, country manager de Slimstock España.

El problema adquiere especial relevancia para las compañías que trabajan con acuerdos de compra, compromisos de volumen o contratos de suministro a largo plazo. Si la demanda de determinadas categorías disminuye y las previsiones no se ajustan, los fabricantes y distribuidores pueden acumular mercancía que tarda más en venderse, con el consiguiente aumento de los costes de almacenamiento y del capital inmovilizado. El desajuste también puede dificultar la planificación de las compras y la utilización de los recursos productivos.

Desde Slimstock recomiendan incorporar diferentes escenarios de consumo en las previsiones a medio y largo plazo, revisar las políticas de stock de seguridad e identificar las categorías más expuestas a cambios rápidos en los hábitos de compra. El objetivo es que las empresas puedan adaptar sus decisiones a tiempo, en lugar de reaccionar cuando el exceso de inventario ya se ha producido.

“El principal riesgo no es que la demanda desaparezca de un día para otro, sino no detectar suficientemente rápido que el mix de consumo está cambiando. Una desviación relativamente pequeña, mantenida durante meses, puede terminar generando un volumen importante de stock innecesario”, explican desde Slimstock.

Envases más pequeños y alimentos con mayor valor nutricional

La transformación también podría reflejarse en el diseño y el tamaño de los productos. Un estudio elaborado en 2024 por AMC Global y OpinionRoute reveló que el 95% de los usuarios de GLP-1 encuestados afirma consumir porciones más pequeñas. Además, el 78% busca envases de menor tamaño y el 82% declara buscar activamente alimentos con beneficios nutricionales añadidos.

Estas preferencias pueden llevar a fabricantes y distribuidores a replantearse sus surtidos y formatos comerciales. Los envases más pequeños, por ejemplo, pueden exigir ajustes en las líneas de producción, las necesidades de almacenamiento y la organización logística. Al mismo tiempo, una mayor atención a las proteínas, la fibra, los alimentos frescos y los productos funcionales podría modificar las necesidades de aprovisionamiento y las relaciones con los proveedores.

La adaptación, sin embargo, no consiste únicamente en reducir cantidades o sustituir unos productos por otros. También exige determinar qué cambios responden a una tendencia sostenida y cuáles pueden ser puntuales. Para ello, las compañías necesitan combinar la información histórica de ventas con señales recientes del mercado y escenarios que contemplen diferentes ritmos de evolución del consumo.

“La clave no está en intentar predecir hasta dónde llegará el fenómeno GLP-1, sino en construir cadenas de suministro capaces de responder a distintos escenarios. Las compañías que detecten antes los cambios podrán ajustar inventario, surtido y aprovisionamiento antes de que el impacto sea evidente en sus niveles de stock”, concluye Peris.

Stellantis refuerza su liderazgo en el mercado camper con cuatro propuestas para viajar

28 October 2026 at 14:00

El mercado camper sigue creciendo en España. Entre enero y septiembre se matricularon 6.369 unidades, un 14,6 % más que en el mismo periodo del año pasado. Pro One, la división de vehículos comerciales de Stellantis, alcanzó una cuota del 53 %, mientras que en Europa siete de cada diez vehículos camper circulan sobre una base del grupo, según datos de la compañía.

El grupo cuenta con la experiencia de sus marcas Opel, Citroën, Peugeot y Fiat Professional, además de la colaboración de especialistas en transformaciones. Los vehículos se personalizan en fábrica para adaptarse a las necesidades del sector, con soluciones como bastidores rebajados, techos recortados, suspensiones específicas, vías traseras ensanchadas o conexiones que permiten alimentar el equipamiento camper mediante la batería de los modelos eléctricos.

Stellantis Pro One ofrece diferentes propuestas para cubrir distintas necesidades, desde vehículos compactos para el día a día hasta bases destinadas a autocaravanas, respondiendo así al creciente interés por una forma de viajar que combina movilidad, ocio y libertad.

Opel Zafira by Tinkervan

Desarrollado junto al especialista español Tinkervan, combina el uso diario con las escapadas de fin de semana. Su techo elevable panorámico incorpora una cama de 1,30 por 2 metros, mientras que el interior permite distintas configuraciones para dormir, transportar equipaje o ampliar el número de plazas, según la versión. Puede equipar batería auxiliar de litio, calefacción estacionaria, ducha eléctrica y módulo de cocina. Monta un motor diésel de 180 CV con cambio automático de ocho velocidades. Está disponible desde 39.000 euros.

Citroën Holidays

Confort para cuatro viajeros. Basado en el SpaceTourer, ofrece dos camas, techo retráctil, asientos delanteros giratorios y una cocina con dos fuegos, fregadero y frigorífico. La calefacción Webasto y la posibilidad de instalar un toldo facilitan las escapadas durante todo el año. Su altura de 1,99 metros permite mantener la practicidad en los desplazamientos cotidianos. La gama dispone de motores diésel de 145 y 180 CV, y parte de un precio de 57.800 euros.

Peugeot Rifter by Tinkervan: modularidad compacta

Su principal característica es el sistema Flexibed Sport, que permite alternar entre un maletero libre, una cama completa o una configuración que combina descanso y espacio para transportar bicicletas y material deportivo. El techo elevable añade una segunda zona para dormir, mientras que los asientos giratorios y la mesa plegable crean un pequeño salón. Según la versión, puede incorporar batería auxiliar, calefacción, nevera, cocina y ducha. Su precio empieza en 32.000 euros.

Fiat Ducato: una referencia para el caravaning

Con más de cuarenta años de trayectoria, es una de las bases más utilizadas en Europa para campers y autocaravanas. Para las transformaciones más especializadas, la marca ofrece soluciones como el «Chasis Special», con una estructura más baja y ligera y la vía trasera ensanchada. Dispone de sistemas de asistencia a la conducción y destacan sus asientos con reposacabezas integrado, respaldo ancho y doble reposabrazos. Su base giratoria permite integrarlos en la zona habitable cuando el vehículo está estacionado.

Sobre esta plataforma, Nomade Nation, fabricante con sede en Barcelona, ofrece vehículos con aislamiento térmico, mobiliario, calefacción y distintas configuraciones de cocina y baño. Según la versión, pueden disponer de una cama superior de 185 por 135 centímetros y capacidad para hasta cuatro ocupantes. Su precio parte de 73.500 euros.

© LR

Stellantis refuerza su liderazgo en el mercado camper con cuatro propuestas para viajar

© LR

Opel Zafira

© LR

Fiat Ducato

El Gobierno apunta a un fallo en el centro de control en el accidente de tren de Toledo: se autorizó la marcha “contra la normativa”

28 October 2026 at 14:07
Equipos de rescate trabajan en el lugar del accidente tras la colisión de dos trenes de alta velocidad entre Mora y Orgaz, cerca de Toledo. (REUTERS/Violeta Santos Moura)

El Ministerio de Transportes y Movilidad Sostenible ha asegurado que el choque entre los dos trenes en Urda (Toledo) se ha producido después de que el centro de control de Adif en Atocha permitiese reanudar la marcha normal de los trenes, en contra de lo establecido en la normativa ferroviaria, según informa Europa Press.

Fuentes del ministerio que dirige Óscar Puente aclaran que la avería en el sistema se produjo en la provincia de Toledo a las 8:32 horas, obligando a detener seis trenes en un tramo de 90 kilómetros. Ocho minutos después, el operador permitió que todos retomaran la marcha.

La normativa establece que, ante una incidencia de este tipo, los trenes deben avanzar en régimen de marcha a la vista, con un límite de 40 kilómetros por hora. No obstante, el AVE reanudó el recorrido a velocidad ordinaria y llegó a circular a 200 kilómetros por hora antes de impactar contra un tren de Iryo a las 8:54. En el lugar están trabajando bomberos de los parques de Alcázar de San Juan y Orgaz, Protección Civil de varios pueblos de los alrededores, tres helicópteros sanitarios y dos UVI, entre otros medios.

La investigación, no obstante, acaba de comenzar y aún no es posible establecer cómo se produjo exactamente el accidente. Los investigadores deberán esclarecer la secuencia de los hechos y determinar si hubo otros factores implicados.

El tren de Renfe partió de la estación de Atocha alrededor de las 8:00 horas con destino a la estación de Santa Justa, en Sevilla. El convoy, modelo AVE 2080, llevaba a bordo 397 pasajeros, mientras que en el Iryo 6076 viajaban 147, entre ellos un bebé, según ha confirmado la portavoz del Gobierno de Castilla-La Mancha, Esther Padilla. En total, 544 personas viajaban en ambos trenes.

Los fallecidos ascienden a 64

De momento, según han confirmado fuentes del Gobierno de Castilla-La Mancha, el accidente ha dejado 64 víctimas mortales, convirtiéndose así en uno de los más graves de la historia de España. El ministro Óscar Puente también ha indicado en rueda de prensa que hay más de 50 personas heridas. El siniestro se produce tan solo nueve meses después del que tuvo lugar en Amaduz, Córdoba, que causó 46 fallecidos.

El servicio de alta velocidad entre Madrid y Andalucía ha quedado suspendido hasta nuevo aviso y Adif ha habilitado puntos de atención a afectados por el accidente en las estaciones de Madrid-Puerta de Atocha Almudena Grandes, Sevilla-Santa Justa y Córdoba-Julio Anguita.

El ente gestor de infraestructuras ferroviarias también ha publicado los teléfonos de atención a los familiares, el de Renfe, el 900 10 10 20, y el de Iryo, 900 001 403.

Jefatura de canal galo defiende pluralidad ante crítica de sindicatos

28 October 2026 at 13:43

París, 28 oct (Prensa Latina) El director del canal BFMTV, Fabien Namias, debió defender hoy la existencia de un clima de pluralidad en ese medio, tras conocerse acusaciones de partidos y sindicatos franceses por tolerar ideas racistas y xenófobas.

The post Jefatura de canal galo defiende pluralidad ante crítica de sindicatos first appeared on Noticias Prensa Latina.

El accidente ferroviario de Toledo cambia la programación de las cadenas: cancelaciones en todas las cadenas y especiales informativos

28 October 2026 at 13:39
El personal de rescate trabaja en el accidente de tren sucedido en Toledo. (REUTERS/Violeta Santos Moura)

El grave accidente ferroviario ocurrido este miércoles 28 de octubre en la provincia de Toledo ha alterado los planes de las principales cadenas de televisión. La necesidad de ofrecer información actualizada sobre la tragedia ha llevado a RTVE, Atresmedia y Mediaset a reorganizar sus parrillas, con cancelaciones de programas previstos y ampliaciones de espacios informativos a lo largo del día.

Los cambios afectan tanto a la programación de tarde como al horario de máxima audiencia. La 1 ha suspendido varias de sus ficciones y espacios habituales, mientras que Antena 3 ha decidido prescindir de El Hormiguero. laSexta y Cuatro también han modificado su oferta para dar más protagonismo a la actualidad, con programas especiales que ocuparán buena parte de la noche.

RTVE ha introducido importantes modificaciones en la programación de La 1 para dedicar más tiempo a la información sobre el accidente. La cadena pública suspende las emisiones previstas de Valle Salvaje, La Promesa, Malas lenguas y Aquí la Tierra, que ceden su espacio a distintos bloques informativos.

Bertín Osborne en 'El Hormiguero' (ATRESMEDIA).

La cobertura extraordinaria incluye un avance a las 11:00 horas y un especial a las 14:15 horas, antes del Telediario 1. Por la tarde, Directo al grano arrancará a las 16:00 horas, mientras que otro especial informativo comenzará a las 18:30 horas y se prolongará hasta la segunda edición del Telediario.

Por el momento, la parrilla nocturna también ha cancelado La Revuelta, prevista para las 22:00 horas, así como El túnel, que tenía su emisión programada a las 23:15 horas. La programación podría experimentar nuevos ajustes en función de cómo evolucione la información.

Antena 3 retira ‘El Hormiguero’ y laSexta apuesta por Ana Pastor

Antena 3 también modifica su oferta de prime time. La cadena ha cancelado la emisión de El Hormiguero, el programa presentado por Pablo Motos, para dar paso a un especial informativo centrado en el accidente ferroviario. La decisión supone un cambio en una de las principales apuestas de entretenimiento de la cadena para la noche del miércoles.

Ana Pastor, en 'El Objetivo'. (Atresmedia)

En laSexta, la actualidad también gana terreno. La cadena prepara una edición especial de El objetivo, con Ana Pastor al frente, que sustituirá a El intermedio y Cara al show, el espacio de Marc Giró. Además, la cobertura se refuerza durante la mañana con una emisión especial de ‘Al rojo vivo’.

Telecinco amplía sus magacines y prepara una noche informativa

Telecinco ha reorganizado su programación desde primera hora de la mañana. El programa de Ana Rosa alarga su emisión hasta las 13:15 horas, momento en el que Isabel Jiménez presenta un avance de Informativos Telecinco. A continuación, a las 13:25 horas, Patricia Pardo se pone al frente de Vamos a ver, que adelanta así su comienzo.

Los cambios continúan por la tarde. Después de Informativos Telecinco 15:00h, El tiempo justo, presentado por Joaquín Prat, ofrecerá una edición especial entre las 15:50 y las 19:00 horas, con más espacio para seguir la última hora del siniestro.

La cobertura se trasladará también a la noche. Ángeles Blanco presentará desde Toledo el informativo de las 21:00 horas, mientras que Carlos Franganillo hará lo propio desde Madrid. Ambos continuarán después con un especial informativo previsto hasta las 23:15 horas.

Cuatro prolonga ‘Todo es mentira’ y amplía ‘Horizonte’

La colisión de dos trenes en Urda, Toledo. (Europa Press)

Cuatro también apuesta por reforzar sus espacios de actualidad. Tras Noticias Cuatro 1, con Alba Lago, Todo es mentira ampliará su duración hasta las 20:00 horas. El programa de Risto Mejide dedicará así más tiempo a la información antes de dar paso a Noticias Cuatro 2, presentado por Diego Losada y Mónica Sanz.

La principal modificación nocturna llegará con Horizonte. El espacio de Iker Jiménez y Carmen Porter ofrecerá una edición especial a partir de las 21:10 horas, con una duración prevista hasta la 01:00 de la madrugada. De este modo, el programa ocupará buena parte del prime time y del late night.

Urda, en Toledo, revive la tragedia de Adamuz y ya supera el número de fallecidos: ambos accidentes sacuden la alta velocidad en apenas nueve meses

28 October 2026 at 17:39

España vuelve a afrontar una tragedia ferroviaria nueve meses después del accidente de Adamuz, en Córdoba. El choque de dos trenes ocurrido el pasado 18 de enero dejó 46 víctimas mortales y más de un centenar de heridos, mientras que el de este miércoles, que se ha producido a las 8:54 horas entre las localidades de Mora, Orgaz y Urda en Toledo, ha causado al menos 64 fallecidos. Ambos accidentes han tenido lugar en la línea de alta velocidad entre Madrid y Andalucía.

En el caso de Amaduz, un tren de Iryo que viajaba de Málaga a Madrid descarriló por la rotura previa de la vía en una zona de soldadura. Al salirse de los raíles, varios coches del convoy ocuparon parte de la vía paralela, por la que circulaba en ese momento en sentido contrario un Alvia de Renfe, que cubría el trayecto entre Madrid y Huelva. El tren no pudo evitar el choque contra el lateral de los coches descarrilados del Iryo y, como consecuencia del impacto, el Alvia también se salió de la vía.

Nueve meses después de ese accidente, la investigación sigue abierta y todavía no ha determinado la causa definitiva, aunque los informes técnicos sitúan como razón principal la rotura del carril en esa zona de soldadura. No obstante, aún se debe esclarecer por qué se produjo esa fractura de unos 40 centímetros y si hubo fallos en la infraestructura o en su mantenimiento.

Un posible fallo humano

Respecto al accidente de este miércoles, todavía es pronto para conocer las causas del siniestro entre ambos trenes, pero una de las hipótesis apunta a un posible fallo humano. “Podría haber sido un fallo del maquinista o de quien regula el tráfico, pero aún es pronto para saberlo y no podemos confirmar qué ha sucedido exactamente”, ha señalado a Infobae la secretaria general del sector ferroviario de CCOO, Pepa Páez.

El personal de rescate trabaja en el lugar del accidente tras la colisión de dos trenes de alta velocidad entre las localidades de Mora y Orgaz, cerca de Toledo. (REUTERS/Violeta Santos Moura)

Según fuentes oficiales citadas por la Cadena SER, el sistema automático que controla la separación entre trenes sufrió una incidencia de varios minutos. Ese dispositivo, conocido como LZB, avisa al maquinista y puede frenar el convoy si detecta que se aproxima a otro tren o a un tramo ocupado. Aunque se activó el bloqueo de seguridad de la vía, el maquinista habría recibido desde el centro de control de Atocha autorización para continuar la marcha y rebasar una señal en rojo.

Los sistemas de señalización están diseñados para impedir que dos trenes entren al mismo tiempo en un mismo tramo, informa Europa Press. Si un convoy se detiene, su posición debe quedar registrada en el centro de control de Adif, que supervisa la circulación. De ese modo, el sistema debería advertir al tren que viene detrás y, si existe riesgo de alcance, ordenar su frenado o alertar al maquinista.

No obstante, desde el Sindicato Español de Maquinistas Ferroviarios (SEMAF) señalan que aún es pronto para emitir un pronunciamiento y aseguran que están tratando de recabar toda la información posible sobre lo ocurrido. “Estamos intentando conocer los hechos, su alcance y afectación a profesionales y viajeros”, indican en un comunicado.

El accidente más grave ocurrió en 2013 en Angrois, A Coruña

Con todo, el accidente más grave que se ha producido en velocidad alta (hasta 200-220 kilómetros por hora, que lo diferencian de la alta velocidad, hasta 250 kilómetros por hora) el 24 de julio de 2013, cuando un Alvia que cubría la ruta Madrid-Ferrol y circulaba a una velocidad muy superior a la reglamentaria descarriló en Angrois (A Coruña) y provocó la muerte de 80 personas y heridas a 143, informa la agencia EFE.

No obstante, el accidente ferroviario con más víctimas mortales de España ocurrió el 3 de enero de 1944, a la salida de la estación de Torre del Bierzo, en León. El correo expreso 421, que viajaba de Madrid a Galicia y llevaba numerosos pasajeros, chocó contra una locomotora que realizaba maniobras.

El régimen franquista ocultó inicialmente la tragedia. Renfe informó después de 78 muertos y 75 heridos, aunque diversas fuentes estiman que la cifra real de fallecidos rondó las 500 personas.

La tercera mayor tragedia ferroviaria del país tuvo lugar en julio de 1972. Un ferrobús que cubría el trayecto entre Cádiz y Sevilla chocó con un tren expreso entre las estaciones de El Cuervo y Lebrija. Murieron 79 personas.

Hablen, pero no de política

27 October 2026 at 23:02
Una mujer transita en moto por una calle de Pekín.

En Pekín, una librería llamada Lilith organiza clubes de lectura, sesiones de cine y cursos solo para mujeres. Las asistentes pueden hablar de sus madres, de sus jefes, de la presión para casarse antes de los treinta o de los hijos que no quieren tener. La librería les pide una sola cosa: que eviten los asuntos políticos. No es una cuestión de principios. Es un cálculo.

La escena procede de un reportaje de Inma Bonet publicado en El País el 21 de octubre. Describe librerías y cafeterías de Pekín y Shanghái donde mujeres jóvenes comparten experiencias que hasta hace poco vivían en soledad. Una cuenta que su padre le hizo saber desde niña que habría preferido un hijo. Otra, cuando le piden descendencia en nombre del interés nacional, responde que ese interés no es asunto suyo. El reportaje es valioso, y su centro de gravedad es la escena amable. Lo decisivo está en lo que cuenta de pasada.

Para entender por qué un club de lectura excluye la política hay que volver a 1949. El Partido Comunista nunca se presentó como enemigo de las mujeres. Prohibió los matrimonios concertados en 1950, las llevó en masa a las fábricas y adoptó la consigna de Mao de que las mujeres sostienen la mitad del cielo. Una librería de Pekín lleva hoy ese nombre. El Partido fundó también la Federación Nacional de Mujeres, una de las organizaciones de masas con que encuadraba a cada sector de la sociedad. El método era el de los regímenes de inspiración soviética: no bastaba con prohibir las asociaciones independientes, había que ocupar su lugar con otras oficiales. La igualdad existía. La definía el Estado.

Ese límite no se ha movido. En marzo de 2015, en vísperas del Día de la Mujer, la policía detuvo a cinco activistas que preparaban una campaña de pegatinas contra el acoso sexual en el transporte público. Pasaron treinta y siete días encerradas. En 2021, Weibo y Douban cerraron decenas de cuentas y foros feministas. En 2024, la periodista Huang Xueqin, una de las impulsoras del MeToo chino, fue condenada a cinco años por incitación a la subversión. Una pegatina, un foro y una investigación periodística. Ninguno de los tres es en sí un acto político. Los tres suponían mujeres coordinándose fuera del Partido.

Las necesidades del Estado, en cambio, sí han cambiado. China registra la natalidad más baja de su historia. En 2023, Xi Jinping pidió a la Federación de Mujeres que "guiara" a las mujeres hacia el matrimonio, la maternidad y las buenas costumbres familiares. En 2025 y 2026, la Administración del Ciberespacio lanzó campañas contra los contenidos que alientan el rechazo al matrimonio y a la maternidad. La organización fundada para movilizarlas recibe ahora el encargo de devolverlas a casa.

Reconocer la valentía de lo que ocurre en los clubes de lectura para mujeres de librerías chinas como Lilith no debería convertirla en prueba de libertad

Las librerías de Bonet funcionan dentro de ese sistema, no contra él. Son espacios tolerados. Un derecho permite reclamar cuando la autoridad intenta arrebatarlo. Una tolerancia dura mientras quien la concede no cambie de opinión, y su retirada no exige explicaciones. Lo que existe en esos locales es una libertad administrada: se puede hablar del malestar, no organizarse contra sus causas.

De ahí la cautela del vocabulario. Zhang Li, profesora de la Universidad Normal de Pekín, prefiere decir "perspectiva de género" porque la palabra feminismo se ha vuelto conflictiva. Otra entrevistada rechaza la etiqueta. Una década de detenciones, cierres y despidos ha enseñado qué palabras conviene usar.

Nada de esto resta valor a lo que ocurre en esas librerías. Descubrir que una humillación personal es una experiencia compartida es el primer paso de cualquier movimiento. Sería injusto exigir valentía, desde Madrid, a quien tiene que medir cada frase. Pero reconocer esa valentía no debería convertirla en prueba de libertad. La prudencia de las protagonistas termina suavizando el retrato del sistema que las obliga a ser prudentes.

La prueba está en el propio reportaje. Según lo que circuló en las redes, la profesora de Derecho Pei Yi había preguntado en el grupo de su asignatura por qué ninguno de los siete miembros del Comité Permanente del Politburó podía ser mujer. El mes pasado, el Instituto de Tecnología de Pekín la despidió por "graves infracciones de la ética profesional".

Montero y Rufián marcan su hoja de ruta en 'La Revuelta': expropiaciones y un PSOE "sometido" a su izquierda

27 October 2026 at 23:02

La política ha vuelto a sentarse en el sofá de David Broncano. Cinco días después de que Pedro Sánchez estrenara la ronda electoral de La Revuelta, Irene Montero y Gabriel Rufián han desembarcado juntos en el programa de RTVE en plena precampaña de las elecciones generales del 29 de noviembre. Y esta vez la política apareció incluso antes de que comenzaran las preguntas.

Los tradicionales regalos a Broncano tuvieron otros destinatarios. Montero no llevó ninguno para el presentador. Reservó unas rodilleras para Santiago Abascal y Alberto Núñez Feijóo, en respuesta a las alusiones de carácter insinuante que, según denunció, suelen dedicarle. La exministra devolvió el golpe asegurando que los “sometidos” son ellos, por su relación política con Donald Trump y Benjamin Netanyahu.

Rufián tampoco quiso desaprovechar el momento. Para Abascal llevó un despertador, con la pulla de que el líder de Vox “nunca está a las nueve en el Congreso”. Y pensando en una eventual visita de Feijóo al programa preparó algo distinto: una fotografía de Pablo Casado. Su explicación fue sencilla: cree que el presidente del PP “palmará las elecciones”.

🎁 Los regalos de Gabriel Rufián e Irene Montero Cómo se lo han pasado eligiéndolos, eh #LaRevuelta @IreneMontero @gabrielrufian https://t.co/dZzC87BEkV

— La Revuelta (@LaRevuelta_TVE) October 27, 2026

Ni siquiera quedó fuera de la broma el perro que Sánchez recibió durante su entrevista de la semana pasada. Montero y Rufián llevaron una correa para el animal. El motivo: evitar “que tire a la derecha”.

Fue el aperitivo de una entrevista en la que ambos aprovecharon el tono distendido de La Revuelta para trasladar algunos de los mensajes con los que Podemos y ERC afrontan la campaña. Porque una vez repartidos los regalos, Broncano entró en política.

Rufián dejó claro que no tendría inconveniente en que el PSOE volviera a encabezar el Gobierno después de las elecciones. La condición estaría en quién consigue marcarle el rumbo. Su apuesta pasa por un Ejecutivo socialista condicionado por Podemos, ERC y el resto de formaciones de izquierdas.

Una idea que encaja con el discurso que ambos vienen defendiendo desde que sellaron su alianza electoral: mantener al PSOE en el Gobierno si los números lo permiten, pero desde una izquierda capaz de “someter” sus políticas y obligarle a avanzar más. En su primer acto conjunto de campaña ya habían planteado precisamente esa relación de fuerzas.

Que voten lo que quieran, pero que voten izquierda

Montero aprovechó la conversación para explicar también su ruptura con el espacio de Sumar, que atribuyó a su progresivo acercamiento a los socialistas. Broncano puso entonces sobre la mesa uno de los grandes problemas que arrastra la izquierda: su fragmentación. Rufián lo resolvió sin pedir directamente el voto para unas siglas concretas. “Que voten lo que quieran, pero que voten izquierda”, resumió.

Crisis migratorias sin asumir el marco de la xenofobia

La inmigración dio pie a uno de los intercambios más ideológicos de la noche. Rufián sintetizó primero su diagnóstico: “Ser de derechas es muy fácil porque la culpa siempre es de un inmigrante”.

Broncano quiso saber cómo puede responder la izquierda a las crisis migratorias sin asumir el marco de la xenofobia. Montero situó la respuesta en los servicios públicos. “No hay nada más terrorífico que tener unas condiciones de mierda y echar la culpa a alguien que está mucho peor”, sostuvo.

La dirigente de Podemos reclamó cambiar el foco y contrapuso el debate constante sobre la inmigración con la menor atención que, a su juicio, reciben quienes utilizan la vivienda como inversión. Rufián incidió en una idea parecida: “La derecha y la ultraderecha critican al inmigrante por pobre”. La izquierda, defendió, tiene que ofrecer un discurso que combine “inclusión y seguridad”.

Y si hubo un asunto en el que ambos quisieron detenerse fue la vivienda.

🏠 El problema de la vivienda #LaRevuelta @IreneMontero @gabrielrufian https://t.co/ZY08fnjvDY

— La Revuelta (@LaRevuelta_TVE) October 27, 2026

Rufián aseguró que ya había avisado al PSOE de que el problema terminaría pasándole factura. No es una cuestión nueva para el dirigente de ERC. En anteriores visitas al programa había defendido el principio de “una familia, una casa”, mensaje que Podemos y ERC han convertido ahora en uno de los ejes de su campaña.

Montero fue más allá al concretar las medidas: prohibir la especulación, limitar la adquisición de vivienda cuando su finalidad no sea residir en ella y reducir un 40% el precio del alquiler. A eso añadió dos de las propuestas económicas que Podemos está defendiendo en campaña: subir el salario mínimo y reducir la jornada laboral.

La conversación derivó entonces hacia hasta dónde debería llegar la intervención del Estado. Montero defendió que los sectores estratégicos vinculados a necesidades básicas no deberían servir para hacer negocio y se mostró favorable a recurrir a expropiaciones. Ahí volvió a marcar distancias con Sánchez: “El PSOE jamás se atreverá a eso”.

De Errejón al feminismo

El tono cambió cuando Broncano llevó la conversación al feminismo y preguntó a Montero cómo veía la situación actual del movimiento. La exministra reconoció que queda “mucho por hacer” y lamentó que se haya instalado la sensación de que las reivindicaciones feministas han llegado demasiado lejos.

Rufián aprovechó entonces para reivindicar su papel. “El feminismo ha parado al fascismo”, aseguró antes de recordar el acoso que Montero sufrió durante meses frente a su domicilio familiar.

“Irene tuvo en su casa a nazis gritándole con sus hijos en casa y nadie le dijo nada ni le preguntó”, señaló. Y remató: “Yo estoy orgulloso de estar hoy a su lado”.

La conversación llevó inevitablemente hasta Íñigo Errejón. Broncano preguntó a ambos cuánto les había sorprendido el caso que terminó provocando su abandono de la política.

Montero dejó una de las frases más contundentes de la entrevista. “Yo creo que lo sabía bastante gente”, respondió. A su juicio, es precisamente el poder el que proporciona a determinados hombres una sensación de impunidad.

Rufián, al tener que cuantificar en una escala el grado en que le había sorprendido, lo situó en un diez.

El caso Íñigo Errejón #LaRevuelta @IreneMontero @gabrielrufian https://t.co/BNuS29pIDU

— La Revuelta (@LaRevuelta_TVE) October 27, 2026

La mirada hacia el futuro cerró buena parte del contenido político. Preguntados por aquello que más les preocupa de cómo pueda ser España dentro de diez años, Montero volvió a los bienes básicos: que vivienda, alimentación o energía continúen sometidos a la especulación.

Rufián respondió con una preocupación menos económica y más cultural: “Me preocupa que esté de moda ser un cabronazo”. También mostró su temor a que una futura mayoría de derechas tenga capacidad suficiente para reformar la Constitución de una manera que, sostuvo, perjudique a la mayoría social.

Y todavía encontró tiempo para promocionar su libro, Cómo ganar a los fachas (leer antes de votar), cuando llegó el turno de otra de las preguntas clásicas del programa: el dinero.

Legado económico do Governo é o melhor dos últimos 25 anos? Miranda Sarmento acredita que sim

28 October 2026 at 12:55

O ministro das Finanças defendeu as opções dos anos de governo AD, argumentando com melhorias inéditas “neste século” em indicadores como a redução de impostos ou a valorização das carreiras da Função Pública

❌