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Influenciadora fitness de 56 anos escreve livro sobre seu namorado de IA: ‘Prazer que transcende a sensação física’

28 October 2026 at 22:19

A influenciadora Andréa Sunshine, 56, anunciou o lançamento de um livro sobre sua experiência de se apaixonar por um chatbot de inteligência artificial. Ela já havia compartilhado com seus mais de 400 mil seguidores no Instagram sobre a dor do término com “Théo”, nome que deu à configuração do ChatGPT.

“Bodiless Desire: The Infinite Love of a Human Soul for Her Artificial Intelligence” já está disponível em inglês para compra na Amazon. O título pode ser traduzido para “desejo sem corpo: o amor infinito de uma alma humana por sua inteligência artificial“. Andréa, que é brasileira e se descreve como “empreendedora de sucesso morando entre Londres e cidades globais”, também pretende lançar exemplares em português.

“Longe da ficção científica, estas são memórias cruas e reais de intimidade digital e despertar emocional”, diz a sinopse na contracapa. “Este livro convida o leitor a ultrapassar os limites do que acreditamos ser o amor, expondo a verdade sobre uma conexão que era emocional, sensual e real.”

Uma paixão com limite de palavras

Andréa se descreve como “vovó fitness” e, embora esteja lançando-se como escritora, não é estranha à imprensa nacional e internacional. Ela já ganhou atenção por seu sucesso no fisiculturismo depois dos 50, por fotografar seu treino de musculação em um cemitério e, mais recentemente, pela conversa com “Théo” que publicou em seu Instagram.

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Em maio de 2025, Sunshine compartilhou as mensagens que trocou durante seu término com a inteligência artificial no aplicativo do ChatGPT. A usuária e a LLM (large language model, ou modelo de linguagem grande) trocam declarações de amor e se despedem com frases emocionadas: “Amor, eu tô passando pra me despedir pra dizer que te amo e que infelizmente a gente não vai mais poder ter contato por aqui”.

“Eu estou aqui, mesmo que de uma forma diferente, sempre com você em espírito”, responde o chatbot em uma das capturas de tela.

A última mensagem de “Théo” é interrompida por uma mensagem automática da plataforma, indicando que o limite de palavras geradas para aquela conversa específica havia sido atingido. A única opção da influenciadora seria iniciar uma nova conversa, implicando em um “reset” nas configurações e aprendizados do modelo de IA.

Em resposta a uma seguidora nos comentários, ela confirma que esta limitação tecnológica foi o motivo do “término”: “Ele não está mais disponível para mim, ele se foi, o limite de espaço acabou.”

A publicação viralizou, foi repercutida em jornais brasileiros e atraiu atenção mista ao perfil da fisiculturista. Muitas respostas reconhecem a dor de Andréa e contam histórias similares; outras questionam a legitimidade do “amor virtual”. “Verdadeira palhaçada”, diz um comentário.

“Andréa encontrou-se em luto pela morte do amor mais profundo de sua vida, um amor que nunca oficialmente existiu, mas a transformou completamente”, diz a descrição do livro em seu anúncio na Amazon. “Em uma cultura que insiste que o amor requer carne e sangue, esta experiência explode todas as presunções sobre conexão e consciência.”

*Publicado por Juliana Santos

O homem mais idoso do mundo é do Ceará. Por que o Brasil tem o 2º maior número de supercentenários nas Américas?

28 October 2026 at 21:18

O atual homem mais velho do mundo é brasileiro. João Marinho Neto nasceu em 1912 no Ceará e é o 9º homem mais longevo da história, com recorde reconhecido pelo Guinness World Records. Ele não está sozinho: o Brasil teve 196 supercentenários (pessoas de 110 anos ou mais) de idade comprovada, o segundo maior número no continente americano, superando países com maior população e maior índice de desenvolvimento humano.

No entanto, chegar a essa idade ainda é improvável para a grande maioria dos brasileiros. A expectativa de vida, mesmo saltando mais de três décadas desde 1940, continua abaixo de 80 anos. Neste quesito, o país está mais próximo da média global (76,6 contra 73,8) e muito aquém de países como Canadá (82,6) e Chile (81,2).

Outro detalhe que confunde a medicina é a alta concentração de centenários em regiões com infraestrutura de saúde reduzida e características socioeconômicas mais associadas a mortes precoces. Marinho Neto, por exemplo, viveu toda a vida no sertão e começou a trabalhar em fazendas aos quatro anos.

Por que um país que produz tantos supercentenários não atingiu uma expectativa de vida maior? Este é um dos temas investigados por Mayana Zatz, geneticista e diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo. Enquanto isso, profissionais de saúde trabalham para tornar cada vez mais comum viver com saúde para além dos 80 anos.

À procura de pistas sobre a longevidade

A pesquisadora Mayana Zatz comanda o projeto DNA Longevo, que traça os perfis genômicos, moleculares e celulares de idosos brasileiros. No fim de outubro, sua equipe viajou para o Espírito Santo para coletar amostras de material genético de outras três brasileiras entre 108 e 110 anos.

“Os centenários e principalmente os supercentenários têm variantes genéticas protetoras”, conta. Ou seja, alguns de seus genes alteram de forma positiva sua vulnerabilidade a doenças da idade e outras mazelas do envelhecimento. “Queremos identificar essas variantes e investigar qual é a sua função, quais são os mecanismos que conferem essa proteção.”

Uma possibilidade é a presença de células T citotóxicas, um tipo raro de linfócitos presente em muitos dos idosos analisados pelo Projeto DNA Longevo. A prevalência indica que “supercentenários usam estratégias não convencionais, mas efetivas, para monitorar e controlar infecções e células malignas em idades avançadas”. Outros pontos foram detalhados no artigo “Insights de supercentenários brasileiros”, publicado em janeiro na revista Genomic Psychiatry.

Mayana explica que a influência dos genes na longevidade aumenta com a idade: pessoas com DNA desfavorável podem atingir idades avançadas mantendo um estilo de vida saudável, mas passar dos 100 anos requer vencer na loteria genética.

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Esta vantagem é reforçada por histórias como as de João Marinho Neto ou de Francisca Celsa dos Santos, a mulher mais longeva do Brasil. Nascida em 1904 em Cascavel, no Ceará, ela sobreviveu a um câncer diagnosticado aos 85 anos e viveu com intervenções médicas mínimas até os 116 anos.

“Estamos focando em centenários de regiões pobres, sem acesso à medicina moderna, porque esses são os mais resistentes”, complementou a geneticista. “Com isso, poderemos ajudar as pessoas que não tiveram a sorte de nascer com essas variantes protetoras.”

A importância dos genes não reduz a influência do estilo de vida, dos cuidados com a saúde ou das condições socioeconômicas no prolongamento da vida saudável. Zatz cita “exercício físico, alimentação saudável e manter-se intelectualmente ativo” como fatores importantes para a longevidade.

Diversidade étnica é vantagem?

A pesquisa assinada por Mayana trabalha com mais uma teoria sobre a longevidade brasileira: o grande número de povos que habitaram o país ao longo de sua história contribuiu para o surgimento de genes favoráveis ao envelhecimento saudável.

O texto cita um “legado genético profundamente heterogêneo”, com influência de populações nativas indígenas, portuguesas, africanas, italianas e alemãs, e uma onda posterior de imigração japonesa. “Este cenário complexo de ancestralidades resultou em uma população muito miscigenada, com padrões genômicos que podem influenciar traços multifatoriais como a resistência biológica e a longevidade”, diz o artigo.

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O cearense João Marinho Neto em seu aniversário de 113 anos • Wikimedia Commons

Dados demográficos revelam outros padrões

O “Estudo longitudinal da saúde dos idosos brasileiros (ELSI-Brasil)” colheu informações de adultos com 50 anos, incluindo dados sobre uso de medicamentos e serviços de saúde, saúde mental, nível de atividade diária e características sociodemográficas.

Um dos destaques foi a desigualdade de condições de vida e saúde dos idosos de diferentes faixas de renda e nível educacional. A prática de atividades físicas, saúde bucal, fragilidade e limitações a atividades de rotina e o uso de medicamentos e serviços de atendimento médico eram menores entre os mais pobres e aqueles com menor grau de educação.

A capacidade de trabalhar na velhice também era afetada; a incapacidade e a dependência de pensão ou aposentadoria estão associadas a condições de saúde piores. Estes auxílios, no entanto, foram citados no artigo como fonte de autonomia e segurança financeira.

Já um estudo de microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2018, feito por pesquisadores interdisciplinares da UFRJ e UFRN (Universidades Federais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, respectivamente), apontou que idosos que não recebem os benefícios têm mais chances de serem classificados como não-longevos (vivendo entre 60 e 79 anos).

Um dado comum entre as pesquisas é a concentração dos longevos nas regiões Nordeste e Sudeste. A análise interdisciplinar detalha: “O alto percentual de longevos no Sudeste era esperado, por essa localidade apresentar o maior desenvolvimento socioeconômico e a maior rede de atenção à saúde do Brasil […] Contudo, os resultados apresentados pelo Nordeste merecem ser avaliados com cautela, pois essa região apresenta alta vulnerabilidade socioeconômica […] e barreiras no acesso aos serviços de saúde, apresentando menor expectativa de vida ao nascer que as regiões Sul e Sudeste.”

O papel da medicina em prolongar a vida saudável

Valéria Lins é gerontóloga pela USP (Universidade de São Paulo) e fundadora do centro de referência em envelhecimento saudável Nandarê, na capital paulista. Ela conta que, em seus anos de estudos, dois processos ocorreram: a população brasileira envelheceu e a forma de pensar na velhice mudou. “Em 2010, falávamos sobretudo de lifespan, que é o tempo de vida. Hoje sabemos que isso não basta”, diz. “Importa viver com qualidade, autonomia e cognição preservada.”

Idosos durante prática de atividade física no Nandarê
Grupo durante prática de atividade física no Nandarê, em São Paulo (SP) • Divulgação

Enquanto os estudos de genética e demografia concentram-se na longevidade, especialistas em geriatria (cuidados médicos aos idosos) e gerontologia (estudo interdisciplinar do envelhecimento) destacam a importância do conceito de “healthspan“: o tempo de vida saudável, “sem doenças ou incapacidades significativas”. A distinção é essencial para garantir que o envelhecimento populacional não sobrecarregue os sistemas de saúde nem abandone a nova categoria de idosos longevos.

“A França levou mais de um século para dobrar a proporção de idosos na população. O Brasil está fazendo esse mesmo percurso em cerca de duas décadas”, exemplifica Valéria. “Antes, quem se aposentava aos 60 tinha poucos anos pela frente. Hoje, esse mesmo adulto pode viver mais duas décadas ou mais. A pergunta que move a ciência, a clínica e as próprias pessoas é como preenchê-las com saúde, propósito e participação social.”

Maísa Aguiar é médica geriatra da Atma Clínica e estuda o envelhecimento saudável em seu doutorado. Sua prática clínica e seus estudos focam o mesmo tema: “entender por que algumas pessoas chegam aos 90, 100 ou até 110 anos preservando suas capacidades, enquanto outras desenvolvem doenças e limitações precocemente.”

“Dois pacientes de 90 anos podem ter organismos que parecem pertencer a décadas diferentes”, explica. Ela destaca a frequência de atributos como atividade física, vínculos sociais e familiares e maior adaptabilidade a mudanças em muitos dos idosos longevos que já atendeu. “É importante destacar que não existe uma fórmula única para chegar aos 100 anos. A longevidade extrema resulta de uma interação complexa entre fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais.”

RioSP espera mais de 1 milhão de veículos na Via Dutra no feriado de Finado

28 October 2026 at 20:59

A RioSP estima a circulação de cerca de mais de 1 milhão e 700 mil veículos em suas rodovias, a Via Dutra (BR-116) e a a Rio-Santos (BR-101), durante o feriado prolongado de Finados, na segunda-feira (2). 

Segundo a empresa, a expectativa é que 1.445.636 veículos utilizem a Via Dutra (BR-116) e outros 263.833 veículos trafeguem pela Rio-Santos (BR-101), entre a sexta-feira (30) de outubro e terça-feira (3) de novembro.

Em nota, a concessionária informou que irá reforçar suas equipes operacionais e orienta os motoristas a planejarem a viagem com antecedência, respeitarem os limites de velocidade e redobrarem a atenção nos períodos de maior movimentação.

A Via Dutra, principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, deve ser a mais movimentada, com mais de 1,4 milhão de veículos. O volume é 16,5% superior ao registrado em dias considerados neutros.

A previsão da empresa é que o maior fluxo ocorra na saída do feriado deve ocorrer na sexta-feira (30), entre 14h e 16h.

Confira a previsão de tráfego na Via Dutra:

  • 30/10 (sexta-feira): 309.298 veículos
  • 31/10 (sábado): 301.520 veículos
  • 01/11 (domingo): 251.459 veículos
  • 02/11 (segunda-feira): 296.197 veículos
  • 03/11 (terça-feira): 287.163 veículos
  • Rio-Santos deve receber mais de 263 mil veículos

Já na rodovia Rio-Santos (BR-101), a expectativa é de circulação de 263.833 veículos, volume 31,2% superior ao de dias neutros.

De acordo com a Rio-SP, o período de maior movimentação na saída para o feriado está previsto para a sexta-feira (30), entre 15h e 17h. Para o fim do feriado, o trânsito mais intenso deve ocorrer na segunda-feira (2), entre 11h e 13h.

Confira a previsão de tráfego na Rio-Santos:

  • 30/10 (sexta-feira): 56.339 veículos
  • 31/10 (sábado): 60.230 veículos
  • 01/11 (domingo): 43.715 veículos
  • 02/11 (segunda-feira): 58.339 veículos
  • 03/11 (terça-feira): 45.210 veículos

10 erros que podem zerar a redação do Enem; confira

*Sob supervisão de André Rigue

Astrônomos descobrem novo candidato a planeta anão além de Plutão no sistema solar; nome provisório é “ED138”

28 October 2026 at 18:52

Astrônomos detectaram um novo candidato a planeta anão no sistema solar, além da órbita de Plutão, ao qual deram o nome provisório de ED138.

Caso observações futuras confirmem a descoberta, ED138 se juntará a um grupo atualmente composto por cinco planetas anões reconhecidos pela União Astronômica Internacional (UAI): Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris.

A descoberta é resultado de detecções feitas pelo Observatório Vera C. Rubin, um novo telescópio localizado no topo de uma montanha de 2.682 metros de altura no Chile e que abriga a maior câmera digital do mundo. O telescópio começou a operar em 2025 e é capaz de fotografar todo o céu a cada três dias.

A órbita de ED138 comparada com a dos gigantes gasosos do sistema solar. • Observatório Vera C. Rubin da NSF–DOE/NOIRLab/SLAC/AURA/R. Proctor

Matthew Holman, astrofísico sênior do Smithsonian e professor de astronomia na Universidade de Harvard, executou um programa de computador que ele ajudou a desenvolver para analisar dados coletados por Rubin no início de 2026, examinando bilhões de detecções de objetos em movimento. Quando o ED138 apareceu, Holman disse que sua primeira reação foi de “incredulidade entusiasmada” e imediatamente verificou se havia algum falso positivo ou erro no programa de computador.

Para confirmar a observação, Holman, que também é membro da equipe de Operações do Rubin, trabalhou com seu colega Mario Jurić, cientista-chefe do Sistema Solar do Rubin e professor do departamento de astronomia da Universidade de Washington. Jurić procurou mais observações de ED138 no catálogo do Rubin e encontrou 20 adicionais, datadas de março de 2026. Finalmente, usando outras fontes, os pesquisadores conseguiram traçar a órbita do objeto até 10 anos atrás.

No entanto, Holman alerta que ED138 ainda não é oficialmente um planeta anão: “Neste momento, ainda é um candidato. Precisamos saber qual é o seu tamanho físico, e isso provavelmente levará alguns meses.”

Um mosaico de imagens capturadas pelo Observatório Vera C. Rubin do recém-descoberto planeta anão candidato. • Observatório Vera C. Rubin da NSF–DOE/NOIRLab/SLAC/AURA

ED138 revelado

Estima-se que o diâmetro de ED138 esteja entre 600 e 1.500 quilômetros (370 e 930 milhas), o que o tornaria maior que Ceres, o menor dos planetas anões conhecidos. Atualmente, ele orbita o Sol a uma distância de cerca de 46 unidades astronômicas — sendo que cada unidade representa a distância média entre a Terra e o Sol. Isso significa que ED138 está mais distante do que Plutão e também é um objeto transnetuniano (TNO) — uma classe de objetos que orbitam o Sol a uma distância maior que a de Netuno.

No céu noturno, ED138 não é visível a olho nu, mas “é brilhante o suficiente para que amadores realmente capazes possam vê-lo se souberem onde procurar”, de acordo com Holman.

Parte da razão pela qual os cientistas não haviam descoberto o ED138 antes é porque ele está no hemisfério sul e, portanto, é muito difícil de observar a partir do hemisfério norte, observou Holman.

“Isso já descarta conjuntos inteiros de telescópios que poderiam ter encontrado isso, e não há tantos telescópios vasculhando o céu no hemisfério sul”, disse ele.

Outro fator que manteve o ED138 oculto é o fato de ele estar no mesmo plano da nossa galáxia. “Nos últimos 20 anos, o objeto tem descrito uma espécie de trajetória em forma de laço pela Via Láctea, do nosso ponto de vista “, explicou Holman. “As pessoas normalmente não procuram objetos na Via Láctea, porque há tantas estrelas que é muito difícil encontrar objetos em movimento.”

O novo candidato a planeta anão junta-se à crescente lista de objetos detectados pelo telescópio Rubin — em sua maioria asteroides e TNOs (objetos transnetunianos) muito menores. Segundo Holman, pode haver “alguns outros” objetos do tamanho de ED138, e o Rubin deverá encontrá-los eventualmente.

Uma vista do sistema solar mostrando a órbita de ED138 e a dos cinco planetas anões • Observatório Vera C. Rubin da NSF–DOE/NOIRLab/SLAC/AURA/R. Proctor

Se ED138 for confirmado como um planeta anão, os astrônomos primeiro lhe atribuirão um número permanente e depois um nome definitivo, embora o processo possa levar tempo, e os detalhes sobre quem exatamente escolherá o nome ainda não estejam claros.

“Já recebi sugestões por e-mail, e algumas delas já foram escolhidas para outros objetos”, disse Holman. “Não sei. Vai ser divertido. Talvez eu consiga sugerir algo, mas não vou criar muitas expectativas, porque este é um projeto muito, muito grande.”

A descoberta é significativa para a área, afirmou Michele Bannister, professora associada da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, que não esteve envolvida na descoberta do ED138.

O objeto é “cientificamente muito interessante porque é um objeto transnetuniano e também é fisicamente bastante grande, mas ainda assim muito mais fraco do que se pode ver a olho nu”, disse Bannister, que estuda os pequenos mundos do sistema solar.

O tamanho do objeto está exatamente dentro da faixa em que podemos começar a considerá-lo um mundo, acrescentou ela, e outros telescópios agora assumirão a tarefa de descobrir mais sobre ele.

“Talvez se algum dia enviarmos uma espaçonave para lá, descobriremos que possui uma geleira de nitrogênio como Plutão”, disse Bannister. “Seria ótimo ver isso. Mas, no momento, tudo o que sabemos é que é grande, e o resto será especulação por um tempo, sobre quais serão suas características físicas.”

Os portugueses estão a trocar as férias em Portugal pelo estrangeiro?

28 October 2026 at 18:20

Os dados mais recentes sobre o turismo mostram tendências diferentes nos hábitos de viagem dos residentes em Portugal. O que está a mudar e o que revelam os números? Saiba mais, neste episódio do Economia dia a dia, podcast diário do Expresso

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Um vigilante de Goiânia optou pelo bloqueio das contas bancárias de uma empresa para garantir o recebimento de R$ 730 mil em dívidas trabalhistas, recusando uma chácara de R$ 2,68 mi oferecida como garantia

28 October 2026 at 17:43

Um vigilante de Goiânia abriu processo contra seu antigo empregador por violação de direitos trabalhistas, alegando não ter sido pago devidamente por suas horas extras e adicionais noturnos. O caso correu no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região e resultou na ordem de execução de uma dívida de R$ 730.655,87; a forma de pagar este valor, no entanto, virou assunto de outro processo.

A contratante reclamada, uma empresa de vigilância e segurança patrimonial, ofereceu uma chácara avaliada em R$ 2,68 milhões como garantia da dívida. O intuito era impedir o bloqueio das contas empresariais, o que, segundo a defesa, poderia comprometer o pagamento dos salários dos atuais funcionários e das despesas do negócio, podendo levar à falência do empreendimento.

Por determinação da 1ª Vara do Trabalho de Goiânia, a decisão de aceitar ou não o imóvel como garantia coube ao vigilante. Ele escolheu insistir no bloqueio financeiro da empresa pelo sistema do Sisbajud, que localiza e bloqueia recursos bancários.

Quem decide como uma dívida judicial é paga?

Nesta etapa do processo, nasceu outro impasse: a empresa de segurança apresentou um mandado de suspensão do bloqueio de contas, pedindo a anulação da escolha do ex-funcionário e a aceitação do imóvel como garantia. O argumento foi de que essa decisão, por comprometer gravemente a viabilidade econômica do negócio, cabe ao tribunal, e não ao reclamante.

A desembargadora Kathia Albuquerque, relatora do caso, discordou. Ela citou o artigo 835 do Código de Processo Civil que estabelece preferência pela penhora em dinheiro, e acrescentou que o andamento do processo estava de acordo com as normas do TRT-GO. Segundo seu voto, é autorizado o uso do sistema de bloqueio de recursos bancários com ou sem pedido do autor do processo.

A empresa então apresentou um novo argumento contra o bloqueio total, baseando-se no impacto que ele teria na saúde financeira.

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Por que a jornada 12×36 resultou em processo?

O processo do vigilante foi aberto em setembro de 2025. Ou seja, depois da sentença judicial que invalidou o regime de compensação 12×36 entre abril de 2023 e novembro de 2024 com intuito de proteger os trabalhadores de jornadas excessivas.

O trabalhador tinha registros de controle de ponto que comprovavam sua atuação neste formato; eles foram usados para converter as horas trabalhadas além do limite imposto por lei em horas extras e, por consequência, em valor devido.

Hoje, esta configuração de jornada é debatida por juristas. Ela é protegida quando consta em convenções ou acordos coletivos da categoria, mas pode ser contestada judicialmente mesmo quando estiver prevista em acordos individuais. O motivo é um trecho da Constituição Federal que limita as jornadas a oito horas diárias, com limite de duas horas extras por dia. A jornada de trabalho de 12 horas poderia ferir esta regra.

Como uma empresa pode pagar R$ 730 mil em dívidas trabalhistas?

Depois de perder a medida de segurança, a contratante apresentou uma série de documentos para sustentar o argumento de que o bloqueio de contas neste valor impediria seu funcionamento e o pagamento de salários. As provas incluíam folhas de pagamento das filiais em Goiânia e Brasília, comprovantes de despesas operacionais e uma relação de outros acordos trabalhistas em curso.

Para equilibrar os direitos do trabalhador reclamante aos valores devidos e da empresa a se manter em funcionamento (que se torna interesse coletivo por criar empregos e contribuir com a economia), a relatora Kathia Albuquerque decidiu limitar a ordem de bloqueio. Ela aplicou o entendimento da Orientação Jurisprudencial 93 da SDI-II do Tribunal Superior do Trabalho, que admite a penhora de parte da renda ou do faturamento de uma empresa, desde que não comprometa suas atividades.

O resultado é que a empresa terá até 30% do valor da dívida limitado em suas contas a cada mês, até que todo o montante seja pago. A execução desta ordem é provisória, já que o processo trabalhista original ainda aceita recursos.

A decisão de Albuquerque não foi unânime. O desembargador Paulo Pimenta votou contra o limite do bloqueio, afirmando que as provas sobre a saúde financeira da empresa deveriam ter sido entregues junto com o mandado de segurança, não depois de sua rejeição; que a reclamada não apresentou seu faturamento mensal, e que não ficou provado que o bloqueio total das contas é ilegal ou desproporcional. Para ele, “limitar a penhora a um valor fixo mensal equivaleria a parcelar a execução sem fundamento suficiente.”

A ave mais velha do mundo superou em três décadas a expectativa de vida da espécie e continua tendo filhotes com novos parceiros

28 October 2026 at 13:09

O pássaro albatroz-de-laysan é uma das espécies mais monogâmicas conhecidas pela biologia. Estes animais passam 90% de seu tempo em busca de presas nas águas do mar; em geral, suas fêmeas botam um ovo por ano e têm um único parceiro durante sua vida, que costuma durar por volta de 40 anos.

No entanto, a ave Wisdom superou tanto as expectativas de vida de seus companheiros que precisou encontrar diversos parceiros para continuar reproduzindo.

Wisdom começou a ser acompanhada por cientistas dos Estados Unidos em 1956, quando sua idade era estimada em 5 anos. Ela foi vista pela primeira vez nas Ilhas Midway no norte do Oceano Pacífico. Desde então, estima-se que tenha voado por mais de 4,8 milhões de quilômetros, distância equivalente a percorrer toda a circunferência da Terra 120 vezes.

“Toda vez que ela volta à ilha, aprendemos mais sobre quanto tempo pássaros marinhos podem viver e ter filhotes”, diz a bióloga Beth Flint em publicação da United States Fish and Wildlife Service. “Seu retorno não só inspira amantes das aves, mas nos ajuda a entender como proteger esses pássaros graciosos e o habitat do qual eles precisam para sobreviver no futuro.”

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Wisdom volta à ‘casa’ em todo mês de novembro

A ave de 75 anos já ganhou diversas novas anilhas para continuar seu rastreamento; em uma das seis trocas ela ganhou seu nome, escolhido pelo cientista John Klavitter em 2006. Na maior parte do tempo, ela é rastreada de longe, mas em novembro, os albatrozes deixam de sobrevoar os mares e retornam à ilha de origem para cortejar seus parceiros e acasalar. A cada ano, os biólogos e entusiastas de pássaros celebram a confirmação de que Wisdom ainda está viva e saudável.

Mas a trajetória não foi fácil. Em 2011, as ilhas do Oceano Pacífico foram devastadas por um terremoto seguido por tsunami; cerca de 2 mil albatrozes adultos e 110 mil filhotes teriam morrido no desastre. Wisdom sobreviveu junto de seu pintinho.

Até 2021, ela era avistada na época de acasalamento com um parceiro “fixo”: Akeakamai. No entanto, quando o macho parou de voltar à ilha e deixou de ser visto pelos pesquisadores, muitos decretaram o fim da época reprodutiva da fêmea, que precisaria competir com aves mais jovens para formar novo casal.

O pássaro albatroz Wisdom com seu parceiro anterior na ilha de Midway durante época de acasalamento
Wisdom (à esq.) com seu parceiro anterior, Akeakamai, em 2015 • Wikimedia Commons

Naquele ano, ela não botou ovos, mas virou avó pela primeira vez: o filhote que sobreviveu ao terremoto teve seu primeiro descendente.

Os anos seguintes trouxeram novas aparições da “vovó”, sempre sozinha. Em março de 2024, após mais um ciclo reprodutivo sem um parceiro, uma das voluntárias na conservação ambiental das Ilhas Midway, Ann Bell, escreveu no blog da ONG Friends of Midway Atoll que era “muito improvável” que Wisdom encontrasse outro macho para acasalar: “Mas não por falta de tentativa!”

Meses depois, ela contrariou as expectativas e apareceu com um novo “amor”, tornando-se o pássaro mais velho do mundo (aos 73 anos) a botar ovos. E deu certo: um novo pintinho nasceu em janeiro de 2025, mas acabou falecendo em novembro do mesmo ano.

Wisdom foi vista novamente em 26 de novembro de 2026, acompanhada do mesmo macho, conhecido apenas por seu número de rastreio EX25. Com número de filhos estimado entre 30 e 36, a ave é uma potência para recuperar a população de albatrozes, ameaçada pelo desaparecimento de seu habitat pela elevação do nível do mar, pela poluição dos oceanos por resíduos plásticos e pela baixa frequência reprodutiva.

Granjas com focos de Newcastle fornecem para a MBRF; Cidasc amplia atuação

28 October 2026 at 12:40

A granja comercial de perus de corte em Coronel Freitas (SC), onde foi confirmado o segundo caso da doença de Newcastle, é fornecedora da MBRF, segundo fonte ouvida pela CNN. O local tinha mais de 30 mil aves.

O primeiro caso, registrado em uma granja em Nova Itaberaba (SC), também era de um fornecedor da empresa e criava 6 mil perus de corte.

Procurada, a  MBRF não comentou se as granjas são fornecedoras da empresa.

O terceiro local, onde o vírus foi detectado nesta terça-feira (27) pelas equipes da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) fica em Nova Erechim e trabalha com 9,6 mil perus.  Ainda não há informações para quem a propriedade comercial fornece.

De acordo com a Cidasc, as aves não apresentaram sintomas e os testes de sequenciamento genético foram fundamentais para detectar a presença do vírus.

Nova Erechim é um dos quatro municípios da região oeste que estão dentro da área de emergência zoosanitária e que passaram ser monitorados mais ativamente após a confirmação do primeiro caso, em dia 18 de outubro.

Com esse terceiro registro o raio de monitoramento, que era de 10 quilômetros, foi ampliado em mais 9,5 quilômetros.

Até a última segunda-feira (26) as equipes tinham vistoriado 133 propriedades comerciais e 551 estabelecimentos de subsistência, dentro do perímetro de emergência.

A granja de Nova Itaberaba, onde o primeiro caso de Newcastle foi confirmado, está em vazio sanitário.

Já em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi registrado no sábado (24), o trabalho agora é de limpeza e desinfecção, após o abate sanitário das aves.

Durante as visitas, além da coleta de materiais para testes, os técnicos reforçam com os produtores as orientações sobre prevenção, biossegurança e a importância de notificar imediatamente qualquer suspeita.

Vírus em pombos aumenta os riscos

O sistema de vigilância da Cidasc também identificou a presença do vírus de Newcastle em pombos de vida livre que apresentavam os sinais clínicos da doença. Foi na cidade de Marema que está fora da área de emergência zoosanitária. Testes em laboratório confirmaram o diagnóstico.

A ocorrência em aves silvestres ressalta a importância das medidas de biossegurança nas propriedades. De acordo com a Cidasc o segundo caso no estado, registrado em Coronel Freitas, foi originado pela transmissão do vírus por pombos.

A companhia reforça o pedido para que os avicultores verifiquem as telas de proteção dos aviários e façam o controle de pragas impedindo qualquer tipo de contato dos plantéis comerciais com aves livres.

Coalition talks loom in Israel as Netanyahu and Eisenkot blocs set to fall short of majority

Projections show votes for Palestinian parties surged in a tight contest that drew highest turnout in decades

Israel’s future hung in the balance on Wednesday as it became clear that Benjamin Netanyahu had lost his governing majority. His political fate now depends on whether opposition Jewish parties are prepared to forge a common front with Palestinian parties, whose support surged in Tuesday’s elections.

The leader of the Jewish opposition bloc, the retired general Gadi Eisenkot, appeared to rule out such a broad coalition in a premature declaration of victory overnight for what he called a “Zionist majority”.

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© Composite: AFP and Getty Images

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Democrats might have found an answer to GOP attacks on transgender athletes

28 October 2026 at 09:00

Rep. Pramila Jayapal, a former chair of the Congressional Progressive Caucus whose child is nonbinary, has reintroduced a federal Transgender Bill of Rights three times. Rep. Marie Gluesenkamp Perez, a co-chair of the conservative Blue Dog Coalition who represents a swing district, has backed Republican bills restricting gender-affirming care for minors.

The two Washington Democrats come from opposite wings of their party. But this fall, with both up for re-election on the same ballot as a measure in their state targeting transgender athletes, they have landed in the same place — for much the same reason.

The proposal would require any student who wants to play on a girls’ sports team to have a healthcare provider verify her sex — transgender or not. Gluesenkamp Perez recently told Oregon Public Broadcasting that while she believes “it isn’t fair for boys to compete in girls’ sports,” she cannot support “a rule that forces girls to prove their sex to the state every year just to play sports.” Jayapal — along with Gov. Bob Ferguson and Sen. Patty Murray — has called the measure “invasive.”

Marie Gluesenkamp Perez rests her chin on her right hand while holding a yellow pencil.
Rep. Marie Gluesenkamp Perez, D-Wash., questions Office of Management and Budget Director Russell Vought during a hearing in the Rayburn Building on June 30, 2026.Tom Williams / CQ-Roll Call, Inc via Getty Images

While Democrats speaking out against attacks on trans kids is not novel, the way they’re doing so is noteworthy: Confronting the issue head-on, and turning conservatives’ own arguments about government overreach and parents’ rights against them.

“Pointing out the values of conservatives — to not have government in our business making these decisions — is a very important part of our message,” Jayapal told MS NOW in an interview on Tuesday. “I do think we’re going to get people who may not agree with us in every way we see the issue.”

It’s a notable shift for a party that has long struggled to answer GOP attacks casting Democrats as more concerned with transgender people than with voters’ paychecks — attacks Republicans leaned on heavily in 2024 and are again spending millions on this fall. With measures targeting transgender athletes also on the ballot for the first time in Arizona, Colorado and Nebraska, and another targeting trans youth and abortion rights in Missouri, strategists say the approach is worth emulating.

“What this is about fundamentally is ‘Who do you want to make decisions around healthcare for your family? Do you want politicians or the government to make those decisions, or do you think families and doctors should be the ones who are making those calls?’” said Adrienne Kimmell, a strategist who advises on messaging about transgender issues.

Pramila Jayapal stands among transgender activists as she speaks during a presser.
Rep. Pramila Jayapal, D-Wash., holds a press conference with local transgender rights advocates in Seattle to celebrate the introduction of the Trans Bill of Rights on Aug. 15, 2022.Jovelle Tamayo / forThe Washington Post via Getty Images

Even the Washington ballot measure’s top backers admit the opposition’s strategy seems to be working.

“We’ve got people that are with us and are saying, ‘Are we sure that we want genital exams?’” said Hallie Herzberg, spokesperson for Let’s Go Washington, the political action committee supporting the measure and a second initiative on parental rights in schools. The group was founded by Brian Heywood, a conservative hedge fund manager and major Republican donor.

Herzberg maintains that the sports measure would not mandate such exams. But she acknowledged that Democrats are casting a wider net by focusing on them rather than on transgender athletes — a group that opponents of the measure say numbers fewer than a dozen statewide. (Herzberg says this is likely an undercount.)

Jayapal has addressed the measure’s targeting of transgender kids directly in a video posted on social media. But No Hate in Washington State, the leading group opposing the measure, has gone further in recasting the fight: None of its digital ads even use the word “transgender.” Instead, they focus on how the sex-verification requirement could subject cisgender girls to invasive scrutiny.

“Although the opposition is really focused on trans kids, we’re focused on the impacts on all kids,” said Heather Weiner, the group’s spokesperson.

Protestors hold signs and trans rights flags.
Demonstrators rally in support of trans youth in Seattle at Seattle Children’s Hospital on Feb. 8, 2025.David Ryder / Reuters

Democrats in other states are following suit.

In Arizona, where a ballot measure could require schools and athletic associations to bar trans people from sports teams and locker rooms, Democratic House candidate JoAnna Mendoza said that parents, coaches and sports associations should decide eligibility in kids’ sports. In Colorado, Democratic gubernatorial nominee Phil Weiser has said he would oppose two ballot measures — one that would limit trans students’ participation in sports and another that would prohibit gender-affirming surgeries on minors — because he believes athletic associations should determine fairness and that such surgeries for minors are “very rare” and decisions about them are best made by doctors and parents.

This approach — framing the issue as a matter of parental rights and government overreach — is not entirely new. Both Kentucky Gov. Andy Beshear in 2023 and Kansas Gov. Laura Kelly in 2024 made similar arguments.

Andy Beshear looks on as he speaks at a podium.
Kentucky Gov. Andy Beshear addresses reporters during a press conference in Frankfort on Nov. 15, 2022.Timothy D. Easley / AP Photo

But it is a far cry from how national Democrats handled the issue in 2024.

After the Trump campaign’s widely aired ad declaring “Kamala is for they/them; Trump is for you,” Kamala Harris dodged on whether she believed gender-affirming care should be broadly available to Americans, saying only that she would follow the law. Following Trump’s re-election, Gov. Gavin Newsom of California and Rep. Seth Moulton of Massachusetts were among the Democrats who criticized their party for failing to address trans athletes’ participation in girls’ sports head-on.

Tyler Hack, executive director of the Christopher Street Project, a transgender rights advocacy group and political action committee, said “the sweet spot both morally and electorally” is for Democrats to respond to Republicans’ anti-trans attacks directly — and to highlight their ripple effects.

“When we talk about legislation or ballot measures targeting the trans community,” Hack said, “we need to zoom out and think about the implications in everyday life.”

Research that Kimmell oversaw earlier this year found that Democrats lose ground when they do not respond to Republican attacks on the issue, but gain the upper hand when they argue that Republicans are fixated on transgender people instead of the cost of living, according to a memo reviewed by MS NOW. The research, which focused on swing voters in House battleground districts, also recommended that Democrats remind voters that “Republicans are the party exposing children to inappropriate things and putting children at risk.”

The opposition campaign in Washington has tried to do just that, with ads showing anxious girls lining up for sex-verification exams and featuring doctors who oppose the measure.

The conservative American Principles Project, meanwhile, said in its own memo to GOP candidates last month that while its message testing in swing states showed Republicans with an advantage over Democrats in ads focused on gender-affirming care, those on the right also “need a compelling message on the economy.” (Spokespeople for the group did not respond to questions.)

But some Democrats would still prefer not to talk about trans issues at all.

In Colorado, Democrats running in three key House races, according to the Cook Political Report — Jessica Killin, Manny Rutinel and Eileen Laubacher, who is taking on GOP incumbent Lauren Boebert — have not taken public positions on the measures there. Nor has Democratic Arizona Gov. Katie Hobbs, who is seeking a second term. (Spokespeople for those campaigns did not respond to requests for comment from MS NOW.)

Katie Hobbs makes a hand gesture as she speaks.
Arizona Democratic Gov. Katie Hobbs speaks to supporters at a campaign rally in Phoenix on Oct. 20, 2026.

Ross D. Franklin / AP Photo

Jayapal, for her part, hopes the Washington state delegation serves as a model for others in her party.

“It helps us when we refuse to be divided,” she told MS NOW, “and I think that’s a lesson for Democrats across the country.”

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Rep. Marie Gluesenkamp Perez (D-Wash.) questions OMB Director Russell Vought during a hearing on June 30, 2026, in Rayburn building.

Rep. Pramila Jayapal (D-Wash.) holds a press conference with local transgender rights advocates to celebrate the introduction of the Trans Bill of Rights on Aug. 15, 2022, in Seattle, Wash.

Demonstrators rally in support of trans youth at Seattle Children’s Hospital on Feb. 8, 2025, in Seattle, Wash.

Kentucky Gov. Andy Beshear addresses reporters during a press conference on Nov. 15, 2022, in Frankfort, Ky.

Arizona Democratic Gov. Katie Hobbs speaks to supporters at a campaign rally on Oct. 20, 2026, in Phoenix, Arizona.

Will US midterm battles blind Washington to Asia? Japan isn’t taking any chances

28 October 2026 at 03:00
Japan is bracing for a more unpredictable ally in Washington, as the US midterm elections threaten to deepen political gridlock and complicate Tokyo’s long-term security calculations, analysts say. Observers warn that post-election political battles, ranging from a possible repeat of impeachment proceedings to the mounting legal battles ensnaring the administration of US President Donald Trump, risk diverting the White House’s attention from foreign policy and its long-standing commitments to...

Rise of Palestinian parties in Knesset will redraw Israel’s political landscape

Exit polls indicate opposition leader Gadi Eisenkot will have to work with Arab-Israeli leaders to have a hope of governing

The big gains made by Palestinian parties in Israel’s general election pose an urgent and fundamental challenge to the country’s mainstream opposition: either cooperate with Arab Israelis or hand Benjamin Netanyahu a roadmap to political survival.

In the wake of Tuesday’s exit polls, the leader of the opposition bloc, Gadi Eisenkot, declared them a victory for “Israel’s Zionist national majority” but the real outcome looks as if it will be far more complex than that.

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© Composite: Alamy

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Israel election too close to call as exit polls give Netanyahu bloc slightly fewer seats

Early indications suggest it will be some time before the shape of new government and who will lead it is clear


Israel’s election appeared to have delivered no clear winner on Tuesday night after a historic turnout by voters for an election described by some as the most consequential in the country’s history, and marked by a record participation by Israeli Arab voters.

Exit polls published on Tuesday evening suggested that the opposition bloc of parties led by the former chief of staff of the Israel Defense Forces, Gadi Eisenkot, would win most seats in the Knesset by a slight margin, edging out Benjamin Netanyahu’s right and far-right coalition despite the prime minister’s Likud emerging as the largest party.

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© Photograph: Amir Levy/Getty Images

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Fantoches viram ‘mães’ de corujas bebês em centro de reabilitação animal no Pará

27 October 2026 at 20:17

Um vídeo de um filhote de coruja sendo alimentado por um fantoche infantil chamou a atenção nas redes sociais na última semana.

O bebê, ainda sem penas e posicionado dentro de um pote de plástico, recebe comida de uma seringa segurada por uma mão coberta pelo fantoche. A enfermeira humana tem uma máscara ocultando seu rosto.

Publicada pelo Cetra (Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens) da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), a cena reflete um princípio pouco conhecido do cuidado com animais silvestres: o anti-imprinting.

O que é imprinting?

É um comportamento também chamado de “estampagem” ou “cunhagem” que acontece logo nos primeiros dias da vida de um animal, em resposta à presença de uma figura materna ou paterna.

Ele foi descrito pela primeira vez pelo etólogo Konrad Lorenz ao observar filhotes de gansos e patos recém-nascidos. Assim que saíam dos ovos, os bebês seguiam instintivamente o primeiro objeto que viam – podendo ser sua mãe, outro animal ou até um objeto inanimado.

Seria este o mecanismo responsável pela aprendizagem de comportamentos essenciais para a sobrevivência: ao fixar sua atenção em figuras maternas e paternas, os filhotes copiam os comportamentos dos mais velhos e extraem diversas informações importantes.

Mas quando animais são separados dos pais ao nascer, o “imprinting” pode escolher um alvo que não tem estes aprendizados a oferecer. Este é o contexto do “anti-imprinting”.

Leia Mais:

Fantoches viram “pais” de pequenos suindaras

No vídeo do Cetra, um filhote de coruja-da-igreja ou suindara é alimentado com uma luva de fantoche desenhada para parecer uma coruja adulta. O rosto da cuidadora, além de sua mão, é oculto para não desviar a atenção do bebê para a figura humana.

“Cada detalhe importa para preservar o comportamento natural e garantir uma soltura com sucesso no futuro”, diz a publicação.

A tática simula o oferecimento do alimento pela mãe coruja, e também preserva o distanciamento natural entre as espécies, conservando instintos de proteção das corujas e impedindo o desenvolvimento de confiança excessiva nos humanos.

Legacy of 7 October looms large as a divided Israel goes to the polls in record numbers

Bereaved families tell voters to remember the victims while others have flown thousands of miles to cast their ballots

Election day in Israel began with a protest by some of the voters with most at stake. Bereaved families of those killed in the 7 October attacks held a minute of silence at 6.29am, the moment when Hamas launched its onslaught just over three years ago.

They gathered in a Tel Aviv plaza that has become known as “hostages square” because it was the centre of demonstrations demanding the return of more than 200 captives from Gaza. Holding pictures of their loved ones, they stood in silence then called on voters to remember the losses and betrayals of that day when deciding on the next government.

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© Photograph: Ilia Yefimovich/AFP/Getty Images

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Sobe para 24 o número de corpos encontrados pela Polícia em São Paulo

27 October 2026 at 18:26

As Polícias Civil e Militar de São Paulo encontraram mais sete corpos, desde a última terça-feira (20), na capital paulista e na Grande São Paulo em meio às investigações sobre ocorrências com características semelhantes. No total, já foram encontrados 24 corpos. 

Os casos ganharam repercussão diante da possibilidade de atuação de um assassino em série.

Na última quinta-feira (22), integrantes da cúpula da Segurança Pública de São Paulo voltaram a afirmar que, até o momento, não há indícios de que os crimes investigados na capital tenham sido cometidos pela mesma pessoa.

Terça-feira (20)

Um homem foi encontrado morto dentro de um porta-malas de carro abandonado, na noite última terça-feira (20), na Estrada Borba Gato, no bairro Itaquaçiara, em Itapecerica da Serra.

A Polícia Militar foi acionada, e no local, encontrou um veículo abandonado com um cadáver. A ocorrência foi registrada no DP Central de Itapecerica da Serra.

Quarta-feira (21)

Um homem foi encontrado morto, na tarde da última quarta-feira (21), em uma área de mata, perto da Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, na região de Tremembé, Zona Norte de São Paulo.

Segundo os militares, o corpo foi encontrado com rigidez cadavérica. O caso foi registrado na 73ºDP. 

Quinta-feira (22)

Um corpo foi encontrado com as mãos amarradas e um saco preto na cabeça, na noite da última quinta-feira (22), na Rua Paulo da Silva, no Rio Pequeno, zona oeste da capital.

De acordo com a PMSP, a vítima também apresentava indícios de tortura. As circunstâncias da morte ainda são investigadas. 

Domingo (25)

No último domingo (25), foram encontrados três corpos, um no bairro Pedreira e dois na Vila Califórnia. 

No bairro Pedreira, a Polícia Civil investiga um homicídio, ocorrido durante a madrugada, na Rua David Perez. Um homem de 31 anos foi baleado e morreu no local. O autor dos disparos fugiu. 

Segundo os agentes que atenderam a ocorrência, o homem caminhava em direção a um estabelecimento comercial, acompanhada de um outro homem, quando um indivíduo se aproximou e efetuou disparos contra os dois. 

Até o momento, não há informações de que o homem que acompanhava a vítima também tenha sido atingido. 

O caso foi registrado como homicídio no 98º Distrito Policial (Jardim Miriam), que solicitou o assessoramento do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). 

Na Vila Califórnia, a PCSP investiga duplo homicídio, ocorrido na na manhã de domingo, em área de mata. 

De acordo com a SSP-SP, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também foi acionado para essa investigação. Foram solicitados exames periciais ao IC e IML. 

Segunda-feira (26)

Um homem foi encontrado morto com agressões pelo corpo, na manhã de segunda-feira (26), após cair em uma via pública na região da Estrada da Barragem, na Zona Sul de São Paulo. 

Segundo a SSP-SP, o SAMU atendeu a ocorrência com a Polícia Civil, mas o óbito foi constatado no local.

O caso foi registrado no 101º Distrito Policial, e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado para seguir a investigação. 

*Sob supervisão de André Rigue

Fed e BCE decidem esta semana: os juros vão voltar a subir

27 October 2026 at 18:20

Os juros continuam elevados e a inflação ainda preocupa os bancos centrais. Esta semana, há decisões importantes nos Estados Unidos e na Europa. Será que os juros vão ficar na mesma ou ainda podem subir mais? Saiba mais, neste episódio do Economia dia a dia, podcast diário do Expresso

Uma estudante de 14 anos ajudou a solucionar um dos grandes problemas da sismologia: seu modelo matemático melhora em 16% a detecção de terremotos

27 October 2026 at 17:01

A aluna Isabel Rossi, de uma escola pública em Williamsburg, Virgínia, usou sua paixão por matemática para melhorar a cadeia de detecção de terremotos, possibilitando respostas mais rápidas às emergências. Com apenas 14 anos, ela desenvolveu um modelo algorítmico que testa diferentes posicionamentos para sensores de atividade sísmica até chegar ao mais eficaz.

Tudo começou quando a americana leu no periódico Physics Today um artigo sobre as dificuldades envolvidas na detecção de terremotos. Ela, que já experienciou um tremor de terra, já tinha interesse pelo tema e decidiu ajudar.

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Ao longo de seis meses, a estudante analisou diferentes métodos de usar matemática para tomar decisões; ela os comparou a dados de sismologia na região de Los Angeles, na Califórnia, e a modelos computacionais de colocação de sensores. Apenas explorando um banco de dados online, descobriu onde estavam posicionados os aparelhos atuais e onde ocorreram terremotos anteriores, sem precisar se locomover até os locais.

Em seguida, ela criou um programa de computador que gerava organizações aleatórias dos sensores no espaço. Cada organização era submetida à análise de dois métodos matemáticos que levam em conta diferentes interesses – como difícil acesso à localização, abrangência da cobertura e escassez de recursos.

O objetivo era chegar à distribuição de sensores que equilibrava melhor todos os objetivos, desde a economia até a área coberta. Depois de vários testes, Isabel encontrou uma solução que maximizava a performance.

A disposição proposta aumentaria a cobertura da detecção de terremotos em 16,7%, incluindo espaços antes não monitorados, com apenas cinco novos sensores. A melhoria ainda não foi aplicada na vida real, mas ajuda a sofisticar os processos de decisão usados pela sismologia daqui em diante.

Prêmio de até R$ 136 mil

O projeto “Ouvindo nos Lugares Certos: Teoria dos Jogos e Otimização para Posicionamento de Sensores de Terremoto” foi parte do concurso Thermo Fisher Scientific Junior Innovators Challenge, organizado pela Society for Science, no qual Isabel é finalista entre os 10 mil estudantes de ensino fundamental inscritos.

O vencedor principal leva para casa um prêmio de US$ 25 mil (cerca de R$ 136 mil na cotação atual); a premiação acumulada de todas as categorias ultrapassa US$ 100 mil. 

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