Em vídeo publicado nas redes sociais, Carlos disse que conversou por duas horas com Jair, que estaria tentando assimilar os últimos acontecimentos. “Ele está forte, sabe que a vida continua, ainda não acabou”, relatou.
Na gravação, o recém-eleito senador disse que teria se emocionado durante o encontro e se desculpado com o pai pela derrota do irmão. “Falei: ‘Desculpa, pai, a gente falhou’. Ele: ‘Negativo, levanta a cabeça, vamos embora’. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda. Preparou um café pra mim ali, foi bacana”, contou.
No vídeo, ele reforçou que o pai seria um “preso político” dos atos de 8 de Janeiro de 2023 e declarou que continuará a atuar pela liberdade de Jair e pelos outros bolsonaristas que participaram da tentativa de golpe de Estado.
“Vamos nessa, pessoal. Um dia de cada vez, não acabou ainda. Vamos tocando a vida, tranquilo. Tenho sorte de ter um pai vivo, que me dá sempre o suporte que eu preciso e, inacreditavelmente, ele que me deu suporte hoje, mais uma vez”, finalizou.
Entidades de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, repudiaram, na terça-feira (27), uma campanha de boicote a comércios e estabelecimentos da cidade que supostamente teriam como donos apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), no domingo (25), passou a circular em grupos de mensagens do município uma lista com alguns estabelecimentos que não teriam apoiado Flávio. A medida também incentiva a polarização política ao pedir que a população pare de consumir nestes locais.
A CNN Brasil teve acesso à lista e a um vídeo, gravado pelo advogado Klauss Fins. Na gravação, ele aparece com uma camisa amarela em que está escrito “Meu partido é o Brasil” e incentiva uma perseguição política ao pedir que se coloque uma “estrela vermelha” na porta de negócios em que os donos “são petistas”.
“Já que aqueles petistas acreditam que o PT é o melhor para o país, votaram no Lula e elegeram teoricamente esse presidente, eles é que toquem o negócio deles com o Lula na Presidência. Mete uma estrela do PT na portinha da sua loja e vê o que vai acontecer. Já existe um movimento para que não se compre, não se prestigie e não se negocie com petistas porque eles acabaram com a economia do país”, diz ele. “Negocie somente com patriotas”, ressalta na gravação.
A reportagem pediu um posicionamento de Klauss, mas ainda não teve resposta. Já em outro vídeo, homens vestidos com a camisa da Seleção Brasileira ateiam fogo à uma bandeira de Lula e jogam o material incendiado no meio da rua.
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Teresópolis afirmou que divergência política não justifica perseguição e disse repudiar as práticas de intimidação, constrangimento e incentivo ao boicote ao comércio por posicionamentos partidários.
“Empreendedores e trabalhadores são fundamentais para o desenvolvimento da cidade, a geração de empregos e o fortalecimento da economia. Nenhuma disputa partidária deve ser usada para prejudicar atividades comerciais e profissionais”, afirma a administração municipal.
O diretor do PL (Partido Liberal) na cidade também divulgou uma nota dizendo que os trabalhadores não podem ser discriminados por opiniões políticas. “A liberdade de escolha é um direito constitucional, e respeitá-la é um dever de todos”, escreveu Alex Castellar.
O diretório do PT (Partido dos Trabalhadores) de Teresópolis disse, para a imprensa, repudiar os atos e ressaltou que a ação remete à Alemanha Nazista, quando campanhas de boicote foram organizadas contra judeus. No comunicado, o partido chama a lista de “inadmissível”, “grave” e uma forma de “intimidação”.
“Em uma cidade onde tantas famílias dependem do comércio local, dos pequenos empreendimentos e da circulação de recursos para garantir sua sobrevivência, incentivar o boicote a estabelecimentos comerciais significa atacar diretamente a economia do município, ameaçar postos de trabalho e prejudicar o sustento de inúmeras famílias. Não existe patriotismo em prejudicar a economia da própria cidade, perseguir comerciantes ou colocar em risco o emprego de trabalhadores por divergências políticas.”
O Sindicato do Comércio Varejista de Teresópolis também alegou repudiar o incentivo à hostilidade e pontuou que “o fortalecimento do comércio depende de um ambiente de confiança, respeito e valorização dos empreendedores e trabalhadores”.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na cidade emitiu uma nota afirmando que a liberdade de expressão e o respeito às divergências são pilares de uma sociedade democrática.
“Intimidação, perseguição política, assédio e constrangimento com motivação política não serão aceitos e são repudiados”, destacou a entidade.
“Eleição passou, mas não passou o desejo de ministérios com gente técnica e séria, de um governo que corte gastos e tire o peso dos impostos das costas do cidadão. Esse desejo tem nome, chama-se projeto de país”, disse o governador de São Paulo.
Segundo Tarcísio, aliado de longa data da família Bolsonaro, mesmo com o fim da eleição, o país continua “fraturado e dividido”. Sem citar nominalmente Lula, ele falou ser necessária uma postura séria “de quem lidera” o Brasil.
“Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos. O uso da máquina, programas lançados fora do prazo, a interferência do Judiciário. Tudo isso marcou essa eleição e precisa deixar lições. As promessas de campanha precisam ser examinadas com rigor, porque a conta sempre chega para o contribuinte”, continou.
Tarcísio comentou ainda que a oposição ao governo deve unir forças para cobrar Lula.
Dois dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Eleições 2026, o ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu que o mandatário trabalhe para pacificar o país e reúna os Três Poderes e representantes da sociedade civil para uma “grande conversação nacional”.
Sem citar nominalmente Lula, Temer afirmou desejar que “o presidente reeleito faça o possível para impedir a agressividade que tem resultado em divisão dos brasileiros e até das instituições”.
Ainda na manifestação desta terça-feira (27), ele disse que Lula deveria convocar os representantes do Estado brasileiro e da sociedade, inclusive forças da oposição.
Segundo Temer, a conversa serviria para uma “tranquilização do país e um ambiente de confiança” que, segundo ele, ajudaria no crescimento da economia.
“A harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal”, reiterou.
O governo federal transferiu o ponto facultativo do Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, para a sexta-feira (30). A decisão foi publicada no Diário Oficial na última segunda-feira (26) e é assinada pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
Com a medida, os funcionários públicos terão quatro dias consecutivos de descanso, já que a celebração da data soma-se ao final de semana e ao feriado de Finados, que cai na segunda-feira (2).
A data não é um feriado nacional e é um reconhecimento dos profissionais que atuam na administração pública e contribuem para o funcionamento dos serviços prestados à população. O ponto é facultativo nos órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
Antes da decisão do governo federal, estados como Ceará, São Paulo, Sergipe, Bahia e o Distrito Federal já haviam decidido pela mudança.
A transferência do ponto facultativo não significa que todos os trabalhadores terão folga automaticamente. A medida se aplica aos órgãos e servidores contemplados pelas respectivas normas, e atividades essenciais podem seguir escalas próprias de funcionamento.
O governo reeleito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer manter o engajamento do “Exército do Lula” e usar o canal do WhatsApp como instrumento para influenciar discussões no Congresso Nacional — que terá a bancada de direita ampliada a partir do próximo ano.
A discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala de trabalho 6×1 é utilizada como um exemplo no entorno de Lula. A avaliação é de que a pressão popular em prol da matéria empurrou sua aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Aliados governistas também esperam que Janones tenha papel de protagonismo na mobilização da militância no governo Lula. Já existem discussões sobre a possibilidade de o deputado assumir um ministério na Esplanada no governo Lula 4.
O canal no WhatsApp e o parlamentar mineiro são vistos pelo presidente como cruciais para o resultado da eleição, com a vitória de Lula diante de Flávio Bolsonaro (PL) no último domingo (25).
Logo após sua vitória nas urnas, Lula afirmou a apoiadores que uma das mudanças para seu quarto mandato será priorizar a comunicação digital. “Eu ganhei um celular do nosso Rafael Fonteles [governador do Piauí]. E eu vou conversar muito com o povo brasileiro, muitas vezes por dia”, disse.