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Câmara de SP aprova análise de impeachment contra Ricardo Nunes

28 October 2026 at 20:38

Foi aprovada nesta quarta-feira (28), na Câmara Municipal de São Paulo, a instalação de uma Comissão Especial para analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia foi protocolada no domingo (25) pelos vereadores Amanda Paschoal (PSOL-SP), Celso Giannazi (PSOL-SP) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL-SP) por “infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade”.

A vereadora argumenta que Nunes descumpriu a ordem judicial da 1ª Zona Eleitoral em disponibilizar 100% da frota dos ônibus municipais para o pleito do segundo turno. Ela argumenta que 30% da frota de ônibus ficou retida nas garagens, prejudicando o deslocamento dos eleitores pela cidade.

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As denúncias se baseiam no artigo 73 da Lei Orgânica do Município e no Decreto-Lei nº 201/1967, por “antentar” contra a probidade administrativa e o cumprimento de decisões judiciais.

Paschoal também aponta para o assédio eleitoral e abuso de poder cometido pelo prefeito contra servidores comissionados da Prefeitura. Os pedidos, conforme expõe a denúncia, eram acompanhados de ameaças de exoneração para trabalharem em atos de campanha política.

À CNN Brasil, Paschoal disse que espera apoio popular para o prosseguimento da Comissão. Conforme levantamento feito pela reportagem, foram marcados três atos pedindo o impeachment de Ricardo Nunes. Um desses atos acontece ainda nesta quarta-feira, em frente à Prefeitura, enquantos os outros dois serão na Praça Roosevelt e no Largo da Batata para a próxima sexta-feira (30) e o próximo sábado (31).

“Espero que nós consigamos, através da pressão popular, da ocupação das ruas, tanto na prefeitura, ter uma melhor analise [do pedido de impeachment]”, disse Paschoal.

A comissão de sete vereadores começará os trabalhos na quinta-feira (29) e, segundo o regimento interno da Câmara dos Vereadores, o pedido de impeachment deve ser lido na sessão subsequente à denúncia e ser despachada avaliação da comissão especial, composta por Luana Alves (PSOL), Rubinho Nunes (União Brasil), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB).

O parecer de admissibilidade do pedido terá de ser expedido pela comissão em até dez dias. Caso seja admitido, precisará ser votado em plenário para avançar. Caso contrário, será arquivado.

Vídeo da CNN é adulterado com fake news sobre fim do Bolsa Família

28 October 2026 at 01:57

É falso um vídeo que circula nas redes sociais em que aparece uma reportagem da CNN Brasil noticiando que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia acabar com o Bolsa Família.

A publicação distorce um vídeo exibido em 16 de abril de 2025 no CNN PrimeTime em que o apresentador Márcio Gomes questiona a analista Jussara Soares sobre a nova regra de transição do programa.

O vídeo contém o escrito “Bolsa Família pode acabar” e “Bolsa Família pode estar com os dias contados: governo Lula avalia a possibildiade de encerrar o programa”, o que distorce a fala da analista.

A análise tratava-se, na verdade, de uma estratégia do governo federal sobre uma nova regra de transição do programa social que entrou em vigor em junho daquele ano.

A regra, que foi anunciada em março do ano passado e passou a valer em junho, estabelecia que famílias que ultrapassassem o limite de renda para entrada no programa seguiriam recebendo 50% do benefício durante um ano.

Não há nenhuma menção sobre o Palácio do Planalto interromper o auxílio.

Governo ressalta que informações são falsas

O governo federal divulgou nota nas redes sociais, ressaltando que as informações são falsas.

“São falsas as alegações de cortes no Bolsa Família. O programa segue em funcionamento, sem qualquer suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. Em outubro, houve reajuste de 15,04%, com o valor mínimo por família passando de R$ 600 para R$ 691.

Eleições 2026: TSE confirma 34 mil votos após as 17h no 2º turno

27 October 2026 at 19:37

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou 34.393 votos após as 17h no pleito de domingo (25), que foi prorrogado até às 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), após as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) relatarem à Suprema Corte e à Justiça Eleitoral dificuldades no transporte público.

A CNN Brasil havia antecipado o número de votos computados pela Justiça Eleitoral após a prorrogação do pleito.

Em nota divulgada nesta terça, o TSE informa que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. No total das 497.333 seções eleitorais, 437.065 delas concluiram os trabalhos até 17h10, enquanto 24.268 funcionaram após esse horário.

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Das 24 mil seções abertas após as 17h10, foram computados 8.673 dos 34 mil votos após as 17h. Cerca de 6.766 seções encerraram a votação após as 19h.

O estado de São Paulo foi o local com mais seções abertas após as 17h10, com 6.093 seções e registrando 2.496 votos depois das 17h. Em seguida, aparece o estado do Rio Janeiro, com 5.713 seções e 2.349 votos; Bahia, com 3.787 seções e 1.656 votos; e Pernambuco, com 1.872 seções e 577 votos.

Os outros estados não mencionados registraram indíces inferiores a mil seções abertas após as 17h10.

Lula altera aliados nos palanques do 1º e 2º turno

27 October 2026 at 00:17

O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser reeleito no domingo (25) em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado pela mudança de caras que cercavam o mandatário durante sua fala.

Em sua primeira manifestação após ficar atrás no primeiro turno para Flávio Bolsonaro (PL), nomes consolidados do presidente o cercavam, entre eles ex-ministros e os principais candidatos de Lula.

No palanque após a votação de 4 de outubro, Lula era acompanhado na linha de frente do palanque por membros de seu núcleo mais próximo:

  • Edinho Silva, presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores);
  • Sidônio Palmeira, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação);
  • Rosângela Janja Lula da Silva, primeira-dama;
  • Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
  • Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente;
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento e Indústria;
  • Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda; e
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social).
Comitê do presidente e candidato a reeleição Lula
Comitê do presidente e candidato a reeleição Lula após resultado do 1º turno • Foto: Ricardo Stuckert

Dos nomes citados acima, apenas Janja, Padilha e Mercadante permaneceram na foto do palanque em que Lula discursou no segundo turno. Entre os presentes, aqueles que haviam sido derrotados na urna perderam seu destaque, como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, que se mobilizaram em São Paulo durante o segundo turno.

Além deles, a bancada se rejuvenesceu. Apareceram o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB), com a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o eleito deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP), que viajou ao redor do país para mobilizar o público universitário e LGBTQIAPN+ junto de nomes como as deputadas federais recém-eleitas Ana Elisa (PT-MG), Ana Júlia Ribeiro (PT-PR) e Luna Zarattini (PT-SP).

O administrador do grupo “Exército do Lula”, o deputado André Janones (Rede-MG) ganhou um lugar ao lado de Lula e foi elogiado pelo presidente durante seu discurso.

Ao fundo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos, que se responsabilizou por conversar com torcidas organizadas após o presidente proibir as bets e dialogar com motoqueiros e trabalhadores por aplicativo após a promulgação do Move Brasil, programa que oferece linhas de crédito para profissionais do transporte comprarem veículos zero-quilômetros.

Nomes do nordeste como Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, um dos cotados ao ministério da Fazenda e quem deu a Lula seu primeiro celular, preencheram o fundo do discurso de Lula.

Fonteles e o senador Camilo Santana (PT-CE) entraram na linha de frente da campanha após o resultado do primeiro turno e ganharam a confiança do presidente Lula conforme apurou a CNN Brasil. Santana é um dos cotados para a pasta da Casa Civil.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva • Reprodução

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que não apareceu em destaque após o primeiro turno, teve um lugar ao lado do presidente junto com sua esposa, Lúcia Alckmin. O ex-governador de São Paulo teve o papel de converter votos no interior paulista. Também recebeu destaque Marília Arraes (PDT), senadora eleita por Pernambuco.

Lula perdeu apenas em uma cidade do RN e de PE; veja mapa

26 October 2026 at 22:14

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu em apenas uma cidade do Rio Grande do Norte e de Pernambuco neste domingo (25), quando aconteceu o segundo turno das eleições que reelegeram o mandatário para seu quarto mandato.

No primeiro turno, Lula teve 65,72% dos votos no Rio Grande do Norte, enquanto seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), teve 34,28%. O senador havia vencido em duas cidades: Guamaré e Parnamirim, com 48,34% e 50,92% dos votos, respectivamente.

Já no segundo turno, Flávio teve 51,08% dos votos em Parnamirim, enquanto Lula conquistou 48,92%. Em Guamaré, a diferença foi de 70,30% para o presidente e 29,70% para o senador.

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Em Pernambuco, Lula teve 63,45% dos votos no primeiro turno, enquanto Flávio foi a escolha de 31,03% dos eleitores pernambucanos. Já no pleito do dia 25, Lula atingiu 69,20% dos votos, enquanto Flávio obteve 30,80%.

No âmbito municipal, Flávio ganhou em apenas uma cidade no primeiro e no segundo turnos: Santa Cruz do Capibaribe. O senador teve 52,71% dos votos no município no primeiro turno e 53,60% no segundo.

No pleito geral, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos a nível nacional, o que representa cerca de 64 milhões. Já Flávio venceu em 48,21% das urnas, um total de 59 milhões de votos.

Nikolas Ferreira descarta anulação da eleição e pede fim de atos

26 October 2026 at 20:08

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nesta segunda-feira (26) em suas redes sociais um vídeo em que pede aos apoiadores para evitarem manifestações públicas e descarta as chances de a eleição ser anulada.

O parlamentar começa o vídeo admitindo que “a quantidade de perguntas sem resposta gera insegurança e indignação” e que a chance de anular a eleição é “praticamente nula”. Ele também relembrou que muitos já foram às ruas no calor do momento, mas avisou: “Não façam isso”.

Nikolas também coloca sob suspeita a decisão de Cristiano Zanin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prorrogação da votação em duas horas após os partidos da disputa, PT (Partido dos Trabalhadores) e PL (Partido Liberal), pedirem.

A publicação do aliado de Flávio Bolsonaro (PL) vem depois de o senador ter dito à imprensa neste domingo (25) que pediria a anulação do pleito.

“É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições. Vou pedir a anulação”, disse Flávio à imprensa, na saída do local onde assistiu à apuração de votos com seus aliados em Brasília.

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Conforme apurou a CNN Brasil, Nikolas foi apontado por uma ala da silga como um dos culpados pela derrota de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais no segundo turno.

A responsabilidade atribuída acontece no primeiro movimento interno do partido em buscar culpados pela derrota no segundo turno. Fontes internas diziam que havia uma confiança por parte da campanha de que não seria necessário concentrar tantos esforços no estado mineiro.

Lula foi reeleito pela quarta vez com 51,79% dos votos válidos, enquanto o primogênito de Jair Bolsonaro, 48,21%.

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