Democratas questionam fuga de Bolsonaro para os EUA

© JIM LO SCALZO/EPA

© JIM LO SCALZO/EPA

© ISAAC FONTANA/EPA
Queria desafiar o domínio dos Bolsonaro sobre a direita brasileira, e, de facto, recusou o apoio ao senador Flávio na segunda volta. Em entrevista ao Expresso, Renan Santos, que conquistou mais de 2,6 milhões de votos nas eleições de 4 de outubro, acusa a família do ex-Presidente Jair Bolsonaro de ligações ao crime organizado e critica a Justiça por se deixar politizar por quem está no poder

Queria desafiar o domínio dos Bolsonaro sobre a direita brasileira, e, de facto, recusou o apoio ao senador Flávio na segunda volta. Em entrevista ao Expresso, Renan Santos, que conquistou mais de 2,6 milhões de votos nas eleições de 4 de outubro, acusa a família do ex-Presidente Jair Bolsonaro de ligações ao crime organizado e critica a Justiça por se deixar politizar por quem está no poder

Depois de perder as eleições, e tendo sido proibida a sua saída do Brasil e solicitado que entregasse os passaportes, Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira com a Argentina, viajou até ao Equador e seguiu para os EUA. O Governo Trump providenciou o jato utilizado pelo candidato derrotado para chegar até Miami.

Flávio Bolsonaro, derrotado, recusa-se a reconhecer o resultado, alegando fraude, enquanto Lula, com 51,7% dos votos, vai iniciar o quarto mandato presidencial.

Débora Messenberg, que estuda a extrema-direita no Brasil e no mundo há dez anos, diz que a direita brasileira enfrenta dificuldades para reorganizar a liderança após a derrota de Flávio, que fugiu do país, para Lula da Silva nas eleições presidenciais.

O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que ingressou na instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira por indicação de Jair Bolsonaro, assegura que as eleições foram normais e respeitaram a Constituição.

Este brasão não era utilizado desde 1967, ano a partir do qual o país passou a chamar-se República Federativa do Brasil. A carta, divulgada esta quarta-feira, foi substituída ao fim de cerca de 20 minutos.

Numa carta divulgada após a chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro promete liderar a oposição a partir do estrangeiro. Acusa as autoridades brasileiras de fraude eleitoral, agradece o apoio de Donald Trump e Javier Milei e compara a sua situação à de figuras históricas que combateram regimes autoritários no exílio. "É uma forma de tentar legitimar uma fuga à justiça", considera o analista José Bourbon-Ribeiro

Numa carta divulgada após a chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro promete liderar a oposição a partir do estrangeiro. Acusa as autoridades brasileiras de fraude eleitoral, agradece o apoio de Donald Trump e Javier Milei e compara a sua situação à de figuras históricas que combateram regimes autoritários no exílio. "É uma forma de tentar legitimar uma fuga à justiça", considera o analista José Bourbon-Ribeiro

Flávio Bolsonaro divulgou esta quarta-feira, 28 de outubro, uma carta em que declara ser o “Presidente eleito” do Brasil. No texto, acusa as autoridades brasileiras de perseguição política e de fraude eleitoral, sem, no entanto, apresentar quaisquer provas. Leia aqui, na íntegra, a carta.

Numa carta dirigida ao povo brasileiro, Flávio Bolsonaro afirmou-se, primeiro, “Presidente eleito”, para pouco depois substituir a expressão por “líder do Brasil”. No texto, diz-se vítima de uma fraude eleitoral e explica que abandonou o país, rumo aos EUA, perante o que classifica de “instrumentalização política da Justiça”.

O ex-candidato presidencial atravessou a fronteira do Brasil para a Argentina. Está sob investigação por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal e pode ter como destino os EUA, onde já vive o irmão Eduardo

O candidato derrotado nas presidenciais está incontactável desde segunda-feira. A informação é confirmada por aliados e pela defesa de Flávio Bolsonaro. As autoridades argentinas negam que tenha entrado no país, mas a imprensa local levantou suspeitas de tentativa de viagem num avião privado

Politólogos garantem que papel de André Janones na ‘virada’ de Lula foi muito significativo. Montou uma colossal comunidade no WhatsApp, num momento em que a esquerda estava atordoada com o resultado da primeira volta. Arregimentou quase 11 milhões de pessoas, distribuiu tarefas simples que, executadas em massa, “quebraram” os algoritmos das redes sociais até então dominadas por bolsonaristas. Mas o percurso do ‘político-influenciador’ não é livre de máculas

Flávio Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de o tentar intimidar e anuncia que vai pedir a cassação da candidatura de Lula da Silva, em vez de contestar os resultados. Donald Trump também afirmou que a eleição foi fraudulenta, sem, contudo, fornecer provas do que declarava

Lula da Silva foi o candidato a Presidente do Brasil com a maior votação da História, mas Flávio Bolsonaro quer anular a eleição, com o argumento de que a prorrogação da votação decidida pelo Supremo Tribunal Federal foi aplicada injustamente. A própria campanha do senador também pediu mais tempo para votar em vários municípios. Que bases jurídicas podem sustentar a reivindicação do candidato derrotado?

Resultados oficiais foram conhecidos perto da 1h, com Flávio Bolsonaro a não reconhecer a derrota da segunda volta das eleições brasileiras. Presidente da República e primeiro-ministro felicitaram Lula esta manhã e querem reforço das relações bilaterais entre os dois países

Lula da Silva foi eleito Presidente do Brasil pela quarta vez. Protagonizou uma ‘virada’ sem precedentes. De acordo com analistas, a recuperação construiu-se nas ruas, nas redes sociais e numa campanha que procurou retratar o adversário como ameaça aos ganhos sociais
