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Novo quadro de referência para o SNS será assinado nos próximos dias

30 October 2026 at 21:39

A ministra da Saúde anunciou hoje que o Quadro Global de Referência (QGR) para o triénio 2027-2029 vai ser assinado nos próximos dias, permitindo que o SNS comece o próximo ano com os "instrumentos de gestão alinhados".

 

"Depois do Quadro Global de Referência (QGR) 2026-2028, já acordamos o quadro global 2027-2029, que será assinado nos próximos dias, e também os termos de referência para a contratualização de 2027", afirmou Ana Paula Martins no parlamento.

Apesar de produzir efeitos a 01 de janeiro deste ano, o QGR para 2026-2028, documento que estabelece as orientações estratégicas e financeiras para as unidades locais de saúde (ULS) e para os institutos de oncologia (IPO), só foi publicado no início de setembro.

Nessa altura, Ana Paula Martins assumiu que a responsabilidade do Governo pelo atraso de vários meses na publicação do QGR, que é proposto pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) e aprovado pelos ministérios da Saúde e das Finanças.

Na audição conjunta de hoje nas comissões de Saúde e de Orçamento, Finanças e Administração Pública no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para o próximo ano, a ministra adiantou também que, nos próximos dois meses, a DE-SNS vai concluir os planos de desenvolvimento organizacional das ULS e dos IPO, para que "2027 comece com os instrumentos de gestão alinhados".

"É assim que se reforça a autonomia das ULS com regras claras, com objetivos conhecidos desde o primeiro dia do ano e responsabilização pelos resultados", alegou Ana Paula Martins, para quem o Estado "não pode ficar refém do imobilismo sempre que uma reforma mexe com os interesses, hábitos ou modelos organizacionais instalados".

Perante os deputados, a governante apontou "factos para acabar com alguns mitos" como a crescente despesa na saúde ao mesmo tempo que os resultados do SNS estão piores.

"O SNS está a responder às necessidades de uma população cada vez maior e mais diversificada, mantendo estável o peso da sua despesa na economia e na despesa pública", argumentou a ministra da Saúde, adiantando que, em 2025, a despesa total do SNS manteve-se em 5,5% do PIB e em 13% da despesa pública.

Essa estabilidade "ganha particular significado quando confrontada com a evolução demográfica do país", referiu Ana Paula Martins, ao realçar que o aumento populacional nos últimos anos, que uma "parte substancial resulta da imigração", coloca exigências adicionais ao SNS.

A ministra reiterou ainda que, para responder às listas de espera para consultas, exames e cirurgias, o Governo pretende reforçar a capacidade de saúde pública, mas vai recorrer, com "critérios, transparência e avaliação", aos setores social e privado, "sempre que isso permita responder em tempo clinicamente adequado".

A proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 foi aprovada, na generalidade, na quarta-feira, na Assembleia da República e a votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.

Leia Também: Utentes podem confirmar registo atualizado no SNS através da app e portal

Falta de acesso pesa no cuidado do câncer de pulmão

30 October 2026 at 21:37

O câncer de pulmão é o mais incidente e o que mais causa mortes no mundo, com 2,6 milhões de novos casos por ano, o equivalente a 13,5% de todos os diagnósticos oncológicos¹,². A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), condição progressiva que dificulta a passagem de ar pelos pulmões e reúne quadros como o enfisema e a bronquite crônica, responde por 3,4 milhões de mortes anuais³. As duas enfermidades compartilham fatores de risco como tabagismo, poluição do ar e exposição ocupacional⁴. Apesar desse peso, essas condições recebem menos atenção política e investimentos do que o necessário⁵. É o que discute o relatório global “Addressing Inequalities in COPD and. Lung Cancer: A Framework for Action” (Enfrentando as desigualdades na DPOC e no câncer de pulmão: um plano de ação, em tradução livre)⁵, financiado pela AstraZeneca e desenvolvido por um comitê internacional de especialistas. O documento evidencia que as desigualdades sociais, econômicas e de acesso à saúde influenciam diretamente a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessas doenças⁵. Isso porque populações vulnerabilizadas, a exemplo de pessoas de menor nível socioeconômico, moradores de áreas rurais e remotas e minorias étnicas, podem estar mais expostas aos fatores de risco de ambas. — Esses pacientes encontram mais obstáculos para acessar serviços de saúde. Ou seja, acabam sofrendo uma dupla penalização — afirma o pneumologista Gustavo Prado, presidente da Aliança Brasileira de Controle do Câncer de Pulmão e representante do Brasil no comitê. Nos países que mantêm programas de rastreamento desse tipo de câncer, o relatório identificou desigualdades no acesso e mostrou que critérios fixos de elegibilidade podem deixar de fora grupos de alto risco⁵. É o caso de pessoas com DPOC, que têm risco significativamente maior de desenvolver câncer de pulmão, independentemente do histórico de tabagismo. Por isso, o diagnóstico de DPOC poderia servir de porta de entrada para a detecção precoce do câncer. Ainda assim, não foi encontrado nenhum país com um fluxo em escala para encaminhar esses pacientes aos programas de rastreamento. Ao reunir evidências epidemiológicas e apontar lacunas nos dados, o relatório oferece subsídios para que gestores e formuladores de políticas públicas construam uma saúde respiratória mais equitativa. UM PERFIL EM MUDANÇA O documento também chama a atenção para o recorte de gênero. Mulheres e minorias étnicas estão sub-representadas tanto nos estudos clínicos quanto nos programas de rastreamento de câncer de pulmão, e isso acontece justamente quando cresce o peso da doença entre mulheres que nunca fumaram⁵. A preocupação é que critérios definidos a partir de amostras pouco diversas deixem de fora quem não se encaixa no perfil tradicional do paciente considerado de alto risco. Segundo Prado, há um esforço global para entender esse aumento, e a exposição à poluição e alterações genéticas estão entre as hipóteses investigadas. O relatório destaca ainda fatores além do tabagismo, como o radônio, gás radioativo de origem natural considerado a principal causa de câncer de pulmão entre não fumantes em países de alta renda. DESAFIOS LOCAIS No Brasil, 86% dos diagnósticos de câncer de pulmão são recebidos em estágios avançados⁶ e a mortalidade atinge cerca de 30 mil pessoas anualmente7. A demora na identificação do tumor vem acompanhada das barreiras de acesso mencionadas no relatório global. — Temos cerca de 75% da população do país dependendo exclusivamente do Sistema Único de Saúde [SUS]⁸ e sabemos que há uma desigualdade no acesso à estrutura, recursos humanos e equipamentos de saúde para investigar casos suspeitos nas diferentes regiões do Brasil — contextualiza Prado. O país não tem um programa organizado de rastreamento desse tipo de câncer⁹. Prado lembra que, desde 2011, há evidência de que a tomografia de baixa dose em tabagistas e ex-tabagistas reduz a mortalidade¹⁰. — Mas há uma latência entre a produção da evidência e a implementação de uma política de saúde — alerta. A população que se encaixaria nos critérios de rastreamento no país é estimada entre 5 milhões e 8 milhões de pessoas, segundo Prado¹¹. — O processo de rastreamento vai muito além da realização de exames. É necessário monitorar o alcance da estratégia, quantas pessoas elegíveis em cada região são alcançadas, quantas efetivamente ingressam no sistema, realizam os exames, retornam e são acompanhadas — pontua. Para o pneumologista, a ampliação da prevenção e da detecção precoce da doença não pode depender somente de médicos especialistas. — Precisamos fortalecer a atenção primária e conectá-la a uma linha de cuidado efetiva, capaz de encaminhar rapidamente os pacientes para serviços de maior complexidade quando necessário — afirma. Prado aponta duas prioridades complementares: manter e reforçar a política de controle do tabagismo e estruturar serviços capazes de alcançar as pessoas que enfrentam mais barreiras de acesso. Para ele, é preciso transformar evidências científicas em ações coordenadas, com atenção às diferenças sociais e territoriais. BR-55516. Material destinado ao público geral. Este material informativo não substitui a conversa com profissional da saúde. Não tome nenhum medicamento sem ter recebido orientação médica. Material de propriedade da AstraZeneca do Brasil. Todos os direitos reservados. Outubro/2026. Referências: 1. RADAR DO CÂNCER. Câncer de pulmão. Disponível em: https://www.radardocancer.org.br/cancer-pulmao. Acesso em: 30 out. 2026. 2. INSTITUTO ONCOGUIA. Câncer de pulmão é o mais letal no mundo, apesar dos avanços no tratamento. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-pulmao-e-o-mais-letal-no-mundo-apesar-dos-avancos-no-tratamento/16258/7/. Acesso em: 30 out. 2026. 3. WOO, S. et al. Stigma experiences in people with chronic obstructive pulmonary disease: an integrative review. International Journal of Chronic Obstructive Pulmonary Disease, v. 16, p. 1647-1659, 2021. 4. DURHAM, A. L.; ADCOCK, I. M. The relationship between COPD and lung cancer. Lung Cancer, v. 90, n. 2, p. 121-127, 2015. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4718929/. Acesso em: 30 out. 2026. PARRIS, B. A. et al. Chronic obstructive pulmonary disease (COPD) and lung cancer: common pathways for pathogenesis. Journal of Thoracic Disease, v. 11, supl. 17, p. S2155-S2172, 2019. Disponível em: https://jtd.amegroups.org/article/view/32741/22937. Acesso em: 30 out. 2026. 5. LCP. Addressing inequalities in COPD and lung cancer: a framework for action. The Lung Health Equity Project. [2025?]. Disponível em: https://www.lcp.com/us/health/insights/blogs/the-lung-health-equity-project. Acesso em: 30 out. 2026. 6. CÂNCER de pulmão é identificado em estágio avançado em 86% dos casos. Agência Brasil, 1 ago. 2019. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-08/cancer-de-pulmao-e-identificado-em-estagio-avancado-em-86-dos-casos. Acesso em: 30 out. 2026. 7. CÂNCER de pulmão é o que mais mata no Brasil. Medicina S/A, 17 dez. 2024. Disponível em: https://medicinasa.com.br/cancer-pulmao-mortalidade/. Acesso em: 30 out. 2026. 8. SUS: 76% da população tem atendimento direto gratuito de saúde. Agência Brasil, set. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-09/sus-76-da-populacao-tem-atendimento-direto-gratuito-de-saude. Acesso em: 30 out. 2026. 9. INCA lança estudo para programa de rastreamento de câncer de pulmão. Agência Brasil, abr. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/inca-lanca-estudo-para-programa-de-rastreamento-de-cancer-de-pulmao. Acesso em: 30 out. 2026. 10. NATIONAL LUNG SCREENING TRIAL RESEARCH TEAM. Reduced lung-cancer mortality with low-dose computed tomographic screening. The New England Journal of Medicine, v. 365, n. 5, p. 395-409, 2011. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1102873. Acesso em: 30 out. 2026. 11 NASCIMENTO, M. E. B. Atenção primária à saúde como porta de entrada no diagnóstico precoce do câncer: desafios e impactos na sobrevida. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 8, n. 1, p. 291-301, 2026. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n1p291-301. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/6880. Acesso em: 30 out. 2026.

OE2027: Anacom atribui 172 milhões para cobertura 100% do território em 5G

30 October 2026 at 21:36

O secretário de Estado da Digitalização disse, esta sexta-feira, 30 de outubro, que está em curso na Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura total do território em 5G.

Bernardo Correia falava na comissão conjunta de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento de Estado para 2027 (OE2027), no parlamento.

“Está de facto em curso na Anacom uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura de 100% do território em 5G”, acrescentou o secretário de Estado da Digitalização.

De facto, “temos um território [com] 98% da população coberta com 5G”, referiu o governante.

“Mas não temos o resto dos 2%. Portanto, estes 172 milhões de euros farão a cobertura para 100% do território nacional e é um projeto que está em curso, liderado pela Anacom”, repetiu.

Por sua vez, o secretário de Estado para a Simplificação, Paulo Magro da Luz, adiantou estar a ser trabalhada a promessa da criação de um Balcão Único das Empresas.

“Queremos uma experiência alinhada com os principais exemplos globais”, como Singapura, Dubai, entre outros, acrescentou.

O Balcão Único das Empresas estará disponível durante o primeiro semestre do próximo ano.

Paulo Magro da Luz salientou ainda que este mês, a sua secretaria em conjunto com a da Digitalização, vai anunciar uma campanha massiva de formação em inteligência artificial (IA) na função pública.

Aumento da população imigrante em Portugal “coloca exigências adicionais ao SNS”, diz ministra

30 October 2026 at 21:06

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou, esta sexta-feira, que o aumento populacional observado nos últimos anos tem vindo a “colocar exigências adicionais” ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A partir do parlamento, numa audição a propósito do Orçamento do Estado para 2027, Ana Paula Martins afirmou que “o aumento populacional observado nos últimos anos é expressivo”. “Entre 2021 e 2025 a população residente cresceu em cerca de 825 mil pessoas, uma parte substancial deste crescimento resulta da imigração”, referiu.

Segundo a governante, “a população residente de nacionalidade estrangeira passou de aproximadamente 748 mil pessoas em 2021 para 1.6 milhões em 2025, mais do que duplicou em apenas quatro anos, passando a representar 14% da população residente em Portugal”. “Esta evolução coloca exigências adicionais ao SNS”.

“Uma população maior significa uma base potencialmente mais ampla de pessoas que necessitam de cuidados de saúde, enquanto o crescimento e a diversificação demográfica exigem capacidade de adaptação dos serviços, nomeadamente, a nível dos cuidados de saúde primários, dos meios complementares de diagnostico e terapêutica, dos hospitais e da saúde pública”, assegurou a ministra.

Assim sendo, Ana Paula Martins considerou que “o desafio não é apenas gastar mais ou gastar menos, é garantir mais e melhores cuidados, com acesso em tempo útil, qualidade e segurança, utilizando os recursos públicos de forma responsável”.

“Num país cuja população cresceu significativamente em particular por vias dos fluxos migratórios a sustentabilidade do SNS deve ser avaliada também pela sua capacidade de absorver novas necessidades e manter a resposta assistencial sem aumentar o seu peso relativo na economia”, disse.

A ministra apontou ainda que “a despesa total consolidada prevista para a área orçamental da saúde em 2027 ascende a 17.858 milhões de euros”, o que representa “um crescimento de 3,2% face ao orçamento de 2026  e de 2,9% face à estimativa de execução desse ano, excluindo o PRR”.

Google vai implementar anúncios nas respostas de IA no Brasil

30 October 2026 at 21:06

O Google anunciou nesta semana que vai implementar anúncios nas respostas do Modo IA em mais países, incluindo o Brasil. A mudança deve acontecer ainda este ano.

O Modo IA é responsável pelas respostas geradas por inteligência artificial, que aparecem quando o usuário faz uma pesquisa no buscador do Google.

O anúncio foi feito por Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads, em publicação no blog da empresa. Ele afirmou que as buscas estão se tornando cada vez mais conversacionais, e que, no Modo IA, elas são, em média, três vezes mais longas do que as pesqusias tradicionais.

“A IA nos ajuda a entender melhor o que as pessoas estão procurando, permitindo conectá-las às empresas e serviços que melhor atendem às suas necessidades”, escreveu.

Thakur também afirmou que pesquisas internas do Google mostraram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA, além de achá-los relevantes. “As taxas de cliques já são semelhantes entre itens patrocinados e de lista de produtos orgânicos no Modo IA”, disse.

O resultado é a implementação imediata dos anúncios em mais dez países: Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Cingapura. Outros três países — Brasil, México e Reino Unido — receberão as propagandas nos próximos dois meses, ainda este ano.

Mais recursos no Modo IA

Nos Estados Unidos, onde os anúncios já estão disponíveis, o Google revelou uma nova modalidade: os anúncios multiturn, para consultas de follow up no Modo IA.

Segundo a postagem de blog, eles serão rotulados como “Patrocinado”, para sinalizar o usuário.

Ações da Alphabet despencaram

O anúncio do Google vem em meio à divulgação de resultados trimestrais decepcionantes para a Alphabet, controladora da big tech, principalmente em seu negócio de publicidade.

As receitas da divisão em nuvem Google Cloud mais que dobraram. Os investidores, inquietos com os custos altos e com a desaceleração do crescimento do mecanismo de busca do Google, fizeram com que as ações caíssem 10% após o fechamento do mercado.

A empresa registrou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões, contra as expectativas dos analistas de que ficaria próximo do ponto de equilíbrio, segundo dados da LSEG.

Anacom atribui 172 milhões de euros para cobertura 100% em 5G

30 October 2026 at 21:05

O secretário de Estado da Digitalização disse hoje que está em curso na Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura total do território em 5G.

 

Bernardo Correia falava na comissão conjunta de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento de Estado para 2027 (OE2027), no parlamento.

"Está de facto em curso na Anacom uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura de 100% do território em 5G", acrescentou o secretário de Estado da Digitalização.

De facto, "temos um território [com] 98% da população coberta com 5G", referiu o governante.

"Mas não temos o resto dos 2%. Portanto, estes 172 milhões de euros farão a cobertura para 100% do território nacional e é um projeto que está em curso, liderado pela Anacom", repetiu.

Por sua vez, o secretário de Estado para a Simplificação, Paulo Magro da Luz, adiantou estar a ser trabalhada a promessa da criação de um Balcão Único das Empresas.

"Queremos uma experiência alinhada com os principais exemplos globais", como Singapura, Dubai, entre outros, acrescentou.

O Balcão Único das Empresas estará disponível durante o primeiro semestre do próximo ano.

Paulo Magro da Luz salientou ainda que este mês, a sua secretaria em conjunto com a da Digitalização, vai anunciar uma campanha massiva de formação em inteligência artificial (IA) na função pública.

Direitos de espectro. Digi pede à Anacom que mude decisão de prorrogação

Direitos de espectro. Digi pede à Anacom que mude decisão de prorrogação

A Digi apela à Anacom para reexaminar a decisão de prorrogar os direitos de espectro, alegando que a medida pode prejudicar a concorrência no mercado móvel português.

Lusa | 15:04 - 23/10/2026

Nothing quer lançar mais telemóveis em 2027, diz presidente da empresa

30 October 2026 at 21:00

Apesar de ainda estarmos no final de outubro, a Nothing já começou a traçar os seus planos para 2027 e o objetivo para lançar mais telemóveis do que em 2026. Na verdade, a marca criada pelo cofundador da OnePlus, Carl Pei, planeia duplicar o número de telemóveis lançados no mercado no espaço de um ano.

 

O cofundador e presidente da Nothing, Akis Evangelidis, aproveitou o anúncio de um evento da empresa na Índia para partilhar que a empresa tem o objetivo de, em 2027, apostar mais no lançamento de novos telemóveis.

“Entusiasmado com o próximo ano”, escreveu Evangelidis na rede social X. “Vamos duplicar a aposta com mais do dobro dos lançamentos de telemóveis. Estou ainda mais entusiasmado por dar aos membros da nossa comunidade um vislumbre e receber as suas opiniões e feedback em primeira mão”.

Nothing pode lançar em breve os seus primeiros óculos inteligentes

Nothing pode lançar em breve os seus primeiros óculos inteligentes

Um rumor a circular por uma conhecida página na rede social Bluesky indica que a Nothing está a planear o lançamento dos seus primeiros óculos inteligentes, que chegarão em dois modelos com e sem câmaras.

Miguel Patinha Dias | 19:30 - 14/10/2026

É preciso lembrar que em 2026 a Nothing lançou um total de três telemóveis: o Nothing Phone (4a), o Phone (4a) Pro e o Phone (4b). É possível que estes três modelos de gama média tenham direito a sucessores.

Entre eles é possível que esteja não só um sucessor do Phone (3) - lançado como o topo de gama da marca em julho de 2025 - como também novos modelos da CMF, uma subsidiária da marca dedicada a desenvolver produtos de preço mais acessível.

CEO da Nothing:

CEO da Nothing: "iPhone Duo é um desperdício de dinheiro"

O CEO da Nothing, Carl Pei, criticou o iPhone Duo, afirmando que é um "desperdício de dinheiro" devido ao seu preço elevado e à falta de funcionalidades em comparação com outros modelos da Apple.

Miguel Patinha Dias | 11:41 - 14/10/2026

É importante sublinhar que esta não é a primeira vez que o presidente da Nothing expressa o objetivo de lançar ainda mais telemóveis em 2027.

“Ainda é muito cedo para falarmos de produtos individuais, mas posso dizer que lançámos três telemóveis este ano e planeamos lançar o dobro no próximo ano”, afirmou Evangelidis numa entrevista em agosto. “Partilharemos mais detalhes à medida que nos aproximemos dos lançamentos, mas a ideia é ter uma gama mais ampla de telemóveis”.

Excited for next year - we will double down with more than twice the number of smartphone launches. And even more excited to give our community members a sneak peek and get their thoughts and feedback early on. It's great that we have started this new Co-creation Program. Which city next?

— Akis Evangelidis (@AkisEvangelidis) October 30, 2026

Leia Também: Marca detida pela Nothing lançou colunas com design como nunca viu

Ministro apela aos deputados para acelerarem reforma do Estado

30 October 2026 at 20:42

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado apelou hoje aos deputados para que aprovem rapidamente os diplomas pendentes sobre interoperabilidade e justiça administrativa para colocá-las em vigor e "pôr o país a crescer".

 

Gonçalo Matias falava na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública conjunta com a da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação, na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), no parlamento.

"Apelo para que aprovemos as leis que estão aqui pendentes no parlamento", desafiou o ministro, no encerramento da terceira ronda da audição sobre o OE2027.

"Já aprovámos várias", disse, manifestando-se otimista.

Agora, "temos aqui a lei da interoperabilidade e a justiça administrativa, que permite tirar milhares e milhares de processos nos tribunais administrativos", prosseguiu o ministro Adjutno e da Reforma do Estado.

Tratam-se de "duas leis que estão aqui e que eu hoje, nesta discussão que tivemos aqui, não senti sinceramente resistências de ninguém, pelo contrário, senti urgência, senti vontade", sublinhou.

"Portanto, senhoras e senhores deputados, vamos lá rapidamente aprovar estas leis, pô-las em vigor e pôr o país a crescer", instou o governante.

IA portuguesa Amália já é usada na defesa, justiça e educação

IA portuguesa Amália já é usada na defesa, justiça e educação

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou que o modelo de inteligência artificial (IA) português Amália é "um instrumento de soberania digital" e que está a ser utilizado em áreas como educação, defesa e justiça.

Lusa | 17:54 - 30/10/2026

CNU pode ter até 3 mil vagas em 2027; veja o que já se sabe

30 October 2026 at 20:39
A próxima edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como Enem dos Concursos, poderá oferecer entre 2 mil e 3 mil vagas em 2027. A estimativa foi confirmada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), mas a realização de uma nova seleção ainda depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) pelo Congresso Nacional.Segundo o ministério, o quantitativo considera concursos já autorizados e novas oportunidades que poderão ser definidas a partir da disponibilidade orçamentária do próximo ano. Em nota à Folha de São Paulo, a pasta explicou que a realização de uma nova edição está condicionada à aprovação do orçamento e do espaço fiscal destinado à abertura de vagas no serviço público federal. Leia Também: ENEM DOS CONCURSOS CNU: ministra aponta recorde de presença e aposta em adesão histórica BRASIL Um terço dos candidatos aprovados no CNU são negros, indígenas e PCDs BRASIL Candidatos criticam a falta de transparência do CNU: "Palhaçada" CNU 2027 já está confirmado?Apesar da estimativa de até 3 mil oportunidades, o governo federal ainda não confirmou oficialmente a realização do CNU em 2027.O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado pelo governo ao Congresso no final de agosto, prevê recursos para novas contratações no Executivo federal.O documento prevê 53.530 vagas, entre novos postos e contratações de candidatos já aprovados em seleções anteriores. No entanto, esse número não corresponde à quantidade de oportunidades do próximo CNU.A ministra da Gestão e da Inovação (MGI), Esther Dweck, também indicou a possibilidade de uma nova edição, considerando a necessidade de recomposição do quadro de servidores públicos federais.Quando será o próximo Concurso Nacional Unificado?Ainda não há calendário oficial para o CNU 2027. As datas de publicação do edital, inscrições e aplicação das provas dependem da confirmação do concurso e da definição dos órgãos participantes.De acordo com o MGI, a intenção é manter a autorização de concursos e processos seletivos para recompor a força de trabalho do governo federal, diante do número de servidores que estão se aposentando.A expectativa da pasta é que o modelo de seleção unificada seja realizado a cada dois anos.Como funciona o CNU?O Concurso Nacional Unificado reúne vagas de diferentes órgãos e instituições federais em uma única seleção. Os cargos são organizados por blocos temáticos, conforme as áreas de atuação e os requisitos de cada oportunidade.O modelo permite que os candidatos concorram a diferentes cargos dentro das opções previstas no edital, utilizando uma mesma inscrição e realizando as provas em um processo seletivo unificado.A organização da seleção está sob responsabilidade da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) desde 2025. Na primeira edição, em 2024, a aplicação ficou a cargo da Fundação Cesgranrio. Leia Também: ENEM DOS CONCURSOS CNU: ministra aponta recorde de presença e aposta em adesão histórica BRASIL Um terço dos candidatos aprovados no CNU são negros, indígenas e PCDs BRASIL Candidatos criticam a falta de transparência do CNU: "Palhaçada" Como foram as últimas edições do CNU?A primeira edição do CNU aconteceu em 2024 e reuniu aproximadamente 2,1 milhões de inscritos, que concorreram a 6.640 vagas distribuídas em 21 órgãos públicos federais. As provas foram aplicadas em 228 cidades brasileiras.Já a segunda edição, realizada em 2025, teve 761.528 inscritos e ofereceu 3.652 vagas em 32 órgãos do governo federal, divididas em nove blocos temáticos, aplicada em duas etapas.Para 2027, ainda não foram divulgados detalhes sobre o número de órgãos participantes, os cargos disponíveis, a distribuição das vagas ou o cronograma de provas.

Trabalhou 46 anos e reformou-se com 1.060 euros, mas a CGA cortou-lhe 51 euros: “Se soubesse, não me tinha reformado”

30 October 2026 at 20:30

Depois de mais de quatro décadas de trabalho, a reforma deveria representar o início de uma etapa de maior tranquilidade. No entanto, para milhares de antigos funcionários públicos, os últimos meses ficaram marcados pela incerteza, depois de terem sido informados de que os valores das suas pensões tinham sido calculados incorretamente.

A Caixa Geral de Aposentações (CGA) avançou com a revisão de cerca de três mil pensões atribuídas entre maio e agosto de 2026, na sequência de um erro no cálculo dos montantes. Segundo o Correio da Manhã, alguns reformados já receberam menos dinheiro e há quem admita regressar ao mercado de trabalho para compensar a redução dos rendimentos.

Reformado com 46 anos de trabalho perde 51 euros por mês

Um dos casos é o de António Monteiro, de 65 anos, que trabalhou durante mais de 46 anos como fiscal da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

O antigo funcionário público reformou-se a 1 de agosto de 2026, com uma pensão de 1.060 euros mensais, valor que correspondia ao apresentado no simulador disponibilizado pela Caixa Geral de Aposentações.

Segundo o relato publicado pelo Correio da Manhã, o montante foi posteriormente confirmado pela instituição, aceite pelo trabalhador e publicado em Diário da República, levando António Monteiro a avançar com a decisão de terminar a carreira profissional.

Contudo, a 29 de setembro, recebeu uma comunicação da CGA a informar que a pensão seria reduzida em 51 euros, devido a um erro associado ao cálculo da taxa de formação da reforma.

Com esta alteração, a pensão mensal passou dos 1.060 euros inicialmente atribuídos para 1.009 euros, uma redução que representa 612 euros ao longo de 12 mensalidades, sem contabilizar os subsídios de férias e de Natal.

“Se soubesse disso, não me tinha reformado”

A decisão provocou indignação no antigo funcionário público, que garante ter tomado a decisão de se reformar com base nas informações oficiais disponibilizadas pela CGA.

“Se soubesse disso, não me tinha reformado”, afirmou António Monteiro ao Correio da Manhã, admitindo regressar ao trabalho para recuperar o rendimento perdido.

O reformado explicou que os 51 euros fazem diferença no orçamento mensal, sobretudo numa altura em que o aumento do custo de vida continua a pressionar as despesas das famílias portuguesas.

O caso levanta também dúvidas sobre as consequências de erros administrativos para trabalhadores que tomaram decisões definitivas relativamente à sua vida profissional com base em valores previamente comunicados pelas entidades responsáveis.

Cerca de três mil pensões foram afetadas por erro da CGA

A situação de António Monteiro não é isolada. A Caixa Geral de Aposentações identificou erros no cálculo de pensões atribuídas entre maio e agosto deste ano, afetando aproximadamente três mil reformados da função pública.

De acordo com as informações divulgadas, o problema está relacionado com um lapso na determinação da taxa de formação da pensão, um dos elementos utilizados para calcular o valor da reforma.

A correção dos cálculos levou à revisão dos montantes inicialmente atribuídos, provocando reduções nas pensões de vários beneficiários.

A CGA admite a possibilidade de devolução de valores, mas não está prevista, segundo a informação divulgada, a manutenção generalizada dos montantes inicialmente comunicados aos reformados afetados.

Cortes nas pensões agravam dificuldades dos reformados

A redução dos rendimentos surge num contexto em que muitos pensionistas enfrentam dificuldades para suportar despesas essenciais, nomeadamente alimentação, habitação, medicamentos e energia.

Para quem depende exclusivamente da reforma, mesmo uma diminuição de algumas dezenas de euros pode representar uma alteração significativa no orçamento mensal.

No caso de António Monteiro, a perda de 51 euros equivale a aproximadamente 4,8% da pensão inicialmente atribuída, um valor que o antigo funcionário público considera suficientemente relevante para ponderar voltar ao ativo.

A situação torna-se particularmente delicada quando os beneficiários já tinham organizado as suas despesas e compromissos financeiros com base no montante inicialmente confirmado pela instituição.

O que podem fazer os reformados afetados?

Os pensionistas que tenham recebido uma comunicação da Caixa Geral de Aposentações sobre a revisão do valor da reforma devem analisar cuidadosamente a fundamentação apresentada.

É importante confirmar os elementos utilizados no cálculo, incluindo o tempo de serviço considerado, as remunerações relevantes e a taxa de formação da pensão.

Caso existam dúvidas ou discordância relativamente aos novos valores, os beneficiários podem solicitar esclarecimentos à CGA e avaliar os mecanismos administrativos ou legais disponíveis para contestar a decisão.

O caso dos cerca de três mil reformados evidencia as consequências que um erro no cálculo das pensões pode ter para quem terminou a carreira profissional, sobretudo quando a decisão de aposentação foi tomada com base em informações previamente confirmadas pela própria instituição.

Leia também: Idade da reforma vai aumentar em 2027: INE confirma os dados e portugueses terão de trabalhar mais dois meses

Governo anuncia aumento de 117 milhões no financiamento do INEM para 2027

30 October 2026 at 20:28

O INEM deverá receber 313 milhões de euros de taxas referentes a apólices de seguros em 2027, um acréscimo de financiamento de mais de 117 milhões em relação a este ano, prevê o Governo.

Os números constam da nota explicativa do Ministério da Saúde sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2027, que está a ser debatida na especialidade no parlamento, depois de ter sido aprovada, na generalidade, na quarta-feira.

De acordo com o documento consultado pela Lusa, estão previstos 313 milhões de euros para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no próximo ano, um valor que corresponde às taxas que vai receber relativas às apólices dos seguros e que é superior aos 195,5 milhões de execução estimada para este ano.

"Para 2027, foi estimado um crescimento de mais 117,5 milhões de euros nas taxas a cobrar pelo INEM, sustentado pela expectativa de alargamento da obrigatoriedade de contratação de apólices de seguro, nomeadamente nos ramos da habitação e cobertura de riscos em catástrofe", explica o documento.

Atualmente, o INEM é financiado com a verba de 2,5% referentes apenas aos seguros dos ramos saúde, vida, acidentes e automóvel contratualizados em Portugal continental.

A nova lei orgânica do INEM, que entrou em vigor em agosto, manteve o mesmo modelo que estava em vigor, assente em receitas provenientes das transferências do Orçamento do Estado e dos 2,5% dos prémios dos quatro seguros, sem acrescentar novas formas que permitissem aumentar as verbas disponíveis para o instituto.

No final de setembro, o diploma do Governo foi alvo de apreciação parlamentar - um instrumento de fiscalização da atividade legislativa do Governo -, pedida por vários partidos da oposição, que apresentaram várias propostas de alterações, incluindo para aumentar a percentagem das apólices que o instituto recebe.

Rusia y Ucrania completan su misión humanitaria en Olekshi en medio de una tregua inédita

By: EFE
30 October 2026 at 20:28

Rusia y Ucrania completaron este viernes 30 de octubre, en la ciudad de Oleshki una misión humanitaria conjunta sin precedentes en esta guerra que tuvo lugar en medio del alto el fuego de mayor alcance que se haya declarado desde el estallido del conflicto en febrero de 2022 con la invasión rusa.

Según informaron los defensores del pueblo de Rusia y Ucrania, Yana Lantrátova y Dmitró Lubinets, la operación concluyó por la tarde con la evacuación en unos 25 autobuses los residentes de la ciudad, situada en la región de Jersón del sur de Ucrania y ocupada por Rusia, que habían pedido ser traslados a zonas más seguras bajo control ruso o ucraniano.

Según dijo antes de la evacuación la primera dama de EEUU, Melania Trump, que hizo de mediadora en las negociaciones en que se selló la tregua y ha seguido de cerca todo el proceso, el dispositivo preveía sacar de Oleshki a más de 750 personas.

Durante la misión, que estuvo precedida por el desminado de las rutas de entrada y salida a Oleshki, Lantrátova y Lubinets departieron juntos con la gente de la ciudad y atendieron uno al lado del otro a los medios de comunicación, algo que no había ocurrido desde el comienzo de la guerra.

Antes de que se completara la evacuación, y también bajo la supervisión de Lantrátova y Lubinets y sus respectivas delegaciones, se hizo llegar ayuda humanitaria a la ciudad para quienes han optado por quedarse.

A Ucrania vía Rusia y Bielorrusia

Según explicó el jefe del grupo parlamentario del partido del presidente Volodímir Zelenski, David Arajamia, que es también uno de los negociadores habituales de Kiev con los rusos, la delegación ucraniana abandonó Oleshki junto con aquellos residentes evacuados que han elegido radicarse en territorio bajo control del Gobierno de Kiev.

El grupo se desplazó primero a la ciudad de Anapa, en la región del sur de Rusia de Krasnodar y a unos 550 kilómetros de Oleshki. Desde Anapa tenían previsto volar a Bielorrusia y viajar en autobús a Ucrania desde allí para evitar cruzar el frente de guerra.

Según dijo por la mañana en una sesión de control en el Parlamento el primer ministro ucraniano, Serguí Koretski, estaba previsto que 527 evacuados fueran trasladados a territorio bajo control de Ucrania. Koretski rectificó poco después al afirmar que la información era "incorrecta" y no existían en ese momento "cifras exactas" al respecto.

Al igual que la ucraniana, la delegación rusa liderada por Lantrátova salió de Oleshki por la tarde en dirección a la ciudad de Amiansk, en la península de Crimea que Rusia le arrebató a Ucrania en 2014, para después viajar a Moscú desde allí.

Satisfacción con el papel de Melania

Ambos defensores del pueblo destacaron que el alto el fuego que ha hecho posible la misión humanitaria se consiguió gracias a la mediación de la primera dama de EEUU, Melania Trump, y ha sido respetado escrupulosamente por los dos bandos en las más de 80 horas que habían pasado desde que entrara en vigor el martes.

Pese a que no hay información sobre la presencia estos días de representantes oficiales estadounidenses en Oleshki o sus alrededores, Lantrátova y Lubinets también han subrayado en todo momento el papel de Melania Trump a la hora de coordinar las operaciones en Oleshki.

Compartiendo mensajes que habían publicado los dos defensores del pueblo, la esposa del presidente de EEUU también ha informado de las distintas fases de la misión en su cuenta de X.

La defensora del pueblo rusa propuso una vez terminada la operación en Oleshki hacer de las misiones humanitarias coordinadas por Melania Trump “una práctica habitual”.

Este cese de las hostilidades en Oleshki y otras zonas de la región de Jersón está previsto que se extienda hasta justo antes de la medianoche del domingo al lunes.

Por el momento no se ha hablado de planes para extenderla más allá del plazo previsto, y algunos canales militares de Telegram han advertido de que las hostilidades podrían reanudarse con más intensidad tras la pausa.

En primera línea de fuego

Oleshki está situada en la parte de la región de Jersón que queda en la orilla oriental del río Dniéper y está ocupada por Rusia. La ciudad está pegada al río y a menos de diez kilómetros de las posiciones del Ejército ucraniano en la otra orilla.

Antes de que se declarara la tregua en la zona, Ucrania había denunciado durante semanas la situación catastrófica que se vivía en Oleshki y sus alrededores, donde la población civil había dejado de recibir suministros de comida y medicamentos y no podía salir debido a las hostilidades, a la constante actividad de drones y a los artefactos explosivos que cubrían las rutas de entrada y salida.

Justiça diz que ex-delegado eleito deputado não se beneficiou de cão Orelha

30 October 2026 at 20:27

A Justiça de Santa Catarina julgou improcedente a ação de improbidade administrativa movida pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) contra Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil. Gabriel foi eleito deputado estadual pelo PL (Partido Liberal) nas eleições de 2026.

A ação sustentava que ele teria utilizado coletivas de imprensa, entrevistas e publicações nas redes sociais sobre o caso do cão Orelha para promover a própria imagem para uma futura candidatura eleitoral.

A sentença foi assinada pela juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, que reconheceu a inexistência de elementos suficientes para caracterizar o ato de improbidade administrativa atribuído ao ex-delegado.

O Ministério Público pediu a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

Para a juíza, porém, não foram comprovados os requisitos exigidos pela legislação, como a utilização de recursos públicos para promoção pessoal, o enaltecimento inequívoco do agente e a personalização de atos ou serviços da administração pública.

Segundo a sentença, as declarações de Ulisses nas entrevistas e na coletiva de imprensa destacaram a atuação institucional da Polícia Civil e identificaram os delegados responsáveis pela investigação.

A magistrada afirmou que não houve demonstração de que o ex-chefe da corporação tenha se apropriado individualmente dos resultados do trabalho policial.

A decisão também apontou que não foi comprovado o uso de dinheiro público para autopromoção. O processo não apresentou evidências de contratação de campanhas publicitárias ou de destinação extraordinária de recursos para exaltar a imagem do ex-delegado.

Também não houve comprovação de que ele tenha solicitado as entrevistas ou recebido diárias e recursos públicos para deslocamentos com essa finalidade.

Pré-candidatura e declarações

A ação questionava ainda manifestações de Ulisses sobre a redução da maioridade penal e o sistema socioeducativo. A juíza considerou que as opiniões foram apresentadas no contexto das entrevistas sobre a investigação, que envolvia adolescentes, e não configuraram a personalização de um ato ou serviço público.

A sentença também afastou o argumento de que o anúncio posterior de uma pré-candidatura poderia comprovar a intenção de promoção pessoal nas declarações anteriores.

Segundo a magistrada, não houve pedido de voto, vinculação partidária formal ou propaganda eleitoral nas manifestações questionadas.O texto afirma que a notoriedade decorrente do exercício de um cargo de exposição institucional não configura, por si só, enaltecimento pessoal.

A juíza também avaliou que expressões coloquiais utilizadas pelo ex-delegado, como “pau que bate em Chico também bate em Francisco” e “aqui em Santa Catarina o bambu ronca”, não demonstram isoladamente intenção de autopromoção.

A decisão é de primeira instância e prevê o arquivamento do processo após o trânsito em julgado, caso não haja recurso.

Caso Cão Orelha

  • 1 de 5

    Cão era cuidado pela comunidade havia cerca de dez anos • Reprodução

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    Moradores, ONGs (Organizações Não Governamentais) e associações se manifestaram e pediram justiça pela morte de Orelha • Reprodução

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    Animal comunitário morreu por maus-tratos, na Praia Brava, em Florianópolis (SC) • Reprodução

  • 4 de 5

    Polícia realizou uma ação para investigar o caso, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos pelas agressões • Reprodução

  • 5 de 5

    Cão "Orelha", animal comunitário que morreu por maus-tratos, na Praia Brava, em Florianópolis (SC) • Reprodução

O cão comunitário Orelha vivia na região da Praia Brava, em Florianópolis, havia cerca de dez anos. Em janeiro de 2026, o animal foi encontrado debilitado e com lesões na região da cabeça e foi levado a uma clínica veterinária, onde passou por eutanásia.

Durante a investigação inicial, a Polícia Civil apontou adolescentes como suspeitos e chegou a solicitar a internação de um dos jovens.

Posteriormente, após a apresentação de novos vídeos pela defesa dos investigados, o MPSC solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de perícia pela Polícia Científica.

De acordo com o laudo, a perícia não identificou traumas ou fraturas provocados por ação humana. O exame apontou que Orelha sofria de osteomielite crônica no maxilar, associada a uma doença periodontal avançada.

A análise de imagens de câmeras de segurança também identificou uma diferença de 30 minutos nos relógios dos equipamentos. A revisão dos registros indicou que os adolescentes não estavam no local no horário da suposta agressão.

Após os novos elementos, o MPSC pediu o arquivamento do inquérito que investigava os adolescentes e solicitou à Corregedoria da Polícia Civil a apuração de possíveis irregularidades na condução inicial das investigações.

Outro lado

Em nota, a defesa de Ulisses Gabriel, representada pelo advogado Mathaus Agacci, afirmou ter recebido a decisão com serenidade.

Segundo os advogados, o ex-delegado atuou no exercício regular das atribuições do cargo, cumprindo o dever institucional de prestar informações à sociedade sobre o trabalho da Polícia Civil. Leia a nota na íntegra:

“A defesa de Ulisses Gabriel, representada pelo advogado Mathaus Agacci, recebeu com serenidade a decisão que julgou improcedente a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina contra o ex-Delegado-Geral da Polícia Civil.

Desde o início, a defesa sustentou que a atuação questionada ocorreu no exercício regular das atribuições do cargo, em cumprimento ao dever institucional de transparência e de prestação de informações à sociedade sobre o trabalho da Polícia Civil.

Na condição de Delegado-Geral, Ulisses atuou como porta-voz da instituição, prestando esclarecimentos sobre uma investigação de relevante interesse público. Ao fazê-lo, reconheceu o trabalho dos delegados responsáveis e respeitou as competências dos profissionais envolvidos, pautando sua atuação pela legalidade e pelo compromisso de informar a população.

O julgamento de improcedência assume especial importância diante dos danos causados à honra, à imagem e à trajetória profissional de Ulisses Gabriel. A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e reitera que sua atuação à frente da Polícia Civil esteve pautada pelo respeito à lei e às responsabilidades do cargo.”

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

O que se sabe sobre caso de morte de cão Orelha em praia de SC

 

Acampada critica Governo: "Prefere as bastonadas a resolver o problema"

30 October 2026 at 20:16

O movimento acampada de Lisboa acusou hoje o Governo de preferir bastonadas a resolver a crise da habitação, após o ministro da Administração Interna ter assumido a responsabilidade política nas intervenções policiais na madrugada de domingo.

 

"Isso é bastante demonstrativo de que este Governo prefere as bastonadas a resolver o problema da crise da habitação e a dialogar com pessoas que legitimamente lutam pelo direito a estar no espaço público e a exigir medidas do Governo para a crise da habitação", disse à agência Lusa João Veloso, um dos porta-vozes da acampada de Lisboa, durante o 14.º dia de acampamento, na Praça de D. Pedro IV, em Lisboa.

Pelas 20:00 cerca de uma centena de pessoas estavam concentradas no Rossio, uns cantavam e tocavam instrumentos de percussão e outros estavam sentados a conversar.

Numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu "a responsabilidade política" na intervenção policial nas acampadas de Porto e Lisboa.

Para João Veloso, a tomada de decisão de Luís Neves "é reveladora de que o Governo não tem respostas nenhumas que resolvam o problema da crise da habitação".

"É bastante revelador, ele assumir que esteve em contacto com a polícia e tendo em conta a atuação que a polícia teve, acho que isso é bastante revelador da política do governo para quem para quem defende o direito à habitação", lamentou.

À Lusa, João Veloso recordou última carga policial no Rossio:

"Foi horroroso. Durante horas, as pessoas foram perseguidas por Lisboa. Pessoas que ficam com a cabeça aberta tiveram que ir ao hospital receber tratamento. Foram mais de 25 pessoas que ficaram feridas. Acho lamentável e escabrosa esta atitude".

Na semana passada, a PSP dispersou à bastonada e com recurso a cães as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os protestos pelo direito à habitação começaram a 10 de outubro na Praça D. João I, no Porto, e em Lisboa a 17 de outubro na Praça de D. Pedro IV, tendo existido tensão com a polícia que não permite que as tendas permaneçam durante a noite nestas praças.

A primeira carga policial aconteceu no Porto a 15 de outubro.

Da

Da "força" do MAI ao SIRESP e às manifs: Que disse Neves no Parlamento?

Com a aprovação do OE na generalidade, entra a fase de apreciação na especialidade, com as audições aos ministros. Luís Neves foi ouvido hoje, tendo afirmado que a Administração Interna tem "força" no Governo e assumido a responsabilidade política nas intervenções policiais nas acampadas de Lisboa e Porto.

Notícias ao Minuto, Lusa | 18:20 - 30/10/2026

20h. AAN proíbe levantamento de drones no Rossio

30 October 2026 at 20:08
Decisão tomada na véspera da manifestação deste sábado que deve terminar com uma nova acampada. Ainda, União Europeia e Canadá anunciaram lançamento de aliança para o futuro.

Fifa fatura R$ 28 bilhões com ingressos da Copa de 2026, diz jornal

30 October 2026 at 20:01

A FIFA arrecadou US$ 5 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões) com a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade para a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. O valor foi revelado pelo jornal britânico The Times, em reportagem publicada nesta quinta-feira (29), e representa um recorde histórico para a competição.

A receita supera em mais de cinco vezes o montante registrado na edição de 2022, no Catar, quando a entidade arrecadou aproximadamente US$ 940 milhões com a comercialização de entradas. Na Rússia, em 2018, foram US$ 689 milhões, enquanto a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, gerou US$ 527 milhões em bilheteria.

Um dos fatores apontados para o crescimento foi a adoção do modelo de precificação dinâmica, que permite alterar os valores dos ingressos de acordo com a procura. A estratégia, já utilizada em grandes eventos musicais e ligas esportivas dos Estados Unidos, como NFL e NBA, foi aplicada pela FIFA na comercialização das entradas para o Mundial.

Para Robson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard, plataforma de gestão de ingressos e programas de sócio-torcedor, o modelo pode trazer benefícios tanto para organizadores quanto para torcedores, desde que acompanhado de mudanças no funcionamento do mercado de revenda.

“Percebemos como uma tendência cada vez maior a adoção do preço dinâmico na venda de ingressos. Embora exista um mito de que o preço dinâmico e o mercado secundário apenas tornam as entradas mais caras, muitas vezes pode acontecer justamente o oposto. A precificação dinâmica pode inclusive ajudar a corrigir os casos em que uma entidade ou clube erra no preço e o público no estádio acaba sendo aquém do esperado. Já o mercado secundário pode resolver problemas como a presença de assentos vazios mesmo quando os ingressos se esgotaram mas ainda há demanda, além de permitir, por exemplo, que determinada pessoa que comprou os ingressos e não poderá mais comparecer possa transferi-los”, explica o executivo que, no entanto, faz uma ressalva. “Mas, para que tudo isso ocorra, é necessário que haja uma reorganização da indústria, o que inclui liberar o mercado secundário e atacar o cambismo”.

Como funciona o preço dinâmico dos ingressos?

Diferentemente de um sistema tradicional, no qual os valores são definidos previamente e permanecem fixos, a precificação dinâmica utiliza algoritmos para acompanhar a procura por cada partida e ajustar os preços ao longo do período de vendas.

Assim, confrontos com maior interesse do público, especialmente jogos de seleções populares e decisões de mata-mata, podem apresentar aumentos expressivos nos valores em pouco tempo.

A estratégia também acompanha uma transformação no mercado esportivo norte-americano, que passou a explorar diferentes formatos de comercialização e experiências para o público.

Para Joaquim Lo Prete, general manager da Absolut Sport no Brasil, o crescimento do futebol nos Estados Unidos contribuiu para ampliar as oportunidades comerciais em torno da competição.

“Os EUA agora vivem uma crescente na valorização do futebol, em parte impulsionada por eventos de grande porte. É uma agenda que não apenas atrai atenção internacional, mas também catalisa investimentos em infraestrutura, mídia e publicidade, além de criar diversas oportunidades de negócio para o mercado, como a hospitalidade e o oferecimento de um serviço premium para os torcedores”, pontua.

A FIFA defendeu o modelo como uma ferramenta para combater o mercado ilegal de ingressos. Com a possibilidade de ajustar os valores e controlar a comercialização, a entidade busca reter parte da receita que, em outros cenários, poderia acabar nas mãos de cambistas e revendedores do mercado paralelo.

“O sistema de precificação dinâmica é bastante utilizado no exterior para eventos esportivos e de entretenimento. Com o sucesso desse modelo na Copa do Mundo, que é a maior competição de futebol do planeta, o método deve começar a ser testado no Brasil em breve. Porém, é muito importante que os organizadores dos grandes espetáculos esportivos estejam atentos às características específicas da nossa cultura de estádio e do nosso modo de torcer”, avalia Pedro Weber, sócio da Chenus, empresa especializada em investimentos no esporte.

Copa de 2026 também bate recorde de público

O resultado financeiro foi impulsionado também pelo tamanho da competição. A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções e 104 partidas, ampliando consideravelmente a oferta de ingressos em comparação aos 64 jogos dos Mundiais anteriores.

A estrutura dos estádios norte-americanos também teve papel importante. Muitas arenas possuem capacidade superior a 70 mil espectadores e oferecem diferentes categorias de serviços, incluindo espaços corporativos e experiências premium.

Mesmo com críticas de torcedores aos preços elevados, especialmente nas categorias mais acessíveis, a procura permaneceu alta. Ao longo das 104 partidas, a Copa registrou 6.810.966 espectadores, com taxa média de ocupação de 99,73%, estabelecendo outro recorde histórico.

“Os números mostram que em eventos de grande apelo, a percepção de valor muitas vezes supera a sensibilidade ao preço. Mesmo diante de ingressos mais caros, a demanda permaneceu extremamente elevada, o que demonstra a força do produto Copa do Mundo e a capacidade do mercado de absorver estratégias mais sofisticadas de precificação”, pontua Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças do futebol.

O Estádio Azteca, na Cidade do México, registrou a maior média de público do torneio, com aproximadamente 80,8 mil torcedores por partida. A arena recebeu cinco jogos e operou com capacidade máxima em todos eles.

Já a decisão no MetLife Stadium, em Nova Jersey, contou com 80.663 espectadores nas arquibancadas.

“Esses números retratam um marco significativo e mostram o poder de mobilização que tem o futebol, em especial em um momento tão importante como a Copa do Mundo. Dentro desse contexto, é fundamental otimizar a conexão com os torcedores, ao impulsionar, por exemplo, as experiências desde a compra do ingresso ao período no estádio. Um dos atrativos desta edição da Copa do Mundo que cito nesse sentido foi o lançamento do Fan ID, que amplia a experiência dos portadores de ingressos também para o ambiente digital”, destaca Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply ElevenTickets, empresa que oferece tecnologias e serviços para clubes e eventos.

Hospitalidade amplia receitas da Copa do Mundo

Além da comercialização de ingressos convencionais, os pacotes de hospitalidade tiveram participação importante no resultado financeiro. Os camarotes corporativos e espaços exclusivos passaram a oferecer atrações que vão além da partida, com serviços diferenciados de gastronomia, barbearia e outras experiências para os torcedores.

A proposta é atrair não apenas quem acompanha futebol regularmente, mas também consumidores interessados em entretenimento, conforto e serviços exclusivos.

“Os números mostram que o torcedor não busca apenas assistir ao jogo, mas viver uma experiência completa. O público está disposto a investir em conforto, serviços diferenciados e momentos exclusivos. O futebol continua sendo o grande atrativo, mas a experiência ao redor do evento se tornou um fator decisivo para muitos fãs”, afirma Léo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, empresa especializada em ambientes premiums, que possui camarotes em dez estádios brasileiros.

O alcance internacional do torneio também foi destacado por Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana comandada pelo cantor Jay-Z e responsável pela gestão da carreira de centenas de atletas.

“Nenhum país do mundo recebeu tantas pessoas, de tantos países diferentes, desde a sua independência, e não seria diferente no maior evento esportivo do mundo. Mostrou mais uma vez mostrar que nenhum país pode acolher tantos, se tantos lugares, quanto eles”, analisa.

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PSD entregou proposta de alteração ao OE2027 para travar cortes nas transferências para as freguesia

30 October 2026 at 19:58

O PSD já entregou uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2027 para garantir que nenhuma freguesia receba no próximo ano um montante inferior ao deste ano. O objetivo é impedir que 210 freguesias tenham um corte no financiamento, na sequência da aplicação das regras de distribuição das verbas.

“Viemos a verificar que, de acordo com os critérios legais, algumas freguesias iriam ter, em 2027, uma receita inferior à que tiveram em 2026. Sei que o grupo parlamentar do PSD já apresentou uma proposta para corrigir esse défice e garantir que nenhuma freguesia terá em 2027 menos orçamento do que em 2026”, disse o ministro da Economia, no final da audição no Parlamento, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de OE2027.

A proposta de alteração incide sobre o artigo 80º que regulamenta os montantes da participação das autarquias locais nos impostos do Estado e sugere que passe a estar determinado que “a distribuição do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF) assegura, para cada freguesia, um montante mínimo igual ao do ano anterior”. Na proposta que foi aprovada na generalidade na quarta-feira a formulação diz que “excecionalmente, o montante distribuído para efeitos do n.º 4 do artigo 35.º da Lei n.º 73/2013, de 3 de setembro, assume em 50% a natureza de transferência de capital”.

Para garantir que existe cabimento orçamental para esta medida o PSD propõe que o montante global da subvenção geral para as freguesias seja  fixado em 441.843.758 euros contra os atuais 440.108.037 euros. Estes 440 milhões correspondem a um aumento médio de 8,2%, mas o valor que cada autarquias vai receber é variável.

A situação foi denunciada pela Anafre, a 12 de outubro, explicando que com a redação inscrita na proposta do OE/2027 cerca de 210 freguesias, devido a alterações nos critérios e métodos de distribuição das verbas, teriam menos dinheiro no próximo ano. “Nas freguesias como a minha, que tem um corte de 9%, vamos ter de lidar com todos estes aumentos e ainda com um corte de 9%. E há uma freguesia, inclusive, que leva um corte de 21%”, disse então à Lusa o presidente da Anafre, Francisco Branco de Brito, também presidente da União das Freguesias de Évora.

O secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, na mesma audição, na quinta-feira, explicou que a distribuição do Fundo de Financiamento das Freguesias “resulta precisamente daquilo que foi negociado com a Associação Nacional de Freguesias e da aplicação direta da lei”. “O que está na lei das finanças locais é a distribuição dos 2,5% e foi isso que foi distribuído”, disse, sublinhando que não está na lei um aumento de 3,5% do FFF, como sugere a Anafre.

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