O tempo dá razão a quem salvou a TAP: o mérito de Pedro Nuno Santos

A recente decisão do Conselho de Ministros de selecionar o Lufthansa Group para a aquisição de uma posição de até 49,9% do capital da TAP por 1,2 mil milhões de euros não é apenas um excelente negócio financeiro; é a prova cabal do sucesso do plano de reestruturação desenhado no passado e o reconhecimento do mérito inequívoco de Pedro Nuno Santos.
Como bem recordamos, esta venda ao gigante alemão só foi possível porque existiu a coragem política de resgatar e salvar a companhia quando a sua sobrevivência estava seriamente ameaçada. Olhando para trás, a atuação do anterior Governo liderado por António Costa, pautou-se sempre por uma postura de responsabilidade, assunção de consequências e defesa do interesse público, contrastando fortemente com a herança e a postura completamente errada do PSD. Quando a Inspeção-Geral de Finanças concluiu pela invalidade do acordo de saída de Alexandra Reis, a reação do executivo socialista foi imediata, rigorosa e transparente. O Governo agiu bem ao exigir a devolução da indemnização e ao exonerar a liderança da empresa, cujas funções estavam manifestamente feridas por lacunas graves de gestão. Ao contrário do que a oposição tentou colar à opinião pública, a responsabilização política aconteceu no tempo e no momento próprio, materializada na demissão de governantes dos ministérios das Infraestruturas e das Finanças. O PS demonstrou que não vacila na salvaguarda dos dinheiros públicos e no respeito pelas instituições.
A escolha de Luís Silva Rodrigues para assumir a liderança da TAP foi um passo acertado e de mérito inegável. Vindo de um percurso de excelência na SATA, onde provou capacidade de gestão em contextos insulares complexos, o gestor trouxe à TAP a competência técnica e a serenidade operacional de que a empresa carecia. O seu mandato provou que a estabilidade e o rigor financeiro, incluindo o bom senso na contenção de salários de topo, são o único caminho para devolver a confiança aos mercados, aos clientes e aos portugueses, legítimos investidores no plano de reestruturação da companhia.
Para compreender o presente da TAP, é imperativo recordar o passado. O Governo do PSD desenhou um processo de privatização ruinoso, onde se tentou comprar a companhia com o dinheiro da própria empresa através de esquemas de capitalização questionáveis. Foi o PS, muito por mérito de Pedro Nuno Santos, que estabilizou a empresa e garantiu uma reestruturação profunda, cujo impacto positivo se reflete na modernização da frota e na solidez das rotas. É essa frota moderna e essa rede de rotas altamente atrativa, especialmente a liderança no mercado transatlântico e nas ligações à América do Sul, que hoje levam a Lufthansa a classificar a TAP como uma “oportunidade imperdível” de consolidação europeia
Hoje, o tempo dá inteira razão à postura de Pedro Nuno Santos. O atual desfecho do negócio, ganho pela Lufthansa após uma disputa renhida, é a validação definitiva de que os milhares de milhões injetados foram um investimento estratégico e rentável para Portugal, e não um desperdício. O incómodo evidente do atual Primeiro-Ministro ao anunciar estes números vistosos só demonstra que a narrativa da direita desmoronou-se face à realidade.
A TAP necessita de tempo, rigor de gestão e tranquilidade para cumprir o seu papel estratégico na economia nacional e na ligação à Diáspora. A responsabilização foi assumida, a gestão foi profissionalizada e o país reconhece agora que o valor gerado pela TAP é o fruto direto da visão resiliente e do mérito de Pedro Nuno Santos.
Vitor M. Silva/MS