❌

Normal view

Bruno Zarra e Sylva Drums levam o nome do Algarve ao Amsterdam Dance Event 2026

23 October 2026 at 19:00

Dois DJs portugueses ligados ao Algarve, Bruno Zarra e Sylva Drums, vão atuar no próximo sábado, 24 de outubro, no Amsterdam Dance Event (ADE), um dos principais encontros internacionais de música eletrónica, realizado em Amesterdão, nos Países Baixos.

Os artistas integram o Xpressive Showcase, que decorrerá no 50:HERTZ House & Techno Cafe, entre as 22:00 e as 04:00, num programa que reúne diferentes sonoridades e participantes internacionais.

A presença dos dois artistas portugueses acontece numa edição particularmente simbólica do Amsterdam Dance Event, que assinala este ano três décadas de existência.

O evento reúne anualmente DJs, produtores, editoras, promotores e outros profissionais da indústria musical, constituindo um espaço de divulgação artística e de contacto entre diferentes intervenientes do setor.

Bruno Zarra e Sylva Drums representam diferentes sonoridades da música eletrónica

Bruno Zarra e Sylva Drums apresentam percursos distintos dentro da música eletrónica, embora ambos desenvolvam a sua atividade para além das fronteiras portuguesas.

DJ e produtor, Bruno Zarra tem construído uma identidade musical centrada na house e na tech house, dois géneros que fazem parte do seu trabalho enquanto artista.

Sylva Drums, por sua vez, está associado às sonoridades afro house, explorando uma abordagem musical marcada por influências rítmicas características deste estilo.

A participação de ambos no Xpressive Showcase integra um alinhamento internacional dedicado à diversidade da música eletrónica, proporcionando-lhes uma oportunidade de apresentar o seu trabalho num dos principais eventos do setor.

A presença dos dois DJs representa também uma forma de dar visibilidade à produção musical portuguesa associada ao Algarve e de reforçar as ligações dos artistas da região aos circuitos internacionais.

Amsterdam Dance Event celebra 30 anos de existência

O Amsterdam Dance Event assinala, em 2026, o seu 30.º aniversário, mantendo-se como um ponto de encontro para artistas, profissionais e organizações ligadas à música eletrónica.

Ao longo das últimas três décadas, o evento tem reunido participantes de diferentes países, promovendo o contacto entre criadores, editoras, agentes e promotores musicais.

É neste contexto que Bruno Zarra e Sylva Drums vão participar no Xpressive Showcase, marcado para sábado, 24 de outubro, no 50:HERTZ House & Techno Cafe, em Amesterdão.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

Estudantes de Faro organizam protesto contra exames nacionais e exigem mais investimento na educação

23 October 2026 at 18:20

Os alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, vão realizar um protesto na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 13:30, em frente ao portão do estabelecimento de ensino, para exigir mais investimento na escola pública, melhores condições de aprendizagem e o fim dos exames nacionais. A iniciativa, organizada no âmbito da semana de luta convocada pelo Movimento Voz aos Estudantes, contará com intervenções e testemunhos dos próprios estudantes.

A ação assume o formato de uma tribuna de estudantes e integra um conjunto de manifestações previstas entre 26 e 30 de outubro, em diferentes pontos do país.

De acordo com o Movimento Voz aos Estudantes, a mobilização surge num contexto de preocupação com as condições das escolas, o acesso ao ensino superior e as restrições que a organização considera existirem ao exercício dos direitos de participação e manifestação dos alunos.

Movimento contesta exames nacionais e denuncia falta de investimento na escola pública

Entre as principais reivindicações dos estudantes da Escola Secundária Tomás Cabreira está o reforço do investimento na educação, que o movimento considera insuficiente para responder às necessidades dos estabelecimentos de ensino.

A organização sustenta que ainda existem 600 escolas em Portugal a necessitar de obras, apontando este número como exemplo da degradação das condições de ensino.

O Movimento Voz aos Estudantes critica igualmente o modelo de acesso ao ensino superior, considerando que os exames nacionais contribuem para limitar as oportunidades dos alunos.

No comunicado, a organização denuncia o que classifica como um processo de “elitização do Ensino Superior a partir dos injustos Exames Nacionais”, defendendo a eliminação destas provas.

Outra das preocupações manifestadas prende-se com aquilo que o movimento descreve como a “limitação da democracia e direito à manifestação” em diversos estabelecimentos de ensino.

A organização critica ainda a “redução do investimento na educação na proposta do Orçamento de Estado de 2027”, considerando que as opções orçamentais não respondem às necessidades dos estudantes e das escolas.

Perante estas questões, os alunos vão reunir-se à entrada da Escola Secundária Tomás Cabreira para apresentar publicamente as suas reivindicações e partilhar experiências relacionadas com o quotidiano escolar.

Segundo o Movimento Voz aos Estudantes, estão previstos dezenas de protestos durante a semana de luta, entre 26 e 30 de outubro, procurando dar visibilidade às reivindicações dos alunos do ensino secundário.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

Portimão prolonga apoios sociais até 2027 e facilita acesso a subsídios para renda, água e medicamentos

23 October 2026 at 18:00

A Câmara Municipal de Portimão vai manter e alargar em 2027 os apoios sociais destinados às famílias com dificuldades económicas, introduzindo a renovação automática dos subsídios e facilitando as condições de acesso às comparticipações para o pagamento da renda, da água e dos medicamentos.

As medidas abrangem atualmente mais de 1.700 agregados familiares, com destaque para o apoio ao arrendamento, que representa um investimento municipal anual superior a 2,2 milhões de euros.

Entre as principais alterações estão a redução do período mínimo de residência no concelho, de cinco para dois anos, e o aumento do limite de rendimento para acesso aos apoios, permitindo que mais famílias possam beneficiar destas medidas.

A autarquia pretende também evitar que os beneficiários percam os apoios por motivos administrativos ou por terem atingido o prazo máximo de atribuição, passando a assegurar a renovação automática dos subsídios em vigor.

Apoio ao arrendamento chega a 677 famílias e pode atingir 350 euros mensais

O Subsídio de Apoio ao Arrendamento é atualmente atribuído a 677 agregados familiares de Portimão, mais 132 do que no início de 2026.

Segundo a Câmara Municipal, esta medida representa um investimento anual de 2.257.671 euros, inteiramente suportado pelo orçamento municipal.

O valor da comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, em função do rendimento de cada agregado familiar, mantendo-se os montantes de apoio atualmente praticados.

Uma das principais alterações previstas para 2027 diz respeito ao alargamento dos critérios de elegibilidade. O limite de rendimento per capita passa a corresponder a 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, permitindo o acesso de famílias que anteriormente poderiam ficar excluídas.

Também o período mínimo de residência exigido para beneficiar do subsídio será reduzido de cinco para dois anos.

A renovação do apoio passa a ser automática, incluindo nos casos em que os beneficiários atinjam o limite de três anos anteriormente previsto.

O pagamento da comparticipação continuará, no entanto, dependente da apresentação mensal do comprovativo de pagamento da renda.

Tarifa Social da Água abrange 992 agregados familiares

A Tarifa Social da Água é outra das medidas que a Câmara Municipal de Portimão decidiu prolongar e reforçar.

Atualmente, 992 agregados familiares beneficiam desta tarifa, destinada a aliviar os encargos associados ao consumo doméstico de água.

As condições de acesso serão harmonizadas com as previstas para o apoio ao arrendamento, nomeadamente através do alargamento do limite de rendimento e da redução para dois anos do período mínimo de residência no concelho.

A renovação das tarifas sociais em vigor passará igualmente a ser automática, procurando assegurar a continuidade do benefício sem necessidade de novos procedimentos administrativos de renovação.

Comparticipação para medicamentos pode chegar aos 350 euros por ano

No âmbito da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, a Câmara de Portimão apoia atualmente 107 agregados familiares.

O valor anual deste apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o respetivo escalão de rendimento.

A autarquia vai também alargar as condições de acesso a esta medida, mantendo os montantes atribuídos e introduzindo a renovação automática para os atuais beneficiários.

No conjunto, os três programas municipais abrangem mais de 1.700 famílias, procurando reduzir as despesas associadas à habitação, aos serviços essenciais e aos cuidados de saúde.

Segundo a Câmara Municipal, a decisão de prolongar estas medidas surge num contexto de dificuldades económicas, marcado pelo aumento dos custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais, bem como pela pressão exercida pelo mercado habitacional sobre os rendimentos familiares.

A autarquia associa este cenário à instabilidade internacional, nomeadamente à guerra na Ucrânia e às tensões no Médio Oriente, considerando que estes fatores continuam a afetar os orçamentos das famílias.

Álvaro Bila defende continuidade dos apoios e abertura a novas famílias

O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, considera que a manutenção dos programas municipais é necessária para responder às dificuldades económicas sentidas por muitos residentes.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o autarca.

A Câmara Municipal esclarece que os três programas continuam abertos a novas candidaturas, permitindo que outros agregados familiares possam requerer os benefícios, desde que cumpram as condições estabelecidas.

Os interessados em obter informações sobre os requisitos de acesso e os prazos de candidatura podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site oficial do município.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

Amigo de marroquino morto em Olhão diz não se recordar de agressões da PSP

23 October 2026 at 17:40

Hassan Ait Rahou, amigo do cidadão marroquino que morreu em março de 2024, na sequência de uma intervenção policial em Olhão, afirmou esta sexta-feira, no Tribunal de Faro, não se recordar das alegadas agressões cometidas pelos dois agentes da PSP acusados de homicídio qualificado. O homem, de 27 anos, admitiu que estava sob o efeito de medicamentos no dia dos acontecimentos e que conserva apenas algumas memórias do sucedido.

A testemunha foi ouvida na ausência dos arguidos, Jorge Sousa e Pedro Barbosa, depois de o coletivo de juízes ter deferido parcialmente um requerimento apresentado pelo advogado dos pais da vítima, por considerar que a presença dos agentes poderia condicionar o depoimento.

Os dois polícias, atualmente suspensos de funções, estão acusados pelo Ministério Público de dois crimes de sequestro agravado e um de homicídio qualificado, relacionados com a morte de Aissa Ait Aissa, que esteve internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.

Durante a audição, com recurso a tradutor, Hassan Ait Rahou afirmou que, no dia dos factos, tanto ele como o amigo estavam “drogado”, depois de terem consumido comprimidos de Rivotril, um ansiolítico que lhes teria sido fornecido por outro conhecido, com o propósito de se “esquecer” do que se passava durante algumas horas.

Testemunha recorda detenção no supermercado, mas não as alegadas agressões

Hassan Ait Rahou relatou que os dois amigos saíram de casa e se deslocaram a um supermercado, onde Aissa Ait Aissa terá “escondeu” alguns produtos na roupa, levando as funcionárias a chamar a polícia, apesar de, segundo a testemunha, se ter mostrado disponível para pagar.

O homem recordou ter sido “levado com força” para o carro-patrulha, onde ambos foram algemados “por detrás das costas”, tendo os agentes indicado que seriam conduzidos à esquadra.

Durante o trajeto, afirmou ter estado “a dormir e acordado” e que “não estava com a cabeça no sítio”, devido ao efeito dos medicamentos que tinha consumido.

Segundo o seu depoimento, “a última memória” que conserva de Aissa Ait Aissa é a de o amigo ter “pedido para alargar as algemas que estavam apertadas”.

A testemunha afirmou que apenas voltou a recordar-se dos acontecimentos quando se encontrava numa ambulância, onde recebeu assistência antes de ser transportado para o hospital.

Questionado pelo advogado dos pais da vítima sobre eventuais agressões dos agentes da PSP, Hassan Ait Rahou declarou não ter memória de tais acontecimentos.

Durante o contraditório, a defesa confrontou-o com algumas “contradições” entre o depoimento prestado em tribunal e declarações anteriores.

O homem reconheceu que uma abordagem dos mesmos agentes policiais tinha ocorrido na tarde do dia dos factos, depois de inicialmente ter situado esse episódio no dia anterior.

A testemunha apresentou também uma versão diferente sobre qual dos agentes teria pedido calma aos dois amigos durante o transporte no veículo policial. Em tribunal, identificou o passageiro, embora, numa inquirição realizada em 2024, tivesse indicado o condutor.

Agentes negam responsabilidade na morte e julgamento prossegue em novembro

De acordo com a acusação do Ministério Público, os dois agentes transportaram Hassan Ait Rahou e Aissa Ait Aissa num carro-patrulha para fora da cidade de Olhão, onde terão agredido violentamente uma das vítimas.

Aissa Ait Aissa morreu em 28 de março de 2024, depois de permanecer internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.

O Ministério Público sustenta que os arguidos “abusaram gravemente” da autoridade policial, tendo consciência de que, ao desferirem “várias pancadas na cabeça e face” da vítima, poderiam provocar-lhe a morte.

Na primeira sessão do julgamento, Jorge Sousa e Pedro Barbosa negaram qualquer responsabilidade na morte do cidadão marroquino.

Os agentes alegaram que, depois de não ter sido apresentada uma queixa relacionada com os distúrbios no supermercado, decidiram afastar os dois homens daquela zona para os levar a casa.

Segundo a versão apresentada pelos arguidos, ambos foram transportados algemados no carro-patrulha com o seu consentimento e acabaram por ser deixados, conscientes, num caminho municipal em Pechão.

O julgamento prossegue no dia 10 de novembro, às 09:15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa, constituídos assistentes no processo e que reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros.

Na próxima sessão está igualmente prevista a audição das duas últimas testemunhas.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

UAlg inaugura laboratório digital de 473 mil euros para transformar a comunicação científica

23 October 2026 at 17:30

A Universidade do Algarve (UAlg) inaugurou, no dia 9 de outubro, um novo laboratório digital destinado a transformar informação científica complexa em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos. Denominada INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, a infraestrutura está instalada no Campus da Penha, em Faro, e representa um investimento de 473.800 euros, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O novo espaço integra o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e pretende criar condições para o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que aproximem o conhecimento científico do público.

Equipado com tecnologia avançada de produção imersiva e interatividade, o INTERFACE permite a investigadores e estudantes explorar novas formas de apresentar resultados científicos, recorrendo a narrativas visuais que facilitem a compreensão de matérias complexas.

Tecnologia imersiva transforma dados científicos em conteúdos acessíveis

O INTERFACE foi concebido para funcionar como uma infraestrutura especializada na comunicação científica, utilizando recursos digitais para transformar informação técnica em experiências visuais e interativas.

Entre as áreas que poderão beneficiar desta abordagem encontram-se as ciências da saúde, cujos dados e resultados de investigação podem apresentar dificuldades de interpretação para públicos não especializados.

Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

A infraestrutura pretende, assim, proporcionar novas ferramentas para a divulgação de conhecimento, permitindo que a investigação científica seja apresentada através de formatos que combinem imagem, tecnologia e interatividade.

O laboratório abre igualmente oportunidades de colaboração com as indústrias criativas, através do desenvolvimento de projetos que estabeleçam ligações entre a ciência, a comunicação e a arte digital.

O investimento de 473.800 euros foi assegurado pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Inteligência artificial e acessibilidade integram projeto

O INTERFACE inclui também o AI Studio, uma extensão do projeto localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, dedicada à inteligência artificial e à literacia digital.

Este espaço dispõe de equipamentos concebidos para facilitar a utilização das tecnologias digitais por pessoas com diferentes necessidades, incluindo dispositivos Braille e sistemas de comandos por voz.

A utilização destas ferramentas pretende contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais acessíveis, integrando a inclusão digital nas atividades de investigação e inovação.

O AI Studio complementa o trabalho desenvolvido no Campus da Penha, alargando as possibilidades de investigação relacionadas com inteligência artificial, acessibilidade e comunicação digital.

Nova infraestrutura reforça ligação entre ciência e arte digital

Com a abertura do INTERFACE, o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve reforça a capacidade de desenvolver projetos que envolvam diferentes áreas do conhecimento.

A infraestrutura procura promover a investigação transdisciplinar, articulando competências científicas, artísticas e tecnológicas para criar novas formas de comunicação e divulgação da ciência.

Através da produção de conteúdos visuais, interativos e imersivos, o laboratório pretende contribuir para que resultados de investigação possam ser compreendidos por públicos mais alargados.

O projeto constitui, deste modo, uma aposta da Universidade do Algarve na utilização de tecnologias digitais para aproximar a investigação científica da sociedade, com particular atenção à acessibilidade, à inovação e à colaboração entre a ciência e as indústrias criativas.

Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas no website.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

Fátima Lopes apresenta percurso literário e fala de amor e relações humanas em Tavira

23 October 2026 at 17:20

A conhecida apresentadora de televisão e escritora Fátima Lopes vai estar em Tavira, na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 17:00, para uma conversa com o público na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos. A iniciativa integra a rubrica “Encontro com Autores” e a programação do Mês Sénior, que decorre ao longo de outubro no concelho.

O encontro será dedicado ao percurso literário de Fátima Lopes, que, a par da carreira na televisão e na comunicação, tem desenvolvido uma atividade na escrita, com obras nas áreas do romance e do desenvolvimento pessoal.

A sessão dará particular destaque ao livro Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, uma narrativa que aborda os sentimentos, os desafios das relações humanas e a forma como os receios podem influenciar as escolhas ao longo da vida.

Romance sobre o amor e a perda em destaque na conversa

Reconhecida pelo seu trabalho como apresentadora de televisão, Fátima Lopes tem construído também um percurso literário marcado pela reflexão sobre temas relacionados com o amor, as relações humanas, a fé, o bem-estar e as diferentes etapas da vida.

Durante a sessão em Tavira, a autora irá abordar os livros que tem publicado e partilhar aspetos do seu percurso enquanto escritora.

Entre as obras em destaque estará Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, um romance que convida os leitores a refletir sobre a complexidade dos sentimentos e os desafios emocionais associados às relações.

A narrativa explora ainda a importância de enfrentar os receios, tomar decisões e reconhecer novas oportunidades nas diferentes fases da vida.

A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos pretende proporcionar um momento de diálogo entre a escritora e os participantes, permitindo conhecer melhor os temas e as experiências que inspiram a sua produção literária.

Encontro integra programação do Mês Sénior em Tavira

A presença de Fátima Lopes está inserida na rubrica “Encontro com Autores”, promovida pela Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, que procura aproximar os escritores do público e incentivar o interesse pela leitura.

A iniciativa integra também a programação do Mês Sénior, assinalado ao longo de outubro em Tavira, associando a promoção da literatura à participação da comunidade na vida cultural do concelho.

Segundo a Câmara Municipal de Tavira, estas sessões procuram criar oportunidades de contacto direto com autores, valorizando os livros como ponto de partida para a partilha de experiências, emoções e reflexões.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

A pedagogia da violência | Por Luís Ganhão

23 October 2026 at 17:00

Todos os dias, ao ligarmos a televisão, entra-nos pela sala dentro uma torrente de violência. Cidades reduzidas a escombros, crianças a chorar entre ruínas, populações inteiras obrigadas a fugir, milhares de mortos apresentados em gráficos e estatísticas, como se os números, por serem muitos, deixassem de representar seres humanos.

Mas nem toda a violência parece merecer a mesma indignação. Dependendo da geografia, da bandeira ou das conveniências políticas dos comentadores, um bombardeamento pode ser apresentado como uma atrocidade ou como uma inevitabilidade estratégica. Certas vítimas choram-se comovidamente; outras são remetidas para notas de rodapé. Certos exércitos são condenados sem apelo; outros são compreendidos até ao limite da absolvição.

Reduzem-se, assim, conflitos complexos, cujas raízes por vezes mergulham em décadas ou séculos de antagonismos, a uma simplista narrativa de bons e maus, de preto e branco, como se a realidade tivesse a amabilidade de se adaptar às necessidades dos debates televisivos.

Entretanto, do plano internacional descemos ao doméstico e verificamos que a violência não se encontra apenas nos campos de batalha.

Ela manifesta-se crescentemente no discurso político. O adversário deixou de ser alguém que defende ideias diferentes para passar a ser alguém moralmente indigno, intelectualmente desprezível ou pessoalmente detestável. Multiplicam-se figuras públicas que parecem cultivar a agressividade como método de intervenção, confundindo firmeza com brutalidade, convicção com histeria e frontalidade com ofensa. Por vezes, mais do que políticos, assemelham-se a personagens permanentemente zangadas com o mundo, incapazes de existir sem um inimigo para apontar.

E se os exemplos vêm de cima, dificilmente deixarão de produzir efeitos cá em baixo.

Observe-se o que sucede em muitos parlamentos democráticos. Instituições que deveriam constituir escolas de cidadania transformam-se frequentemente em arenas de exibição. O insulto substitui o argumento. A interrupção vale mais do que a escuta. A gritaria sobrepõe-se ao raciocínio. O ataque pessoal torna-se mais eficaz do que a confrontação de ideias.

É então transmitida aos cidadãos uma curiosa lição cívica: prega-se o respeito, mas recompensa-se a agressividade; fala-se de democracia, mas valoriza-se o espetáculo; exalta-se o diálogo, mas pratica-se a hostilidade.

Perante este ambiente, será verdadeiramente surpreendente o aumento da violência nas ruas?

Sem procurar, naturalmente, justificar ou absolver quem agride, rouba ou destrói, importa perguntar se uma sociedade que convive diariamente com exemplos de violência simbólica, verbal e mediática pode esperar que os seus cidadãos permaneçam imunes a essa influência.

Mais inquietante ainda é o que parece ocorrer no espaço escolar. Durante muito tempo acreditou-se que a escola funcionaria como um refúgio civilizador, um local onde os impulsos seriam disciplinados e a convivência aprendida. Contudo, multiplicam-se relatos de agressões entre alunos, intimidação, desrespeito por professores e comportamentos que outrora seriam considerados impensáveis.

Talvez porque as escolas não existam fora da sociedade. São, afinal, um dos seus mais fiéis espelhos.

Se os jovens crescem a assistir a guerras transformadas em espetáculo permanente, a debates públicos transformados em combates de vale-tudo e a representantes eleitos que frequentemente trocam argumentos por insultos, não será difícil perceber a mensagem que recebem. A violência pode não ser apresentada como virtude, mas é-lhes mostrada, dia após dia, como um instrumento eficaz para obter atenção, impor vontades ou derrotar adversários.

A questão, por isso, não é apenas policial nem apenas disciplinar. É, antes de mais, cultural e moral.

Uma sociedade que normaliza a violência nas palavras acabará por se surpreender, injustamente, quando a encontra nas ações. E uma sociedade que se habitua a viver permanentemente exaltada não deveria admirar-se se vier a descobrir que os seus filhos aprenderam demasiado bem as lições que lhes deu.

Leia também: Quando a Lei encontra uma Tenda | Por Luís Ganhão

Tavira celebra 100 anos do Posto Agrário com fórum dedicado às raças autóctones do Algarve

23 October 2026 at 16:31

A preservação das raças autóctones do Algarve e a valorização do património pecuário regional vão estar em debate no próximo dia 12 de novembro, a partir das 09:30, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT). O encontro, organizado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), assinala o Dia Nacional das Raças Autóctones e marca o início das comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira.

Sob o tema “Raças Autóctones: Património Vivo, Biodiversidade e Território”, a iniciativa reunirá associações de criadores, investigadores, representantes de autarquias e agentes do setor turístico, com o objetivo de discutir a preservação e valorização das raças bovina, ovina e caprina algarvias.

Promovido pela CCDR Algarve, através da área da Agricultura, em parceria com a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve (DSAVR Algarve), o fórum integra também as iniciativas associadas ao Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, assinalado em 2026.

Raças bovina, ovina e caprina algarvias em destaque

A sessão de abertura está marcada para as 09:30, seguindo-se, às 09:45, uma intervenção de Luísa Pereira, da CCDR Algarve, dedicada ao centenário do Centro de Experimentação Agrária de Tavira e ao papel desempenhado pelo antigo Posto Agrário no desenvolvimento da pecuária regional.

O programa prossegue com apresentações sobre três raças características do Algarve, procurando dar a conhecer a sua importância e os desafios associados à preservação deste património genético.

Às 10:00, Afonso Nascimento, da ASCAL – Associação de Criadores de Gado do Algarve, abordará a raça Bovina Algarvia, seguindo-se, às 10:15, uma intervenção do mesmo representante sobre a raça Ovina Churra Algarvia.

Pelas 10:30, Célia Marques, da ANCCRAL – Associação Nacional de Criadores de Caprinos da Raça Algarvia, apresentará uma comunicação dedicada à raça Caprina Algarvia.

O encontro pretende proporcionar uma reflexão sobre o contributo destas raças para a biodiversidade, a atividade pecuária e a identidade rural do território algarvio, reunindo diferentes entidades ligadas à sua conservação e valorização.

Universidade do Algarve apresenta investigação e projeto de valorização da carne

A componente científica do fórum estará representada por investigadores da Universidade do Algarve, que apresentarão trabalhos relacionados com a caracterização genética e a valorização económica das raças regionais.

Às 10:45, Adelino Canário, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, abordará a caracterização genómica e a valorização das raças algarvias.

A intervenção será seguida, às 11:00, pela apresentação de um projeto-piloto dedicado à valorização da carne de ovinos da raça Churra Algarvia, a cargo de Jorge Pereira, também da Universidade do Algarve.

O programa inclui ainda, às 11:15, a apresentação do projeto “Alinhados pela mesma Lã”, desenvolvido pela Câmara Municipal de Loulé, através de uma intervenção de Joana Dias.

Pelas 11:30, João Fernandes, do Amendoeiras Resort, dará a conhecer a iniciativa “Pastores do Algarve 2027”, integrada na reflexão sobre a valorização das atividades ligadas à pastorícia e ao território.

As apresentações serão seguidas de um debate, previsto para as 11:45, permitindo a troca de experiências e perspetivas entre os participantes.

O encerramento do fórum está marcado para as 12:15, seguindo-se, às 12:30, uma prova de produtos regionais.

Exposições assinalam centenário do antigo Posto Agrário de Tavira

Para além das intervenções e do debate, o Centro de Experimentação Agrária de Tavira acolherá, ao longo do dia, três exposições temáticas relacionadas com a história da atividade agrícola e pecuária no Algarve.

Uma das mostras será dedicada aos 100 anos do antigo Posto Agrário de Tavira, assinalando o percurso desta estrutura e o seu papel na atividade agropecuária regional.

As restantes exposições darão destaque às raças autóctones algarvias e aos produtos regionais associados à sua criação e valorização.

A realização do fórum marca o início do ciclo de comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira, associando a memória histórica da instituição aos desafios atuais da preservação da biodiversidade e da valorização dos recursos pecuários da região.

Com esta iniciativa, a CCDR Algarve e a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve pretendem promover o diálogo entre criadores, investigadores, autarquias e outros agentes do território, colocando em destaque a importância das raças tradicionais para o património rural algarvio.

Leia também: Frusoal investe 515 mil euros em laboratório para proteger citrinos do Algarve

Tavira assinala Dia Municipal da Igualdade com exposição fotográfica sobre desporto e inclusão

23 October 2026 at 15:30

O Mercado Municipal de Tavira acolhe, desde esta sexta-feira, 23 de outubro, a exposição fotográfica “Para Além das Barreiras”, dedicada à promoção da igualdade de oportunidades e à inclusão das pessoas com deficiência através do desporto. A iniciativa, promovida pela Fundação Irene Rolo, assinala o Dia Municipal da Igualdade, celebrado a 24 de outubro, e estará patente ao público até 3 de dezembro.

A mostra reúne imagens de diferentes modalidades desportivas praticadas ou dinamizadas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), dando visibilidade às capacidades, ao empenho e ao espírito de equipa dos participantes.

Através da fotografia, a Fundação Irene Rolo pretende sensibilizar a comunidade para a importância do acesso à prática desportiva por parte das pessoas com deficiência, incentivando uma reflexão sobre os preconceitos e as barreiras que ainda condicionam a sua participação na sociedade.

Fotografias destacam capacidades e participação de pessoas com deficiência

A exposição apresenta trabalhos fotográficos de Ana Gouveia e Mário Rui Gouveia, com a colaboração de Cecília Sabino, centrados nas atividades desportivas desenvolvidas no âmbito do CACI.

As imagens procuram mostrar diferentes experiências de participação no desporto, valorizando não apenas as capacidades individuais dos atletas, mas também a dedicação, a cooperação e o espírito de equipa.

Segundo a Câmara Municipal de Tavira, a iniciativa pretende contribuir para uma maior consciencialização sobre a importância da igualdade de oportunidades, convidando os visitantes a reconhecer as capacidades das pessoas com deficiência e a questionar preconceitos.

A exposição utiliza, assim, o desporto como forma de sensibilização para a inclusão, colocando em destaque o direito de todas as pessoas à prática de atividade física.

Exposição pode ser visitada até ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

A inauguração de “Para Além das Barreiras” realizou-se esta sexta-feira, 23 de outubro, no Mercado Municipal de Tavira, no âmbito das iniciativas associadas ao Dia Municipal da Igualdade.

Com esta iniciativa, a Fundação Irene Rolo procura dar visibilidade às atividades desenvolvidas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão e promover uma reflexão sobre a participação das pessoas com deficiência na vida desportiva e comunitária.

A exposição pretende igualmente sensibilizar a população para a importância de construir uma sociedade mais inclusiva, baseada no respeito pela diversidade, na valorização das capacidades individuais e na igualdade de oportunidades.

A mostra permanecerá aberta ao público até 3 de dezembro, data em que se assinala o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Leia também: GNR realiza operações de norte a sul do país e apreende droga, armas de guerra e combustível

“30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”

23 October 2026 at 14:59

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”

A DECO INFORMA… 

Como a DECO já havia denunciado há pouco mais de um ano , apesar do marketing de influência dominar o ambiente digital e estar cada vez mais profissionalizado, é reduzido o número de influencers que identifica corretamente a natureza comercial dos conteúdos que publica e rara a utilização das etiquetas de “parceria remunerada” disponibilizadas pelas plataformas digitais de forma a tornar claro que se trata de um anúncio.

O exercício realizado pela DECO demonstra como o scroll nas redes sociais está carregado de conteúdos comerciais de influencers que preferem apresentar os conteúdos como sugestões desinteressadas e experiências pessoais e que exploram, cada vez mais, setores e produtos que trazem outro tipo de complexidade e de potenciais danos.

Entre publicidade mais banal a hotéis, marcas de roupa e cosméticos, com códigos de desconto e sorteios à mistura, está cada vez mais presente também a publicidade não identificada a suplementos alimentares, sem a sua identificação enquanto tal e a procedimentos estéticos, incluindo aplicação de injetáveis como botox.

A grande maioria das denúncias está a ser encaminhada para a Direção Geral do Consumidor, Comércio e Serviços – DGC, mas também a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – ASAE e a Entidade Reguladora da Saúde – ERS receberam denúncias no seu âmbito de competências.

A DECO vê com preocupação que a natureza comercial dos conteúdos continue de forma reiterada a não ser identificada e que as publicações de influenciadores cada vez mais explorem áreas como a saúde e alimentação e promovam a publicidade a produtos e serviços potencialmente mais problemáticos a diferentes níveis.

Defende, por isso, mais fiscalização e que produtos e serviços que trazem maiores riscos exigem regras mais apertadas, apelando à introdução de um conjunto de restrições que melhor proteja os consumidores nos canais digitais e não só.

Para mais informação ou denúncias, contacte a equipa da DECO através de deco@deco.pt, whatsapp  966 449 110 ou 21 371 02 00.

Leia também: “O que influencia as escolhas dos consumidores, como planeiam as compras e que fatores determinam a escolha das lojas e dos produtos?”

❌