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Policial militar é preso acusado de venda de voto no estado do Rio

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Um policial militar foi detido neste domingo (25) tentando fotografar seu voto na cabine eleitoral, em Três Rios, no Rio de Janeiro. Com ele, foram encontrados R$ 114. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, constatou-se que o subtenente havia vendido o voto. 

Foram registradas cinco ocorrências de crime eleitoral. Entre elas, uma fiscal do PL foi presa por boca de urna no Largo do Machado. Ela foi levada para a Superintendência da Polícia Federal. 

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Segundo o presidente do TRE-RJ, em São Gonçalo, na região metropolitana, chegaram notícias de que havia frotas de ônibus que não estavam rodando na cidade. "O transporte não estava conforme o que tínhamos determinado. Prontamente, houve uma decisão judicial determinando que as empresas colocassem os transportes na rua sob pena de multa por hora de R$ 500 mil. Imediatamente retornou à normalidade ainda na parte da manhã", disse o desembargador.  No estado do Rio, 150 urnas foram substituídas, 0,4% do total. 

Ocorrência

Ainda foi registrada a situação de um idoso estava na fila para votar, teve um infarto e veio a falecer em Maricá, segundo o tribunal.

"Não poderia ficar de fora", diz idoso que votou 10 dias após cirurgia

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O segundo turno das eleições no Rio de Janeiro transcorre tranquilamente. Apesar da chuva no início da votação, muita gente já aguardava nas filas na abertura das seções eleitorais. Muitos idosos foram exercer o seu direito de cidadania, apesar de já terem mais de 70 anos, faixa etária em que o voto é facultativo.

No Instituto São João Batista (ISJOB), no bairro do Méier, zona norte da cidade, a movimentação de eleitores idosos foi grande, apesar de o colégio ter três andares e não ter elevador, apenas escadas.

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Um deles foi o professor universitário aposentado Carlos Peixoto, de 81 anos, que, apesar de ter sido operado de um câncer de bexiga há dez dias, fez questão de votar. Ele contou que teve um problema com a sonda e não conseguia urinar, então teve de votar ao hospital no dia seguinte à alta hospitalar. O problema foi corrigido e ele está em recuperação.

Apesar de ainda estar com os pontos da cirurgia, o professor foi andando sozinho de casa até a seção eleitoral. Ele disse que “não poderia deixar de votar".

"Eu votei a minha vida toda e, num momento tão importante como este, eu não poderia ficar de fora.”

Peixoto contou que votou em menos de 30 segundos e que a sua seção estava vazia. “Mas, se estivesse cheia, eu iria usar o direito à prioridade e passaria na frente.”

Outro que também votou no instituto foi o jornaleiro Chico Spinelli, que completa 68 anos neste domingo (25). Ele celebrou o aniversário em família, com um churrasco, no sábado (24), porque não teria condições de comemorar hoje.

“Eu saí de casa para votar logo cedo e depois vou abrir a banca de jornal, coisa que já não faço mais há algum tempo.”  Com relação ao voto na seção eleitoral, Spinelli disse que foi muito rápido “e que ele tinha que exercer o seu direito de voto para ajudar o seu candidato.”

Chico Spinelli disse que dali iria direto para a banca de jornal, uma das principais do bairro do Méier. Ele é jornaleiro há mais de 40 anos e disse que não abre mais a banca aos domingos. Mas decidiu abrir hoje, porque lá consegue conversar com os fregueses, se distrair e  vender, além de jornais e revistas, "um cafezinho para a turma".

“Dessa forma eu esqueço um pouco da eleição e fico mais tranquilo, mas não deixo de tomar o meu remédio para pressão diariamente.”

Transporte gratuito

No Rio de Janeiro, os ônibus urbanos estão funcionando gratuitamente até o final da votação. O metrô também, até as 20h. A gratuidade também vale para as barcas que fazem a travessia entre o Rio e Niterói, Praça XV-Cocotá e entre o Rio e a Ilha de Paquetá.

Presidente do TRE-RJ pede aos eleitores que compareçam às urnas

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, convocou os eleitores a irem às urnas para votar neste domingo (25), no segundo turno das eleições. Se dirigindo aos quase 13 milhões de eleitores e eleitoras do estado, a recomendação foi para que não abram mão de “participar deste momento tão importante para o país”.

“O voto é uma conquista da sociedade brasileira. É por meio dele que cada cidadão participa das decisões sobre o futuro do Brasil. Essa participação é essencial para a força e a legitimidade da nossa democracia”, apontou em pronunciamento no Palácio da Democracia, sede do tribunal na capital do estado.

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“Sei que todos têm seus compromissos, responsabilidades e suas dificuldades, mas peço que reservem um momento neste domingo para exercer este direito. A democracia precisa da participação de todos. Cada voto tem o mesmo valor, independentemente da condição social ou do lugar em que se vive”, disse.

O presidente do TRE garantiu que foram adotadas todas as medidas necessárias para a segurança do pleito. 

“Quero transmitir uma mensagem muito clara à população fluminense. Podem sair de casa e votar com tranquilidade. As forças policiais estão mobilizadas com destaque para a Polícia Militar que atua no patrulhamento das ruas e na segurança dos locais de votação”, disse.

O desembargador lembrou que novamente as Forças Armadas fazem parte do esquema montado para assegurar a presença do eleitor. 

“Toda essa estrutura foi organizada para garantir que o eleitor possa fazer a sua escolha em paz de acordo com a própria consciência”, afirmou.

Claudio de Mello Tavares disse que a expectativa é de que a eleição no estado seja mais rápida uma vez que o eleitor terá apenas que votar para presidente da República. No primeiro turno a necessidade de confirmar na urna seis candidatos: deputados federal e estadual, dois votos para o Senado, governador e presidente, houve demora e filas em vários locais de votação.

“Hoje [o eleitor] votará apenas para presidente da República, por isso, não esperamos filas relevantes ao longo do dia”, avaliou.

O presidente do TRE-RJ lembrou, no entanto, que em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, a votação será um pouco diferente, porque além da votação para presidente, haverá uma eleição suplementar para prefeito. 

“Neste município o eleitor votará primeiro para presidente e em seguida para prefeito”, destacou.

Quanto aos locais de votação, reforçou que dos 5.040 em todo o estado, apenas dois foram alterados entre o primeiro e segundo turnos. 

Segundo ele, essas mudanças ocorreram por motivos estruturais em Brás de Pina, na região da Leopoldina, e em Jardim Sulacap, na zona oeste do Rio.

“Os demais locais permanecem os mesmos. Portanto, os demais eleitores que votaram normalmente no primeiro turno podem retornar ao mesmo local com essas únicas ressalvas. 

O desembargador lembrou ainda que quem não compareceu no primeiro turno não está impedido de votar normalmente neste domingo, desde que esteja com a inscrição eleitoral regular.

Flávio Bolsonaro vota no Rio, fala em mudança e é alvo de protestos

25 October 2026 at 12:43

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou às 8h15 deste domingo (25), em uma escola municipal de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o senador foi recebido por apoiadores e também ouviu manifestações contrárias.

Cerca de 20 apoiadores saudaram Flávio na rua Almirante João Cândido Brasil. Em sentido contrário, funcionários de uma loja próxima gritaram o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo também mencionou Ana Clara, menina morta em um caso envolvendo um policial que, segundo as informações divulgadas, é defendido por Flávio.

Após votar, o candidato afirmou estar satisfeito com a campanha do segundo turno e classificou a disputa como limpa.

“Muito feliz com a campanha dessa segundo turno, uma campanha alegre e limpa. Chegou a hora da mudança, o Brasil não aguenta mais, a vida de todo mundo piorou”, declarou.

Em um discurso de aproximadamente um minuto, sem responder a perguntas dos jornalistas, Flávio voltou a explorar os temas do endividamento das famílias e da segurança pública, em críticas ao governo Lula.

“A esperança virou medo, de andar à noite na rua, ter o celular, a moto roubados, medo da geladeira vazia, de não pagar as contas. A gente tem toda condição de montar um grande time. Quero pedir que faça chuva ou faça sol, saiam de casa para votar”, afirmou.

Flávio deve acompanhar a apuração dos votos em Brasília.

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