Os eleitores do Rio de Janeiro comparecem aos locais de votação no horário de abertura das urnas, neste domingo (25), mesmo com chuva. Quase 12,9 milhões de pessoas estão aptas a votar no estado, sendo 4,9 milhões na capital, no segundo turno das eleições.
Com um único voto para depositar, o processo está transcorrendo muito mais rápido do que no primeiro turno. Na Universidade Unisuam, em Bonsucesso, na Zona Norte, maior local de votação da capital, com 13 mil eleitores, o fluxo de pessoas foi grande durante a manhã, mas poucas sessões tinham fila.
O casal Tamara Almeida e Eduardo de Andrade preferiu ir logo no começo da votação para garantir que conseguiriam deixar seus votos na urna. Encontraram uma situação bem mais tranquila do que a do primeiro turno.
"No primeiro turno, fiquei mais de duas horas na fila até conseguir votar. Agora foram 10 minutos", disse Tamara. "Antes estava muito cheio, tinha fila do lado de fora da escola. Estava bem caótico, mas hoje está bem diferente", complementou Eduardo.
O eleitor Paulo César da Silva, após votar, no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), na zona norte do Rio. Foto - Tomaz Silva/Agência Brasil
Paulo Cesar da Silva também saiu cedinho da cidade de Nova Iguaçu, e mesmo com um ferimento na perna, fez questão de participar da eleição. Com a ajuda de uma muleta e das rampas da universidade, disse que não teve problemas para chegar à sua sessão eleitoral.
"Não demorei nem um minuto pra votar, a sessão estava vazia. Eu vim pelo direito dos trabalhadores. Sou brasileiro. É mais um voto."
Marcus Vinicius de Andrade, que mora no Complexo da Maré disse que o transporte gratuito facilitou muito a sua participação nessa eleição. Ele votava perto de casa, mas seu local de votação foi um dos 72 alterados pelo Tribunal Regional Eleitoral.
O eleitor Marcus Vinicius Andrade, após votar, no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), na zona norte do Rio de Janeiro. Foto - Tomaz Silva/Agência Brasil
"No primeiro turno, falaram que meu local era em outra escola, cheguei lá e enfrentei a maior fila, quando eu entrei, me falaram que era aqui, mas deu tempo de votar. Hoje foi bem tranquilo e muito rápido."
De acordo com mesários, duas participações se destacam neste domingo (25): a dos idosos e a de pessoas que não votaram no primeiro turno, mas compareceram às sessões no segundo.
Maria das Dores de Lima, de 82, se encaixa nas duas situações. Com a ajuda de uma cadeira de rodas por causa de um problema na coluna, ela fez questão de participar: "É muito importante votar. E eu também quero fazer a minha prova de vida do INSS", ela disse.
A neta Alexia de Lima complementa: "No primeiro turno, ficamos receosos de trazer, por causa de toda a movimentação. Mas como hoje está mais tranquilo, decidimos vir."
Maria das Dores de Lima, de 82, fez questão de participar - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Regina Maria Neves, de 79 anos, também quis garantir sua participação. Pegou um ônibus em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para chegar a Vila Isabel, na capital, onde vota e esperou cerca de 30 minutos, sob chuva, até a abertura do local de votação.
"Todo cidadão brasileiro tem que votar. Perdendo ou ganhando todo mundo tem que vir, porque a nossa opinião importa", disse.
Gilberto Adamati, de 73 anos, chegou antes das 8h ao local. "Eu penso que é uma responsabilidade com o país. Estou bem de saúde, então não há porque deixar de vir. Eu soube de uma senhorinha de 96 anos que foi votar em cadeira de rodas. Um exemplo desses, não tem como a gente não seguir."
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou, em boletim, que 900 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o país entre as 8h e o meio-dia deste domingo (25), quando ocorre o segundo turno das eleições.
O número corresponde a 0,18% das 499.248 urnas empregadas na votação deste ano. A Justiça Eleitoral reservou outros 48.815 equipamentos para substituição, caso necessário.
O estado que registrou o maior número de trocas foi São Paulo (163), seguido pelo Paraná (103), Rio de Janeiro (95) e Minas Gerais (75).
O TSE não informou os motivos que levaram à substituição das urnas. Em geral, as trocas ocorrem devido a falhas operacionais.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram substituídas 1.904 urnas.
Caso a urna eletrônica substituta também apresente falha, a legislação prevê, como último recurso, a adoção da votação com cédulas de papel. Até o momento, contudo, esse procedimento não foi necessário nas eleições deste ano.
Após votar no segundo turno das eleições, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, voltou a afirmar neste domingo (25) que a soberania popular, expressa nas urnas, deve ser respeitada.
Fachin votou por volta das 11h, na Asa Sul, região central de Brasília, e, em seguida, deu declarações à imprensa.
“Neste 25 de outubro, o povo brasileiro está indo às urnas para manifestar suas escolhas democráticas. É preciso sempre lembrar que toda a autoridade e todo o poder emanam do povo. Portanto, é fundamental que sejam respeitadas as escolhas que derivarem da manifestação da soberania popular”, disse o presidente do STF.
Em sua fala, Fachin demonstrou preocupação com a estabilidade do país após a votação, independentemente do resultado.
“O Brasil precisa de paz e tranquilidade para que, a partir de amanhã, possa enfrentar os diversos desafios que demandam a presença do Estado”, afirmou.
No período que antecedeu o segundo turno, Fachin atuou em defesa das instituições e do respeito à vontade soberana expressa nas urnas, em meio às discussões sobre a atuação do STF no processo eleitoral.
Antes do primeiro turno, o Supremo passou a enfrentar uma crise institucional sem precedentes, marcada por embates e acusações públicas entre ministros. A crise também entrou na pauta das campanhas eleitorais.
Boletim divulgado por volta das 9h30 deste domingo (25), pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), informa que 52 urnas eletrônicas utilizadas no estado de São Paulo apresentaram algum tipo de problema e necessitaram de substituição.
Isso corresponde a cerca de 0,045% do total de urnas em funcionamento para as eleições deste domingo, um índice considerado baixo.
Do total de urnas substituídas, 19 estavam sendo usadas na capital paulista. O restante corresponde a urnas do interior do estado.
Ao todo, o TRE-SP preparou 114.605 urnas eletrônicas para votação no segundo turno das eleições. A estrutura inclui também as urnas de contingência, que são equipamentos mantidos de prontidão para eventuais substituições técnicas ao longo da votação.
Desde as 8h da manhã, os eleitores do estado de São Paulo estão votando em segundo turno para a escolha do novo presidente da República. Desta vez não haverá votação para governador, já que Tarcísio de Freitas foi reeleito ainda no primeiro turno.
O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34,1 milhões aptas a votar, o que corresponde a cerca de 21,4% do eleitorado nacional.
Na sexta-feira, o irmão do candidato Flávio Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro, sugeriu em uma entrevista nos EUA que pode haver fraude nas urnas e o irmão pode ter que sair do país se perder. Embora pareça estar falando outra língua em relação à campanha oficial, Eduardo está reforçando uma narrativa mentirosa que segue circulando entre grupos de apoiadores do bolsonarismo.
Um levantamento da Agência Pública identificou 418 publicações questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas em uma rede de 60 canais do Telegram. Desses canais, 58 compartilham mensagens de apoio a Flávio Bolsonaro. Embora o levantamento tenha identificado publicações desde 2022, a maior parte dos registros (245) se concentrou entre maio e outubro de 2026. O maior volume de publicações (91) ocorreu nas semanas anteriores e posteriores ao primeiro turno.
Em abril de 2017, a jornalista Mariana Godoy viajou até a Suíça para entrevistar o ex-delegado da Polícia Federal (PF) e ex-deputado federal Protógenes Queiroz, que alegava estar em situação de asilo político em decorrência de uma condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um trecho da entrevista, Queiroz afirmou que houve fraude nas urnas durante as eleições de 2014, o que é uma mentira desbancada inúmeras vezes por checadores de fatos, autoridades e o TSE. Ainda assim, dois trechos desta entrevista voltaram a circular recentemente, em 32 publicações de 18 canais do Telegram, que, juntos, somam quase 286 mil inscritos.
No primeiro turno das eleições, dez canais do Telegram compartilharam, entre 20h11 e 20h46, a seguinte mensagem: “INTRA TSE: Estranhamente às 19:16 as urnas modelos UE2013 e UE2015 geram erro e a contagem ficou travada!”. Somados, esses canais têm mais de 279 mil inscritos.
A alegação de que erros nas urnas eletrônicas teriam travado a contagem dos votos já foi desmentida pela Justiça Eleitoral. Mesmo assim, o conteúdo continuou circulando no Telegram. Um exemplo é o canal “Eleições 2026 Memes”, que reproduziu a mensagem em 12 de outubro, seis dias depois da publicação do desmentido oficial. A antropóloga e pesquisadora Letícia Cesarino explica que o Telegram é uma plataforma avessa à regulação e que não tem uma tradição de moderação de conteúdo. “Esse plano de conformidade, na verdade, não significa nada. Não tem força de lei. É mais uma declaração de compromisso. Se a plataforma vai ser sancionada ou não, a Justiça Eleitoral não tem muitos meios para forçar a se adequar à legislação eleitoral”, completa.
Print de um dos grupos no telegram que postou conteúdo falso que indicava erro nas urnas eletrônicas
Em setembro de 2026, o Telegram apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um plano para combater a desinformação na plataforma. O item 2.1 das Medidas de conformidade, dedicado aos conteúdos político-eleitorais, estabelece que “A moderação aplica-se a conteúdos, contas, grupos, bots e canais, por meio das seguintes medidas de fiscalização: remoção de conteúdo, restrição ou remoção de contas e canais e aplicação de rótulos visíveis de advertência — os marcadores “SCAM” e “FAKE”, atribuídos proativamente em vermelho para alertar a comunidade sobre riscos.”
Apesar das medidas previstas no documento, entre as 418 publicações identificadas no levantamento, apenas uma apresentava um aviso indicando que o conteúdo poderia ser falso. A postagem foi feita em 10 de outubro de 2024, no canal “FreedomNews ”.
Print da única publicação com indicação de que pode ser conteúdo não confiável
Por que se trata de uma rede?
Das 418 publicações identificadas, 176 apresentam texto idêntico a pelo menos mais uma postagem. Mas, ao examinar todos os conteúdos dos canais, 3.189.642 mensagens, a Pública identificou 1.259 conexões entre os canais, estabelecidas por meio de 249.464 encaminhamentos internos de mensagens na rede.
A análise das publicações que questionam as urnas eletrônicas identificou três eixos discursivos principais: textos sobre possíveis falhas técnicas nos equipamentos, questionamentos sobre interferência externa no processo eleitoral e memes.
Grafo de conexão elaborado a partir das conexões entre os canais Número de publicações nos canais do Telegram por mês
O vídeo de Protógenes Queiroz, mencionado no início da reportagem, circulou acompanhado de duas abordagens diferentes. Entre 2024 e abril de 2026, foram identificadas 14 publicações que começavam com as frases “Quem se lembra disso?” ou “Você se lembra disso?”.
Após o início das investigações envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger, o vídeo passou a circular com uma nova apresentação: “Esse aqui é o ex da Roberta Luchsinger, amiga do Lulinha”. Apesar da mudança na abordagem, o restante do texto permaneceu o mesmo. A narrativa apresentada nas publicações afirma que Protógenes Queiroz fugiu do Brasil após receber ameaças de morte por ter investigado as urnas eletrônicas e descoberto que o Partido dos Trabalhadores (PT) nunca venceu uma eleição de forma legítima no país.
Cinco publicações no Telegram que compartilham o vídeo de Queiroz incluem, ao final das legendas, links para duas postagens distintas na rede social X (antigo Twitter), que também apresentam o mesmo vídeo. Em três delas, o link direciona para uma publicação de 5 de agosto de 2025, feita pelo perfil “Miguel Diniz – Pátria amada Brasil”, que acumula mais de 574 mil visualizações. As outras duas direcionam para uma postagem do perfil “Brasil Conservador ”, publicada em 23 de janeiro de 2026, também no X, que ultrapassa 62 mil visualizações.
Outro grupo de publicações compartilha um recorte de vídeo em que aparece uma pessoa usando uma máscara alusiva ao personagem da HQ “V de Vingança”. O conteúdo circulou em seis canais do Telegram: “ ANTVXXX”, “Brasil e o gás a 100 real”, “Direita FTB”, “Mandaloriano Conspiracy”, “Pela Vida e Liberdade” e “Rasgando o Verbo”. Todas as publicações foram feitas em 17 de fevereiro de 2026, acompanhadas do mesmo texto:
“Quem diria, as urnas foram fraudadas. Não se esqueçam da última eleição para presidente em que uma mulher foi votar e já tinham votado no lugar dela. E em 2018, várias urnas davam pane ao apertar o botão do então candidato Bolsonaro. Em outras palavras, as eleições são fraudadas a muito tempo e na última não foi diferente.”
A análise dos encaminhamentos indica que, dentro da rede de canais, o recorte do vídeo foi publicado inicialmente em “Rasgando o Verbo” e “Mandaloriano Conspiracy”. Posteriormente, o conteúdo foi encaminhado para os outros quatro canais: “ ANTVXXX”, “Brasil e o gás a 100 real”, “Direita FTB” e “Pela Vida e Liberdade”.
Print da comparação dos posts entre os dois canais diferentes
Ao todo, foram identificadas 176 publicações com textos idênticos aos de pelo menos outra postagem, distribuídas em 53 grupos de conteúdos repetidos. Essas publicações formam 274 pares, o que indica que parte do conteúdo compartilhado pelos canais pode ter uma origem comum.
Cada par representa duas publicações com o mesmo texto. Assim, quando três postagens apresentam conteúdo idêntico, são formados três pares de comparação; quando quatro publicações compartilham o mesmo texto, são formados seis pares. Isso ocorre porque uma mesma publicação pode integrar diferentes pares.
Os 274 pares identificados no levantamento podem ser consultados abaixo:
Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.
Publicações duvidam do funcionamento das urnas eletrônicas
Os canais rejeitam explicações técnicas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, antes mesmo de conhecerem o sistema utilizado. Durante a primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizada entre 3 e 9 de agosto, as publicações dos canais da rede se concentraram em contestar as demonstrações feitas pelos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Uma das publicações replicadas pelos canais afirma que: “O hardware dessa bosta fabricada pela Positivo não influencia em absolutamente nada na falta de confiança nesse lixo de processo baseado “confie no estado”. Poderiam usar gabinete de acrílico com uns FANs RGB também, primeira urna gamer do mundo.”
A empresa brasileira de tecnologia Positivo não foi a única a ser alvo das críticas. Em outras publicações, os canais da rede comparam o procedimento de montagem e desmontagem das urnas eletrônicas, realizado pelos técnicos do TSE, ao de um Game Boy, videogame portátil lançado pela Nintendo em 1989.
Ao longo dos 30 anos de utilização das urnas eletrônicas no sistema eleitoral brasileiro, quatro empresas foram responsáveis pela fabricação dos equipamentos: Positivo Tecnologia, Diebold, Unisys Brasil e Procomp Indústria Eletrônica.
Publicação que acusam o processo eleitoral de interferência externa
Mesmo após a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, publicações na rede afirmaram que Júlio Valente da Costa Júnior, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seria “petista de carteirinha” e teria poderes para manipular os softwares das urnas eletrônicas e editar o código-fonte. A nomeação do secretário pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que ocupou o cargo entre 2013 e 2025, também foi alvo de ataques. A publicação termina depositando em Flávio Bolsonaro a esperança de eleições mais confiáveis.
O texto compartilhado pelos canais é o mesmo de uma publicação feita em 11 de outubro no X (antigo Twitter) pelo músico e militante bolsonarista Roger Moreira. A postagem também foi tema de um vídeo publicado em 12 de outubro no perfil da Revista Timeline, no Instagram, do influenciador Allan dos Santos. A legenda do vídeo começa com a frase: “Conheça Júlio Valente, o petista por trás da contagem de votos do TSE”. Tanto a publicação de Roger Moreira quanto o vídeo de Allan dos Santos não estão mais disponíveis no Brasil por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.
Print de publicação de Roger Moreira
As acusações contra os responsáveis pelo sistema eleitoral, no entanto, não seguem uma linha coerente. Em duas publicações, feitas nos dias 7 e 9 de outubro, os canais apontaram o coordenador de Logística do TSE como o responsável por uma suposta manipulação das urnas eletrônicas. Nessa versão, Júlio Valente e Giuseppe Janino, ex-secretário de Tecnologia da Informação do TSE e um dos criadores da urna eletrônica, seriam apenas marionetes.
Uma das publicações, feita em 8 de outubro, termina com a seguinte afirmação: “O corpo técnico do TSE responsável pela apuração dos votos das eleições deve todo ser impedido de trabalhar no 2⁰ turno. São incompetentes e suspeitos de manipular os dados das urnas eletrônicas.”
O mesmo canal, porém, havia acusado Júlio Valente de ser petista no dia anterior, utilizando exatamente o mesmo parágrafo final. Cesarino relembra que desde 2018, mesmo com a vitória de Jair Bolsonaro, apoiadores alegaram manipulação nas urnas. “O conteúdo desse tipo de conspiracionismo eleitoral vai variando ao longo dos anos. Porém, para eles o importante é manter um nível de desestabilização global, com relação à possibilidade de estar contestando o resultado eleitoral”, afirma.
Para a antropóloga, a chance de Flávio Bolsonaro reconhecer uma eventual derrota para Lula é mínima. “A gente tem que pensar que caso o Lula vire haverá mais um ciclo de enfrentamento. E um ecossistema como o Telegram tem um papel central. Desde 2021, o Telegram é um espaço onde essa sensibilidade do negacionismo eleitoral, da conspiração sobre as urnas é gestada”, completa.