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Adegas de Silves transformam-se em palcos de jazz entre novembro e maio

25 October 2026 at 10:00

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas começa a 6 de novembro e percorre várias quintas de Silves, com concertos, provas de vinho e gastronomia local. Os bilhetes, com um custo de 35 euros, começam a ser vendidos a 22 de outubro, às 16:00.

O Município de Silves prepara a 10.ª edição do Jazz nas Adegas, um ciclo de concertos que decorre entre novembro de 2026 e maio de 2027, em diferentes espaços de produção vitivinícola do concelho. A iniciativa combina música ao vivo, provas de vinhos e gastronomia, proporcionando ao público uma experiência cultural ligada à tradição e à identidade local.

A programação arranca nos dias 6 e 7 de novembro, na Quinta João Clara, em Alcantarilha, com atuações da Feel Good Band, dando início a uma temporada que percorrerá várias adegas e quintas do concelho.

Promovido pela Câmara Municipal de Silves, o evento procura aproximar os visitantes dos produtores locais e proporcionar um contacto mais direto com os músicos, através de espetáculos realizados em espaços diferentes das salas de concerto convencionais.

Bilhetes custam 35 euros e incluem provas de vinho, tapas e visitas culturais

Os ingressos para as primeiras sessões estarão disponíveis a partir das 16:00 de quinta-feira, 22 de outubro, através da plataforma BOL e dos pontos de venda FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT, Pousadas da Juventude e quiosques Serveasy.

Cada bilhete tem um custo de 35 euros e destina-se exclusivamente a maiores de 18 anos.

Além do acesso ao concerto, o ingresso inclui provas de vinho e tapas, a oferta de uma garrafa de vinho e um voucher para visitar o Castelo de Silves e o Museu Municipal de Arqueologia.

A iniciativa pretende, desta forma, proporcionar uma experiência que vai além da música, associando os espetáculos à descoberta dos vinhos produzidos no concelho e à valorização do património histórico e cultural de Silves.

Programação reúne diferentes estilos e formações de jazz

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas apresenta um conjunto diversificado de artistas e projetos musicais, abrangendo diferentes linguagens do jazz e sonoridades próximas deste género.

Depois da abertura com a Feel Good Band, na Quinta João Clara, o ciclo prossegue nos dias 27 e 28 de novembro, com os Low Tech Groove, na Cabrita Wines, em Silves.

Em dezembro, nos dias 4 e 5, a Quinta do Francês, em Odelouca, recebe os Scooby 4 Tet.

Já em janeiro de 2027, a programação contempla as atuações dos Betty and the Boopers, nos dias 8 e 9, na Quinta do Barradas, em Silves, e do Sonic Bloom Jazz Collective, nos dias 29 e 30, na Quinta do Malaca, em Real Picadeira, Pêra.

O mês de fevereiro fica marcado pela participação do Silves Filarmónica Combo, no espaço Dito Cujo, na Casa Islâmica, em Silves.

Em março, o Sofia Moreira Quarteto atua nos dias 5 e 6, na Herdade Barranco do Vale, em São Bartolomeu de Messines, seguindo-se os Diga Diga Doo’s, nos dias 19 e 20, na Paxa Wines, em Silves.

Concertos prolongam-se até maio de 2027

A programação de abril começa nos dias 9 e 10, com o Al Guitar Duo, no Barranco Longo, no Algoz.

Nos dias 23 e 24 de abril, a Quinta do Rogel, em Silves, recebe o Jaime Almeida Trio, dando continuidade ao ciclo de concertos em espaços ligados à produção de vinho.

Em maio, estão previstas as atuações do Marta Santa Maria Trio, nos dias 7 e 8, na Patuá Wine, em Silves, e da OJA, no dia 15, na Quinta dos Sentidos.

O programa anunciado termina nos dias 21 e 22 de maio, com os Funky Noise, no Convento do Paraíso, em Silves.

Entre os projetos musicais referidos pelo município para esta edição encontra-se ainda The Invisible Tuba, embora o programa divulgado não indique a data ou o local da respetiva atuação.

Jazz nas Adegas celebra dez edições de ligação entre música e património vitivinícola

Ao longo de dez edições, o Jazz nas Adegas tem levado a música a espaços de produção de vinho, contribuindo para diversificar a programação cultural do concelho e proporcionar novas experiências aos visitantes.

O Município de Silves considera que esta iniciativa permite valorizar os produtores vitivinícolas e dar maior visibilidade aos produtos locais, estabelecendo uma ligação entre a cultura, o turismo e a atividade económica.

A realização dos concertos em adegas e quintas pretende também promover o contacto entre artistas, produtores e público, num ambiente de proximidade que constitui uma das características do evento.

A edição de 2026/2027 volta a contar com a parceria do Agrupamento de Escolas Silves Sul, reforçando a ligação do projeto à comunidade educativa.

Com o regresso do Jazz nas Adegas, a Câmara Municipal de Silves pretende continuar a valorizar o património vitivinícola e a criação artística, associando a música à promoção da identidade cultural e económica do concelho.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar o setor de Turismo do Município de Silves através do telefone 282 440 800, extensão 2743, ou do endereço eletrónico turismo@cm-silves.pt.

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Halloween transforma Alte numa aldeia de bruxas, música e diversão

25 October 2026 at 09:00

A aldeia de Alte, no concelho de Loulé, volta a celebrar o Halloween no próximo dia 31 de outubro, com uma programação que inclui música, espetáculos temáticos e animação de rua, distribuídos por três palcos.

A festa começa às 21:00 e prolonga-se até às 03:00, convidando o público a participar numa noite marcada pelos disfarces e pelo ambiente característico desta celebração.

A iniciativa é organizada pela Juventude Altense e pela Casa do Povo de Alte, com o apoio da Junta de Freguesia de Alte e do Município de Loulé.

Ao longo da noite, diferentes espaços da aldeia acolhem atuações musicais e momentos de entretenimento, numa programação que procura envolver visitantes de várias idades.

Três palcos recebem música e espetáculos temáticos

O Palco das Trevas recebe as atuações de Tiago Horror Show e de Christian F & CarlosGloriaSax, que integram a programação musical desta edição.

Já o Palco das Almas contará com a presença de Emanuel e Tânia, que se juntam às celebrações da noite de Halloween.

No Palco da Bruxa, o programa inclui animação e insufláveis, bem como animação de rua a cargo do Grupo Mané Anima.

Este espaço recebe ainda o espetáculo “Cavaleiros das Trevas”, acompanhado pelo grupo RHAKATTA, numa das propostas temáticas previstas para a noite.

Queima da Bruxa promete ser um dos momentos de destaque

Entre os momentos anunciados pela organização encontra-se a Queima da Bruxa, integrada nas celebrações de Halloween em Alte.

O público é convidado a participar com disfarces alusivos à ocasião, contribuindo para o ambiente festivo que deverá marcar as ruas da aldeia durante a noite de 31 de outubro.

A programação prolonga-se até às 03:00, reunindo música, animação e espetáculos distribuídos pelos três palcos.

Para acompanhar eventuais novidades sobre o programa, os interessados podem consultar a página de Instagram da Juventude Altense, ou a página de Facebook Halloween Alte.

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Agricultura, natureza e tradição juntam-se na Festa na Horta em Tavira

25 October 2026 at 08:00

A Horta Comunitária da Amendoeira, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), recebe, a 22 de novembro, a segunda edição da Festa na Horta, uma iniciativa que pretende aproximar a população das hortas comunitárias e sensibilizar para a agricultura sustentável, a biodiversidade e a alimentação saudável. O evento decorre entre as 09:00 e as 18:00, com entrada gratuita e um programa dirigido a diferentes faixas etárias.

Organizada pela Associação Ecotopia Activa, no âmbito do programa municipal Equinócios 2026, promovido pelo Município de Tavira, a iniciativa procura valorizar as hortas comunitárias enquanto espaços de aprendizagem, convívio e partilha de conhecimentos, em sintonia com os princípios da Dieta Mediterrânica.

Ao longo do dia, os participantes poderão conhecer melhor o funcionamento destes espaços, contactar com práticas agrícolas sustentáveis e participar em atividades que promovem a ligação entre a comunidade e o território.

Oficinas, visita guiada e piquenique comunitário

O programa começa às 09:00, com uma visita guiada às coleções fruteiras do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, seguindo-se várias atividades destinadas a públicos de diferentes idades.

Entre as propostas previstas encontram-se a oficina infantil “Músicas na Horta”, dinamizada por Ana Pi, uma Oficina de Cozinha Solar e uma Oficina de Biofertilizantes, ambas orientadas por Ângela Rosa.

Às 13:00, realiza-se um Piquenique Comunitário, integrado nas comemorações do centenário do Posto Agrário de Tavira, proporcionando um momento de encontro e convívio entre os participantes.

Durante a tarde, terá lugar um Concurso de Hortícolas, que conta com o apoio das empresas A Loja da Maria e Sementes Vivas, destinado a valorizar os produtos cultivados nas hortas.

A animação musical está marcada para as 16:00, com uma atuação do acordeonista Silvino Campos. O programa prossegue às 17:30, com uma Troca de Sementes, terminando às 18:00.

Participação gratuita com inscrições antecipadas

A entrada na Festa na Horta é gratuita, assim como a participação nas atividades, embora a maioria exija inscrição prévia.

Os interessados podem inscrever-se através do endereço eletrónico ecotopiaactiva@gmail.com ou do formulário de inscrição disponível online.

No caso do Concurso de Hortícolas, é necessária uma pré-inscrição específica, que deverá ser efetuada até às 24:00 de 21 de novembro. Os participantes devem consultar antecipadamente o regulamento do concurso.

A organização recomenda ainda que, durante a visita, o público circule pelos caminhos comuns, respeite os talhões cultivados e siga as indicações disponibilizadas no local, de modo a preservar o espaço comunitário.

A segunda edição da Festa na Horta realiza-se na Horta Comunitária da Amendoeira, situada no Centro de Experimentação Agrária de Tavira, no Largo de Santo Amaro.

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Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce | Por Joana Lemos Garcia e Joana Moleiro

25 October 2026 at 07:30

O cancro do cólon e recto (CCR) é o terceiro cancro mais frequente e a segunda causa de morte por cancro a nível mundial. Em Portugal, o é o tipo de cancro mais frequente em ambos os sexos, com mais de 10 000 novos casos por ano. Em média, todos os dias, 11 portugueses perdem a vida devido à doença. Embora ocorra maioritariamente em indivíduos com idade superior a 50 anos, tem-se registado um aumento da sua incidência em adultos jovens.

Como e quem rastrear?

Quando detetado atempadamente, este cancro é tratável, apresentando uma taxa de sobrevivência de 90% aos cinco anos após o diagnóstico. Em caso de diagnóstico mais tardio, a taxa de sobrevivência global aos cinco anos cai para cerca de 50%. A implementação de programas de rastreio contribui para a redução da sua incidência e mortalidade, uma vez que deteta um número superior de cancros em fase mais precoce e diminui a incidência da doença ao possibilitar a remoção de lesões precursoras.

O rastreio do CCR é realizado através de diferentes exames e estratégias, dependendo do perfil de risco do indivíduo e dos recursos disponíveis, sendo os mais utilizados a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. A colonoscopia é o método gold standard no rastreio do CCR, uma vez que combina diagnóstico e intervenção terapêutica, possibilitando a colheita de biópsias e a remoção imediata de lesões pré-cancerosas (pólipos).

Em Portugal, o programa de rastreio de base populacional destina-se a pessoas dos 50 aos 74 anos, sem critérios de risco acrescido. O método utilizado é um teste imunoquímico de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Perante um resultado positivo o doente tem indicação para realização de colonoscopia.

Na última década, devido ao aumento de diagnósticos em idades mais jovens, as sociedades internacionais têm mudado a sua posição, recomendando que o rastreio seja iniciado aos 45 anos.

Em pessoas com risco aumentado de CCR (doença inflamatória intestinal, alterações genéticas que conferem risco acrescido de cancro, história pessoal ou familiar de pólipos ou CCR), o rastreio é habitualmente realizado por colonoscopia, com início e periodicidade individualizadas.

Quais os sintomas e sinais de alerta?

O CCR pode desenvolver-se durante anos sem provocar sintomas. Sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, perda de peso, alterações no trânsito intestinal, cansaço persistente, nomeadamente associado a anemia, devem motivar avaliação médica.

Como reduzir o risco de CCR?

Os fatores de risco para o desenvolvimento do CCR incluem fatores não modificáveis (sexo masculino, idade superior a 50 anos, doença inflamatória do intestino, antecedentes pessoais de CCR ou pólipos do cólon e história familiar) e fatores modificáveis, relacionados com os hábitos e estilo de vida, nomeadamente o consumo excessivo de carne vermelha e processada, uma dieta pobre em frutas e vegetais, o sedentarismo, a obesidade, os hábitos tabágicos e o consumo excessivo de álcool. O World Cancer Research Fund concluiu que 47% de todos os CCR poderiam ser prevenidos pela adoção de um melhor estilo de vida, nomeadamente com alimentação rica em hortícolas, fruta, leguminosas e cereais integrais, a prática regular de atividade física e a manutenção de um peso saudável.

Que desafios se enfrentam hoje na prevenção e acompanhamento da doença?

Apesar dos benefícios comprovados do rastreio, de acordo com dados da DGS de 2024, apenas cerca de metade da população aderiu ao rastreio proposto. É, por isso, importante reforçar a informação e a participação da população, assegurar o acesso atempado ao rastreio e garantir que os resultados positivos são seguidos da investigação necessária e, quando indicado, de tratamento.

O CCR representa um importante problema de saúde pública, mas existem medidas eficazes para reduzir o seu impacto. Participar no rastreio na idade recomendada, identificar pessoas com risco acrescido, reconhecer os sinais de alerta e adotar hábitos de vida saudáveis são passos fundamentais para a prevenção e diagnóstico precoce do CCR.

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