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Jojo Todynho reconhece derrota de Flávio Bolsonaro e pede fim de brigas por política

26 October 2026 at 21:38

Jojo Todynho usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira (26) para conversar com seus seguidores sobre o resultado das eleições 2026. Apoiadora assumida de Flávio Bolsonaro (PL), a influenciadora pediu reconciliação entre petistas e bolsonaristas após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em stories de seu perfil no Instagram, a campeã de ‘A Fazenda 12’ reconheceu a decisão das urnas e destacou que o resultado faz parte do processo democrático. “Pega o seu telefone, liga para aquela pessoa que vocês brigaram por política, sem necessidade. Porque está todo mundo de pé desde as cinco da manhã indo agilizar sua vida. Cabeça erguida sempre, sem desanimar. Não adianta querer se matar, faltar com respeito. Acabou”, iniciou ela.

“Graças a Deus, voltamos à programação normal. É isso, gente. Isso se chama democracia. O povo fez uma escolha. Claro que a gente queria outro tipo de escolha, porque cada um tem o direito de exercer aquilo que acredita, aquilo que é posicionado”, declarou.

Por fim, Jojo Todynho desejou um bom mandato de Lula. “Segue o baile, vamos torcer para que nosso país tome um rumo diferente, para que as coisas aconteçam sendo bom para todo mundo. O foco agora é cada um cuidar de si, como sempre foi e torcermos juntos para que as coisas melhorem. Tem que ser bom para todo mundo”, concluiu.

Após vitória de Lula, Jojo Todynho pede fim de brigas: “Isso é democracia” https://t.co/VuIzd9ZwyZ— Disseram (@disseramoficial) October 26, 2026

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Famosos pedem ajuda a Donald Trump após vitória de Lula no Brasil

26 October 2026 at 16:06
Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) não estão satisfeitos com o resultado das Eleições 2026. Após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), influenciadores digitais deixaram diversos pedidos de ajuda nas publicações de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.Famosos alegaram que os resultados foram adulterados pelo petista e que ele está tentando dar um golpe de estado semelhante ao de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela que foi capturado pelo governo norte-americano há alguns meses. Dentre os famosos que comentaram na publicação estão a influenciadora Emily Garcia, a atriz Letícia Almeida, o ator Thomaz Costa e a campeã do BBB 17 Emilly Araújo.“Eles roubaram as urnas! Socorro!”, “Ajude o Brasil. Lula fez a mesma coisa que Maduro”, “Pelo amor de Deus olha pra nós” e “Salva a gente, por favor”, foram alguns dos pedidos. Print das mensagens deixadas pelos famosos no post de trump - Foto: Reprodução | Instagram Flávio Bolsonaro foi derrotado com diferença de quase 4 milhõesA disputa presidencial terminou com uma diferença significativa entre Lula e Flávio Bolsonaro. O candidato petista ganhou as eleições com 51,79% dos votos válidos (64.256.232 votos), superando os 48,21% dos votos (59.826.041 votos) do filho de Jair Bolsonaro.Lula realizou um feito histórico e se tornou o primeiro presidente do Brasil a realizar uma virada de votos entre o 1º turno e o 2º. Na primeira fase da disputa, o candidato recebeu apenas 53.879.538 dos votos válidos, conquistando quase 10 milhões a mais para assumir seu quarto mandato.

Inner Circle: “O reggae é uma música de vida e a internet não substitui o toque humano”

26 October 2026 at 14:22
(DR)

Com mais de cinco décadas de carreira, os lendários jamaicanos Inner Circle continuam a provar que a paixão pela música não conhece prazo de validade. Conhecidos mundialmente por êxitos como Bad Boys e Sweat, regressaram a Portugal para mais uma atuação, trazendo consigo uma história marcada por grandes conquistas, perdas profundas e uma fidelidade inabalável às raízes do reggae. Em entrevista, falaram sobre a ligação ao público português, as memórias de uma carreira extraordinária, os desafios da era digital e a importância de preservar a autenticidade na música e nas relações humanas. 

A relação dos Inner Circle com Portugal já conta com vários anos. A banda admite ter perdido a conta às visitas, estimando que esta seja a sexta, a sétima ou talvez a oitava atuação em território nacional. Embora reconheçam uma ligação ainda limitada à cena reggae portuguesa, revelam maior proximidade com o mercado lusófono, nomeadamente com o Brasil e grupos como os Cidade Negra. A afinidade com o sul da Europa explica-se pelas semelhanças culturais e ambientais: o clima, as influências africanas e a energia das pessoas fazem-nos recordar a atmosfera das Caraíbas e da própria Jamaica. Manter a energia e a criatividade ao longo de mais de 50 anos de carreira exige, segundo os músicos, uma receita simples: concentrar-se na música, em vez de perseguir tendências passageiras. 

Para os Inner Circle, o verdadeiro sucesso não se mede pela popularidade instantânea nem pelos números nas redes sociais, mas pela capacidade de uma canção atravessar gerações e continuar a despertar emoções muito depois de desaparecerem as tendências da sua época. Esta convicção foi reforçada por um percurso que os levou a viver momentos marcantes da história do reggae. No final da década de 1970, após assinarem contrato com a Island Records, participaram no histórico concerto One Love Peace, realizado na Jamaica, em 1978, durante um período de fortes tensões políticas e sociais. A música assumiu então um papel agregador, demonstrando a capacidade de aproximar pessoas e promover a paz num ambiente marcado pela divisão e pela violência. A carreira ficou também marcada pela perda prematura de Jacob Miller, o carismático vocalista que morreu em 1980. A sua morte representou um golpe profundo para o grupo, mas o seu espírito resiliente permaneceu como inspiração para continuar. A convicção de que a jornada ainda não tinha terminado ajudou os músicos a regressar ao estúdio e a prosseguir o caminho. Apesar da partida precoce, a obra de Miller continua viva e a conquistar novas gerações. Foi sobretudo na década de 1990 que os Inner Circle consolidaram o seu estatuto internacional. A banda admite nunca ter antecipado a dimensão nem a longevidade do sucesso de Bad Boys e Sweat. Inspirado nos desafios da juventude e na figura de um jovem rebelde à procura do seu lugar no mundo, Bad Boys ganhou maior projeção ao integrar a banda sonora dos filmes protagonizados por Will Smith e Martin Lawrence. Já Sweat, com uma melodia contagiante e uma energia associada à liberdade e ao verão, conquistou públicos em mercados tão distintos como a Alemanha, a Rússia, a Ásia e a América do Sul. O sucesso demonstrou que a música pode ultrapassar barreiras linguísticas e culturais, criando uma ligação emocional universal. Apesar dos êxitos alcançados, os Inner Circle continuam atentos ao futuro da música. 

A Inteligência Artificial é uma das questões que mais reservas lhes suscita. Os músicos questionam a utilização de ferramentas que produzem conteúdos a partir de obras existentes, defendendo que a criação artística exige aprendizagem, dedicação, experiência e sensibilidade humana. Para a banda, a dimensão emocional da música não pode ser reduzida a algoritmos nem substituída pelo processamento de referências anteriores. Também a passagem dos discos de vinil e das cassetes para o streaming e as redes sociais transformou a relação do público com a música. Os músicos recordam uma época em que ouvir um álbum implicava tempo, atenção e descoberta: observar a capa, ler os créditos, conhecer os intérpretes e escutar cada faixa com disponibilidade para absorver a sua essência. 

Hoje, perante a oferta quase inesgotável das plataformas digitais, receiam que as canções se tenham tornado produtos de consumo rápido, facilmente substituídos por novidades. Embora reconheçam as possibilidades da tecnologia, alertam para o risco de se perder uma ligação mais profunda com as obras e os seus criadores. Em defesa da autenticidade, os Inner Circle insistem que a música deve continuar a nascer de experiências, emoções e histórias reais, capazes de criar ligações duradouras. A preocupação com o bem-estar físico e mental também faz parte da sua filosofia de vida, com os músicos a valorizarem uma alimentação vegetariana e hábitos equilibrados para enfrentar décadas de digressões. A mensagem estende-se às relações humanas. Num mundo cada vez mais dominado pelos ecrãs, a banda defende a importância do convívio presencial, da conversa, do afeto e da proximidade. A tecnologia pode facilitar a comunicação, mas não substitui a presença, o abraço ou a emoção de um encontro. Esta é também uma das mensagens fundamentais do reggae: a importância da união, da partilha e do respeito pelo outro. Mais de meio século depois, os Inner Circle continuam a percorrer os palcos do mundo com a convicção de que a música é muito mais do que entretenimento. É memória, identidade e uma linguagem universal capaz de aproximar gerações e culturas. 

Enquanto Bad Boys e Sweat continuarem a conquistar públicos de diferentes idades, a banda terá a prova de que as canções verdadeiramente especiais não pertencem apenas à época em que nasceram, mas a todos aqueles que continuam a encontrar nelas uma parte da sua própria história.

Paulo Perdiz/MS

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