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Associação Portuguesa do Sono esclarece mito: afinal lembrar-se dos sonhos não é sinal de que dormiu bem

26 October 2026 at 19:40

Acordar de manhã com uma recordação clara dos sonhos da noite anterior pode parecer um sinal de que se dormiu bem. No entanto, esta associação nem sempre corresponde à realidade, uma vez que a capacidade de recordar aquilo com que sonhámos depende de vários mecanismos cerebrais e pode até estar relacionada com interrupções do sono.

A Associação Portuguesa do Sono clarifica que a maioria das pessoas sonha todas as noites, embora muitas não consigam recordar esses episódios ao despertar. A entidade esclarece que lembrar-se dos sonhos não significa necessariamente ter tido uma noite de descanso de qualidade, contrariando uma ideia relativamente comum sobre o funcionamento do sono.

Porque é que algumas pessoas se lembram dos sonhos?

Os sonhos acontecem sobretudo durante a fase REM do sono, caracterizada por movimentos rápidos dos olhos e por uma atividade cerebral intensa. Porém, as experiências vividas durante esta fase tendem a ser esquecidas pouco depois de acontecerem, o que explica por que motivo muitas pessoas acordam sem qualquer recordação daquilo com que sonharam.

Segundo a mesma fonte, a possibilidade de recordar um sonho é maior quando o despertar acontece durante ou pouco depois da fase REM. Nestas circunstâncias, a memória do episódio ainda pode estar disponível, permitindo recuperar imagens, acontecimentos ou emoções que fizeram parte do sonho. Contudo, isso não significa que o sono tenha sido mais reparador.

O cérebro pode contribuir para apagar as memórias dos sonhos

Um estudo publicado na revista científica Science, em 2019, identificou mecanismos cerebrais que poderão ajudar a explicar o esquecimento durante o sono. A investigação demonstrou, em experiências com animais, que determinados neurónios produtores da hormona concentradora de melanina, ativos durante o sono REM, participam em processos de esquecimento associados ao hipocampo.

Esta região do cérebro desempenha um papel importante na formação e consolidação de memórias. A Associação Portuguesa do Sono refere que a atividade daqueles neurónios poderá dificultar o armazenamento de determinadas informações, ajudando a explicar a rapidez com que os sonhos desaparecem da memória. No entanto, o estudo não demonstrou diretamente que este mecanismo seja responsável pelo esquecimento dos sonhos nos seres humanos.

Quem se lembra dos sonhos pode acordar mais vezes durante a noite

Outra investigação, publicada em 2013 na revista Frontiers in Psychology, analisou as diferenças entre pessoas que recordavam frequentemente os sonhos e outras que raramente conseguiam fazê-lo. Os investigadores acompanharam 36 participantes saudáveis e observaram diferenças nos padrões de atividade cerebral e nos períodos em que permaneciam acordados durante a noite.

Os resultados mostraram que os participantes que recordavam os sonhos com maior frequência passavam, em média, cerca de 30 minutos acordados durante o período de sono, enquanto os restantes registavam aproximadamente 14 minutos. Estes dados sugerem uma associação entre os despertares noturnos e a capacidade de recordar sonhos, embora não permitam concluir que todas as pessoas que se lembram deles dormem pior.

Lembrar-se dos sonhos significa que dormimos mal?

Apesar da relação identificada entre os despertares e a memória dos sonhos, recordar o que aconteceu durante a noite não constitui um sinal de problemas de sono. A frequência com que uma pessoa se lembra dos sonhos pode variar e não é suficiente para determinar se o descanso foi adequado ou se existe alguma perturbação.

A Associação Portuguesa do Sono sublinha que “o facto de uma pessoa se lembrar de um sonho não é indicativo de um sono de qualidade”. Assim, tanto quem acorda com memórias detalhadas como quem raramente recorda os sonhos pode ter dormido adequadamente. A investigação disponível aponta para diferentes fatores envolvidos neste fenómeno, sem estabelecer uma relação direta entre a quantidade de sonhos recordados e a qualidade do descanso.

O que se pode concluir sobre a memória dos sonhos?

As investigações ajudam a compreender por que razão algumas pessoas conseguem descrever os sonhos com bastante detalhe, enquanto outras praticamente nunca se lembram deles. O momento do despertar, a atividade de determinadas regiões cerebrais e a existência de interrupções durante a noite estão entre os fatores que podem influenciar essa capacidade.

Por isso, a recordação dos sonhos não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade do sono. O estudo publicado na Frontiers in Psychology identificou uma associação entre maior frequência de recordação e mais tempo acordado durante a noite, mas os próprios resultados não permitem determinar se essa característica corresponde necessariamente a um descanso insuficiente.

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Galp falha casamento com fundo de Abu Dhabi mas está aberta a novas relações na refinaria de Sines

26 October 2026 at 18:52

O negócio com a Moeve caiu, mas a intenção de trazer outros investidores para a refinação mantém-se de pé. A Galp melhorou as projeções de resultados para este ano. E os seus gestores desdramatizam a queda das ações esta segunda-feira: num só dia ‘voaram’ €1,7 mil milhões de capitalização bolsista

Carro está abandonado há mais de dois anos e ocupa três lugares de estacionamento em Coimbra: saiba o que diz a lei

26 October 2026 at 17:30

Uma viatura encontra-se abandonada há mais de dois anos num parque de estacionamento em Portugal, ocupando três lugares que poderiam ser utilizados por outros automobilistas. Apesar das reclamações e de o veículo já ter sido autuado, a situação continua por resolver, levantando dúvidas sobre os procedimentos previstos na lei para a remoção de automóveis deixados durante longos períodos na via pública.

O caso acontece no estacionamento da estação ferroviária de Coimbra-B. De acordo com o Diário de Coimbra, o automóvel foi deslocado várias vezes durante as obras realizadas naquela zona, acabando por ficar atravessado no local onde permanece atualmente. Os moradores garantem que já foram feitos contactos com diferentes entidades, mas a viatura continua no mesmo espaço.

Moradores já enviaram reclamações às autoridades

Segundo a mesma fonte, foram enviados vários emails à Câmara Municipal de Coimbra e à Proteção Civil para alertar para a situação. Apesar destes contactos e da existência de uma autuação, não foi concretizada qualquer intervenção que permitisse libertar os três lugares de estacionamento ocupados pelo automóvel.

Um dos moradores manifestou o descontentamento com a ausência de uma solução, afirmando que “até hoje ninguém fez nada” para retirar o veículo. A situação ganha particular relevância numa zona utilizada por passageiros ferroviários e outros automobilistas, uma vez que a permanência do carro impede o aproveitamento de lugares destinados ao estacionamento.

Código da Estrada prevê remoção após determinados prazos

O artigo 163.º do Código da Estrada estabelece que o estacionamento de uma viatura pode ser considerado indevido ou abusivo quando esta permanece durante 30 dias ininterruptos no mesmo local da via pública ou num parque de estacionamento gratuito. A legislação prevê ainda que a simples deslocação do automóvel entre lugares do mesmo parque não interrompe necessariamente a contagem deste prazo.

Contudo, existem situações em que as autoridades não precisam de aguardar um mês. Quando um veículo apresenta sinais exteriores evidentes de abandono, inutilização ou impossibilidade de circular em segurança pelos próprios meios, o estacionamento pode ser considerado abusivo após um período superior a 48 horas. Já para determinados veículos, como reboques não atrelados e veículos publicitários, o prazo pode ser de 72 horas.

O que acontece quando um carro ultrapassa o prazo permitido?

De acordo com o artigo 164.º do Código da Estrada, as autoridades competentes podem proceder à remoção dos veículos estacionados indevida ou abusivamente. A legislação também permite o bloqueamento em determinadas circunstâncias, impedindo que o automóvel seja deslocado até estarem reunidas as condições necessárias para o seu transporte.

Além disso, o titular do documento de identificação do veículo pode ser responsabilizado pelas despesas relacionadas com a remoção e o depósito, sem prejuízo das sanções legalmente aplicáveis. No caso da viatura estacionada em Coimbra-B, não foram divulgados esclarecimentos oficiais que permitam determinar por que motivo ainda não foi removida, apesar do período de permanência denunciado pelos moradores.

Proprietário pode perder o veículo se não o reclamar

Depois de um automóvel ser removido, o artigo 165.º determina que o titular deve ser notificado para proceder ao seu levantamento. Por regra, dispõe de 45 dias para reclamar a viatura, embora este prazo possa ser reduzido para 30 dias quando o estado do veículo indicar risco de deterioração e os custos de remoção e depósito possam ultrapassar o valor obtido com uma eventual venda.

Se o proprietário não reclamar o automóvel dentro do prazo legal, este passa a ser considerado abandonado, podendo ser adquirido pelo Estado ou pela autarquia local nos termos previstos na legislação. No entanto, este procedimento depende da remoção e das formalidades de notificação. Assim, a situação denunciada em Coimbra-B continua a aguardar uma solução, depois de mais de dois anos de permanência da viatura no estacionamento.

Leia também: Fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama? Proposta foi aprovada e decisão passa para o Governo

Arquiteto Siza Vieira tem 93 anos e marcou presença na apresentação da sua biografia 8 dias depois de ter colocado um pacemaker

26 October 2026 at 17:20

O arquiteto português Álvaro Siza Vieira, de 93 anos, participou na apresentação da sua biografia poucos dias depois de ter sido submetido a uma intervenção cardíaca para colocação de um pacemaker. Apesar de não ter conseguido deslocar-se a Lisboa, acompanhou a cerimónia através de uma ligação por vídeo a partir da sua residência, no Porto.

A apresentação do livro Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos, da autoria da jornalista Fátima Campos Ferreira, realizou-se a 19 de outubro, em Lisboa. De acordo com o portal de notícias cor-de-rosa Flash!, o arquiteto tinha sido operado oito dias antes e encontrava-se em recuperação, situação que levou a autora a explicar aos convidados os motivos da sua ausência física.

Fátima Campos Ferreira revelou outros problemas de saúde

A jornalista explicou que a intervenção cardíaca não era o único motivo que impedia Siza Vieira de viajar até Lisboa. O arquiteto tinha também contraído uma constipação e enfrentava dificuldades de mobilidade relacionadas com dores na coluna, o que tornava as deslocações particularmente exigentes nesta fase de recuperação.

Segundo a mesma fonte, Fátima Campos Ferreira esclareceu que Siza Vieira conseguia andar, embora com bastante dificuldade, e pediu compreensão para o tempo necessário à recuperação. A autora acrescentou que tinha previsto encontrar-se com o arquiteto no Porto no dia seguinte à apresentação, mantendo assim o contacto com o protagonista da obra biográfica.

Apresentação contou com dois Presidentes da República

Apesar da ausência física de Siza Vieira, a cerimónia reuniu várias personalidades da política e da cultura portuguesas. Entre os presentes estiveram o Presidente da República, António José Seguro, e o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, que acompanharam a apresentação realizada no Campus XXI, em Lisboa, antiga sede da Caixa Geral de Depósitos.

O evento contou também com a participação de Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, e de Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves. Na plateia encontravam-se ainda o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, Leonor Beleza, Luís Marques Mendes, Helena Roseta e outras figuras ligadas à vida pública e cultural portuguesa.

Livro nasceu de três entrevistas com o arquiteto

A obra apresentada resulta de três entrevistas realizadas por Fátima Campos Ferreira a Álvaro Siza Vieira, nas quais foram abordados o percurso pessoal, a arquitetura e as referências culturais que influenciaram o seu trabalho. O livro procura dar a conhecer não apenas os projetos pelos quais o arquiteto se tornou conhecido, mas também a forma como observa o mundo e desenvolve as suas ideias.

Conforme escreve a Flash!, a jornalista descreveu Siza Vieira como um homem de pensamento inquieto e destacou o fascínio que continua a despertar entre profissionais da arquitetura. Numa entrevista anterior ao canal NOW, recordou ainda a ligação do arquiteto ao filme Aniki Bobó, realizado por Manoel de Oliveira em 1942, cuja representação da cidade do Porto constitui uma das suas referências.

Siza Vieira recebeu o Prémio Pritzker em 1992

Nascido em Matosinhos, em 1933, Álvaro Siza Vieira é uma das principais referências da arquitetura portuguesa contemporânea. Em 1992, recebeu o Prémio Pritzker, considerado uma das mais importantes distinções internacionais da área, pelo reconhecimento do seu percurso e contributo para a arquitetura.

A sua obra inclui projetos como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, e o Pavilhão de Portugal, construído para a Expo 98. Aos 93 anos, o arquiteto continua a ser homenageado pelo seu trabalho, tendo a apresentação da biografia reunido figuras de diferentes gerações numa cerimónia que conseguiu acompanhar à distância, apesar das limitações físicas descritas pela autora.

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Fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama? Proposta foi aprovada e decisão passa para o Governo

26 October 2026 at 15:10

As portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama poderão vir a ser eliminadas, caso avance uma proposta que pretende reduzir os encargos suportados pelos automobilistas que atravessam diariamente o rio Tejo. A iniciativa já recebeu aprovação de uma autarquia da margem sul, mas a concretização da medida depende de decisões que ultrapassam as competências municipais.

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou, na quarta-feira, 21 de outubro, uma proposta apresentada pelo Chega que defende o fim da cobrança nas duas travessias. De acordo com o Diário do Distrito, a deliberação foi tomada durante uma reunião pública do executivo e prevê um apelo ao Governo para que sejam desenvolvidos os procedimentos necessários à eliminação das portagens.

Quem poderá beneficiar do fim das portagens?

A proposta pretende aliviar as despesas dos residentes da Península de Setúbal que necessitam de atravessar o Tejo regularmente. Entre os principais beneficiários de uma eventual alteração estarão os trabalhadores que se deslocam para Lisboa, bem como estudantes e outras pessoas que dependem destas ligações para realizar atividades quotidianas.

Segundo a mesma fonte, a autarquia considera que as portagens representam um “encargo adicional para as famílias e empresas da região”. O documento destaca particularmente a situação dos cidadãos que não dispõem de alternativas adequadas para as suas deslocações, defendendo que a eliminação da cobrança poderia contribuir para uma maior integração entre as duas margens.

O que falta para as portagens serem eliminadas?

Apesar da aprovação da proposta, os condutores continuam obrigados a pagar as portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. A decisão tomada pela Câmara de Setúbal constitui uma posição institucional, não tendo efeitos imediatos sobre os valores cobrados aos automobilistas que utilizam diariamente estas infraestruturas.

Conforme explica a mesma fonte, a autarquia pretende solicitar ao Governo que avance com as “diligências políticas, jurídicas e negociais necessárias” para concretizar a medida. A eventual eliminação das portagens terá de respeitar o enquadramento legal e contratual existente, uma vez que as duas travessias são exploradas pela concessionária Lusoponte, cujo contrato tem como data de referência para o seu termo março de 2030.

Autarquia também quer melhorar os transportes públicos

A deliberação aprovada não se limita à questão das portagens. O executivo municipal defende igualmente o reforço dos transportes públicos que asseguram as deslocações entre as margens norte e sul do Tejo, considerando necessário melhorar as condições de mobilidade dos habitantes da Península de Setúbal.

A proposta refere a necessidade de aumentar a frequência, a capacidade e a fiabilidade dos serviços, bem como de melhorar a integração tarifária. O município entende que estas alterações poderão contribuir para facilitar as deslocações dos cidadãos que dependem dos transportes coletivos, particularmente nas viagens realizadas entre os municípios da margem sul e Lisboa.

Câmara de Setúbal quer envolver outros municípios

Para reforçar a posição aprovada, a Câmara Municipal de Setúbal pretende solicitar o apoio de outras entidades da região. Entre os organismos que deverão ser contactados encontram-se a Área Metropolitana de Lisboa, a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal e os restantes municípios deste território, procurando estabelecer uma posição institucional conjunta.

O objetivo passa por defender junto do Governo medidas que reduzam os custos das deslocações e melhorem a mobilidade entre as duas margens. Contudo, não existe ainda uma decisão governamental que determine o fim das portagens, nem foi anunciada uma data para uma eventual alteração das condições de utilização das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.

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Casal suspeito de simular acidentes para burlar idosos em Silves e Albufeira fica em liberdade: tribunal impõe apresentações às autoridades

26 October 2026 at 14:40

Um casal suspeito de simular acidentes de viação para exigir dinheiro a condutores idosos, nos concelhos de Silves e Albufeira, ficou em liberdade depois de ter sido presente a tribunal. Apesar de terem sido detidos pela GNR, os dois suspeitos não ficaram sujeitos a prisão preventiva, tendo o juiz determinado apresentações periódicas às autoridades.

A decisão foi tomada na quarta-feira, 21 de outubro, pelo Tribunal de Portimão. De acordo com o Correio da Manhã, o homem terá de se apresentar diariamente às autoridades policiais, enquanto a mulher ficou obrigada a apresentações semanais. Ambos tinham sido detidos na segunda-feira anterior, no âmbito de uma investigação relacionada com alegadas burlas a pessoas vulneráveis, sobretudo idosos.

Como funcionava o esquema utilizado pelo casal?

Os suspeitos, ambos de 45 anos, terão recorrido à simulação de acidentes rodoviários para convencer os condutores de que tinham provocado danos nas suas viaturas. Depois de abordarem as vítimas, exigiam o pagamento imediato de quantias em dinheiro, alegadamente destinadas a reparar os estragos, procurando evitar que a situação fosse comunicada às autoridades.

Segundo a mesma fonte, o casal utilizava diferentes argumentos para pressionar os condutores a aceitar o pagamento. Entre as justificações apresentadas estavam a possibilidade de receberem multas devido a problemas nos automóveis, perderem pontos na carta de condução ou sofrerem um agravamento do valor do seguro. Desta forma, os suspeitos procuravam convencer as vítimas a resolver os alegados acidentes sem chamar a GNR.

Suspeitos chegaram a acompanhar idosos aos bancos

Em algumas situações, a pressão exercida sobre os condutores não terminava no local do alegado acidente. O Correio da Manhã avança que o casal acompanhava determinadas vítimas até caixas multibanco, para que estas levantassem o dinheiro exigido. O objetivo seria garantir que os pagamentos fossem efetuados de imediato, sem recurso às autoridades policiais ou às seguradoras.

A detenção aconteceu em Silves, no dia 19 de outubro, depois de os suspeitos terem exigido 2.000 euros a uma vítima de 85 anos. O casal acompanhou o idoso a uma dependência bancária para levantar a quantia e acabou por ser intercetado por militares do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Silves, que recuperaram a totalidade do dinheiro.

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Cadeia de supermercados já vende copos com 130 gramas de gelo pelo mesmo preço de um saco com 2 quilos

26 October 2026 at 14:20

Comprar gelo para refrescar uma bebida pode custar exatamente o mesmo que levar para casa uma embalagem com quantidade suficiente para várias utilizações. Uma cadeia de supermercados a operar em Portugal está a comercializar copos com pequenas porções de gelo por 99 cêntimos, apesar de disponibilizar sacos com dois quilos pelo mesmo preço.

A diferença pode ser encontrada no supermercado Auchan, onde um copo da marca 528, com 130 gramas de gelo, custa 0,99 euros. Segundo os preços apresentados no site oficial da cadeia, consultados a 26 de outubro, o saco de dois quilos de gelo em cubos da marca Auchan também está disponível por 0,99 euros, oferecendo mais de 15 vezes a quantidade do produto vendido em copo.

Quanto custa realmente cada embalagem de gelo?

Embora ambos os produtos tenham o mesmo preço, a diferença torna-se mais evidente quando se compara o valor por quilograma. No caso do copo de gelo da marca 528, o preço indicado pela Auchan corresponde a 7,62 euros por quilo, enquanto o saco de dois quilos apresenta um custo de aproximadamente 50 cêntimos por quilograma.

Segundo a informação disponibilizada pela cadeia de supermercados, o copo contém 130 gramas de gelo e foi concebido para permitir arrefecer bebidas fora de casa. Por outro lado, o saco de dois quilos contém uma quantidade consideravelmente superior, sendo uma alternativa para quem necessita de gelo para várias bebidas ou pretende guardá-lo no congelador.

Copo com cubos de gelo vendidos pela Auchan.
Copo com cubos de gelo vendidos pela Auchan. Crédito: DR

Porque é que o copo custa o mesmo que um saco?

A principal diferença entre os dois produtos está no formato em que são comercializados. O copo da marca 528 apresenta-se como uma solução individual, destinada a quem procura utilizar uma pequena quantidade de gelo sem precisar de transportar ou armazenar uma embalagem de maiores dimensões.

Na descrição apresentada no site da Auchan, o produto é anunciado como uma forma de manter as bebidas frescas durante deslocações ou em momentos fora de casa. Contudo, não é apresentada uma explicação específica para a diferença de preço por quilograma relativamente ao saco da marca própria.

Há uma diferença superior a 1,8 kg pelo mesmo preço

Quem optar pelo saco de dois quilos em vez do copo de 130 gramas recebe mais 1.870 gramas de gelo, sem pagar mais por isso, considerando os preços anunciados. A comparação também demonstra que seriam necessários aproximadamente 15 copos para obter uma quantidade de gelo próxima da existente numa única embalagem de dois quilos.

No entanto, o formato mais adequado depende da utilização pretendida. Para refrescar uma bebida durante uma deslocação, um copo individual pode dispensar a necessidade de transportar uma embalagem maior. Já para uma refeição em família, uma festa ou outras ocasiões em que sejam necessárias várias porções, o saco disponibiliza uma quantidade superior pelo mesmo valor.

Saco com 2 kg de gelo.
Saco com 2 kg de gelo. Crédito: DR

Os dois produtos estão disponíveis no site da Auchan

De salientar que os copos de gelo da marca 528 são apresentados na categoria de congelados da loja online da Auchan, com a referência de produto 5430000062398. Na mesma secção encontra-se o gelo em cubos da marca própria, comercializado em embalagens de dois quilos, com a referência 5601002105486.

Os preços consultados são de 99 cêntimos para ambas as opções, mas podem variar em função de campanhas promocionais, disponibilidade e condições de compra. Antes de escolher, os consumidores podem comparar o preço por quilograma indicado nas etiquetas ou nas páginas dos produtos, uma informação que permite identificar a diferença de quantidade entre embalagens vendidas pelo mesmo valor.

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Júlio chegou a pesar 310 kg e já perdeu 120 kg sem recorrer a cirurgia ou medicamentos: agora foi à China cumprir o sonho do pai

26 October 2026 at 12:40

Com 36 anos, Júlio Mamute chegou a pesar 310 quilos e teve uma fase da vida em que até tomar banho representava um desafio. O brasileiro já perdeu cerca de 120 quilos, sem recorrer a cirurgia ou medicamentos, e viajou até à China para participar numa maratona de 42,195 quilómetros na Grande Muralha, um local que o pai sempre sonhou conhecer.

Natural de Recife, no estado brasileiro de Pernambuco, Júlio pesa atualmente cerca de 190 quilos e tem participado em provas desportivas em diferentes países, incluindo Portugal. De acordo com a agência Lusa, o brasileiro tinha previsto participar na maratona chinesa no passado domingo, 25 de outubro, depois de uma transformação que começou num período em que enfrentava dificuldades para realizar tarefas quotidianas.

Promessa ao pai levou Júlio até à China

A escolha da Grande Muralha da China não aconteceu por acaso. O pai de Júlio, natural do interior de Pernambuco, tinha uma paixão pela geografia e gostava de ensinar ao filho as bandeiras e capitais dos diferentes países. A China e a Austrália estavam entre os destinos que mais desejava conhecer, tendo transmitido esse interesse ao longo da infância do brasileiro.

Segundo a mesma fonte, Júlio chegou a prometer ao pai que um dia fariam uma viagem juntos, mas este morreu pouco depois de o filho iniciar o processo de emagrecimento. A participação na prova chinesa ganhou, por isso, um significado pessoal. “Para mim, ter escolhido aqui a Muralha da China é uma coisa muito afetiva”, explicou à Lusa, reconhecendo que desconhecia a dimensão do desafio que teria pela frente.

Houve um episódio com o sobrinho que mudou tudo

A decisão de transformar a sua vida surgiu depois de um acontecimento familiar. No dia 13 de novembro, data do seu aniversário, nasceu um sobrinho, precisamente à mesma hora em que Júlio tinha nascido. Poucos dias depois, quando tentou visitar a criança para lhe entregar um presente, não conseguiu sair do automóvel devido às dificuldades de mobilidade.

O episódio levou-o a refletir sobre a situação em que se encontrava, depois de ter aumentado cerca de 120 quilos durante dois anos e meio, num período marcado pelo isolamento durante a pandemia. Na entrevista à agência noticiosa recordou que até tomar banho se tinha tornado uma tarefa difícil e que frequentemente precisava de se deitar para recuperar do esforço.

Natação foi o primeiro passo para perder peso

Depois daquele episódio, Júlio decidiu inscrever-se em aulas de hidroginástica e começou gradualmente a recuperar a mobilidade. Mais tarde, passou a praticar natação, chegando a permanecer mais de duas horas por dia na piscina, divididas em duas sessões. “A natação salvou a minha vida”, afirmou, ao recordar a importância que a modalidade teve na sua transformação.

A atividade física também o ajudou a alterar algumas rotinas associadas à compulsão alimentar. Dentro da piscina, não tinha acesso ao telemóvel nem podia encomendar comida, circunstâncias que, segundo explicou, facilitaram a mudança de hábitos. Entretanto, começou a partilhar o percurso nas redes sociais, sobretudo depois de perder o pai e um tio, procurando manter a motivação para continuar.

Conseguiu completar 15 quilómetros quando pesava 220 kg

A participação em provas de atletismo surgiu depois de uma visita à secretaria municipal dos Desportos de São Paulo, onde foi desafiado a inscrever-se na tradicional corrida de São Silvestre. Na altura, Júlio pesava aproximadamente 220 quilos e nunca tinha percorrido mais de seis quilómetros durante os treinos, pelo que completar os 15 quilómetros da competição representava um desafio.

Ao sétimo quilómetro, esteve prestes a desistir e chegou a deitar-se no chão. Contudo, recebeu um vídeo enviado pela irmã e pelo sobrinho, que o incentivaram a continuar. O brasileiro acabou por concluir a prova e, desde então, participou em competições em Portugal, Argentina e Uruguai. A experiência também contribuiu para aumentar a sua presença nas redes sociais, onde começou a documentar as diferentes etapas da transformação.

Próximo objetivo é participar na maratona de Atenas

Além da atividade desportiva, Júlio associou o processo de emagrecimento a uma iniciativa solidária. Segundo contou à Lusa, já distribuiu mais de duas toneladas de alimentos em países como Brasil, Angola e Cabo Verde. Depois da viagem à China, pretende deslocar-se a Barcelona para participar numa corrida ligada aos bombeiros locais e organizar uma nova doação alimentar.

O brasileiro estabeleceu ainda como objetivo perder cerca de 220 quilos relativamente ao peso máximo que atingiu, o que significaria chegar aproximadamente aos 90 quilos. Entre os desafios que pretende concretizar encontra-se a maratona de Atenas, na Grécia, associada às origens históricas desta modalidade. Apesar das dificuldades que encontrou ao longo do percurso, Júlio mantém a intenção de continuar a participar em provas desportivas. “Eu não vou desistir até chegar, até alcançar isso”, garantiu.

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El infierno en las calles

25 October 2026 at 23:06

Dijeron que no habría paz en las calles y la promesa se va cumpliendo. La llama de la revolución prende fácil en esta izquierda como de celofán, aunque en realidad no se hace la revolución robando enmascarado una consola, como un panal, ni representa ninguna democracia nueva, vieja u olvidada prenderle fuego a ésta como si fuera un establo. Aunque la izquierda intente desmarcarse de los saqueos y los disturbios, los vándalos no hacen sino aprovecharse del caos que ella está provocando y promoviendo, con su reivindicación y su estética de las muchedumbres, la lucha, la fuerza bruta, la justicia o el desquite por la propia mano, esa “moral de linchamiento” que Bertrand Russell achacaba a los puritanismos. La izquierda, con sus tocas pacifistas, su plumaje de besos y su herpes del amor, pasa pronto al tumulto o la guerrilla, no porque cambie de principios sino porque sólo cambia de táctica. El pueblo es sabio hasta que te da la espalda y la democracia es aceptable hasta que no te votan ni los que van a tu tasca a vomitar sobre el serrín las bolas de pelo de las barbas de sus profetas. Entonces, recuerdan las injusticias eternas y los fetiches históricos, cae uno en que es sindicalista con camisa de leñador o profesor de un instituto con humedades arqueológicas, y salen a tomar la calle precisamente porque no es suya, que a ver si no para qué.

La izquierda admira ese fuego en el que arde la democracia, sea por su mano o por otra mano cercana o lejana pero en todo caso aliada, amiga, que aquí les vale igual Sánchez, Putin, China o Irán. La izquierda admira cómo arden, igual que un museo de cera, los ayuntamientos a vela, las tiendas todas como de jerséis y peluquines de rico, las calles mojadas de madrugada como de gasolina, las góndolas de las diosas y los caballos de los tejados, que hasta en el barroquismo o neoclasicismo de las ciudades (va por barrios) se nota el avasallamiento capitalista, que es como veneciano. No está seguro uno de qué busca la izquierda, por lo menos aquí, saliendo a la calle con cacerola, antifaz o mechero. No puede ser el poder porque ya lo tenían, o al menos tenían ministerios grandes, esponjosos y chorreantes como tartas nupciales, muy bien repartidos en el banquete. Tampoco puede ser la justicia, porque el pobre, el currante y el que vive bajo un chubasquero en un zulo abuhardillado han seguido en su continuidad y resignación históricas aun gobernando ellos, o sobre todo gobernando ellos.

La izquierda admira ese fuego en el que arden sus enemigos o sus fetiches, como una iglesia que arde, como un palco que arde, pero no se trata sólo de volver al fuego atávico y ritual, para el que, por otro lado, tampoco necesitan muchas razones. Se trata, sobre todo, de supervivencia. Cuando al personal le parece que la izquierda, o al menos cierta izquierda, allí pasando la esquina de la socialdemocracia como pasando el estanco, no sirve para nada, ni para gobernar ni para quejarse, se hace necesario inventar una utilidad fuera de los ministerios y fuera del sistema. Ahí es cuando vuelve otra vez la Revolución, o al menos el remedo de Revolución, prendiendo fuego a esa realeza de la ciudad que son las boutiques o las fuentes con estatua. Quieren que pensemos que la izquierda es útil incluso, o sobre todo, cuando no gobierna. O que, una vez encendida la llama poética y material de la Revolución, si llegan a gobernar otra vez, si vuelven a sus ministerios achampanados, sí se podrán cambiar las cosas. En democracia nunca consiguen nada y sustituyendo la democracia por sus utopías sólo consiguen ruina, miseria, crueldad y corrupción. Esta Revolución o amago de Revolución, esta purificación por el fuego y por el hierro, esta cosa un poco vikinga que tiene la izquierda, este éxtasis por la violencia propia o prestada, les sirve como reinicio del cuento. En realidad sólo quieren que les vuelvan a votar para el ayuntamiento navideño o para el escañito como un trono de casita de chocolate, que entonces se acabarán todos los fuegos.

En democracia nunca consiguen nada y sustituyendo la democracia por sus utopías sólo consiguen ruina, miseria, crueldad y corrupción"

La izquierda sólo quiere reiniciarse, que ahora está atascada como la roomba, y seguir sobreviviendo. En cuanto a los demás encapuchados, van a lo suyo: el que quiere la consola va a por la consola y el que quiere el caos va a por el caos, que es un fin en sí mismo cuando buscas la destrucción. Sánchez no sé si aún tiene la esperanza de sobrevivir (a las elecciones, a la verdad y a la Justicia), aunque alguien que lo fía todo a campañas que duran tres días, a hacer de travoltín con paquetón de calcetín, a aparecer ante el Guernica como haciendo un anuncio de Micolor, a salir en televisión intentando hacer chistes con su cara de tambor muy tensado; alguien así, decía, me parece que ya lo da todo por perdido. Pero, si hay alguna oportunidad, sabe que está en el caos. Sánchez sigue su plan, que es que arda todo para poder escaparse entre las llamas, como un terminator. La izquierda sigue su plan, que es renacer de las cenizas, las virutas y el fracaso cada cierto tiempo. Y tambíen Putin, China e Irán siguen sus planes de guerra híbrida contra Occidente. Y todos ellos se ayudan y se retroalimentan. La izquierda en el caos parece más poderosa, Europa en el caos parece ya derrotada, y la civilización en llamas les suena al paraíso a los infames y fanáticos cabreros islamistas. Hay que persistir, pues, en la civilización y en la democracia, que es lo contrario a que las ciudades ardan por culpa no sólo de encapuchados sino también de maestritos.

Por diferentes razones, con diferentes actores pero con esa sincronía que a veces presta la historia, arde Francia como una barquita, arde Italia como un telón, arde Barcelona como una fachada o una mecedorita de Gaudí, y puede arder toda España o toda Europa por ese conjuro del fanatismo o de la estupidez capaz de hacer que ardan la piedra, el agua, la libertad y hasta la verdad como si sólo ardiera un cuadro. El afán destructor de la izquierda se ha unido al afán destructor de minorías anticivilizatorias, de potencias extranjeras y hasta de Sánchez, que es el gran destructor, como un meteorito o una bestia apocalíptica. La violencia siempre ha sido el medio más directo para conseguir cualquier cosa, algunos dirían que el medio natural. La mayoría de la historia de la humanidad no es sino violencia pura más o menos organizada, y desde Homero o Plutarco hasta ahora mismo seguíamos considerando grandes hombres a ambiciosos sanguinarios. La paz es un lujo, además de la prueba de que nuestra democracia liberal es, de momento, la cumbre de la civilización. Por eso la atacan los totalitarios, los autócratas, los fanáticos, los primitivos con su fuego primitivo. También los de aquí, al menos hasta que consigan otro gobiernito de progreso y otro ministerio de mantequilla. Y ya, hasta la próxima vez que necesiten la carnaza del pueblo y el infierno en las calles.

Galp soma novo lucro recorde no terceiro trimestre: petrolífera ganha €7,5 milhões por dia

26 October 2026 at 07:12

Galp fechou o terceiro trimestre com um resultado líquido de €682 milhões, um lucro sem precedentes na empresa. No conjunto dos primeiros nove meses do ano o ganho da Galp ascendeu a €1494 milhões e já supera todo o lucro do ano completo de 2025, que já tinha tido um resultado recorde

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