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Petróleo recua mais de 1% com expectativa de avanços diplomáticos com o Irã

27 October 2026 at 20:16

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (27) estendendo as perdas da véspera, diante de sinalizações contraditórias no Oriente Médio. Mercado assimila ainda relatos de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) planeja manter inalterada suas metas de produção para dezembro.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,20% (US$ 1,33), a US$ 109,41 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,83% (US$ 1,86), a US$ 99,90 o barril, na Nymex.

A commodity ainda tentou uma recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a cair ainda durante a manhã, apesar de permanecer próximo da faixa de US$ 100 o barril.

Enquanto, de um lado, representantes do Irã afirmam estarem dispostos a firmar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, os Houthis do Iêmen realizaram novos ataques à Arábia Saudita.

Ainda assim, para o BOK Financial, a correção acontece diante das notícias de que novas negociações com o Irã e entre a Rússia e a Ucrânia parecem estar se concretizando.

“Embora a perspectiva de paz em ambas as regiões esteja mantendo alguma pressão de baixa sobre os preços no curto prazo, o fato é que a oferta global está restrita e há uma crescente presença militar dos EUA no Golfo Pérsico”, pondera.

Mesmo assim, o Commerzbank avalia que a situação no Oriente Médio permanece “tensa”. Para o banco alemão, novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã podem acontecer após as eleições de meio de mandato, enquanto o resultado do pleito em Israel pode “ser significativo para futuros desdobramentos na guerra”.

Na mesma linha, a Jefferies afirma que a geopolítica permanece como foco dos mercados, diante das preocupações de que os EUA podem considerar outra rodada de bombardeios após as eleições.

No radar, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve manter as metas de produção em dezembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país vai receber uma remessa de 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela e que outros bilhões de barris devem ser enviados aos americanos.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Eleições em Israel atraem atenção internacional em meio a conflitos

27 October 2026 at 19:00

Para um país do tamanho de Nova Jersey, Israel recebe uma parcela desproporcional da atenção internacional e das manchetes. Certamente, a relação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu — e a guerra contra o Irã que os dois iniciaram juntos — é parte da explicação.

Amichai Cohen, vice-presidente de pesquisa do Instituto Israelense para a Democracia, apresentou à CNN outros três motivos pelos quais o mundo acompanha tão de perto esta eleição.

O primeiro, segundo ele, é a expectativa de que um governo diferente em Israel esteja disposto a se envolver mais na diplomacia no Oriente Médio, abrindo possibilidades para encerrar os conflitos no Irã, no Líbano, na Síria e em Gaza. “Talvez também existam caminhos para uma possível retomada das negociações com os sauditas” em direção à normalização das relações, afirmou.

Ainda assim, Cohen disse não acreditar na possibilidade de uma mudança drástica nessa questão. “Não acho que exista uma grande diferença entre (Gadi) Eisenkot e Netanyahu em relação aos detalhes — que Eisenkot de repente se transforme em Yitzhak Rabin e chegue a um acordo de paz com quem quer que seja. Na verdade, não acho que isso esteja em discussão”, declarou.

O mundo também acompanha de perto o que acontecerá na Cisjordânia ocupada. O governo de Netanyahu promoveu uma ampla expansão dos assentamentos israelenses, ao mesmo tempo que minimizou o aumento da violência de colonos contra palestinos. O Reino Unido e outros 12 países estão preparando sanções contra os assentamentos israelenses, e essa lista poderá crescer caso um novo governo Netanyahu mantenha a mesma política de consolidar o controle de Israel sobre o território.

Por fim, Cohen afirmou à CNN que Israel passou a ser visto internacionalmente como um país em declínio democrático. O governo de Netanyahu promoveu uma reforma judicial que enfraqueceria os mecanismos de controle e equilíbrio entre os poderes e ampliaria os ataques à imprensa.

“A questão de saber se as forças contrárias ao populismo conseguirão recuperar a democracia é importante em todo o mundo, e Israel é, em certa medida, uma parte importante dessa discussão”, afirmou Cohen.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

Eleitores árabes em Israel esperam mudança de governo nas eleições

27 October 2026 at 18:45

Eleitores árabes em Israel afirmaram que pretendem comparecer em peso às urnas nesta terça-feira (27), na tentativa de tirar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do poder e eleger parlamentares que priorizem o combate à discriminação contra a população árabe.

“Desta vez, francamente, nós, árabes daqui, estamos sendo oprimidos por um governo corrupto”, afirmou Adel Amer, morador da cidade de Kafr Qassem, de maioria árabe, em entrevista à CNN. Ele disse que pretende votar especificamente contra o atual governo e os ministros de extrema direita.

“Estamos respondendo a Ben-Gvir, a Smotrich e a Netanyahu”, declarou Amer, em referência aos políticos Itamar Ben-Gvir, Bezalel Smotrich e Benjamin Netanyahu. “Vamos votar, vamos fazer a diferença e vamos mudar este governo.”

Outro morador da cidade, o médico Ayman Odeh, afirmou que a eleição deste ano parece diferente das anteriores. Segundo ele, suas esperanças estão depositadas nos parlamentares árabes que disputam vagas no Parlamento israelense, o Knesset.

“Espero sinceramente que, desta vez, eles se unam e trabalhem juntos no Knesset para ajudar os árabes”, disse Odeh. “Que ponham fim ao racismo e à discriminação, para que possamos começar a sentir que somos todos membros iguais desta sociedade — que este país é o nosso país.”

Duas das principais legendas de maioria árabe que disputam as eleições são o Raam, de Mansour Abbas, e a Lista Conjunta, de Yousef Jabareen. Embora outros partidos dificilmente formem um governo de coalizão com essas siglas, ambas podem ser importantes para a formação de um bloco contrário a Netanyahu, oferecendo apoio externo a uma eventual aliança.

Sujood Amer, outra moradora de Kafr Qassem, afirmou que é essencial que todos votem na tentativa de promover mudanças, “por menores que sejam”.

“Se Deus quiser, estas eleições serão decisivas e trarão mudanças”, disse ela à CNN. “Sabemos e temos certeza de que não será uma mudança radical, mas será melhor do que a situação em que vivemos atualmente.”

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

Israelenses vão às urnas em eleição que pode tirar Netanyahu do poder

Logo Agência Brasil

Cerca de 7 milhões de israelenses vão às urnas, nesta terça-feira (27), pela primeira vez desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. Entre os favoritos para assumir o governo, estão três partidos liderados por candidatos considerados linhas-duras na área militar e de segurança, incluindo o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e dois representantes da oposição.

Nenhum dos três favoritos reconhece a possibilidade de criação de um Estado palestino e todos defendem a necessidade de desarmamento do Hamas. Por outro lado, há divergência entre eles sobre a expansão dos assentamentos na Cisjordânia. Como a votação é em cédula de papel, o resultado só deve ser conhecido no final desta quarta-feira (28).

Notícias relacionadas:

Além de Netanyahu, que soma 19 anos no poder com o partido Likud, está entre os cotados para assumir o governo o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, ex-general Gadi Eisenkot, do partido Yashar (Íntegro), criado em 2025.

Eisenkot integrou o gabinete de guerra formado após o 7 de outubro, mas deixou o governo Netanyahu com críticas à condução da operação militar na Faixa de Gaza. Eisenkot acusa Netanyahu de negligenciar o resgate dos reféns e de não adotar medidas para evitar o ataque, mesmo tendo sido alertado da ação do Hamas com antecedência. O primeiro-ministro nega as acusações.

A outra força política que pode destronar o atual primeiro-ministro é formada por uma coalizão de partidos liderada por Naftali Bennett, do partido Juntos (Beyahad). O político tem perfil religioso e foi primeiro-ministro de Israel por um ano, de 2021 a 2022.

A professora de relações internacionais do Ibmec de São Paulo Karina Stange Calandrin explicou à Agência Brasil que os dois candidatos da oposição têm posição semelhante à de Netanyahu quando se trata de segurança e questão militar.

“Os três são de direita. Em termos de segurança, eles são bem parecidos. São partidos que a gente chama de falcões. Em Israel, os partidos são divididos entre falcões e pombas. Os falcões acreditam que se deve lidar com os inimigos de uma forma dura, que negociações e diplomacia não são o caminho para resolver os dilemas de Israel”, explicou.

Para o professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Michel Gherman, apesar de os três terem esse perfil linha-dura, Netanyahu se diferencia por representar uma extrema-direita com projeto autoritário para Israel.

“As diferenças fundamentais têm a ver com a posição em relação à democracia representativa. O Netanyahu é a favor de uma reforma que tiraria a autonomia completa do Judiciário e concentraria o poder na mão do Executivo”, disse.

Questão palestina

Os três partidos favoritos a assumir o poder em Tel Aviv rejeitam a criação de um Estado palestino, como determina o direito internacional.

“Hoje, na sociedade israelense, o Estado palestino perdeu muito apoio desde o 7 de outubro. Qualquer candidato que tenha a bandeira do Estado palestino não vai ganhar muitos votos”, argumentou Karina Calandrin.

Por outro lado, a especialista em política israelense destaca que há diferença entre os candidatos em relação aos assentamentos na Cisjordânia, que vêm crescendo com o apoio de partidos de extrema-direita na coalizão liderada por Netanyahu.

“Os partidos de Ben-Gvir e Smotrich [ministros de Netanyahu] têm incentivado assentamentos na Área B da Cisjordânia, o que é proibido pela legislação israelense. Esse apoio tem alimentado a violência na Cisjordânia porque os colonos invadem as terras palestinas e expulsam as famílias com a vista grossa do governo Netanyahu”, lembrou Karina.

A professora de relações internacionais do Ibmec SP avalia que os adversários de Netanyahu devem frear essa política na Área B da Cisjordânia, o que deve contribuir para reduzir a violência nesses territórios.

“Outra mudança pode ser uma propensão maior a negociar com atores internacionais já que Netanyahu tem rejeitado negociar com Catar e Egito. Isso pode mudar”, acrescentou.

Enquanto ocorre a votação nesta terça-feira, a agência de notícias Wafa, da Cisjordânia, relata casos de ataques de colonos e de forças de segurança de Israel na Palestina ocupada.

O professor Michel Gherman, da UFRJ, destacou que, entre os candidatos da oposição, Bennet tem uma posição semelhante à de Netanyahu em relação aos palestinos, até por vir do mesmo partido Likud. Mas Gherman avalia que Eisenkot pode ter uma posição mais moderada.

“Netanyahu é a favor de um Estado beligerante completo. Eisenkot é a favor de acordos, não com os palestinos neste momento, mas com os países árabes ao redor”, comentou.

Formação de governo

Como o sistema de governo de Israel é o parlamentarismo, os partidos mais votados precisam formar maioria para criação do gabinete. O Legislativo do país, chamado de Knesset, tem 120 cadeiras. A depender do resultado da eleição, o vencedor deve procurar outras legendas para tentar formar uma coalizão capaz de governar o país.

A professora Karina Calandrin calcula que tanto o partido do militar Eisenkot quanto o do ex-primeiro-ministro Bennett devem precisar do apoio de legendas árabes para formar maioria.

“Todos eles já falaram que não vão fazer aliança com os árabes israelenses. Vai ser muito difícil formar a coalizão sem os árabes. A não ser que eles mudem de ideia e cedam pra tirar Netanyahu do poder. Minha previsão é que não vai ter coalizão”, avalia.

Para o especialista Michel Gherman, uma saída é os partidos árabes apoiarem a oposição para tirar Netanyahu do poder.

“Vai ter uma solução política em que os partidos árabes não vão apoiá-los, mas vão votar contra Netanyahu. E aí a formação vai ser uma coalizão de minoria”, disse.

Sete de outubro

Após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que causou a morte de 1,2 mil pessoas, além de terem sido feitos cerca de 200 reféns, Israel lançou uma operação militar de grandes proporções em Gaza que levou à destruição de quase toda a infraestrutura civil do território, levando à morte de mais de 75 mil pessoas.

A operação em Gaza vem sendo apontada por países e especialistas como um genocídio. Ministros do governo Netanyahu têm defendido a emigração dos palestinos da região e a colonização israelense do território.

Nos últimos três anos, o país ainda se envolveu em guerras no Líbano, ataques na Síria e uma agressão contra o Irã em parceria com os Estados Unidos (EUA). Na Cisjordânia, a política de assentamentos ilegais ganhou novo impulso nos últimos anos.

Iraque condena 6 franceses à prisão perpétua por integrar Estado Islâmico

27 October 2026 at 15:33

Um tribunal iraquiano condenou, nesta terça-feira (27), seis cidadãos franceses à prisão perpétua e um sétimo a 15 anos de prisão, após considerá-los culpados de integrar o Estado Islâmico, informou uma testemunha da Reuters presente no tribunal.

Os homens estavam entre os 47 franceses suspeitos de integrar o Estado Islâmico que foram transferidos, no ano passado, de centros de detenção no nordeste da Síria para o Iraque, como parte de um acordo mais amplo de transferência coordenado pelas forças dos Estados Unidos e pelas autoridades iraquianas.

O juiz que presidiu o julgamento afirmou que as penas foram impostas com base na lei antiterrorismo do Iraque, por adesão ao Estado Islâmico e disseminação do medo. Ele acrescentou que o tribunal optou pela prisão perpétua, em vez da pena de morte, porque os réus eram jovens.

Um sétimo cidadão francês, de 23 anos, recebeu uma pena de 15 anos de prisão, segundo a testemunha da Reuters.

Abbas al-Maliki, um dos advogados dos réus, afirmou que o grupo recorrerá da sentença à Corte de Cassação.

O Iraque iniciou o julgamento dos cidadãos franceses no mês passado.

O Estado Islâmico conquistou grandes áreas do Iraque e da Síria em 2014, antes de ser expulso de seu autoproclamado califado, em 2019, por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e por forças locais. Muitos integrantes do grupo foram detidos, embora remanescentes da organização jihadista continuem em atividade.

Os Estados Unidos anunciaram, em janeiro, que haviam iniciado a transferência de detidos do Estado Islâmico da Síria para o Iraque, em meio a preocupações com a segurança das instalações de detenção no nordeste sírio, após forças lideradas por curdos perderem o controle de partes da região.

*Reportagem de Muayad Hameed; redação de Ahmed Rasheed; edição de Sharon Singleton.

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Jordânia diz que matou mais de 20 militantes do Estado Islâmico na Síria

27 October 2026 at 14:19

A Jordânia afirmou nesta terça-feira (27) que as forças do país mataram mais de 20 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos no sul da Síria, após um ataque mortal a uma igreja na Jordânia que as autoridades ligaram a militantes que operam do outro lado da fronteira.

Os ataques, que se seguiram a um raro atentado na Jordânia, acirraram as tensões entre os dois aliados dos Estados Unidos.

A Jordânia tem sido uma parceira de longa data dos EUA na luta contra o extremismo, enquanto o governo liderado por islamitas da Síria, do presidente Ahmed al-Sharaa, que deseja restaurar as relações do país com o Ocidente após derrubar o antigo governante Bashar al-Assad em 2024, afirmou que está buscando conter o extremismo.

A Síria afirmou que os ataques mataram sete pessoas, incluindo três crianças e uma mulher. A Jordânia lamenta as vítimas civis, disse o ministro da Comunicação do Governo, Mohammed al-Momani, em uma publicação na rede social X.

A Jordânia afirmou na segunda-feira (26) que sua força aérea atacou o que descreveu como esconderijos de militantes no sul da Síria, após determinar que os suspeitos do ataque à igreja na semana passada tinham ligações com “grupos terroristas” baseados naquela região.

Autoridades de segurança jordanianas disseram separadamente que as forças de segurança prenderam dois irmãos e o cunhado deles após um tiroteio relacionado ao ataque à igreja, que deixou nove mortos.

O morador local Salah Mahwash, falando à Reuters durante o funeral de quatro pessoas, incluindo três crianças, em Al-Mismiyah, no sul da Síria, disse:

“Por volta das 22h, houve uma explosão e o som de aviões sobrevoando a área. Fomos até o local e encontramos uma família pobre cujo pai havia desaparecido durante os acontecimentos e estava preso na prisão de Sednaya.

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Bombardeios da Jordânia na Síria deixam sete mortos após ataque a igreja

27 October 2026 at 04:03

A Defesa Civil da Síria informou que equipes de emergência atenderam, na noite de segunda-feira (26), quatro locais atingidos por ataques aéreos jordanianos nas áreas rurais das províncias de Daraa e Sweida.

Sete pessoas, incluindo três crianças e uma mulher, morreram, e outras três ficaram feridas nos ataques jordanianos, acrescentou o órgão em seu relatório preliminar.

A Jordânia afirmou que sua Força Aérea atacou o que descreveu como esconderijos de militantes no sul da Síria, após concluir que os suspeitos responsáveis pelo ataque mortal a uma igreja no reino na semana passada tinham ligações com “grupos terroristas” que atuam no país vizinho.

Pouco depois dos ataques, a Síria fechou nesta terça-feira (27) a passagem de fronteira de Nassib, na divisa com a Jordânia, suspendendo o tráfego de passageiros e de mercadorias nos dois sentidos, informou a Autoridade Geral Síria para Passagens de Fronteira e Alfândegas em comunicado.

Nassib é a única passagem de fronteira entre a Jordânia e a Síria destinada ao transporte de passageiros e de mercadorias.

As Forças Armadas jordanianas disseram que a operação foi realizada em coordenação com Damasco. O governo sírio apresentou uma versão contraditória, afirmando ter aberto uma investigação sobre os ataques jordanianos e ressaltando, em comunicado, a importância da coordenação operacional e de segurança nas áreas de fronteira.

Damasco informou à Jordânia sua “total objeção” aos ataques realizados sem coordenação prévia, afirmou o Ministério das Relações Exteriores sírio em comunicado.

Ataques a “esconderijos de militantes” na Síria

A Jordânia afirmou na segunda-feira que sua Força Aérea atacou o que descreveu como esconderijos de militantes no sul da Síria, após concluir que os suspeitos responsáveis pelo ataque a uma igreja no reino na semana passada tinham ligações com “grupos terroristas” que atuam no país vizinho.

Mais cedo, autoridades de alto escalão da área de segurança do governo disseram que as forças de segurança jordanianas prenderam dois irmãos e o cunhado deles após uma troca de tiros. A operação ocorreu no âmbito das investigações sobre a violência na igreja, que deixou nove mortos.

“Se Deus quiser, eles representam apenas a si mesmos”, afirmou o diretor de Segurança Pública da Jordânia, major-general Obeidallah al-Maaytah.

Esse tipo de violência é raro na Jordânia, aliada dos Estados Unidos e considerada relativamente estável no Oriente Médio. O ataque de sexta-feira (23) contra a minoria cristã levou o rei Abdullah a ordenar que as forças de segurança respondessem com “mão de ferro”.

Em entrevista coletiva, al-Maaytah e o ministro do Interior, Mazen al-Faraya, disseram que o país não tolerará o terrorismo extremista.

“O caso ainda não foi encerrado; as investigações continuam. Até o momento, não há indícios de ligações entre eles e outras células”, acrescentou al-Faraya.

Ataque a igreja

O ataque de sexta-feira ocorreu durante um funeral em uma igreja ortodoxa grega na vila de Hamoud, a cerca de 120 quilômetros a sudoeste da capital, Amã. Além dos nove mortos, a ação também deixou pelo menos 34 feridos.

Testemunhas disseram que homens armados abriram fogo por vários minutos. Os suspeitos, que moravam perto de Hamoud, serão levados à Justiça, afirmaram as autoridades de segurança. Os três foram identificados durante a entrevista coletiva.

Imagens de vídeo da Reuters mostraram um edifício com marcas de tiros após a troca de disparos na vila de al-Judayyda, na província de Karak.

A Diretoria de Segurança Pública da Jordânia informou, em comunicado divulgado pela imprensa estatal, que as forças de segurança localizaram os suspeitos escondidos em uma casa abandonada. Eles se recusaram a se render e atacaram os agentes, que revidaram e prenderam os três após feri-los.

Nenhum agente de segurança ficou ferido. As forças de segurança encontraram diversas armas de fogo e munições em posse dos suspeitos.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque à igreja.

Parceira dos Estados Unidos no combate ao extremismo, a Jordânia já impediu anteriormente planos de grupos militantes islâmicos. As autoridades de segurança não mencionaram nenhum grupo islâmico durante a entrevista coletiva.

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