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Otan deve estar pronta para uma guerra com a Rússia, diz Reino Unido

27 October 2026 at 16:34

O ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, afirmou nesta terça-feira (27) que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) precisa estar preparada para um cenário de guerra com a Rússia.

Durante uma visita a Varsóvia, capital da Polônia, o ministro disse que a aliança militar não deseja um conflito, mas alertou que as garantias dadas pelo presidente russo, Vladimir Putin, não são suficientes para afastar essa possibilidade.

“Eu alertei os cidadãos do Reino Unido de que precisamos estar preparados para um cenário em que o Reino Unido e a aliança da Otan se encontrem em guerra com a Rússia. Não porque queiramos uma guerra; não temos desavenças com o povo russo e não desejamos uma guerra com a Rússia”, declarou Streeting.

O ministro ressaltou que a Otan é uma aliança defensiva e justificou a preocupação com as declarações de Putin sobre as intenções de Moscou. Segundo Streeting, as garantias de que a Rússia não pretende provocar uma guerra com a Otan lembram as declarações feitas pelo presidente russo sobre a Ucrânia poucos dias antes da invasão do país.

Streeting também acusou o Kremlin de coordenar o que classificou como “terrorismo patrocinado pelo Estado” contra integrantes da aliança militar. O ministro mencionou as ameaças enfrentadas pela Polônia, incluindo incursões de drones que exigem a mobilização diária das defesas aéreas do país.

“Quando a Polônia fala, o Reino Unido responde. Ouvimos claramente o que a Polônia enfrenta todos os dias na forma daquilo que alguns descrevem como ameaças híbridas da Rússia”, afirmou Streeting. “Prefiro descrever isso de maneira mais direta como terrorismo patrocinado pelo Estado.”

O ministro britânico acrescentou que a Rússia tem colocado à prova não apenas a Polônia, mas também a determinação dos demais integrantes da Otan.

Durante a visita à capital polonesa, Streeting assinou um acordo de cooperação em defesa entre o Reino Unido e a Polônia. Ao lado dele, o ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, defendeu uma aproximação entre os britânicos e a União Europeia, especialmente no setor de defesa.

A Polônia pretende transformar o atual momento de risco para a Europa em uma oportunidade para ampliar a cooperação na indústria militar. Kosiniak-Kamysz afirmou que os dois países compartilham posições sobre a produção de armamentos e que Varsóvia trabalhará para ampliar a participação britânica em iniciativas da União Europeia voltadas à segurança.

“Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que o Reino Unido desempenhe um papel mais significativo e possa participar das iniciativas da União Europeia destinadas a construir segurança”, declarou o ministro polonês.

Kosiniak-Kamysz também destacou a importância da parceria transatlântica com os Estados Unidos. Segundo ele, tanto a Polônia quanto o Reino Unido estão comprometidos com o fortalecimento dessa relação e com o desenvolvimento de capacidades próprias de defesa na Europa.

O ministro polonês afirmou que ampliar a autonomia europeia não significa buscar independência em relação aos Estados Unidos, mas reduzir a dependência daqueles que representam as principais ameaças ao continente. Para ele, a cooperação com Washington continua sendo indispensável.

Com informações da Reuters.

O que são e como funcionam as armas nucleares?

 

Dois homens são acusados no Reino Unido de ajudar o Irã em incidente na RAF

27 October 2026 at 14:55

Dois homens foram denunciados nesta terça-feira (27) com base na Lei de Segurança Nacional (National Security Act) do Reino Unido, na sequência de um incidente de segurança ocorrido no mês passado na base militar da RAF em Fairford.

Os promotores acusam um deles de tentar auxiliar operações de inteligência iranianas em território britânico.

A base da RAF em Fairford vinha sendo utilizada por bombardeiros dos Estados Unidos para realizar ataques contra o Irã; contudo, as aeronaves foram retiradas por motivos de segurança logo após a prisão de cinco homens britânicos nas imediações da base, no sudoeste da Inglaterra, nas primeiras horas do dia 27 de setembro.

As circunstâncias do incidente — que permanecem, em grande parte, sem explicação — atraíram ampla atenção internacional, ocorrendo em um momento de crescente preocupação quanto às implicações, para as nações ocidentais, da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

O primeiro-ministro Andy Burnham declarou, no início deste mês, que as atividades na base da RAF em Fairford teriam sido, provavelmente, coordenadas a partir do Irã — alegação que foi negada pelo embaixador iraniano no Reino Unido.

O cidadão britânico Mohmed Abdulkarim, de 24 anos, foi acusado de adotar condutas que poderiam auxiliar materialmente um serviço de inteligência estrangeiro, no período entre 31 de agosto e 28 de setembro; segundo a polícia, acredita-se que o país em questão seja o Irã.

Nouman Essghir, de 24 anos — que possui dupla cidadania, britânica e iraniana, e foi detido inicialmente nos arredores da base da RAF em Fairford no dia 27 de setembro —, foi acusado de ter entrado, em 22 de agosto, em um local proibido com o objetivo de prejudicar o Reino Unido.

Ambos comparecerão ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, ainda nesta terça-feira.

A polícia informou que outras seis pessoas — quatro das quais são cidadãos britânicos detidos nas proximidades da base da RAF em Fairford no dia 27 de setembro — permanecem em liberdade provisória sob fiança policial.

A decisão de conceder liberdade provisória aos suspeitos, após o que pareceu ser um incidente grave, gerou questionamentos; contudo, a polícia afirmou, nesta terça-feira, que tal medida foi fundamental para viabilizar as acusações contra os dois homens.

“Sabemos que as decisões tomadas durante nossas investigações podem, por vezes, parecer ilógicas para quem observa de fora; mas quero deixar bem claro que sempre existe uma razão ou justificativa sólida por trás delas”, afirmou o comissário-assistente Laurence Taylor, chefe do Departamento Nacional de Polícia Antiterrorismo do Reino Unido.

Nesse caso, esse processo de tomada de decisão resultou em um avanço mais rápido, em evidências mais sólidas e, por fim, na obtenção das acusações que anunciei hoje.

Marcas chinesas ultrapassam japonesas pela primeira vez nas vendas de automóveis na Europa

By: ZAP
27 October 2026 at 13:40
As marcas chinesas valem agora 12,7% das vendas de automóveis na Europa. Pela primeira vez ao longo de um trimestre inteiro, os fabricantes chineses venderam mais do que os japoneses na Europa. Este é um sinal da rapidez com que marcas como a BYD e a Chery estão a ganhar terreno no velho continente, diz o The Japan Times. Segundo a empresa de estudos de mercado Dataforce, as matrículas de automóveis de marcas chinesas praticamente duplicaram em setembro face ao mesmo mês do ano anterior, e chegaram a 12,7% do total de vendas na região, puxadas pelos híbridos. Ficam assim

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