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Fora do Brasil, futuro de Flávio Bolsonaro passa por investigações no STF e TSE

27 October 2026 at 20:49

Fora do País após perder as eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma nova situação jurídica que pode comprometer seu futuro político. Alvo de investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) e de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador está sujeito a desdobramentos que podem resultar em uma eventual condenação penal ou em sua inelegibilidade.

A situação ganha um novo contorno com a proximidade do fim de seu mandato, em janeiro de 2027, quando Flávio ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos e perderá as prerrogativas parlamentares.

Uma das investigações já levou à imposição de medidas cautelares contra o senador. Nesta segunda-feira (26), um dia após sua derrota nas urnas, Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu sua saída do País e o impediu de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

Flávio negou irregularidades e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Nesta terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes do parlamentar. A medida ocorreu após Flávio ter viajado para os Estados Unidos.

A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso foi revelado pelo Estadão em 18 de outubro, uma semana antes do segundo turno.

Investigações

A investigação teve origem em uma apuração da Polícia Federal sobre plataformas de apostas e pagamentos digitais. Ao analisar dados extraídos da nuvem do advogado, os investigadores identificaram registros de encontros e viagens envolvendo Flávio, além de documentos que mencionavam o senador como "usuário master" de uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holding.

O material foi encaminhado ao STF em 8 de outubro, em razão do foro do parlamentar, e distribuído a Moraes.

Outra investigação no Supremo apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Os recursos destinados à produção foram negociados pelo senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas aos repasses para a produção.

Em outubro, a Polícia Federal pediu mais 90 dias para concluir a investigação, incluindo perícias contábeis e diligências nos Estados Unidos para rastrear o destino dos recursos.

Uma nova frente de investigação foi determinada nesta terça-feira (27), pelo ministro Flávio Dino. O magistrado requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro em benefício da campanha presidencial de Flávio.

A investigação deverá esclarecer se houve repasses de recursos ou prestação de serviços à candidatura, além de apurar o financiamento de publicações favoráveis ao senador por perfis sediados no exterior e possíveis manipulações de algoritmos pelas plataformas digitais.

Mais recentemente, nesta terça-feira (27), o ministro Flávio Dino determinou a abertura de uma nova frente de investigação sobre possíveis irregularidades na campanha presidencial de Flávio. O magistrado requisitou à Polícia Federal a instauração de um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro em benefício da candidatura.

Mesmo após o fim do mandato, as investigações poderão continuar sob responsabilidade do Supremo. O chamado foro por prerrogativa de função é uma regra que atribui a determinados tribunais a competência para julgar autoridades em razão dos cargos que ocupam.

No caso de deputados federais e senadores, cabe ao STF analisar crimes relacionados ao exercício de suas funções.

Em 2025, o Supremo mudou seu entendimento e decidiu que essa competência pode ser mantida mesmo depois que a autoridade deixa o cargo, desde que os crimes investigados tenham ocorrido durante o mandato e estejam relacionados às funções exercidas. Assim, o fim do mandato de Flávio não provocará necessariamente a transferência dos inquéritos para a primeira instância.

Para o criminalista e coordenador de Direito da ESPM-SP Marcelo Crespo, será necessário avaliar se as suspeitas investigadas nesses casos "possuem ligação com sua atuação parlamentar". É dessa análise que dependerá a definição sobre a permanência dos procedimentos no Supremo ou seu encaminhamento a outra instância.

Flávio também perderá proteções constitucionais vinculadas ao mandato parlamentar, como as restrições à prisão de congressistas e a possibilidade de o Senado suspender o andamento de determinadas ações penais.

Para Crespo, o fim do mandato tem consequências que ultrapassam a perda dessas prerrogativas. Sem uma cadeira no Senado, Flávio também deixará de contar com o peso institucional do cargo, o que tende a reduzir os custos políticos de eventuais medidas judiciais contra ele.

Nikolas Ferreira e Pablo Marçal são investigados

Na Justiça Eleitoral, Flávio encara outra frente de processos que pode comprometer sua participação em futuras eleições.

Uma das ações, investiga suspeitas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, a partir de alegações da coligação de Lula de que plataformas digitais teriam favorecido a candidatura do senador na distribuição de conteúdos eleitorais.

Outra investigação apura a atuação do deputado Nikolas Ferreira e do influenciador Pablo Marçal nas redes sociais, sob suspeita de disseminação coordenada de desinformação em benefício de Flávio.

Para o advogado eleitoral Alberto Rollo, Flávio poderá ficar inelegível por oito anos caso a Justiça Eleitoral comprove sua responsabilidade pelas irregularidades investigadas. As ações ainda dependem de julgamento.

Rollo lembra que as investigações criminais no STF também podem ter consequências eleitorais por meio da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de pessoas condenadas por determinados crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro, quando a decisão é definitiva ou proferida por um tribunal colegiado.

Eleições 2026

Enquanto enfrenta essas ações, Flávio também anunciou uma ofensiva na Justiça Eleitoral contra a vitória de Lula. Derrotado por 51,79% dos votos válidos a 48,21%, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos, o senador afirmou inicialmente que não reconheceria o resultado das urnas e pediria a anulação da eleição.

Ele questionou a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, sob o argumento de que a medida teria comprometido a igualdade da disputa. Como mostrou o Estadão, apenas 34,7 mil votos foram registrados após as 17h.

Nesta segunda-feira (26), porém, Flávio mudou o foco da contestação e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), sob a acusação de abuso de poder político e econômico durante a campanha. O senador não apresentou, até então, provas que sustentassem as acusações.

Para Rollo, a própria reação de Flávio à derrota poderá abrir uma nova frente judicial contra ele. O advogado alerta que, caso o senador ultrapasse os limites da contestação legítima do resultado e cometa irregularidades previstas na legislação eleitoral, poderá ser alvo de novas ações no TSE, inclusive com risco de inelegibilidade.

"Precisamos aguardar os próximos passos do senador", afirma.

 

© MARINA UEZIMA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Candidato Flávio Bolsonaro (PL) em fala durante debate da Band

Aliados dizem que governo Trump apoiou fuga de Flávio e sinalizou asilo

27 October 2026 at 19:16

Aliados do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que o governo de Donald Trump apoiou a decisão de deixar o Brasil e sinalizou a possibilidade de conceder asilo político ao parlamentar nos Estados Unidos, de acordo com a apuração da CNN Brasil.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (27), em meio a relatos de que Flávio viajou aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, o ex-subsecretário de Turismo do México Simón Levy, aliado do Governo Trump, também afirmou que o senador já havia deixado o território brasileiro e seguia para o país norte-americano.

“Posso confirmar que @FlavioBolsonaro não está mais no Brasil e está a caminho dos Estados Unidos. Uma operação de proteção dos EUA está em andamento para garantir sua segurança”, escreveu o empresário em post.

Segundo a coluna Grande Angular, do portal Metrópoles, o destino final do voo do senador seria a Flórida. A informação foi atribuída a pessoas próximas à família do parlamentar. 

A movimentação ocorre após a derrota de Flávio para Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25).

Flávio estava sem dar notícias públicas desde a manhã desta terça-feira. De acordo com informações divulgadas sobre o caso, a última mensagem enviada pelo senador foi às 8h, ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou sua campanha presidencial. Na ocasião, Flávio teria dito que estava “esfriando a cabeça”, sem esclarecer se havia deixado o Brasil.

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador. Flávio deveria entregar os documentos nesta terça, mas, conforme as informações disponíveis, não o fez. O senador também é investigado, ao lado do advogado Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

 

 

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© Reprodução/ Redes Sociais

Flávio Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca

Flávio Bolsonaro está em voo para os EUA, diz Metrópoles

27 October 2026 at 17:12

O candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) já estaria a caminho dos Estados Unidos, segundo as colunas Grande Angular e o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Segundo os colunistas, o avião que o senador está já se encontra em voo, com a esposa e as duas filhas nas últimas horas. A informação teria sido confirmada por pessoas próximas à família. 

A fuga, segundo Igor, foi organizada de última hora com a ajuda de restrito de aliados mais próximos no Brasil e nos EUA para evitar vazamentos, ajudando na operação da saída do país e garantindo a entrada no parlamentar em território americano.

De acordo com Isadora, Flávio está sumido desde a manhã desta terça-feira (27). Na última mensagem enviada às 8h, para o coordenador da campanha Rogério Marinho, o senador disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não respondeu se havia deixado o Brasil.

De acordo com Gadelha, o governo Donald Trump já foi avisado. A previsão de aliados de Flávio, é de que o parlamentar chegue pelo estado da Flórida na tarde nesta terça e encontre o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) na quarta-feira (28).

Após perder a disputa presidencial, o senador é investigado junto ao advogado e amigo Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro e deverá entrar com um pedido de “asilo político” junto ao governo Trump.

Flávio foi derrotado pelo presidente Lula (PT), no segundo turno da disputa realizado no domingo (25). No dia seguinte, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes do parlamentar. Flávio deveria ter entregue os documentos nesta terça, mas não o fez.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado junto ao advogado e amigo Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

 

© Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República

Aliados de Flávio Bolsonaro são avisados que ele fugiu do Brasil, diz colunista da Folha

27 October 2026 at 17:00

Aliados mais próximos do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) teriam sido informados que o senador, de fato, fugiu do Brasil para a Argentina, de onde pretende seguir para os EUA, segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. A Polícia Federal (PF) faz o rastreamento do parlamentar nos pontos entre os dois países para confirmar a informação.

A colunista da Folha de S.Paulo relata que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria tentado chegar à Argentina por uma passagem não oficial na fronteira com o Brasil, com o objetivo de embarcar em um avião fretado rumo aos Estados Unidos. Segundo as informações reunidas pela jornalista, o parlamentar teria desistido de embarcar, e seu paradeiro, assim como o de seus familiares, era desconhecido até o momento do relato.

De acordo com a colunista, as autoridades brasileiras e argentinas não identificaram registros oficiais de entrada de Flávio no país vizinho. Agentes também verificavam os voos entre os dois países. Caso a travessia tenha ocorrido sem passar pelos controles migratórios, ela teria sido clandestina.

Na madrugada desta terça-feira (27), o portal argentino Infobae publicou que o senador teria cruzado a fronteira utilizando seu documento nacional de identidade. A partir de Porto Iguaçu, cidade argentina próxima à divisa com o Brasil, ele embarcaria em um jato particular Gulfstream com destino aos Estados Unidos.

A aeronave mencionada na reportagem efetivamente decolou de Buenos Aires às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Porto Iguaçu às 23h45, segundo informações de plataformas de rastreamento de voos. Até o momento do relato, o avião permanecia no aeroporto da cidade.

O jornal argentino Clarín informou que o voo privado, operado pela empresa Baires Fly, tinha decolagem prevista para Miami às 2h30 desta terça-feira, mas foi cancelado antes de deixar o aeroporto. Segundo a publicação, a aeronave partiria com quatro passageiros e três tripulantes, mas a lista de passageiros não havia sido apresentada às autoridades migratórias.

Ainda de acordo com o Clarín, uma fonte ouvida pelo jornal mencionou suspeitas, não confirmadas, de que o voo poderia estar relacionado a Flávio Bolsonaro e a seus familiares.

A colunista acrescenta que assessores, amigos e políticos tentavam entrar em contato com o senador durante a manhã, sem sucesso. Até a publicação do relato, não havia confirmação de que ele tivesse entrado na Argentina ou embarcado no avião.

Passaportes cancelados

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Flávio Bolsonaro e proibiu que ele deixasse o Brasil, conforme as informações relatadas pela colunista.

A decisão veio a público um dia após o senador perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio, que é alvo de investigação no Supremo, havia sido intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira a entregar os passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, além de eventuais documentos de viagem emitidos por outros países.

As informações sobre a suposta tentativa de travessia e o possível embarque nos Estados Unidos, porém, não confirmavam que Flávio tivesse deixado o Brasil. O relato indicava que as autoridades ainda verificavam os registros migratórios e os dados do voo.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO

Senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL)

Argentina nega que Flávio Bolsonaro tenha desembarcado no país

27 October 2026 at 16:32

O órgão de migração da Argentina e um funcionário do governo Milei negaram que o senador Flávio Bolsonaro teria desembarcado no país. De acordo com o órgão, não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro.

Após a repercussão sobre a presença de um avião particular no Aeroporto Nacional de Foz do Iguaçu, as autoridades realizaram os procedimentos de fiscalização na aeronave e na tripulação.

A suspeita de que o senador estaria no país surgiu após o site argentino Infobae divulgou que Flávio teria atravessado a fronteira utilizando seu documento nacional de identidade e seguido até Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

O avião citado pelo veículo é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A. Segundo o Infobae, a companhia solicitou os procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.

O coordenador político de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nega que ele tenha deixado o Brasil. No entanto, aliados e integrantes da campanha do senador não souberam informar onde ele está.

Moraes também é investigado

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© Reprodução/TV Globo

Flávio Bolsonaro (PL) em sabatina da TV Globo

Aliados desconhecem paradeiro de Flávio Bolsonaro; residência está sem movimentação

27 October 2026 at 15:48

Aliados e integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro não souberam informar onde está o senador nesta terça-feira (27). Até o momento, a reportagem do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) não registrou movimentação na casa de Flávio em Brasília. Segundo um funcionário do condomínio, tentativas de ligações pelo interforne foram malsucedidas.

Veículos de imprensa argentina afirmaram que o senador teria viajado do Brasil à cidade fronteiriça de Puerto Iguaçu. O coordenador político de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nega que ele tenha deixado o País.

A PF acionou autoridades argentinas para obter informações sobre se Flávio teria entrado no país e investiga se ele saiu do Brasil.

Ontem, a Polícia Federal o intimou para que entregasse seus passaportes até o fim da manhã desta terça-feira (27), o que o senador disse que faria. Os documentos não foram enviados. O "Zero Um" divulgou um vídeo ontem (26), em que negou a intenção de deixar o Brasil.

"Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os passaportes e também estou proibido de deixar o País", declarou, em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.

Segundo Flávio, o motivo teria sido uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teria sugerido que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição. Flávio é investigado em dois inquéritos.

"Nunca disse isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?", questionou.

Flávio afirmou tratar-se de uma decisão política e disse que pretende ficar no Brasil. "Nunca pensei em sair do País. Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração. Mas ninguém vai me calar".

Moraes também é investigado

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro descumpre ordem de Moraes e não entrega passaporte à PF; documento foi cancelado

27 October 2026 at 15:32

O senador Flávio Bolsonaro (PL) não entregou o passaporte à Polícia Federal no prazo determinado, até às 11h desta terça-feira (27), descumprindo a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) dada no domingo (25).

Após o descumprimento da decisão judicial, a Polícia Federal cancelou os passaportes do senador e prepara um ofício para informar a situação ao magistrado. Até o momento, a PF também não identificou registros formais de saída do senador do território brasileiro.

Flávio atualmente tem um inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse". Além de ser investigado, junto com o advogado Willer Tomaz, por lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas do jurista e bets.

Veículos de imprensa argentina afirmaram que o senador teria viajado do Brasil à cidade fronteiriça de Puerto Iguaçu. O coordenador político de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), nega que ele tenha deixado o País.

Na manhã desta terça-feira (27), a PF consultou autoridades argentinas para checar se o senador teria deixado o Brasil. Órgão da migração e membro do governo Milei negaram que ele esteja na Argentina.

Flávio segue para os EUA

Segundo as colunas Grande Angular e o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Flávio Bolsonaro já estaria a caminho dos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas. 

A fuga, segundo Igor, foi organizada de última hora com a ajuda de restrito de aliados mais próximos no Brasil e nos EUA para evitar vazamentos, ajudando na operação da saída do país e garantindo a entrada no parlamentar em território americano.

De acordo com Gadelha, o governo Donald Trump já foi avisado. A previsão de aliados de Flávio, é de que o parlamentar chegue pelo estado da Flórida na tarde nesta terça e encontre o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) na quarta-feira (28).

Moraes também é investigado

O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.

A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

© Joédson Alves/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) descumpre ordem de Moraes e não entrega passaporte à PF

Entenda inquéritos contra Flávio e a decisão de Moraes

27 October 2026 at 14:08

Flávio Bolsonaro (PL) foi intimado a entregar seus passaportes à PF (Polícia Federal) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que concedeu prazo de 24 horas para o cumprimento da medida.

Além disso, o senador está proibido de manter qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz, também investigado por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A intimação ocorreu na manhã de segunda-feira (26).

Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse não apenas o passaporte brasileiro, mas também quaisquer documentos relacionados a outras nacionalidades ou viagens internacionais.

Em um vídeo publicado nas redes sociais na tarde de segunda, o senador afirmou que foi intimado pela Polícia Federal após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Hoje de manhã, fui visitar meu pai, como vocês sabem ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou.

As suspeitas investigadas

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal em razão do foro por prerrogativa de função do senador. O processo apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

A suspeita central da Polícia Federal é de que o senador teria participação econômica e societária com Willer Tomaz em algumas empresas, principalmente na Alcazar Holding, na qual Flávio estaria nominado como usuário master em conta bancária.

Movimentações suspeitas de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025 foram identificadas, valor considerado incompatível com as atividades econômicas conhecidas do senador.

A Polícia Federal também investiga possíveis irregularidades envolvendo apostas esportivas e uma casa lotérica no estado do Rio de Janeiro, com suspeita de fraude em licitação. Willer Tomaz, que atualmente mora nos Estados Unidos, já havia sido alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades envolvendo o INSS.

Postura de Flávio Bolsonaro

Na última sexta-feira, Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, publicou em suas redes sociais uma sugestão de que Flávio poderia deixar o Brasil caso perdesse as eleições. No vídeo publicado após a decisão de Alexandre de Moraes, Flávio afirma que a determinação se baseou nessa declaração do irmão e ressalta que nunca manifestou intenção de sair do país.

O senador também recuou da intenção de pedir a anulação dos votos do segundo turno. A estratégia da campanha passou a ser a de apontar possíveis irregularidades cometidas pela campanha do PT, sem contestar o resultado final das eleições, decisão que teria sido aconselhada por aliados e lideranças do próprio PL.

O futuro dos inquéritos no STF

O analista de Política da CNN Teo Cury explicou, ao CNN Novo Dia, que, no ano passado, o STF mudou seu entendimento sobre o alcance do foro por prerrogativa de função. Por maioria de votos, os ministros decidiram que um parlamentar que deixe o cargo continua respondendo pelos crimes investigados mesmo após o término do mandato.

Assim, com o fim do mandato de Flávio Bolsonaro previsto para fevereiro do próximo ano, a tendência é que os casos permaneçam no Supremo.

Flávio Bolsonaro responde a três inquéritos no STF: um por calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um sobre suspeitas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse” e outro relacionado à associação com Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os relatores dos casos são Alexandre de Moraes e André Mendonça, que deverão analisar se há vínculo entre os crimes investigados e o mandato parlamentar do senador. Havendo esse vínculo, os processos continuarão tramitando no STF. Caso contrário, poderão ser remetidos à primeira instância.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

PF consulta autoridades argentinas para checar se Flávio Bolsonaro deixou o Brasil

27 October 2026 at 12:19

A Polícia Federal (PF) entrou em contato com autoridades argentinas na manhã desta terça-feira (27) para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil por meio de algum aeroporto do país vizinho.

A checagem ocorre após o site argentino Infobae noticiar, durante a madrugada, que o parlamentar teria cruzado a fronteira com a Argentina para embarcar em um voo particular com destino aos Estados Unidos.

Segundo informações obtidas pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, fontes da cúpula da PF afirmaram que Flávio não passou por nenhum ponto regular de migração brasileiro nas últimas horas.

Integrantes da corporação, porém, admitem a possibilidade de o senador ter cruzado a fronteira sem passar pela fiscalização.

Procurado pelo Metrópoles, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência, negou que o parlamentar tenha deixado o Brasil. “Não saiu”, afirmou Marinho à coluna na manhã desta terça-feira.

O que diz o Infobae

De acordo com a reportagem do Infobae, Flávio teria atravessado a fronteira utilizando seu documento nacional de identidade e seguido até Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

De lá, embarcaria em um jato particular com destino aos Estados Unidos, com decolagem prevista para as 2h desta terça-feira, pelo horário local.

O avião citado pelo veículo argentino é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A. Segundo o Infobae, a companhia solicitou os procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.

A reportagem também informa que a aeronave chegou a Puerto Iguazú procedente de Buenos Aires. O avião está registrado na Argentina desde setembro de 2020 e tem autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros.

Em reportagem publicada nesta terça-feira, o UOL informou ter consultado o serviço de rastreamento Flightradar24. A plataforma registrava um voo de Buenos Aires para Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26), mas não havia registros de decolagens para os Estados Unidos nesta terça-feira até a consulta do veículo.

Até o momento, as informações divulgadas pelo Infobae não confirmam, por si só, que Flávio tenha embarcado na aeronave ou chegado aos Estados Unidos.

Entrega de passaportes

A notícia sobre a possível viagem surgiu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar que Flávio entregasse seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal no prazo de 24 horas. A ordem foi expedida na noite de domingo (25), dia do segundo turno da eleição presidencial.

A intimação também estabelece a proibição de contato entre o senador e o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.

A decisão ocorre no contexto de uma investigação sobre possíveis movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas a Tomaz e casas de apostas.

Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (26), Flávio afirmou que entregaria os documentos e contestou a decisão judicial.

“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou o senador. Na mesma manifestação, disse que nunca havia pensado em deixar o país.

Segundo Flávio, a decisão judicial, que está sob sigilo, teria relação com declarações de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos e havia sugerido que o senador poderia deixar o Brasil caso perdesse a eleição.

Investigações no STF

Flávio Bolsonaro é alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal. Uma delas envolve suspeitas relacionadas à negociação de recursos com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem do The Intercept Brasil, o senador negociou um repasse de pelo menos US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na cotação do período das transferências em 2025) para a produção. O dinheiro teria sido destinado a um fundo nos Estados Unidos ligado a Eduardo Bolsonaro.

Flávio nega irregularidades e afirma que o filme é financiado com recursos privados obtidos legalmente.

Outro inquérito apura a relação financeira entre o senador e Willer Tomaz. E-mails obtidos pela Polícia Federal indicariam que os dois compartilhavam uma conta no banco Santander, na qual Flávio apareceria como “usuário master”. Em nota, ambos negaram ter dividido a conta.

Tomaz também é ligado à Cathedral Holdings, companhia portuguesa que controla a empresa responsável pela casa de apostas BestBet. Reportagem da revista Piauí apontou que Flávio teria sido sócio oculto da plataforma, suspeita que integra o contexto das apurações sobre suas relações financeiras.

O senador nega irregularidades nos casos investigados.

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© FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, fala à imprensa em Brasília após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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