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PF cumpre mandados em Pernambuco em operação que apura prejuízo de R$ 121 milhões em instituto de previdência de SP

27 October 2026 at 13:38

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (27), mandados de busca e apreensão em Pernambuco e São Paulo para investigar suspeitas de irregularidades em investimentos do Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de São Roque (São Roque Prev), no interior paulista.

A Operação Entressafras apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional na gestão de cerca de R$ 100 milhões entre 2022 e 2024.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados nos dois estados. Segundo a PF, as aplicações investigadas incluem R$ 80 milhões em Letras Financeiras e R$ 20 milhões em um Fundo de Investimento Imobiliário.

O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 121 milhões, valor bloqueado em desfavor dos investigados, de acordo com a corporação.

A investigação apura se os investimentos foram realizados sem fundamentação técnica adequada e sem a observância de critérios necessários para avaliar os riscos das operações.

Segundo a PF, os pareceres utilizados seriam genéricos e não considerariam, entre outros fatores, processos administrativos sancionadores, comparações com ativos disponíveis no mercado e a diversificação da carteira.

A corporação também aponta suspeitas de que o processo decisório tenha sido direcionado, com a escolha dos emissores dos títulos supostamente anterior à avaliação dos riscos.

Os investigados poderão responder por gestão fraudulenta, peculato financeiro, crimes contra a Administração Pública e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Investimentos no Banco Master

O caso ocorre em meio às apurações sobre investimentos do São Roque Prev no Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro. O instituto aplicou mais de R$ 93 milhões em títulos do banco.

Em julho deste ano, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Roque concluiu, em relatório final, que houve irregularidades nas aplicações e encaminhou o caso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

No último dia 19 de outubro, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) julgou irregulares as contas de 2024 do instituto e condenou o ex-diretor-presidente Vanderlei Massarioli a ressarcir R$ 93,15 milhões aos cofres do São Roque Prev.

A decisão, divulgada pelo g1, está relacionada a investimentos realizados pelo regime próprio de previdência municipal, incluindo aplicações em Letras Financeiras do Banco Master.

O tribunal determinou ainda que o instituto apure a eventual responsabilidade de outras pessoas pelo prejuízo.

O São Roque Prev informou que cumprirá a decisão e confirmou que ainda não recuperou os valores investidos no Banco Master. A autarquia afirmou que o processo de apuração de responsabilidades está em análise jurídica.

O instituto também declarou ter adotado medidas para aprimorar o controle dos investimentos, incluindo análises mais detalhadas de novas aplicações e capacitações para gestores e conselheiros. As perdas relacionadas ao Banco Master foram incluídas nas projeções previdenciárias.

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© Polícia Federal

PF investiga aplicações de recursos previdenciários em São Roque/SP

Operação mira ex-líder de centro espírita investigado por violência sexual

27 October 2026 at 13:40

O Ministério Público de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para investigar crimes contra a dignidade sexual supostamente praticados pelo ex-presidente e líder espiritual da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Goiânia.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia. As buscas ocorreram em endereços ligados ao investigado na capital, incluindo a sede da comunidade espírita.

A Justiça também autorizou o afastamento do sigilo de dados telemáticos e determinou medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas, estão o comparecimento mensal em juízo e a proibição de acessar ou frequentar a sede da entidade, além de participar de atividades e eventos promovidos pela comunidade em outros endereços.

Segundo o Ministério Público, o investigado teria se aproveitado da fé das mulheres assistidas pela instituição e de sua posição de autoridade espiritual para submetê-las a condutas que configuram crimes contra a dignidade sexual.

Abuso da liderança e violação sexual

A investigação teve início após uma notícia-crime apresentada por uma integrante do centro religioso. De acordo com Ministério Público, o homem usava da liderança religiosa para submeter fiéis a crimes contra a dignidade sexual, como violação sexual mediante fraude.

Segundo as apurações, há indícios de que o ex-presidente tenha divulgado, sem consentimento, fotografias e vídeos íntimos de uma das vítimas.

De acordo com o órgão, os elementos reunidos na investigação também apontam que outras mulheres podem ter sido vítimas de condutas semelhantes no mesmo contexto institucional.

Exploração da vulnerabilidade social das vítimas

As provas reunidas até o momento indicam que o investigado teria explorado a vulnerabilidade social de pessoas atendidas pelo programa assistencial da comunidade.

Segundo a investigação, ele teria usado a distribuição de cestas básicas como contrapartida para obter material de conteúdo sexual.

Em julho deste ano, uma assembleia geral extraordinária destituiu o investigado da presidência da comunidade. Desde então, conforme a promotoria, a sede está temporariamente fechada e sob nova administração.

O Ministério Público ainda recebeu informações de que o ex-líder estaria desenvolvendo atividades religiosas em Santa Helena de Goiás e articulando a abertura de um novo centro espírita.

A possibilidade de retomada dessas atividades aumentou a preocupação de que ele volte a usar a posição de liderança religiosa para se aproximar de outras mulheres em situação de vulnerabilidade.

A operação é conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça, com apoio da 44ª Promotoria de Justiça de Goiânia, do Centro de Apoio Operacional Criminal, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Navita (Núcleo de Apoio às Vítimas).

Gaeco faz operação contra desvio de R$ 36,9 milhões no Paraná

27 October 2026 at 13:38

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (26), no âmbito da Operação Samaritano, contra um esquema de desvio de recursos que deveriam ser destinados a entidades de assistência social e de lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado é de R$ 36,9 milhões.

As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Londrina, no Norte Central do Paraná. As buscas foram realizadas em Londrina, Ibiporã e Maringá, no Paraná, além da capital paulista e de Itupeva, no interior de São Paulo.

As investigações começaram em 2021 e apuram possíveis irregularidades envolvendo uma distribuidora de títulos de capitalização sediada em Londrina e empresas ligadas a ela. Segundo o Ministério Público, a distribuidora teria retido parte dos valores que, conforme a regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), deveriam ser repassados às entidades beneficiárias.

Entre as possíveis vítimas estão a Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), a Irmandade Santa Casa de Londrina e o Hospital do Câncer de Londrina.

Entenda o esquema investigado

Os títulos de capitalização na modalidade filantrópica permitem que os compradores participem de sorteios e cedam a uma entidade beneficente o direito ao resgate dos valores.

Até 2019, os títulos eram comercializados em campanhas em favor da Fenapaes. A distribuidora concentrava a arrecadação e prestava contas à entidade das despesas descontadas diretamente dos valores arrecadados.

De acordo com a investigação, essas despesas teriam sido infladas artificialmente por meio de notas fiscais sem lastro, duplicadas ou referentes a serviços prestados a outras empresas ligadas aos investigados. Parte dos documentos teria sido emitida por empresas de fachada abertas em nome de funcionários e distribuidores, com o objetivo de aumentar ilicitamente os lucros da distribuidora.

A partir de 2020, mudanças na regulamentação determinaram que a sociedade de capitalização passasse a depositar os valores de resgate diretamente na conta da entidade beneficente, sem a intermediação de outras empresas.

Diante da alteração, os investigadores apuram indícios de que o esquema teria sido adaptado para favorecer a distribuidora em prejuízo das entidades. A suspeita é de que isso tenha ocorrido por meio de contratos de promoção de vendas que, em tese, não atenderiam aos requisitos legais, incluindo a fiscalização adequada pela sociedade de capitalização.

Prejuízo estimado em R$ 36,9 milhões

Segundo o Ministério Público, entre março de 2020 e maio de 2022, a Santa Casa de Londrina transferiu R$ 33,16 milhões à distribuidora. Já o Hospital do Câncer de Londrina repassou R$ 3,75 milhões entre julho de 2020 e abril de 2021.

Documentos entregues pelo próprio hospital indicam que a prática teria continuado por meio de empresas sucessoras, sob uma nova marca, pelo menos até 2024.

As buscas realizadas nesta segunda-feira têm como objetivo reunir provas sobre o funcionamento dos contratos e esclarecer o destino dos valores transferidos à distribuidora, que, segundo a investigação, deveriam beneficiar exclusivamente as entidades filantrópicas.

Os investigadores também apuram se os recursos teriam passado por diferentes etapas para ocultar sua origem. Entre as suspeitas está a utilização de empresas constituídas em nome de familiares dos sócios da distribuidora para a aquisição de imóveis e veículos de luxo.

Crimes investigados

A investigação apura possíveis crimes de apropriação indébita, estelionato contra entidades beneficentes, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores até o limite de R$ 36.913.661,48.

O Ministério Público do Paraná ressalta que a venda de títulos de capitalização na modalidade filantrópica é uma atividade lícita, regulamentada pela Susep, e que as entidades beneficentes são consideradas vítimas dos supostos crimes.

As investigações continuam. O processo tramita em segredo de Justiça.

A CNN Brasil entrou em contato com as vítimas e aguarda resposta. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Operação mira lavagem de dinheiro com joias e bloqueia R$ 374 milhões em SP

27 October 2026 at 11:59

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a terceira fase da Operação Ouro Reverso, que mira desarticular o Núcleo 3 de uma organização criminosa responsável por transformar o faturamento de itens roubados, sobretudo alianças, em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a venda de joias.

As equipes cumprem 31 mandados de busca e apreensão e a Justiça bloqueou bens e ativos no valor de mais de R$ 374 milhões.

A operação, coordenada pela DIG (Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas) e realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), já interditou um comércio de joias e apreendeu um imóvel. De acordo com a corporação, a quadrilha utilizou “laranjas” e diversos destinatários para circular ativos.

As apurações sobre o caso começaram em 2024, após o jogador de futebol Neymar ganhar um colar avaliado em R$ 2 milhões do influenciador “Buzeira”, investigado e condenado por integrar uma organização criminosa em outro caso.

A ação ocorre com o apoio da Receita Estadual e da Receita Municipal e da Caixa Econômica Federal.

Fases da operação

A primeira fase aconteceu em maio de 2025, quando os policiais localizaram o Núcleo 1, batizado de Obtenção (O Sangue), responsável diretamente pelos roubos violentos das joias e pela receptação desses materiais.

Na ocasião, Rony Gonçalves, apontado como um dos maiores negociadores de ouro roubado de São Paulo, foi preso. Segundo as investigações, ele integrava um esquema comandado por Suedna Barbosa Carneiro, a “Mainha do Ouro”, suspeita de chefiar o suporte financeiro e operacional para as quadrilhas que realizavam os assaltos.

Já a segunda fase ocorreu em agosto deste ano, e focou em acabar com as lojas e os laboratórios onde eram vendidas e criadas joias por meio materiais roubados, identificado como Núcleo 2 e batizado de A Fachada.

À época, foi localizado uma área no Centro de São Paulo onde eram exercidas essas atividades, chamada “Círculo do Fogo“. A fundição de novas peças e a respectiva venda ocorria nessa fase, inclusive com a aderência de empresas de fachada para a circulação desses itens advindos de ação criminosa. A polícia chegou a apreender R$ 1,6 milhão em joias e R$ 35 milhões em bens e ativos.

A operação desta terça-feira segue em andamento.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

 

Polícia Civil combate golpe bancário contra idosos no Rio de Janeiro

27 October 2026 at 02:47

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira (26), uma operação para investigar um grupo suspeito de aplicar fraudes financeiras usando o nome e a identidade visual de uma instituição bancária para atrair vítimas. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros de Irajá, na Zona Norte, e Campo Grande, na Zona Oeste da capital.

A ação teve como objetivo apreender materiais que ajudem a esclarecer o funcionamento do esquema, identificar outros envolvidos e localizar novas vítimas.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava estabelecimentos comerciais com a identidade visual do banco para transmitir credibilidade e atrair clientes, principalmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Sob o pretexto de oferecer serviços bancários, os suspeitos convenciam as vítimas a entregar seus celulares e permitir o acesso a informações pessoais e bancárias. Com os dados obtidos, o grupo realizava empréstimos e transferências via PIX sem autorização das vítimas.

Até a publicação da reportagem, a polícia não divulgou o balanço das operações.

Ainda segundo a apuração, os envolvidos atuavam de forma organizada: enquanto alguns atraíam as vítimas, outros utilizavam contas bancárias em nome de terceiros para movimentar os valores obtidos.

As investigações também apontaram que o grupo atuava na Zona Oeste do Rio, indicando que o esquema pode ter sido aplicado em diferentes pontos da capital.

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