As polícias Civil e Militar detiveram, nesta terça-feira (27), seis adultos e um menor após localizarem restos mortais dentro do porta-malas de um veículo na BR-280, na região de Marmeleiro, no Paraná. De acordo com as investigações, o caso pode ser tratado como um possível “tribunal do crime”.
Policiais teriam recebido informações sobre um possível homicídio e abordaram o carro onde estavam os restos mortais. Nele, estavam quatro dos sete suspeitos: um menor de idade, uma mulher e dois homens. Logo depois, as equipes se deslocaram até uma residência de onde o automóvel teria saído e localizaram outras três pessoas, além de vestígios de sangue espalhados pelo imóvel e sinais de limpeza recente.
Segundo os delegados do caso, Ricardo Moraes e Paula Caroline Wisniewski, as motivações do crime poderiam estar relacionadas a briga entre facções criminosas que resultaram na prática do “tribunal do crime” – termo cunhado para explicar um julgamento realizado paralelamente por facções.
O restos mortais foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) e passará por perícia, mas, em um primeiro momento, a vítima parece ser um homem de aproximadamente 25 anos, de acordo com as autoridades.
As investigações seguem pela Polícia Civil, inclusive com vestígios de fraude processual, uma vez que os suspeitos tentaram esconder características do crime.
O Ministério Público do Paraná deflagrou, nesta quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Umbra, que mira um esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) investigado por distribuir drogas em troca de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas em presídios.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão em Londrina, Cambé, Cascavel e Piraquara, no Paraná, além de Avaré e Marília, no estado de São Paulo.
A Justiça também autorizou buscas pessoais e domiciliares, inclusive nas unidades prisionais onde estão detidos alguns dos investigados. Segundo o órgão, as buscas visam apreender aparelhos celulares, drogas, armas, dinheiro em espécie e documentos relacionados às atividades ilícitas.
A ação desta manhã é coordenada pelo Núcleo Regional de Londrina do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Tráfico de drogas e controle regional
Segundo as investigações, o grupo atuava nos municípios abrangidos pelo código de área telefônico DDD 43, no Norte do Paraná, sobretudo em atividades ligadas ao tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e ao controle disciplinar dos membros da organização.
Os investigadores apontaram que a estrutura do PCC regional era comandada por dois irmãos, que ocupavam posições de liderança mas com funções distintas.
Um deles é indicado por exercer a função denominada de “Geral da Região 43”, responsável pela disciplina dos integrantes, pela intermediação de ordens da cúpula da facção, pela autorização ou pelo veto de punições e transferências internas e pela gestão da estrutura regional.
Já o outro irmão ocupava o cargo de “Final 100% do Estado do Paraná”, responsável pela supervisão financeira e operacional das atividades ilícitas no estado. Segundo o MP, ele também atuaria na coordenação do comércio de drogas a partir da zona Sul de Londrina.
Os demais investigados exerceriam funções específicas na estrutura criminosa, incluindo a contabilidade da organização, a coordenação de pontos de venda de drogas, a gestão do chamado “tribunal do crime” e a negociação de armas de fogo de grosso calibre, inclusive fuzis.
Drogas em troca de assinaturas de projeto de lei
Segundo o Ministério Público, um dos principais pontos identificados durante a investigação foi a organização de uma campanha de coleta de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas e conjugais em estabelecimentos prisionais.
As investigações apontaram que a iniciativa era promovida pelo PCC em Londrina e região com o objetivo de pressionar o sistema prisional. De acordo com a promotoria, mensagens apreendidas ao longo das apurações indicavam a meta de obter 290 mil assinaturas em todo o país.
Para incentivar a participação, a ramificação da facção no Paraná distribuía porções de drogas a pessoas que apresentassem assinaturas coletadas.
Segundo os investigadores, os entorpecentes eram fornecidos pelos responsáveis pelos pontos de tráfico, conhecidos como “donos de quebradas”. A prática, conforme o MP, era chamada internamente de “trabalho de revertimento”.
Além disso, a apreensão de planilhas e registros durante a investigação levaram os investigadores a identificarem a quantidade de drogas disponibilizada por cada ponto de venda e sua correspondência com o número de assinaturas obtidas. Em um dos registros, cada grama de cocaína equivalia a oito assinaturas.
Atuação nos presídios
Ainda de acordo com as investigações, alguns dos suspeitos de envolvimento no esquema já estavam presos em unidades do sistema penitenciário do Paraná e de São Paulo, mas continuavam exercendo funções na organização criminosa.
Mesmo detidos, as apuração indicam que eles –– supostamente –– repassavam orientações, negociavam armamentos e administravam o fluxo de drogas. Para mascarar a ação e dificultar a identificação da polícia, o grupo utilizava linhas telefônicas registradas em nome de terceiros.
Os suspeitos investigados no âmbito da Operação Umbra poderão responder pelos crimes de favorecimento ao domínio social estruturado e tráfico de drogas.
Alvos já eram investigados por duplo homicídio
Segundo investigação do Gaeco, há indícios de possível participação de dois dos investigados em um duplo homicídio ocorrido em 2024, em Rolândia, no Norte do Paraná.
O material reunido aponta que o crime teria sido cometido em nome da facção contra um homem que seria integrante de um grupo rival. Na ação, uma criança também foi morta.
O Ministério Público afirmou que um dos investigados apontados nesse contexto teria fugido para o Paraguai e é considerado foragido da Justiça.
Após um ano de investigações sobre a morte de quatro amigos que foram cobrar uma dívida em Icaraíma, no Paraná, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou quatro pessoas por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual.
Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira desapareceram após o encontro e foram encontrados em uma vala 44 dias depois.
Em agosto deste ano,três suspeitos de envolvimento no crime foram presos no interior de São Paulo. Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscarioll foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras.
O outro filho de Antônio, cujo nome não foi divulgado, foi preso em Santa Bárbara d’Oeste. O quarto investigado já estava preso por tráfico de drogas e teve o mandado de prisão cumprido dentro do sistema penitenciário.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos indiciados. O espaço segue aberto.
Conclusão da polícia
Segundo o delegado Thiago Andrade Inácio, as vítimas teriam sido atraídas para uma propriedade rural para negociar uma dívida relacionada ao desfazimento de um negócio imobiliário.
O valor era de R$ 255 mil, dividido em dez notas promissórias. No local, os quatro amigos teriam sido surpreendidos por uma emboscada e mortos a tiros de armas de diferentes calibres.
“A partir dos elementos reunidos, os policiais civis conseguiram reconstruir a dinâmica dos crimes e identificar a participação de cada investigado. A apuração apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos”, afirmou o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, os quatro indiciados são homens da mesma família. A prisão dos três suspeitos em agosto foi resultado de levantamentos de inteligência policial realizados pela corporação.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público para análise. As investigações, no entanto, continuam para apurar a possível participação de outras pessoas nos homicídios, incluindo suspeitos de envolvimento na execução, no apoio logístico e na ocultação de vestígios.
Cobrança de dívida e desaparecimento
Segundo as investigações, Alencar Gonçalves de Souza solicitou os serviços de Rafael, Robishley e Diego Henrique para auxiliá-lo nacobrança de uma dívida de R$ 255 mil referente à venda de uma propriedade rural, em agosto de 2024, para a família de Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo.
À época do crime, o delegado Gabriel Menezes, da cidade de Umuarama (cerca de 60 km de Icaraíma), informou que a propriedade foi escriturada e chegou a ser transferida para um membro dessa família, no dia 5 de agosto de 2024. Ele afirma que passado um ano, ainda não teria ocorrido o pagamento do valor acordado, que seriam 10 parcelas de R$ 25 mil.
No dia 4 de agosto de 2025, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) para cobrar a dívida. Em Icaraíma, eles encontraram Alencar, que teria encomendado o serviço e seria o mediador da cobrança. Após o sumiço e a falta de contato com os familiares, os homens foram dados como desaparecidos.
Carro encontrado enterrado em bunker
O carro utilizado pelos quatro homens no Paraná foi encontrado em 12 de setembro, em uma área de mata do município de Icaraíma. O veículo, que estava coberto por uma lona, passou por perícia e foi apreendido. Segundo a Polícia Civil, o carro estava enterrado em uma espécie de bunker.
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Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná
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A Polícia Militar Ambiental relatou que policiais notaram uma irregularidade no terreno durante um patrulhamento. Os agentes decidiram escavar o local e localizaram uma lona, que cobria a lataria de um carro branco.
A Polícia Civil do Paraná identificou marcas de disparo de arma de fogo e vestígios de sangue na lataria e no interior do carro.
Depois de 44 dias do sumiço, os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados em uma vala na cidade de Icaraíma, na madrugada de 19 de setembro de 2025.
A localização das vítimas ocorreu em uma área rural de Icaraíma, cidade no noroeste do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, os corpos apresentavam marcas de perfurações de arma de fogo. Na mesma vala, estavam pertences dos homens.
As equipes localizaram uma área com sinais de alteração no solo, dissimulada sob galhos e vegetação seca. Durante as escavações, os policiais encontraram os corpos.
Os laudos divulgados foram os de Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos, Robishley Hirnani de Oliveira, de 53, e Diego Henrique Afonso, de 39. A declaração de óbito de Alencar Gonçalves de Souza Giron, de 36 anos, não foi divulgada.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (26), no âmbito da Operação Samaritano, contra um esquema de desvio de recursos que deveriam ser destinados a entidades de assistência social e de lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado é de R$ 36,9 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Londrina, no Norte Central do Paraná. As buscas foram realizadas em Londrina, Ibiporã e Maringá, no Paraná, além da capital paulista e de Itupeva, no interior de São Paulo.
As investigações começaram em 2021 e apuram possíveis irregularidades envolvendo uma distribuidora de títulos de capitalização sediada em Londrina e empresas ligadas a ela. Segundo o Ministério Público, a distribuidora teria retido parte dos valores que, conforme a regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), deveriam ser repassados às entidades beneficiárias.
Entre as possíveis vítimas estão a Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), a Irmandade Santa Casa de Londrina e o Hospital do Câncer de Londrina.
Entenda o esquema investigado
Os títulos de capitalização na modalidade filantrópica permitem que os compradores participem de sorteios e cedam a uma entidade beneficente o direito ao resgate dos valores.
Até 2019, os títulos eram comercializados em campanhas em favor da Fenapaes. A distribuidora concentrava a arrecadação e prestava contas à entidade das despesas descontadas diretamente dos valores arrecadados.
De acordo com a investigação, essas despesas teriam sido infladas artificialmente por meio de notas fiscais sem lastro, duplicadas ou referentes a serviços prestados a outras empresas ligadas aos investigados. Parte dos documentos teria sido emitida por empresas de fachada abertas em nome de funcionários e distribuidores, com o objetivo de aumentar ilicitamente os lucros da distribuidora.
A partir de 2020, mudanças na regulamentação determinaram que a sociedade de capitalização passasse a depositar os valores de resgate diretamente na conta da entidade beneficente, sem a intermediação de outras empresas.
Diante da alteração, os investigadores apuram indícios de que o esquema teria sido adaptado para favorecer a distribuidora em prejuízo das entidades. A suspeita é de que isso tenha ocorrido por meio de contratos de promoção de vendas que, em tese, não atenderiam aos requisitos legais, incluindo a fiscalização adequada pela sociedade de capitalização.
Documentos entregues pelo próprio hospital indicam que a prática teria continuado por meio de empresas sucessoras, sob uma nova marca, pelo menos até 2024.
As buscas realizadas nesta segunda-feira têm como objetivo reunir provas sobre o funcionamento dos contratos e esclarecer o destino dos valores transferidos à distribuidora, que, segundo a investigação, deveriam beneficiar exclusivamente as entidades filantrópicas.
O Ministério Público do Paraná ressalta que a venda de títulos de capitalização na modalidade filantrópica é uma atividade lícita, regulamentada pela Susep, e que as entidades beneficentes são consideradas vítimas dos supostos crimes.
As investigações continuam. O processo tramita em segredo de Justiça.
A CNN Brasil entrou em contato com as vítimas e aguarda resposta. O espaço segue aberto.
Um homem de 58 anos foi preso em flagrante pela PCPR (Polícia CIvil do Paraná), por estupro de vulnerável contra a própria neta, de 10 anos, no bairro Interlagos, em Cascavel, no Oeste do Paraná, no último sábado (24). A ação dos policiais resgatou a menina e seu irmão, de 15 anos, que estava sofrendo ameaças familiares.
De acordo com as investigações da PCPR, a menina passava por abusos sexuais recorrentes, sendo o último episódio na última sexta-feira (23). Ela relatou o crime apenas após ser acolhida por vizinhos, ao ser encontrada chorando na rua, durante um período chuvoso.
Ao receberem a denúncia, a PCPR e a PM (Polícia Militar) foram até a casa da família e encontraram o irmão da menina que, por conta de ameaças que sofreu ao tentar defender a irmã, foi abrigado por vizinhos.
A corporação afirmou que o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação das crianças. Os agentes prenderam o acusado, inicialmente, em flagrante, convertendo para prisão preventiva ao investigarem informações de uma possível fuga do homem para o Paraguai.
A PCPR informa que solicitou medidas protetivas de urgência em favor das duas crianças, com o objetivo de impedir novas situações de ameaça ou intimidação. A polícia comunica que as investigações ainda estão em andamento, para entender as circunstâncias dos fatos e possíveis outros envolvidos.
A Receita Federal apontou que, nesta segunda-feira (26), os ovos de aves nativas que foram apreendidos no último sábado (24), durante fiscalização de um ônibus em Foz do Iguaçu, começaram a eclodir. Entre os 32 ovos recolhidos, que estavam sob cuidados do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), oito já eclodiram e nasceram.
Entre os filhotes, sete são aves da família dos ranfastídeos, que inclui os tucanos, e uma da família dos psitacídeos, que abrange papagaios e araras.
A fiscalização
No último sábado (24), a Receita Federal, durante uma fiscalização de rotina em ônibus de linha interestadual, com destino ao Rio de Janeiro, apreendeu os ovos de aves nativas transportados clandestinamente em ônibus, encontrados em uma incubadora transportada em mala e ocultos nas jaquetas de um casal de passageiros chineses.
Segundo o órgão, quando ambos foram questionados, eles relataram que retiraram os ovos em Foz do Iguaçu, no Paraná, e que receberiam R$ 3 mil para transportar os ovos até o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
Uma estimativa aponta que cada ovo pode custar cerca de 50 mil euros no mercado europeu.
Condição dos ovos
A Receita explicou que a maior parte dos ovos estava armazenada em caixas térmicas e de papelão com circuitos eletrônicos, ventoinhas e sensores para o controle de temperatura e ventilação. Porém, no momento da abordagem, as tecnologias estavam desligadas, além de que outros ovos estavam ocultos no forro interno e nas costuras da jaqueta usada pela passageira.
Todo o contexto fez os agentes entenderem que o transporte apresentava indícios de tentativa de incubação clandestina. Nenhum dos dois foi preso, mas devem ser emitidas representações fiscais para fins penais junto ao Ministério Público Federal.
Uma nova onça-pintada foi registrada no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, pelo Projeto Onças do Iguaçu, neste último domingo (25). O animal ainda não teve o gênero identificado, mas já foi nomeado de Mbyja, que significa estrela em guarani.
Veja as imagens feitas por câmeras posicionadas no parque:
Segundo uma nota do Projeto Onças do Iguaçu, o sexo da onça ainda não foi identificado, mas já conseguiram analisar que Mbyja é adulta.
“E a gente está muito feliz com esse registro. Todo novo registro de onça, toda oncinha nova nascendo, ou uma onça desconhecida que a gente registra é um sinal de esperança, novas onças na população é um sinal de esperança, né?”, apontou Yara, do projeto.
Eleitores de seis municípios brasileiros decidiram, por meio de plebiscitos, mudanças em seus territórios com desmembramentos e incorporações de distritos. As consultas populares ocorreram nesse domingo (25), junto com o segundo turno das eleições para presidente, em quatro municípios de Mato Grosso e dois do Paraná.
Em Mato Grosso, os eleitores de Primavera do Leste e Poxoréu decidiram transferir o distrito de Nova Poxoréu, hoje em Poxoréu, para Primavera do Leste.
Os cidadãos de Cotriguaçu e Colniza definiram que o distrito de Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente em Colniza, passará a fazer parte de Cotriguaçu.
No Paraná, os moradores de Chopinzinho e São João decidiram que a Comunidade do Alto Mirim, atualmente pertencente a Chopinzinho, integrará o território de São João.
A Comissão Apuradora das Eleições Gerais de 2026 deve agora consolidar os resultados das consultas. Os tribunais regionais eleitorais (TREs) deverão proclamar os resultados e encaminhá-los ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para homologação.
O vice-prefeito de Guamiranga, no Paraná, Igor Pontarolo (PSD), foi preso em flagrante na terça-feira (20), após danificar estruturas do pronto-atendimento municipal e de uma sala da Secretaria de Saúde. A ocorrência também envolve acusações de ameaça e desacato a servidores. Na quarta-feira (21), ele obteve liberdade provisória.
Imagens de câmeras de segurança mostram que Pontarolo chegou à unidade de saúde carregando uma mulher no colo. A entrada, que possui uma trava eletrônica, não abriu na primeira tentativa. Após cerca de 16 segundos, o acesso foi liberado e ele entrou com a paciente.
Dois minutos depois, as câmeras registraram o político retornando ao local, arrancando a porta da estrutura e jogando-a no chão.
Confusão continuou na Secretaria de Saúde
Conforme o boletim de ocorrência, após deixar a área de atendimento, Pontarolo seguiu para a Secretaria de Saúde, instalada em um prédio anexo ao hospital, e procurou pelo titular da pasta. Testemunhas relataram que ele estava exaltado e danificou uma sala.
Ainda segundo os registros policiais, o vice-prefeito também teria ofendido o secretário municipal na presença de policiais militares que atenderam à ocorrência. Ele foi encaminhado à Polícia Civil, onde a prisão em flagrante foi formalizada.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio e as condutas atribuídas ao político. A prisão em flagrante e a posterior concessão de liberdade provisória não representam condenação pelos crimes investigados.
Defesa afirma que houve emergência médica
Em depoimento, um amigo de Pontarolo relatou que os dois estavam em um velório quando uma tia dele passou mal, desmaiou e começou a convulsionar. Diante da situação, o vice-prefeito teria decidido transportá-la por conta própria até o pronto-atendimento.
A defesa sustenta que a conduta ocorreu em uma situação de emergência. Em nota, afirmou que Pontarolo agiu em estado de necessidade para preservar a vida da paciente e garantir assistência médica. O advogado Renato Rafael Griczynski também declarou que a defesa respeita as instituições, o devido processo legal e a presunção de inocência.
A Prefeitura de Guamiranga informou que ainda não dispõe de elementos conclusivos para esclarecer integralmente o ocorrido. A administração anunciou que pretende apurar as circunstâncias, os possíveis danos ao patrimônio público e os motivos envolvidos por meio de uma sindicância.
O município afirmou que aguardará a apuração formal antes de emitir um juízo sobre o caso e reafirmou o compromisso com a transparência, a preservação do patrimônio público e o respeito aos servidores e à população.