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Entenda os perigos da ciclorfina, droga mais potente que o fentanil

29 October 2026 at 19:08

Um nome desconhecido que aparece em alertas de legistas estaduais, polícias locais e campos universitários: ciclorfina. O opioide sintético tem sido associado a pelo menos 122 mortes nos EUA desde julho de 2025, e em abril, o Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas o identificou como uma “ameaça emergente de drogas”.

Em agosto, a Administração de Repressão às Drogas dos EUA designou a ciclorfina como droga temporária da Lista I, tornando-a ilegal nos Estados Unidos.

Mas especialistas dizem que não esperam que isso se torne um problema tão disseminado ou perigoso quanto muitos outros opioides ilícitos.

Veja o que você precisa saber sobre a ciclorfina.

O que é a ciclorfina e de onde ela veio?

A ciclorfina pertence a uma classe relativamente nova de opioides chamada orfinas, que não foram usadas para fins medicinais no passado, segundo o Dr. Nabarun Dasgupta, cientista de rua especializado em drogas da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. Casos de ciclorfina são “esporádicos” nos Estados Unidos, disse ele, aparecendo significativamente menos frequentemente do que amostras de fentanil.

Pesquisadores da UNC detectaram o medicamento pela primeira vez nos Estados Unidos em agosto de 2024, disse Dasgupta. Ele observou que seus colegas na Europa vinham vendo órfadas em 2019 e vinham acompanhando o surgimento do grupo de drogas nos EUA desde então.

O aparecimento da ciclorfina nos Estados Unidos também é consequência de países ao redor do mundo tornarem os análogos do fentanil ilegais, disse ele. Isso levou os mercados ilícitos a criar drogas que não são relacionadas ao fentanil, mas têm os mesmos efeitos nos usuários.

“Não é surpresa que tenha aparecido”, disse Dasgupta.

A ciclorfina já foi observada em cerca de 25 estados pelo país, segundo o Dr. Alex Krotulski, diretor de toxicologia e química do Centro de Pesquisa e Educação em Ciências Forenses.

No Meio-Oeste, incluindo Illinois e Tennessee, a droga já foi vista em pó, frequentemente misturada com fentanil e heroína. No Sul, incluindo Texas, Louisiana e Alabama, a ciclorfina apareceu em forma de comprimidos.

Qual a potência da ciclorfina?

Modelos laboratoriais mostram que a ciclorfina é mais potente que o fentanil, o que está correlacionado ao que os pesquisadores conseguem observar em humanos, disse Krotulski.

Devido à potência do medicamento, é preciso apenas uma pequena quantidade para obter um efeito maior.

Efeitos da ciclorfina na saúde

A Dra. Shravani Durbhakula, diretora do serviço abrangente de dor na Universidade Vanderbilt, disse que, como a ciclorfina é um opioide, ela atua nos receptores opioides para causar depressão respiratória, que ocorre quando as pessoas param de respirar ou sua respiração fica lenta.

A ciclorfina também pode causar sedação e euforia, diminuição da consciência e falta de resposta. Os sintomas podem ser revertidos com naloxona, o medicamento para reversão de overdose de opioides também conhecido como Narcan.

Nos casos que Durbhakula já viu, a ciclorfina é frequentemente combinada com outras substâncias, até mesmo em falsificações de Xanax e OxyContin, tornando os efeitos mais potentes e perigosos.

“Também foi encontrado sozinho, então isso não significa que esteja sempre misturado”, disse Durbhakula. “Mas obviamente, se você combinar com outras coisas, fica ainda mais mortal.”

Testes para ciclorfina

As tiras de teste de fentanil não detectam ciclorfina porque são drogas diferentes, segundo o Dr. David Liss, professor associado de medicina de emergência na Universidade de Washington.

O medicamento não está nos testes típicos em hospitais, disse ele, então talvez precisem solicitar exames especializados para detectá-lo.

“Não acredito que exista qualquer forma de testar isso em escala individual”, disse Liss.

Liss disse que também acredita que há uma subcontagem de casos relacionados aos novos compostos, já que hospitais não conseguem identificar medicamentos para órfadas e não está claro se eles são rotineiramente testados em outros laboratórios.

Qual é o futuro da ciclorfina?

Krotulski acha que a ciclorfina vai “cair rapidamente por aqui” porque foi programada pela DEA e pela China, que é a fonte de muitos opioides inovadores. Ele prevê que o número de casos vai diminuir, aparecendo apenas como casos isolados no futuro.

Diferentes que ele viu aparecer na última década, e ele espera que novos opioides surjam no futuro.

“Por exemplo, não vamos falar sobre ciclofina em outubro que vem”, disse Krotulski. “Vamos falar sobre os novos e mais recentes opioides, e pode ser que haja três ou quatro até lá.”

Brasil lamenta acidente de trem na Espanha, em que mais de 60 morreram

28 October 2026 at 14:35

Logo Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro recebeu com profunda consternação a notícia do grave acidente ferroviário ocorrido nesta quarta-feira (28), na província de Toledo, na Espanha, que deixou dezenas de mortos e feridos.

Segundo o ministério, o governo monitora a situação por meio dos consulados do Brasil na Espanha, a fim de prestar a assistência consular aos brasileiros eventualmente afetados pela colisão dos trens.

Notícias relacionadas:

“O Brasil manifesta sua solidariedade ao povo e ao governo da Espanha, transmite suas sinceras condolências às famílias das vítimas e deseja pronta recuperação aos feridos.”

Pelo menos 64 morreram, de acordo com a Agência Reuters, quando dois trens de alta velocidade colidiram. Esse segundo acidente fatal em menos de um ano na linha que liga Madri à região da Andaluzia, no sul do país, informaram autoridades regionais.

Os plantões dos consulados em Barcelona (+34 659 078 057) e Madri (+34 677 547 004), com WhatsApp, estão em funcionamento para atender aos brasileiros em situação de emergência.

Megaoperação no RJ: munição usada pelo CV teria sido desviada no mesmo ano

28 October 2026 at 12:05

Um levantamento do Instituto Sou da Paz aponta que 425 munições apreendidas com suspeitos de serem membros do CV (Comando Vermelho) durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que completa um ano nesta quarta-feira (28), foram fabricadas em 2025, ou seja, no mesmo ano da megaoperação. O número corresponde a 46,8% dos 909 cartuchos de fabricação nacional entre as 1.073 munições originais analisadas.

O dado exclusivo obtido pela reportagem da CNN Brasil indica a possibilidade de um desvio recente das munições que chegaram às mãos da facção criminosa. Ao todo, 84,7% do material analisado era de origem nacional. A data de fabricação, isoladamente, não permite determinar quando ou como os cartuchos foram desviados, mas dimensiona a presença de munições produzidas no ano da ação policial.

No total, foram apreendidas 120 armas de fogo, segundo a recontagem oficial da Polícia Civil. O arsenal, que conta com materiais desviados das Forças Armadas, incluía 93 fuzis, cerca de 25 a 26 pistolas e um revólver, além de artefatos explosivos, como granadas, carregadores e munições. A recontagem elevou o valor estimado do material apreendido para mais de R$ 12 milhões.

A Operação Contenção completa um ano nesta quarta-feira. Considerada a mais letal da história do estado, a ação é alvo de uma investigação do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), que busca esclarecer as circunstâncias das 122 mortes registradas durante os confrontos nos complexos do Alemão e da Penha, na zona Norte do Rio.

MPRJ já denunciou 28 policiais

Até o momento, o GAESP (Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública ) do MPRJ apresentou 12 denúncias contra 28 policiais militares por crimes como furto, peculato, violação de domicílio, constrangimento ilegal de moradores, roubo e recusa de obediência.

Em paralelo, o órgão conduz um PIC (Procedimento Investigatório Criminal) para apurar as mortes ocorridas durante a operação. Segundo o coordenador do GAESP, promotor de Justiça Fabio Corrêa, a investigação inclui depoimentos de policiais envolvidos na ação e de familiares das vítimas, além da análise de mais de quatro mil horas de imagens de câmeras operacionais portáteis e de laudos periciais médico-legais.

O objetivo é esclarecer as circunstâncias de cada morte e eventuais responsabilidades individuais, incluindo os casos de agentes de segurança pública mortos durante os confrontos.

Human Rights Watch aponta obstáculos

Na terça-feira (27), representantes da organização internacional HRW (Human Rights Watch) se reuniram com integrantes do MPRJ para apresentar um relatório com conclusões sobre a operação. O documento será analisado pela equipe responsável pela investigação.

Durante o encontro, o diretor da HRW no Brasil, César Muñoz, reconheceu o esforço do Ministério Público para esclarecer as mortes, mas destacou obstáculos relacionados ao uso das câmeras corporais pelos agentes de segurança.

A investigação do GAESP também identificou falhas recorrentes nos equipamentos, como ausência de câmeras, baterias descarregadas e problemas na distribuição dos dispositivos. Em março de 2026, diante das irregularidades, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, expediu recomendações às secretarias estaduais de Polícia Militar, Polícia Civil e Segurança Pública para aprimorar o uso dos equipamentos. Segundo o MPRJ, algumas medidas já começaram a ser implementadas.

O Ministério Público afirma que a apuração segue as determinações do STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito da ADPF 635, que trata de medidas relacionadas à segurança pública no Rio de Janeiro.

O órgão também relata dificuldades para acessar imediatamente os locais dos confrontos, por questões de segurança, e informa que parte dos agentes envolvidos não portava câmeras operacionais portáteis. A análise do conjunto de provas deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da operação que completa um ano.

Pelo menos 30 pessoas morrem na Espanha após colisão entre dois trens

Logo Agência Brasil

Pelo menos 30 pessoas morreram quando dois trens de alta velocidade colidiram na Espanha nesta quarta-feira (28), o segundo acidente fatal em menos de um ano na linha que liga Madri à região da Andaluzia, no sul do país, informaram autoridades regionais.

Imagens da emissora regional Castilla-La Mancha Television mostraram um trem descarrilado com pelo menos um vagão ainda sobre um trecho elevado da linha, enquanto pedaços de metal retorcidos, painéis quebrados e destroços podiam ser vistos espalhados pelo aterro abaixo da linha.

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Miguel, um passageiro que viajava com vários colegas no vagão traseiro de um dos trens, descreveu à Rádio COPE o momento do acidente.

“Ouvimos um estrondo enorme, um baque realmente gigantesco que durou 10 segundos, como se o trem estivesse prestes a descarrilar. Pela janela do lado direito, pudemos ver um trem destruído – imagino que devia ser o outro”, disse ele.

O governo regional de Castela-La Mancha informou que o número de mortos subiu de 10 para 30, após ter alertado anteriormente que esse número poderia aumentar.

A colisão ocorre nove meses após um acidente entre trens de alta velocidade, pertencentes às mesmas operadoras, na mesma linha, que matou 46 pessoas.

O acidente, ocorrido em janeiro, depois que um trem descarrilou e colidiu com outro que vinha em sentido contrário perto de Adamuz, na província de Córdoba, desencadeou um debate sobre o nível de investimento na manutenção ferroviária nos últimos anos.

*(Reportagem adicional de David Latona, Mireia Merino, Corina Pons, Benjamin Mejias e Joan Faus)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Polícia indicia quatro por morte de amigos após cobrança de dívida no PR

27 October 2026 at 14:28

Após um ano de investigações sobre a morte de quatro amigos que foram cobrar uma dívida em Icaraíma, no Paraná, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou quatro pessoas por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual.

Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira desapareceram após o encontro e foram encontrados em uma vala 44 dias depois.

Em agosto deste ano, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos no interior de São Paulo. Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscarioll foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras.

O outro filho de Antônio, cujo nome não foi divulgado, foi preso em Santa Bárbara d’Oeste. O quarto investigado já estava preso por tráfico de drogas e teve o mandado de prisão cumprido dentro do sistema penitenciário.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos indiciados. O espaço segue aberto.

Conclusão da polícia

Segundo o delegado Thiago Andrade Inácio, as vítimas teriam sido atraídas para uma propriedade rural para negociar uma dívida relacionada ao desfazimento de um negócio imobiliário.

O valor era de R$ 255 mil, dividido em dez notas promissórias. No local, os quatro amigos teriam sido surpreendidos por uma emboscada e mortos a tiros de armas de diferentes calibres.

“A partir dos elementos reunidos, os policiais civis conseguiram reconstruir a dinâmica dos crimes e identificar a participação de cada investigado. A apuração apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos”, afirmou o delegado.

Leia também: Dívida milionária e carro enterrado: relembre caso de amigos mortos no PR

De acordo com a Polícia Civil, os quatro indiciados são homens da mesma família. A prisão dos três suspeitos em agosto foi resultado de levantamentos de inteligência policial realizados pela corporação.

Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público para análise. As investigações, no entanto, continuam para apurar a possível participação de outras pessoas nos homicídios, incluindo suspeitos de envolvimento na execução, no apoio logístico e na ocultação de vestígios.

Cobrança de dívida e desaparecimento

Segundo as investigações, Alencar Gonçalves de Souza solicitou os serviços de Rafael, Robishley e Diego Henrique para auxiliá-lo na cobrança de uma dívida de R$ 255 mil referente à venda de uma propriedade rural, em agosto de 2024, para a família de Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo.

À época do crime, o delegado Gabriel Menezes, da cidade de Umuarama (cerca de 60 km de Icaraíma), informou que a propriedade foi escriturada e chegou a ser transferida para um membro dessa família, no dia 5 de agosto de 2024. Ele afirma que passado um ano, ainda não teria ocorrido o pagamento do valor acordado, que seriam 10 parcelas de R$ 25 mil.

No dia 4 de agosto de 2025, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) para cobrar a dívida. Em Icaraíma, eles encontraram Alencar, que teria encomendado o serviço e seria o mediador da cobrança. Após o sumiço e a falta de contato com os familiares, os homens foram dados como desaparecidos.

Carro encontrado enterrado em bunker

O carro utilizado pelos quatro homens no Paraná foi encontrado em 12 de setembro, em uma área de mata do município de Icaraíma. O veículo, que estava coberto por uma lona, passou por perícia e foi apreendido. Segundo a Polícia Civil, o carro estava enterrado em uma espécie de bunker.

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    Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná

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    Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná

A Polícia Militar Ambiental relatou que policiais notaram uma irregularidade no terreno durante um patrulhamento. Os agentes decidiram escavar o local e localizaram uma lona, que cobria a lataria de um carro branco.

A Polícia Civil do Paraná identificou marcas de disparo de arma de fogo e vestígios de sangue na lataria e no interior do carro.

Desaparecidos no PR: corpos foram encontrados com marcas de tiro e em vala

Corpos encontrados em uma vala

Depois de 44 dias do sumiço, os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados em uma vala na cidade de Icaraíma, na madrugada de 19 de setembro de 2025.

A localização das vítimas ocorreu em uma área rural de Icaraíma, cidade no noroeste do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, os corpos apresentavam marcas de perfurações de arma de fogo. Na mesma vala, estavam pertences dos homens.

As equipes localizaram uma área com sinais de alteração no solo, dissimulada sob galhos e vegetação seca. Durante as escavações, os policiais encontraram os corpos.

Baleados e politraumatismo

A morte de três dos quatro homens que saíram de São Paulo para cobrar uma dívida de R$ 255 mil no interior do Paraná foram causadas por traumatismo cranioencefálico, politraumatismo e ferimentos por arma de fogo, de acordo com laudo do IML (Instituto Médico-Legal).

Os laudos divulgados foram os de Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos, Robishley Hirnani de Oliveira, de 53, e Diego Henrique Afonso, de 39. A declaração de óbito de Alencar Gonçalves de Souza Giron, de 36 anos, não foi divulgada.

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