Incêndios. Leiria aprova concurso para comprar viaturas

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

![]()
O tecido associativo em Portugal sempre foi um dos pilares mais autênticos da nossa vida coletiva, tendo nas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários a sua expressão mais nobre e exigente.
Construídas à custa do trabalho desinteressado, da solidariedade e do sacrifício de gerações, estas corporações são, para a esmagadora maioria das populações, a única garantia real de socorro, proteção e apoio nas horas de maior aflição.
Por ser uma missão que lida diretamente com vidas humanas e com a salvaguarda do património, a gestão destas associações exigiria o mais rigoroso distanciamento de combates partidários. Contudo, assiste-se a uma deriva inaceitável e cada vez mais sufocante: a ingerência direta da política partidária e das agendas dos gabinetes autárquicos no seio das corporações de bombeiros.
O que deveria ser uma instituição exclusivamente guiada pelo rigor técnico, pela transparência financeira, pelo cumprimento estrito dos estatutos e pelo espírito de missão converteu-se, em demasiados concelhos, num terreno de caça política. Asseguram-se posições em órgãos sociais através de redes de influência, manietam-se decisões de gestão e instrumentalizam-se direções para servir de caixa de ressonância ou de escudo protetor a interesses partidários locais.
As consequências desta promiscuidade são graves. Quando a lealdade política substitui o mérito, a competência e a legalidade na gestão de uma associação humanitária, o resultado é o sufoco da própria corporação.
Os apoios logísticos e os subsídios públicos, que deveriam ser atribuídos de forma transparente e equitativa com base em necessidades operacionais, passam, demasiadas vezes, a ser usados como instrumento de pressão, premiando a docilidade institucional e penalizando quem exige autonomia e rigor.
Esta ingerência é uma falta de respeito profunda para com quem veste a farda. Enquanto homens e mulheres dão o seu melhor no terreno, enfrentando a emergência com recursos tantas vezes escassos, nos gabinetes jogam-se xadrezes partidários e lutas de ego que em nada servem o socorro público.
Este ambiente destrói a moral dos operacionais, desmotiva os voluntários, afasta os associados e degrada a credibilidade de instituições que deviam ser intocáveis.
O poder autárquico tem a obrigação moral e institucional de apoiar os bombeiros do seu concelho, mas apoio não é controlo. Uma autarquia madura e responsável exige rigor e cumpre os seus deveres sem exigir em troca a vassalagem política dos órgãos sociais ou da corporação.
É tempo de dizer basta.
As Associações Humanitárias de Bombeiros não são secções partidárias, não são trampolins eleitorais nem joguetes de influência local.
Pertencem às suas populações, aos seus associados e àqueles que nelas servem com bravura.
Libertar os bombeiros da asfixia partidária não é apenas uma questão de higiene cívica e respeito estatutário é um imperativo moral de segurança pública.
Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.
* Candidato a Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim
O corpo de uma mulher de 30 anos foi encontrado sem vida nesta segunda-feira (26), após carro ser levado por correnteza enquanto dirigia em Pinhalzinho, no interior de São Paulo. O Corpo de Bombeiros uso pelo menos sete viaturas para encontrar o corpo da vítima, desaparecido desde o último domingo (25).
A Polícia Civil informou que está investigando as circunstâncias exatas da morte da vítima e que o caso foi registrado como morte suspeita, na delegacia de Pinhalzinho.
O temporal que atingiu São Paulo no último domingo (25) causou alagamentos, deslizamentos de terra e outros danos em diversos municípios do estado.
Além disso, duas mulheres vieram à óbito após serem arrastadas pela correnteza em Jundiaí, na Grande SP. Em Capivari, alagamentos foram a causa de nove vias serem interditadas e de dez famílias ficaram desalojadas. Essas famílias foram conduzidas para casa de familiares e outras três foram para o abrigo municipal.
Aproximadamente 50 pessoas foram impactadas por alagamentos na rua Alameda Jair Martins Siqueira, em Guareí. Cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas.
Após os episódios, o governo de São Paulo anunciou reforço a assistência humanitária as cidades atingidas pela chuva.
*Com informações de Yasmin Silvestre