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Incêndios. Leiria aprova concurso para comprar viaturas

27 October 2026 at 15:59
O concurso serve para dar resposta a 16 corporações de bombeiros. Está previsto entregar uma viatura por cada corpo de bombeiros, em três fases distintas.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Para o presidente da CIM, a medida reflete "uma visão dos autarcas em que os bombeiros são, efetivamente, o braço forte da Proteção Civil Municipal"

Morte em Gondomar após confrontos com arma de fogo e tacos

27 October 2026 at 15:27
Pai e filho agrediram fatalmente a vítima de 45 anos. Óbito foi declarado no local, em São Pedro da Cova, e suspeitos já foram detidos.

O confronto entre os três homens envolveu o uso de arma de fogo e tacos de basebol

Quando a política partidária põe as mãos nos Bombeiros

27 October 2026 at 10:02

“A dignidade não consiste em possuir honras, mas em merecê-las.” Aristóteles

O tecido associativo em Portugal sempre foi um dos pilares mais autênticos da nossa vida coletiva, tendo nas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários a sua expressão mais nobre e exigente. 

Construídas à custa do trabalho desinteressado, da solidariedade e do sacrifício de gerações, estas corporações são, para a esmagadora maioria das populações, a única garantia real de socorro, proteção e apoio nas horas de maior aflição.

Por ser uma missão que lida diretamente com vidas humanas e com a salvaguarda do património, a gestão destas associações exigiria o mais rigoroso distanciamento de combates partidários. Contudo, assiste-se a uma deriva inaceitável e cada vez mais sufocante: a ingerência direta da política partidária e das agendas dos gabinetes autárquicos no seio das corporações de bombeiros.

O que deveria ser uma instituição exclusivamente guiada pelo rigor técnico, pela transparência financeira, pelo cumprimento estrito dos estatutos e pelo espírito de missão converteu-se, em demasiados concelhos, num terreno de caça política. Asseguram-se posições em órgãos sociais através de redes de influência, manietam-se decisões de gestão e instrumentalizam-se direções para servir de caixa de ressonância ou de escudo protetor a interesses partidários locais.

As consequências desta promiscuidade são graves. Quando a lealdade política substitui o mérito, a competência e a legalidade na gestão de uma associação humanitária, o resultado é o sufoco da própria corporação. 

Os apoios logísticos e os subsídios públicos, que deveriam ser atribuídos de forma transparente e equitativa com base em necessidades operacionais, passam, demasiadas vezes, a ser usados como instrumento de pressão, premiando a docilidade institucional e penalizando quem exige autonomia e rigor.

Esta ingerência é uma falta de respeito profunda para com quem veste a farda. Enquanto homens e mulheres dão o seu melhor no terreno, enfrentando a emergência com recursos tantas vezes escassos, nos gabinetes jogam-se xadrezes partidários e lutas de ego que em nada servem o socorro público. 

Este ambiente destrói a moral dos operacionais, desmotiva os voluntários, afasta os associados e degrada a credibilidade de instituições que deviam ser intocáveis.

O poder autárquico tem a obrigação moral e institucional de apoiar os bombeiros do seu concelho, mas apoio não é controlo. Uma autarquia madura e responsável exige rigor e cumpre os seus deveres sem exigir em troca a vassalagem política dos órgãos sociais ou da corporação.

É tempo de dizer basta. 

As Associações Humanitárias de Bombeiros não são secções partidárias, não são trampolins eleitorais nem joguetes de influência local. 

Pertencem às suas populações, aos seus associados e àqueles que nelas servem com bravura. 

Libertar os bombeiros da asfixia partidária não é apenas uma questão de higiene cívica e respeito estatutário é um imperativo moral de segurança pública.

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Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

* Candidato a Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim

Bombeiros encontram corpo de mulher levada pela chuva em SP

26 October 2026 at 23:37

O corpo de uma mulher de 30 anos foi encontrado sem vida nesta segunda-feira (26), após carro ser levado por correnteza enquanto dirigia em Pinhalzinho, no interior de São Paulo. O Corpo de Bombeiros uso pelo menos sete viaturas para encontrar o corpo da vítima, desaparecido desde o último domingo (25).

 A Polícia Civil informou que está investigando as circunstâncias exatas da morte da vítima e que o caso foi registrado como morte suspeita, na delegacia de Pinhalzinho.

Chuva provoca mortes e alagamentos em SP

O temporal que atingiu São Paulo no último domingo (25) causou alagamentos, deslizamentos de terra e outros danos em diversos municípios do estado. 

Além disso, duas mulheres vieram à óbito após serem arrastadas pela correnteza em Jundiaí, na Grande SP. Em Capivari, alagamentos foram a causa de nove vias serem interditadas e de dez famílias ficaram desalojadas. Essas famílias foram conduzidas para casa de familiares e outras três foram para o abrigo municipal.

Aproximadamente 50 pessoas foram impactadas por alagamentos na rua Alameda Jair Martins Siqueira, em Guareí. Cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas.

Após os episódios, o governo de São Paulo anunciou reforço a assistência humanitária as cidades atingidas pela chuva.

*Com informações de Yasmin Silvestre

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