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EU Cybersecurity Revision Could Cost the Netherlands Up to 2.2 Bln Euros in First Year

27 October 2026 at 15:15

Restrictions on suppliers, changes in procurement policies and replacement of existing ICT infrastructure affect supply chains.

On Tuesday, SEO Amsterdam Economics reported that a proposed revision of the European Union’s Cybersecurity Act, known as CSA2, could lead to losses ranging from 290 million euros (US$324 million) to 2.2 billion euros (US$2.46 billion dollars) for Dutch businesses in the first year of implementation.

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The report, titled The Price of Security and commissioned by the Netherlands China Business Council (NCBC), cautions that the impact could extend beyond businesses directly affected by the restrictions, spreading through supply chains and hitting firms in other sectors of the Dutch economy.

The legislation was proposed by the European Commission at the beginning of this year. The draft introduced “non-technical risks” in the name of cybersecurity and supply chain security.

In particular, the draft would identify “countries posing cybersecurity concerns” and “high-risk suppliers,” and exclude listed countries and suppliers from relevant EU supply chains across 18 sectors, including energy, transport, and information and communications technology.

However, the economic implications of restricting suppliers could be substantial, particularly for businesses that rely on existing information and communications technology infrastructure and have limited short-term alternatives, according to the report.

🚨🇪🇺 BREAKING: Critical software vulnerabilities trigger government website shutdowns across at least SIX European countries, affecting public authorities, hospitals, schools and critical infrastructure.

Two severe security flaws have been discovered in PHP, one of the world's… pic.twitter.com/Z89nsKbVsK

— Coffe Report (@CoffeReport) October 21, 2026

Companies may also need to modify existing systems, adjust production processes and reorganize supply chains to accommodate replacement products. These changes could generate additional costs beyond the losses estimated in the report.

“Security measures do not exist in an economic vacuum,” NCBC Chairman Jochum Haakma said at a seminar on the report on Monday, adding that restrictions on suppliers, changes in procurement policies and the replacement of existing ICT infrastructure can affect entire supply chains, investment decisions and ultimately the competitiveness of the European economy.

In a letter to parliament on June 19, Dutch Minister of Justice and Security David van Weel said the government was concerned about the European Commission’s proposed power to designate entire countries and suppliers as high-risk, citing potentially far-reaching economic, legal and geopolitical consequences, as well as insufficiently clear and detailed criteria and procedures.

The report notes that restrictions on supplier choice could also yield other adverse consequences, as diminished competitive pressure may result in higher prices, lower quality and reduced innovation.

“Strategic autonomy is an important European ambition, but autonomy should not lead to isolation,” Haakma noted.

teleSUR/ JF

Source: Xinhua

Grandes empresas avançam na IA mas não significa que administrações estejam preparadas, diz IPCG

27 October 2026 at 07:53

O vice-presidente do IPCG afirma, em declarações à Lusa, que as grandes empresas portuguesas estão mais avançadas na adoção de IA, mas isso não significa que as administrações estejam preparadas para avaliar o seu valor e riscos.

A preparação dos conselhos de administração para os desafios da regulação e da inteligência artificial (IA) e o seu impacto vão estar hoje 27 de outubro em debate na conferência do Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) sob o tema “Competitividade, Inovação e Regulação na Europa”, no CCB, em Lisboa.

Questionado sobre se as administrações das empresas portuguesas estão preparadas, José Costa Pinto afirma que a preparação é desigual.

“As grandes empresas estão mais avançadas na adoção de inteligência artificial, mas utilizar estas ferramentas não significa, por si só, que a administração esteja preparada para avaliar o seu valor e os seus riscos (…). O passo decisivo é passar da utilização pontual para a integração no negócio. Uma administração deve conseguir identificar onde a IA pode reduzir custos, melhorar o serviço ao cliente ou apoiar uma decisão de investimento, e verificar se esses resultados estão a ser alcançados”, aponta o responsável.

“Não é necessário que todos os administradores sejam especialistas em tecnologia”, porém, “é necessário que saibam questionar uma proposta, avaliar o investimento e perceber em que condições podem confiar nos resultados”, acrescenta.

Assim, diz que o principal desafio da IA nas empresas portuguesas está nas competências e na capacidade de mudar a forma de trabalhar.

O acesso às ferramentas tornou-se mais fácil, mas a sua utilização, prossegue o vice-presidente do IPCG, “exige tempo, formação e informação organizada, recursos que escasseiam em muitas PME”.

“Começaria por um problema concreto de uma PME, como o tempo gasto a preparar orçamentos ou a responder a pedidos de clientes. A partir daí, importa testar uma solução, formar quem a vai utilizar e medir se o trabalho ficou efetivamente melhor”, exemplifica.

Neste sentido, diz que “poupar tempo numa tarefa é útil”, mas que “esse ganho só chega ao negócio se permitir responder a mais clientes, reduzir custos ou libertar pessoas para trabalho de maior valor. Comprar licenças sem mudar processos dificilmente produz esse resultado”.

Relativamente ao maior risco, indica que é confiar numa resposta sem a verificar.

“Uma ferramenta pode apresentar informação errada com uma linguagem muito convincente” e “se essa informação entrar num relatório financeiro, numa proposta comercial ou numa decisão sobre um trabalhador, o erro pode ter consequências sérias”, adverte.

Na sua opinião, a administração “deve saber que ferramentas são utilizadas, que informação lhes é entregue e quem valida os resultados”.

“Introduzir dados de clientes ou documentos confidenciais numa ferramenta sem conhecer as condições de utilização é um risco concreto”, sublinha.

“É preciso definir quem pode autorizar cada utilização, quais as decisões que exigem revisão humana e quem pode suspender o sistema quando surgem problemas. A supervisão só existe se houver alguém com competência e autoridade para intervir”, acrescenta.

Questionado sobre como é que Portugal compara com outros países da Europa, José Costa Pinto diz que, na adoção empresarial de IA, o país está abaixo da média europeia.

“A distância é particularmente relevante nas pequenas e médias empresas, embora as grandes também tenham caminho a percorrer”, acrescenta.

O progresso em matéria de governo societário é importante, “mas não permite concluir” se há já preparação para esta transformação.

“Ter regras de governação e saber supervisionar o uso de IA são capacidades que têm de ser trabalhadas em conjunto”, refere, defendendo que o desafio é fazer chegar às PME “formação aplicada, apoio técnico e soluções adequadas à sua dimensão”.

Quanto ao principal conselho para as empresas portuguesas serem mais competitivas, o vice-presidente do IPCG diz que isso passa por trazer a IA para a agenda da administração e começarem por uma necessidade concreta do negócio.

“Escolham uma aplicação com resultados verificáveis, atribuam um responsável e definam um prazo para avaliar o investimento”, aponta, o que inclui custos de formação, integração e verificação dos resultados, além do preço da ferramenta.

“Uma solução aparentemente barata pode sair cara se obrigar a corrigir trabalho ou expuser informação sensível. Depois, alarguem o que demonstrar valor. A competitividade mede-se na capacidade de produzir melhor, servir melhor os clientes e decidir com mais informação” e com esses resultados que a administração deve avaliar a utilização de IA, conclui.

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