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Ryanair estreia 4 rotas de inverno a partir do Porto para destinos na Polónia, Itália e Alemanha

27 October 2026 at 19:50

Quem pretende viajar para o estrangeiro durante os próximos meses tem quatro novas opções de voos diretos a partir de Portugal. A Ryanair reforçou a sua programação de inverno com ligações a cidades de três países europeus, permitindo chegar a destinos na Polónia, em Itália e na Alemanha sem necessidade de fazer escala.

As novidades estão disponíveis no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e abrangem Gdansk e Poznan, na Polónia, Catânia, em Itália, e Hamburgo, na Alemanha. De acordo com o Diário do Distrito, as duas ligações polacas começaram a funcionar no domingo, 25 de outubro, enquanto os primeiros voos para as cidades italiana e alemã estavam previstos para a última segunda-feira, 26 de outubro.

Catânia é o destino com mais voos semanais

Entre as quatro ligações, a que permite viajar até Catânia, na ilha italiana da Sicília, apresenta a maior frequência. A Ryanair disponibiliza cinco partidas semanais do Porto e outras cinco no sentido inverso, o que corresponde a um total de dez voos por semana entre os dois aeroportos.

Segundo a mesma fonte, a viagem direta tem uma duração aproximada de 3:15 h. A aposta nesta cidade insere-se numa expansão da presença da companhia na Sicília, onde foram anunciadas 17 novas rotas para a temporada de inverno, incluindo nove com partida ou chegada ao aeroporto de Catânia.

Duas cidades da Polónia passam a ter ligação direta

A Polónia concentra metade das novidades anunciadas para o Porto, com a abertura das rotas para Gdansk e Poznan. Cada uma dispõe de duas partidas semanais em cada sentido, permitindo aos passageiros escolher entre diferentes dias para organizar uma viagem durante os meses de inverno.

No caso de Gdansk, os voos estão previstos às quintas-feiras e domingos durante grande parte da temporada, com uma duração aproximada de 3:50 h. Já a ligação a Poznan demora cerca de três horas e meia. A Ryanair passa, assim, a disponibilizar mais alternativas para viajar diretamente entre o Porto e a Polónia, onde já opera voos para outras cidades, como Cracóvia, Varsóvia e Wrocław.

Hamburgo volta a receber voos da Ryanair a partir do Porto

A cidade alemã de Hamburgo completa a lista de destinos incluídos nesta expansão. A nova programação prevê partidas do Porto às segundas e sextas-feiras, com um tempo de viagem de aproximadamente 3:05 h. Tal como acontece nas duas rotas polacas, estão previstas duas frequências semanais em cada sentido.

Contudo, esta ligação não é inteiramente inédita. Segundo o Diário do Distrito, a Ryanair já tinha operado voos entre o Porto e Hamburgo, tendo interrompido o serviço em março de 2025. A inclusão da cidade alemã no calendário de inverno de 2026/2027 representa, por isso, o regresso de uma ligação que anteriormente fazia parte da oferta da transportadora.

Há bilhetes para dezembro a partir de 23,99 euros

Os preços das quatro ligações variam em função das datas e da procura. Na consulta efetuada à plataforma da Ryanair, foram identificadas tarifas de ida a partir de 23,99 euros para Poznan, com viagens previstas para dezembro. Para Hamburgo, no mesmo mês, surgiam bilhetes desde 32,99 euros, enquanto as ligações para Catânia apresentavam valores a partir de 29,99 euros.

No caso de Gdansk, a companhia apresentava tarifas desde 41,43 euros para dezembro, sendo possível encontrar valores inferiores noutros meses da temporada. Contudo, estes preços não são fixos e podem sofrer alterações. Os passageiros devem ainda verificar as condições relativas à bagagem e a outros serviços, uma vez que os valores apresentados correspondem às tarifas de base.

Novas ligações representam 11 partidas semanais do Porto

No conjunto, as quatro rotas acrescentam 11 partidas semanais ao calendário da Ryanair no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Cinco têm como destino Catânia e as restantes seis distribuem-se igualmente entre Gdansk, Poznan e Hamburgo. Se forem contabilizados também os voos de regresso, a operação representa 22 ligações semanais.

Em comunicado divulgado pela companhia, Jade Kirwan, diretora de Comunicação da Ryanair, destacou o início destas operações e o reforço das alternativas para os passageiros portugueses durante o inverno. Os horários e os bilhetes para a temporada de 2026/2027 encontram-se disponíveis no site e na aplicação da transportadora, onde os interessados podem consultar as datas e os preços para cada destino.

Leia também: Ryanair vai avançar com voos diretos de Faro para duas cidades polacas a partir de março de 2027: bilhetes já estão à venda

Em Loulé, a torre sineira da Igreja de São Clemente terá sido originalmente o minarete da principal mesquita islâmica

27 October 2026 at 16:20

À primeira vista, parece uma torre sineira semelhante às de muitas igrejas portuguesas, mas a sua origem remonta a uma época em que o Algarve ainda se encontrava sob domínio muçulmano. A estrutura, que atualmente alberga os sinos de um templo católico, terá desempenhado anteriormente uma função religiosa completamente diferente, constituindo um dos raros testemunhos deste género preservados em Portugal.

Esta particularidade encontra-se na Igreja de São Clemente, em Loulé, cuja torre sineira terá sido originalmente o minarete da principal mesquita da cidade islâmica de al-Ulya. Segundo o Visit Portugal, o portal oficial do Turismo de Portugal, a estrutura foi adaptada pelos cristãos depois da conquista da localidade, mantendo elementos arquitetónicos que permitem identificar a sua origem.

Torre que terá servido para chamar os muçulmanos à oração

Durante o período islâmico, os minaretes eram torres associadas às mesquitas, utilizadas tradicionalmente para anunciar os momentos de oração. No caso de Loulé, a estrutura que atualmente integra a Igreja de São Clemente terá pertencido à mesquita maior da antiga cidade, desempenhando uma função central na vida religiosa da comunidade muçulmana.

Segundo a mesma fonte, trata-se de um dos poucos minaretes que ainda subsistem em Portugal, embora a construção tenha sofrido alterações ao longo dos séculos. A torre apresenta uma planta quadrangular e conserva características da arquitetura islâmica, apesar das intervenções posteriores que a transformaram num campanário cristão.

Conquista cristã mudou a utilização do edifício

A transformação religiosa da cidade ocorreu no século XIII, quando Loulé passou para o domínio cristão. Em 1249, durante o reinado de D. Afonso III, a localidade foi conquistada pelas tropas portuguesas, iniciando-se uma nova fase da sua história. A antiga mesquita deu lugar à igreja matriz, dedicada a São Clemente, cuja configuração viria a refletir diferentes períodos arquitetónicos.

De acordo com o portal Património Cultural, a igreja foi construída sobre o local ocupado anteriormente pela mesquita de al-Ulya. A estrutura conserva características do estilo gótico, nomeadamente na organização das três naves e no desenho do portal principal. No entanto, a torre sineira constitui um testemunho de uma fase anterior à construção do templo cristão.

Há pormenores arquitetónicos que revelam a origem islâmica

A identificação da torre como antigo minarete não depende apenas da tradição local. Segundo o projeto Património Islâmico em Portugal, da Universidade Lusófona, a sua planta quadrada, a disposição dos blocos de pedra na base e a localização relativamente à igreja constituem alguns dos elementos que sustentam esta interpretação histórica.

A mesma fonte acrescenta que a escadaria interior, que se desenvolve para a esquerda, também apresenta características associadas à construção islâmica. A estrutura é atribuída aos séculos XI e XII, tendo aproximadamente 22,7 metros de altura e 4,2 metros de lado. Contudo, uma parte significativa da construção atual e o seu remate superior resultam de intervenções posteriores.

Loulé conserva muralhas da antiga cidade muçulmana

A torre sineira não é o único vestígio da presença islâmica que permanece visível em Loulé. O centro histórico conserva também partes da antiga cerca urbana e do castelo, estruturas que testemunham a importância da localidade durante a Idade Média. As muralhas da antiga medina apresentam vários torreões construídos em taipa e troços que acabaram por ficar integrados em edifícios habitacionais.

A muralha delimitava uma área urbana de aproximadamente cinco hectares, dimensão significativa para uma cidade medieval algarvia. Nos séculos XIV e XV, o castelo foi adaptado para funcionar como residência do governador, passando posteriormente a acolher espaços culturais. Atualmente, parte das antigas estruturas integra o Museu Municipal de Loulé.

Cidade também conserva banhos públicos com cerca de 900 anos

Outro testemunho da presença muçulmana são os Banhos Islâmicos de Loulé, construídos provavelmente no século XII e descobertos durante trabalhos arqueológicos em 2006. Estas estruturas incluem espaços destinados a banhos de diferentes temperaturas, nomeadamente uma sala fria, uma sala tépida e uma sala quente, além de outras áreas necessárias ao funcionamento do complexo.

A importância deste património levou à classificação dos banhos como monumento nacional em julho de 2023. De acordo com o Decreto n.º 17/2023, publicado em Diário da República, trata-se dos primeiros e, até à data da classificação, únicos edifícios desta tipologia arqueologicamente documentados em Portugal. Juntamente com a antiga torre da Igreja de São Clemente e as muralhas medievais, constituem testemunhos da história islâmica que permanece presente no centro de Loulé.

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Loja do Gato Preto fecha todas as lojas em Espanha: saiba o que vai acontecer à cadeia em Portugal

27 October 2026 at 15:50

O encerramento definitivo da Loja do Gato Preto em Espanha levantou dúvidas sobre o futuro da conhecida cadeia de decoração em Portugal. Apesar da insolvência da subsidiária espanhola, a marca não vai desaparecer do mercado português, embora esteja a atravessar um processo de reestruturação que implica o encerramento de vários estabelecimentos e uma maior aposta nas vendas pela Internet.

A empresa, controlada pelo Grupo Aquinos desde 2020, decidiu concentrar os recursos disponíveis na operação portuguesa, depois de acumular prejuízos elevados no país vizinho. Segundo o jornal El Español, a subsidiária espanhola foi declarada insolvente a 14 de outubro, com dívidas de 4,8 milhões de euros e depois de ter encerrado as últimas oito lojas.

Quantas lojas vão continuar abertas em Portugal?

A cadeia de decoração já tinha anunciado, no início deste ano, uma redução significativa da sua presença física no mercado português. O plano de recuperação, aprovado pelos credores e homologado pelo tribunal em março, prevê o encerramento de 10 das 15 lojas existentes, mantendo apenas cinco estabelecimentos em funcionamento.

No portal da Loja do Gato Preto consta que as unidades que permanecem abertas são as do Fórum Almada, do Freeport Fashion Outlet, em Alcochete, do Mar Shopping, em Matosinhos, do Palácio do Gelo, em Viseu, e do centro comercial UBBO, na Amadora. Estas cinco localizações continuam igualmente identificadas no site oficial da marca, não constando qualquer estabelecimento no Algarve.

Por que é que a empresa decidiu abandonar Espanha?

A operação espanhola acumulava dificuldades financeiras há vários anos, tendo registado prejuízos de 7,47 milhões de euros em 2025. A faturação nesse período ficou pelos 2,8 milhões de euros, menos 12,4% do que no exercício anterior, enquanto as perdas acumuladas de anos anteriores ultrapassavam os 36,5 milhões de euros.

Conforme explica o El Español, a cadeia chegou a contar com cerca de 25 a 27 lojas em Espanha, mas foi reduzindo progressivamente a atividade. Entre 2023 e 2024, encerrou 13 estabelecimentos, numa reestruturação acompanhada por uma quebra de 42% nas vendas. A impossibilidade de a empresa-mãe continuar a financiar as perdas levou ao encerramento das últimas oito unidades, durante o primeiro semestre de 2026, e à extinção de 49 postos de trabalho.

Portugal também enfrenta dificuldades financeiras

Embora a insolvência declarada em Espanha não se estenda automaticamente à operação portuguesa, a Loja do Gato Preto também teve de recorrer a mecanismos de recuperação financeira em Portugal. Em setembro de 2025, iniciou um Processo Especial de Revitalização (PER), depois de enfrentar dificuldades para cumprir os compromissos assumidos perante bancos, fornecedores e outros credores.

O plano de recuperação foi homologado pelo Tribunal de Sintra em março deste ano, permitindo a continuidade da atividade mediante uma reestruturação das dívidas. Segundo noticiou o ECO na altura, os credores aceitaram um perdão de aproximadamente 40 milhões de euros, num processo que envolve uma redução de 80% do capital em dívida, avaliado em cerca de 49,5 milhões de euros.

Venda online passa a ter maior importância

A redução da rede de estabelecimentos físicos fez parte de uma estratégia destinada a adaptar a empresa à sua atual dimensão financeira. Entre as lojas portuguesas abrangidas pelo plano de encerramentos estiveram as unidades situadas no Colombo, nas Amoreiras, no Oeiras Parque, no Norte Shopping, no Montijo e em vários outros centros comerciais.

A empresa pretende compensar parte desta redução através do reforço do comércio eletrónico. Em declarações ao ECO, a Loja do Gato Preto explicou que a aprovação do plano representa uma oportunidade para assegurar a continuidade do negócio e implementar uma estrutura mais ajustada às condições do mercado. As vendas online deverão, assim, assumir um papel mais relevante na atividade da marca.

O que acontece agora à Loja do Gato Preto?

A insolvência da subsidiária espanhola foi declarada pelo Tribunal de Instância de Madrid, depois de um pedido apresentado pela empresa em julho e que deu entrada no tribunal em setembro. O processo deverá agora seguir os procedimentos previstos na legislação espanhola, incluindo a possibilidade de os credores solicitarem a análise de eventuais responsabilidades dos administradores.

Em Portugal, o objetivo continua a ser a recuperação financeira e a manutenção da atividade, embora numa escala inferior à que a cadeia chegou a apresentar. A Loja do Gato Preto permanece, por isso, no mercado nacional, com cinco estabelecimentos físicos identificados no site oficial e uma plataforma de vendas online, enquanto procura estabilizar a situação financeira depois das dificuldades acumuladas nos últimos anos.

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Há cerca de 800 anos já havia um sistema de esgotos em Paderne e as ruinas ainda podem ser visitadas

27 October 2026 at 12:20

Muito antes de existirem as redes de saneamento modernas, uma pequena povoação do Algarve já dispunha de um sistema capaz de transportar águas residuais e águas da chuva para fora das suas muralhas. A estrutura foi construída há cerca de 800 anos, numa época em que o território algarvio ainda estava sob domínio muçulmano, e os vestígios da antiga povoação continuam a fazer parte de um monumento que pode ser visitado.

Trata-se do Castelo de Paderne, situado no concelho de Albufeira, onde existiu uma comunidade organizada em ruas e quarteirões, com habitações construídas em torno de pátios interiores. Lê-se no portal Visit Portugal que esta fortaleza foi erguida durante o período almóada, entre o século XII e as primeiras décadas do século XIII, conservando testemunhos da arquitetura militar e da organização urbana islâmica.

Castelo escondia uma povoação com ruas planeadas

Apesar de ser atualmente conhecido sobretudo pelas suas muralhas, o Castelo de Paderne não desempenhava apenas uma função defensiva. No interior existia uma alcaria, designação utilizada para pequenas povoações rurais durante o período islâmico, protegida por uma muralha robusta e por uma torre albarrã que reforçava a segurança da entrada.

Segundo o portal Geoparque Algarvensis, o espaço foi planeado de raiz, com um traçado urbano organizado em ruas estreitas e quarteirões habitacionais. As casas dispunham de pátios centrais, uma característica da arquitetura doméstica da época, e estavam integradas numa rede de circulação que incluía um sistema destinado ao escoamento das águas.

Como funcionava o sistema de esgotos há 800 anos?

Uma das particularidades desta povoação era a existência de canalizações que percorriam os arruamentos e permitiam transportar as águas residuais e pluviais para o exterior do recinto fortificado. Desta forma, a comunidade dispunha de uma solução para encaminhar a água para fora da zona habitada, através de um sistema que fazia parte do planeamento original do espaço.

Esta organização constitui um dos aspetos mais interessantes do património arqueológico de Paderne. Contudo, importa distinguir aquele sistema medieval de uma rede de saneamento contemporânea, uma vez que se tratava de uma infraestrutura de drenagem, sem os processos de tratamento de águas residuais que existem atualmente.

Fortaleza controlava uma passagem importante no Algarve

A construção do castelo está relacionada com a expansão do reino português para sul, que levou os governantes muçulmanos a reforçar as posições defensivas do território. Situada numa elevação próxima da ribeira de Quarteira, a fortaleza permitia vigiar uma importante passagem entre o interior e o litoral algarvio, numa zona entre Silves e Loulé.

O castelo foi construído sobretudo em taipa militar, técnica que utiliza terra compactada para erguer estruturas resistentes. A fortificação acabou por ser conquistada em 1248 pelos cavaleiros da Ordem de Santiago, sob o comando de D. Paio Peres Correia, tendo os novos ocupantes cristãos introduzido alterações na organização inicial da povoação.

Ruínas permitem conhecer diferentes períodos da história

No interior do castelo permanecem vestígios das antigas habitações e duas cisternas associadas aos principais períodos de ocupação, o islâmico e o cristão. Também se encontram as ruínas da Ermida de Nossa Senhora da Assunção, construída posteriormente, quando a fortaleza já se encontrava sob domínio português.

A população acabou por abandonar progressivamente o recinto, transferindo-se para a localização da atual aldeia de Paderne durante o século XVI. O terramoto de 1755 contribuiu para agravar a degradação das estruturas, embora parte das muralhas tenha resistido. Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1971, o castelo é ainda identificado pelo Turismo de Portugal como um dos sete representados na bandeira nacional.

É possível visitar o Castelo de Paderne?

As ruínas continuam a receber visitantes, embora o acesso ao interior do monumento esteja sujeito a condições específicas. No período de inverno, o castelo abre ao público na primeira e na terceira quarta-feira de cada mês, entre as 10 h e as 13 h.

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Vai comprar uma lâmpada para casa? Na embalagem há um número que pode mudar completamente o ambiente da divisão

27 October 2026 at 11:10

Escolher uma lâmpada para a sala, cozinha ou quarto pode parecer uma decisão simples, mas dois modelos com a mesma potência podem criar ambientes completamente diferentes. Uma luz pode tornar determinada divisão mais acolhedora, enquanto outra poderá proporcionar uma iluminação mais branca, frequentemente associada a espaços de trabalho. A diferença está numa característica que nem sempre recebe a devida atenção no momento da compra.

Trata-se da temperatura de cor, identificada pela letra K, que representa a unidade Kelvin. De acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), este valor indica a tonalidade da luz emitida por uma lâmpada, podendo variar entre tons amarelados e tonalidades mais brancas ou azuladas. Esta característica influencia a aparência dos espaços e deve ser considerada em função da utilização de cada divisão.

O que significa o número de Kelvin na embalagem?

Ao contrário do que se poderia pensar, uma lâmpada com um valor mais elevado de Kelvin não produz necessariamente mais luz. O número refere-se à temperatura de cor e não à intensidade luminosa, pelo que duas lâmpadas com diferentes tonalidades podem iluminar com a mesma intensidade. Quanto mais baixo for o valor, mais quente e amarelada será a luz, enquanto números superiores correspondem a tonalidades mais frias.

Segundo a mesma fonte, as lâmpadas de 2.700 Kelvin produzem uma luz quente, semelhante à das antigas lâmpadas incandescentes. Já os modelos de 3.000 Kelvin apresentam uma tonalidade ligeiramente menos amarelada, mas continuam a proporcionar uma iluminação considerada acolhedora. A partir dos 4.000 Kelvin, a luz aproxima-se de um branco mais frio, podendo adquirir uma aparência progressivamente azulada nos valores mais elevados.

Qual é a temperatura de cor indicada para cada divisão?

Para salas de estar e quartos, as lâmpadas entre 2.700 e 3.000 Kelvin são habitualmente utilizadas quando se pretende criar um ambiente mais acolhedor. O Departamento de Energia norte-americano associa estas temperaturas de cor a espaços domésticos, restaurantes e outras áreas destinadas ao convívio e ao descanso.

Por outro lado, as tonalidades entre 3.500 e 4.100 Kelvin podem ser uma opção para cozinhas, escritórios e espaços onde se realizam tarefas que exigem atenção aos detalhes. As lâmpadas entre 5.000 e 6.500 Kelvin proporcionam uma luz branca mais fria, semelhante à tonalidade da luz natural durante o dia, sendo utilizadas em determinados ambientes de trabalho e de leitura.

Há outro número importante que não deve ser confundido com os Kelvin

Além da temperatura de cor, importa observar a quantidade de luz produzida pela lâmpada, medida em lúmenes. Este indicador permite perceber quanta luz visível é emitida, enquanto os watts representam a potência elétrica consumida. Assim, uma lâmpada com mais watts não é necessariamente mais luminosa do que outra, sobretudo quando se comparam tecnologias diferentes.

O DOE apresenta, por exemplo, lâmpadas LED que produzem cerca de 800 lúmenes consumindo entre 5,9 e 10,5 watts, enquanto uma lâmpada incandescente tradicional necessitaria de aproximadamente 60 watts para proporcionar uma quantidade semelhante de luz. Por isso, quem procura uma iluminação mais intensa deve comparar os lúmenes, enquanto quem pretende alterar a tonalidade da divisão deve observar os Kelvin.

Escolher uma lâmpada eficiente também pode reduzir a fatura

A eficiência energética constitui outra característica relevante. As lâmpadas LED conseguem produzir quantidades elevadas de luz com menor consumo de eletricidade do que as antigas lâmpadas incandescentes, permitindo reduzir os custos associados à iluminação quando são utilizadas durante períodos prolongados.

Em Portugal, os consumidores podem consultar a etiqueta energética europeia, que classifica as fontes de luz numa escala de A a G, sendo A a classe mais eficiente. Segundo a Comissão Europeia, a etiqueta apresenta também o consumo estimado em quilowatt-hora por cada mil horas de utilização. Através do código QR, é possível consultar informações adicionais sobre o modelo, incluindo a temperatura de cor e o fluxo luminoso.

Pequeno pormenor pode fazer a diferença na decoração

A escolha da temperatura de cor também influencia a forma como os móveis, as paredes e os objetos são percecionados. Uma iluminação mais amarelada pode realçar a aparência acolhedora de determinados materiais e tecidos, enquanto uma luz mais branca pode criar uma sensação visual diferente, mesmo sem qualquer alteração na decoração.

O Departamento de Energia recomenda que, ao substituir uma lâmpada, seja considerada a temperatura de cor da iluminação anteriormente utilizada. Uma mudança de 2.700 para 4.100 Kelvin, por exemplo, pode ser suficientemente evidente para alterar a perceção do espaço. Assim, antes de comprar uma nova lâmpada, vale a pena verificar não apenas a potência e a eficiência energética, mas também o número acompanhado da letra K, uma indicação que ajuda a escolher a tonalidade pretendida para cada divisão.

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Além de Loulé, FlixBus chega a outras quatro localidades e tem bilhetes a partir de 3,49€

27 October 2026 at 10:40

Viajar de autocarro entre diferentes regiões de Portugal passou a contar com novas alternativas, algumas com bilhetes a partir de 3,49 euros. A FlixBus anunciou a chegada a cinco localidades, reforçando as ligações a cidades como Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, numa expansão que pretende facilitar as deslocações para além dos principais centros urbanos.

Além de Loulé, no Algarve, as novidades abrangem Castro Verde, Ovar, Vouzela e as Termas de São Pedro do Sul. O anúncio foi feito na segunda-feira, 26 de outubro, e eleva para 13 o número de novos destinos integrados na rede doméstica desde o início de 2026. A operadora já disponibiliza mais de 100 destinos em Portugal.

Castro Verde ganha ligação direta ao Algarve e a Lisboa

Uma das novidades diz respeito a Castro Verde, no distrito de Beja, que passou a integrar uma linha com paragens em Loulé, Albufeira, Faro, Beja, Setúbal e Lisboa. O serviço, que também permite chegar ao Aeroporto de Faro, encontra-se em funcionamento desde 1 de outubro e disponibiliza, para já, quatro horários diários.

Os autocarros param no terminal rodoviário de Castro Verde, situado na Rua da Seara Nova. Em Loulé, a paragem encontra-se na Rua de Nossa Senhora de Fátima. Tiago Cavaco Alves, diretor das Operações da FlixBus em Portugal, considera que a nova ligação permite reforçar a mobilidade entre o Alentejo e o Algarve, facilitando o acesso aos principais centros urbanos do sul do país.

Vouzela e Termas de São Pedro do Sul também entram na rede

Na região Centro, as populações de Vouzela e das Termas de São Pedro do Sul passam a contar com ligações diretas ao Porto, Braga, Guimarães, Aveiro e Viseu. A nova linha disponibiliza dois horários diários, um em cada sentido, permitindo chegar a Viseu em pouco mais de meia hora, a Aveiro em aproximadamente uma hora e ao Porto em cerca de duas horas.

A FlixBus esclarece que as paragens se encontram nos terminais rodoviários das duas localidades. Em Vouzela, o serviço funciona na Rua dos Bombeiros Voluntários, enquanto nas Termas de São Pedro do Sul os autocarros param na Avenida Dr. Pinho Bandeira. Estas ligações pretendem facilitar as deslocações dos residentes, mas também de quem procura visitar a região.

Ovar fica a uma hora de Coimbra com a nova rota

Outra das localidades abrangidas pela expansão é Ovar, no distrito de Aveiro, que passa a ter ligações diretas ao Porto, Coimbra, Santarém e Évora. Segundo a operadora, o novo serviço permite viajar até Coimbra em aproximadamente uma hora, chegar a Santarém em menos de três horas e alcançar Évora em menos de cinco horas.

A paragem em Ovar fica no número 10 do Largo Serpa Pinto, em frente à estação ferroviária. Além dos destinos servidos diretamente, os passageiros podem chegar a mais de 40 localidades portuguesas e aceder à rede internacional da FlixBus através de um transbordo no Porto. Esta linha também conta, inicialmente, com dois horários diários, um em cada sentido.

Quanto custam os bilhetes das novas ligações?

Os preços anunciados variam consoante a viagem escolhida. A tarifa mais baixa divulgada pela operadora é de 3,49 euros para a ligação entre Ovar e o Porto. Já os bilhetes entre Ovar e Coimbra começam nos 5,49 euros, enquanto as viagens do Porto para Vouzela ou para as Termas de São Pedro do Sul apresentam preços desde 3,99 euros.

No sul do país, a ligação entre Loulé e Lisboa tem bilhetes a partir de 4,49 euros, enquanto o percurso entre Castro Verde e a capital começa nos 6,99 euros. Estes valores correspondem às tarifas iniciais anunciadas pela empresa, pelo que os preços efetivamente disponíveis podem variar consoante a data, o horário e a procura.

FlixBus também reforça as ligações a partir de Évora

Para além das cinco localidades agora integradas, a transportadora anunciou novas ligações diretas durante o dia entre Évora e as cidades de Santarém, Coimbra e Porto. A operação permite chegar a Santarém em menos de duas horas e a Coimbra em aproximadamente três horas e meia, com bilhetes a partir de 6,99 e 5,99 euros, respetivamente.

Os títulos de transporte encontram-se disponíveis através do site e da aplicação da FlixBus, dos pontos de venda Pagaqui e das agências de viagens parceiras. A empresa pretende continuar a expandir a sua presença em localidades fora dos grandes centros urbanos, procurando oferecer alternativas de deslocação a quem depende do transporte rodoviário para trabalhar, estudar ou viajar.

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Fábio Paim acusado de violar jovem universitária em Faro: julgamento arranca a 18 de novembro

27 October 2026 at 10:20

O antigo futebolista Fábio Paim vai ser julgado por suspeitas de violação de uma estudante universitária, num caso que remonta a abril de 2023. O Ministério Público apresentou acusação contra o ex-jogador, que também terá de responder pelos crimes de violação de domicílio e dano, estando o início do julgamento marcado para 18 de novembro.

O caso terá ocorrido em Faro, num apartamento partilhado por várias estudantes universitárias. Segundo o Correio da Manhã, Fábio Paim terá seguido uma jovem que encontrou num estabelecimento de diversão noturna até à residência onde esta vivia com outras colegas. A acusação aponta para uma entrada forçada na habitação, onde uma das moradoras terá sido vítima de agressões e violação.

Alegado crime terá ocorrido durante a madrugada

Os factos investigados remontam à madrugada de 20 de abril de 2023. Escreve também o jornal Observador que o antigo jogador terá arrombado a entrada do prédio e conseguido aceder ao apartamento onde residiam as estudantes. Uma das jovens, com cerca de 20 anos, terá acordado ao aperceber-se de que alguém tentava entrar num dos quartos da habitação.

Conforme a acusação divulgada pela imprensa, a estudante terá sido agredida depois de confrontar o homem que se encontrava no apartamento. O Ministério Público imputa a Fábio Paim a prática de um crime de violação, sustentando que o arguido terá abandonado posteriormente o local, depois de outros moradores terem impedido a sua entrada noutras divisões.

Investigação terá recorrido a vestígios de ADN

A identificação do suspeito não aconteceu imediatamente após os alegados acontecimentos. Os investigadores recorreram a vestígios biológicos recolhidos na roupa da estudante, tendo sido identificada uma compatibilidade genética com o antigo futebolista. Estes elementos fazem parte da investigação e terão de ser apreciados no processo judicial.

O Observador acrescenta que a PJ recolheu também depoimentos de testemunhas que terão observado um homem nas imediações do prédio. Outras informações recolhidas durante a investigação permitiram relacionar o suspeito com o estabelecimento de diversão noturna frequentado pelas jovens naquela noite.

Fábio Paim foi interrogado pela PJ

O Correio da Manhã adianta que o antigo jogador apenas foi interrogado pela PJ algum tempo depois dos acontecimentos. Na sequência das diligências realizadas, acabou por ser constituído arguido, embora não tenha sido apresentado a um juiz para primeiro interrogatório judicial, por decisão do Ministério Público.

A acusação agora conhecida abrange três crimes: violação, violação de domicílio e dano. O julgamento deverá começar no próximo dia 18 de novembro, altura em que serão apreciados os elementos de prova apresentados no processo. Até existir uma decisão judicial, Fábio Paim beneficia da presunção de inocência, não podendo as acusações ser tratadas como factos judicialmente provados.

Antigo futebolista tornou-se conhecido no Sporting

Atualmente com 38 anos, Fábio Paim ganhou notoriedade ainda durante a formação no Sporting, quando chegou a ser considerado uma das promessas do futebol português. Ao longo da carreira passou por diferentes clubes nacionais e estrangeiros, tendo posteriormente participado em programas televisivos de entretenimento.

O processo relacionado com os acontecimentos de Faro coloca agora o antigo jogador perante uma nova fase judicial. O Ministério Público considera existirem elementos para sustentar a acusação, mas caberá ao tribunal avaliar os factos e determinar se existe responsabilidade criminal.

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