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BC diz que número de endividados de “risco” sobe 75% e soma 20,3 milhões

By: pedroz
27 October 2026 at 12:10

O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026. O documento aponta a existência de 20,3 milhões de endividados de risco em junho, alta de 75% em relação ao mesmo período de 2021.

O número equivale a 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Para ser considerado endividado de alto risco, a pessoa precisa se encaixar em dois dos indicadores estabelecidos pelo BC ao mesmo tempo. Veja:

  • Comprometer mais de 50% com o pagamento de dívidas;
  • Ter uma renda que, após o pagamento das dívidas, fique abaixo da linha da pobreza (R$ 500 a R$ 600);
  • Inadimplência;
  • Multimodalidade (quando a pessoa tem financiamentos em diferentes modalidades).

Segundo o Banco Central, o comprometimento de renda atingiu o nível mais elevado dos últimos 21 anos, com intenso impacto nos tomadores de menor renda. A autoridade monetária indica que a crescente digitalização dos serviços financeiros tem ampliado significativamente a exposição de consumidores de menor renda a ofertas de crédito, contribuindo para intensificar o endividamento.

“As famílias utilizaram o aumento da renda disponível para ampliar seu endividamento, com maior demanda por modalidades mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”, diz o relatório.

Na semana passada, o Banco Central adotou três novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores do endividamento. As resoluções contemplam ações contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação de operações de crédito.

Além do endividamento das famílias, a capacidade de pagamento de empresas também permanece desafiadora.

“Embora não haja sinais de deterioração relevante na maioria das corporações, aumentou o número de empresas com lucro líquido menor e despesa financeira líquida maior, indicando margem de segurança mais estreita para honrar dívidas”, afirma.

Governo renova subvenção de R$ 2,12 do diesel por mais 30 dias

By: pedroz
27 October 2026 at 11:06

O Governo Federal informou nesta terça-feira (27) que vai renovar a subvenção de R$ 2,12 do diesel. A medida será compensada com receitas extraordinárias de petróleo.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida valerá por um mês. O impacto é o mesmo da subvenção atual. A pasta informou ao CNN Money que a ampliação da medida irá custar R$ 10,5 bilhões.

Leia Mais:

A subvenção do diesel foi inicialmente estabelecida pela MP (Medida Provisória) 1.363, de 30 de maio de 2026, no valor de R$ 1,12 por litro.

Posteriormente, diante do agravamento do cenário externo, a MP 1.391, de 11 de setembro de 2026, autorizou o Ministério da Fazenda a definir, por ato próprio, o valor da subvenção ao diesel. Com fundamento nessa autorização, a pasta publicou uma portaria para fixar uma subvenção adicional de R$ 1,00 por litro, que, somada ao valor previsto na MP 1.363/2026, resultou em uma subvenção total de R$ 2,12 por litro.

Como a MP 1.363 perdeu a validade em 26 de setembro, a equipe econômica editou uma portaria na época para assegurar a manutenção do subsídio no patamar de R$ 2,12, válida para outubro.

O Ministério da Fazenda estima que as receitas extraordinárias com petróleo devem alcançar R$ 67,5 bilhões em 2026. O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Ao longo de 2026, o governo abriu crédito extraordinário para compensar as medidas dos combustíveis. Veja o que já foi editado até o momento:

  • MP 1.340/2026 (subvenção do diesel): crédito extraordinário de R$ 7 bilhões;
  • MP 1.349/2026 (subvenção do GLP e apoio financeiro ao setor aéreo): crédito extraordinário de R$ 800 milhões
  • MP 1.358/2026 (subvenção diesel e gasolina): crédito extraordinário de R$ 4,1 bilhões;
  • MP 1.363/2026 (subvenção do diesel em R$ 1,12): R$ 12,5 bilhões.
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