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Novo apoio pretende garantir igualdade de oportunidades no ensino superior

28 October 2026 at 18:22

VTM

Esta medida encontra-se prevista no projeto do regulamento municipal de Bolsas de Capacitação e Formação para Jovens do município de Boticas, que foi aprovado pela câmara municipal na reunião de 17 de setembro. O regulamento encontra-se em consulta pública por um período de 30 dias úteis, durante o qual os interessados poderão apresentar sugestões e observações.

Segundo Guilherme Pires, presidente da Câmara Municipal de Boticas, esta medida tem como objetivo apoiar os jovens do concelho e garantir a igualdade de oportunidades de acesso ao ensino superior. “Investir nos nossos jovens é investir no futuro de Boticas”.

O autarca destacou ainda a importância de dar a todos os jovens a oportunidade de prosseguir os estudos, desenvolver competências e construir um futuro com mais possibilidades. “Porque as oportunidades devem ser para todos. Porque o futuro de Boticas começa nos nossos jovens”.

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Covas do Barroso maintains David v. Goliath struggle against lithium mining

28 October 2026 at 10:47
Communities around Covas do Barroso have been protesting against Savannah's plans for years. This is a demo from 2019.

Opponents of lithium mining in Covas do Barroso, Boticas, are continuing their protest today against exploration work by British based Savannah Resources, to “defend a way of life” and, ultimately,

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População mantém o bloqueio aos trabalhos em Covas do Barroso

28 October 2026 at 09:51

VTM

Perante o resultado da ação, que interrompeu durante todo o dia os trabalhos da empresa, cerca de 40 pessoas estão no local desde as seis horas da manhã, impedindo o acesso às máquinas de perfuração.

Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) revelou que durante o dia de ontem, a mobilização chegou a “reunir cerca de 50 pessoas e conseguiu interromper os trabalhos de prospeção da empresa”.

Já a ação de hoje pretender “dar continuidade a uma resistência que já tinha levado à interrupção dos trabalhos a 9 de outubro, ocasião em que 27 pessoas foram identificadas pela polícia”.

A população de Covas do Barroso mantém há oito anos a oposição à exploração de lítio no seu território, considerado pela FAO como património agrícola mundial.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes. Esta autorização dada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território.

Citada em comunicado, Rita Mó, presidente da Junta de Freguesia de Covas do Barroso, refere que este protesto é sinal de determinação da comunidade local. “Com este bloqueio, a comunidade está, mais uma vez, a mostrar o quão longe está disposta a ir para defender a sua terra. Para nós Covas do Barroso não é um lugar qualquer. É o sítio onde nascemos, crescemos, e onde queremos fazer a nossa vida. Temos muito amor à nossa aldeia, aos nossos costumes, às nossas paisagens. E se para defender a aldeia tivermos de continuar a fazer bloqueios, que assim seja. Vamos continuar a lutar até travarmos este projeto”.

Na mesma nota de imprensa, Aida Fernandes, presidente dos Baldios de Covas do Barroso, sublinha que “toda a gente aqui está a lutar pelos seus próprios motivos pessoais, mas também por uma razão coletiva. Aqui crescemos a olhar para o baldio como a nossa herança comum, algo que é ao mesmo tempo de todos e de ninguém. Para nós é um lugar cheio de afetos, memórias, histórias. Não aceitamos que de um dia para o outro, a partir de gabinetes de Lisboa, decidam que o vão expropriar em nome de uma empresa privada. É muito revoltante. E por isso é que a comunidade se levanta com tanta determinação, para proteger o que é seu por direito”.

Armando Gonçalves, morador na aldeia de Romainho, explica o que o levou a estar presente no protesto. “Nós estamos a lutar pela nossa aldeia. Mas não apenas. Não quero que os meus netos um dia acordem num país em que os agricultores não têm direitos”.

 

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