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Brasil lamenta acidente de trem na Espanha, em que mais de 60 morreram

28 October 2026 at 14:35

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O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro recebeu com profunda consternação a notícia do grave acidente ferroviário ocorrido nesta quarta-feira (28), na província de Toledo, na Espanha, que deixou dezenas de mortos e feridos.

Segundo o ministério, o governo monitora a situação por meio dos consulados do Brasil na Espanha, a fim de prestar a assistência consular aos brasileiros eventualmente afetados pela colisão dos trens.

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“O Brasil manifesta sua solidariedade ao povo e ao governo da Espanha, transmite suas sinceras condolências às famílias das vítimas e deseja pronta recuperação aos feridos.”

Pelo menos 64 morreram, de acordo com a Agência Reuters, quando dois trens de alta velocidade colidiram. Esse segundo acidente fatal em menos de um ano na linha que liga Madri à região da Andaluzia, no sul do país, informaram autoridades regionais.

Os plantões dos consulados em Barcelona (+34 659 078 057) e Madri (+34 677 547 004), com WhatsApp, estão em funcionamento para atender aos brasileiros em situação de emergência.

Megaoperação no RJ: munição usada pelo CV teria sido desviada no mesmo ano

28 October 2026 at 12:05

Um levantamento do Instituto Sou da Paz aponta que 425 munições apreendidas com suspeitos de serem membros do CV (Comando Vermelho) durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que completa um ano nesta quarta-feira (28), foram fabricadas em 2025, ou seja, no mesmo ano da megaoperação. O número corresponde a 46,8% dos 909 cartuchos de fabricação nacional entre as 1.073 munições originais analisadas.

O dado exclusivo obtido pela reportagem da CNN Brasil indica a possibilidade de um desvio recente das munições que chegaram às mãos da facção criminosa. Ao todo, 84,7% do material analisado era de origem nacional. A data de fabricação, isoladamente, não permite determinar quando ou como os cartuchos foram desviados, mas dimensiona a presença de munições produzidas no ano da ação policial.

No total, foram apreendidas 120 armas de fogo, segundo a recontagem oficial da Polícia Civil. O arsenal, que conta com materiais desviados das Forças Armadas, incluía 93 fuzis, cerca de 25 a 26 pistolas e um revólver, além de artefatos explosivos, como granadas, carregadores e munições. A recontagem elevou o valor estimado do material apreendido para mais de R$ 12 milhões.

A Operação Contenção completa um ano nesta quarta-feira. Considerada a mais letal da história do estado, a ação é alvo de uma investigação do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), que busca esclarecer as circunstâncias das 122 mortes registradas durante os confrontos nos complexos do Alemão e da Penha, na zona Norte do Rio.

MPRJ já denunciou 28 policiais

Até o momento, o GAESP (Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública ) do MPRJ apresentou 12 denúncias contra 28 policiais militares por crimes como furto, peculato, violação de domicílio, constrangimento ilegal de moradores, roubo e recusa de obediência.

Em paralelo, o órgão conduz um PIC (Procedimento Investigatório Criminal) para apurar as mortes ocorridas durante a operação. Segundo o coordenador do GAESP, promotor de Justiça Fabio Corrêa, a investigação inclui depoimentos de policiais envolvidos na ação e de familiares das vítimas, além da análise de mais de quatro mil horas de imagens de câmeras operacionais portáteis e de laudos periciais médico-legais.

O objetivo é esclarecer as circunstâncias de cada morte e eventuais responsabilidades individuais, incluindo os casos de agentes de segurança pública mortos durante os confrontos.

Human Rights Watch aponta obstáculos

Na terça-feira (27), representantes da organização internacional HRW (Human Rights Watch) se reuniram com integrantes do MPRJ para apresentar um relatório com conclusões sobre a operação. O documento será analisado pela equipe responsável pela investigação.

Durante o encontro, o diretor da HRW no Brasil, César Muñoz, reconheceu o esforço do Ministério Público para esclarecer as mortes, mas destacou obstáculos relacionados ao uso das câmeras corporais pelos agentes de segurança.

A investigação do GAESP também identificou falhas recorrentes nos equipamentos, como ausência de câmeras, baterias descarregadas e problemas na distribuição dos dispositivos. Em março de 2026, diante das irregularidades, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, expediu recomendações às secretarias estaduais de Polícia Militar, Polícia Civil e Segurança Pública para aprimorar o uso dos equipamentos. Segundo o MPRJ, algumas medidas já começaram a ser implementadas.

O Ministério Público afirma que a apuração segue as determinações do STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito da ADPF 635, que trata de medidas relacionadas à segurança pública no Rio de Janeiro.

O órgão também relata dificuldades para acessar imediatamente os locais dos confrontos, por questões de segurança, e informa que parte dos agentes envolvidos não portava câmeras operacionais portáteis. A análise do conjunto de provas deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da operação que completa um ano.

Pelo menos 30 pessoas morrem na Espanha após colisão entre dois trens

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Pelo menos 30 pessoas morreram quando dois trens de alta velocidade colidiram na Espanha nesta quarta-feira (28), o segundo acidente fatal em menos de um ano na linha que liga Madri à região da Andaluzia, no sul do país, informaram autoridades regionais.

Imagens da emissora regional Castilla-La Mancha Television mostraram um trem descarrilado com pelo menos um vagão ainda sobre um trecho elevado da linha, enquanto pedaços de metal retorcidos, painéis quebrados e destroços podiam ser vistos espalhados pelo aterro abaixo da linha.

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Miguel, um passageiro que viajava com vários colegas no vagão traseiro de um dos trens, descreveu à Rádio COPE o momento do acidente.

“Ouvimos um estrondo enorme, um baque realmente gigantesco que durou 10 segundos, como se o trem estivesse prestes a descarrilar. Pela janela do lado direito, pudemos ver um trem destruído – imagino que devia ser o outro”, disse ele.

O governo regional de Castela-La Mancha informou que o número de mortos subiu de 10 para 30, após ter alertado anteriormente que esse número poderia aumentar.

A colisão ocorre nove meses após um acidente entre trens de alta velocidade, pertencentes às mesmas operadoras, na mesma linha, que matou 46 pessoas.

O acidente, ocorrido em janeiro, depois que um trem descarrilou e colidiu com outro que vinha em sentido contrário perto de Adamuz, na província de Córdoba, desencadeou um debate sobre o nível de investimento na manutenção ferroviária nos últimos anos.

*(Reportagem adicional de David Latona, Mireia Merino, Corina Pons, Benjamin Mejias e Joan Faus)

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