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Chef Henrique Ferreira volta à Global Wines para liderar enoturismo e restauração

By: ECO IA
28 October 2026 at 19:02

A Global Wines anunciou esta quarta-feira o regresso de Henrique Ferreira para assumir a direção das áreas de enoturismo e restauração do grupo, com responsabilidades nas três unidades no Dão e na Bairrada.

Natural de Santar, Henrique Ferreira começou a trabalhar em cozinha aos 14 anos e entrou na Global Wines em 2009 como estagiário. Em 2013, assumiu a chefia da cozinha do Paço dos Cunhas de Santar e, em 2016, tornou-se chef executivo do grupo.

“Regressar à Global Wines tem um significado muito especial, pela ligação a Santar e por ter construído nesta casa uma parte significativa do meu percurso profissional. Queremos reforçar a ligação entre gastronomia, vinhos e território, criando experiências que convidem as pessoas a descobrir as nossas casas e a regressar”, afirma Henrique Ferreira, em comunicado.

“O regresso do Henrique representa um passo importante no desenvolvimento da restauração e do enoturismo da Global Wines, no Dão e na Bairrada. Conhece profundamente o grupo, os espaços e as equipas, e reúne a experiência e a capacidade de liderança necessárias para reforçar a qualidade da oferta e desenvolver novas experiências que valorizem a gastronomia, os vinhos e os territórios onde estamos presentes”, afirma Nuno Medeiros, diretor-geral da Global Wines.

A preparação de novas experiências de enoturismo e a renovação das cartas dos três restaurantes — Paço dos Cunhas de Santar, Quinta de Cabriz e Quinta do Encontro — são duas prioridades de Henrique Ferreira nesta nova fase.

No Paço dos Cunhas de Santar, a reabertura do restaurante será um dos momentos em destaque, com Victor Alves à frente da cozinha. Na Quinta de Cabriz, Ana Gomes mantém a liderança da cozinha, com uma carta baseada nos produtos e nas receitas da região. Na Quinta do Encontro, na Bairrada, o chef Gabriel Claro passa a liderar uma proposta de cozinha portuguesa, centrada nos produtos de cada época.

Parque em cidade do interior supera a Disney e vira o 3º melhor no mundo

28 October 2026 at 18:39
Um parque aquático do interior de São Paulo conseguiu um feito que chama a atenção no turismo mundial: recebeu mais visitantes em 2025 do que cada um dos dois parques aquáticos da Disney que aparecem no ranking global. Localizado em Olímpia, o Thermas dos Laranjais registrou 1,95 milhão de visitas e empatou na terceira posição entre os parques aquáticos mais visitados do planeta.O resultado coloca o empreendimento brasileiro à frente de atrações tradicionais dos Estados Unidos, da Europa e do Oriente Médio. Os dados são da Themed Entertainment Association (TEA), associação internacional do setor de entretenimento temático, que divulgou o levantamento referente a 2025.O desempenho também destaca o peso do Brasil no segmento. Além do Thermas dos Laranjais, outros dois empreendimentos nacionais aparecem entre os 15 primeiros colocados da lista apresentada: o Hot Park, em Rio Quente, Goiás, e o Hot Beach, também em Olímpia.Ao todo, os 20 parques aquáticos mais visitados do mundo somaram 31,151 milhões de entradas em 2025, uma alta de 1,7% em relação ao ano anterior.Parque brasileiro empata com atração alemãO Thermas dos Laranjais dividiu a terceira posição mundial com o Therme Erding, da Alemanha. Os dois registraram 1,95 milhão de visitas, mas apresentaram ritmos diferentes de crescimento.Enquanto o parque brasileiro aumentou o público em 5,4%, o empreendimento alemão teve avanço de 2,1%.O ranking é liderado pelo Chimelong Water Park, em Guangzhou, na China, com 2,563 milhões de visitas. Mesmo na primeira posição, a atração registrou queda de 8,8% em comparação com 2024.Em segundo lugar aparece o Aquaventure World, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com 2 milhões de visitas.Já os parques aquáticos da Disney ficaram atrás do representante brasileiro. O Disney's Typhoon Lagoon, nos Estados Unidos, contabilizou 1,762 milhão de entradas, enquanto o Disney's Blizzard Beach registrou 1,35 milhão.Confira os parques e os números de visitação apresentados no ranking mundial de 2025:1º — Chimelong Water Park (China): 2,563 milhões de visitas;2º — Aquaventure World (Emirados Árabes Unidos): 2 milhões;3º — Thermas dos Laranjais (Brasil): 1,95 milhão;3º — Therme Erding (Alemanha): 1,95 milhão;5º — Aquaventure at Atlantis Paradise Island (Bahamas): 1,79 milhão;6º — Disney's Typhoon Lagoon (Estados Unidos): 1,762 milhão;7º — Therme Bucharest (Romênia): 1,7 milhão;8º — Universal Volcano Bay (Estados Unidos): 1,6 milhão;8º — Siam Park (Espanha): 1,6 milhão;10º — Aquaventure Waterpark (China): 1,55 milhão;11º — Hot Park Rio Quente (Brasil): 1,475 milhão;12º — Aquatica Orlando (Estados Unidos): 1,4 milhão;13º — Disney's Blizzard Beach (Estados Unidos): 1,35 milhão;14º — Hot Beach (Brasil): 1,336 milhão;15º — Rulantica (Alemanha): 1,28 milhão.O levantamento foi feito a partir do ranking mundial de parques aquáticos de 2025, fornecido pela Themed Entertainment Association (TEA). Thermas dos Laranjais, Olímpia-São Paulo - Foto: Divulgação Como o Thermas dos Laranjais chegou ao topoA trajetória do Thermas dos Laranjais começou em 1987, quando o empreendimento foi fundado como um clube social em Olímpia, no interior paulista. Com a exploração turística das águas quentes subterrâneas da região, a cidade passou a atrair visitantes interessados em piscinas termais e atividades de lazer.A estrutura cresceu ao longo dos anos e se transformou em um parque com mais de 60 atrações. Para acompanhar o fluxo de turistas, o empreendimento passou a investir em piscinas, toboáguas e equipamentos capazes de atender milhares de pessoas diariamente.Os números mostram a evolução recente da visitação. Em 2024, o parque recebeu 1,85 milhão de visitantes. No ano seguinte, chegou a 1,95 milhão, um acréscimo de 100 mil entradas.A expansão, porém, esbarra na limitação de espaço dentro da área atual. Uma das estratégias adotadas pelo empreendimento é investir em atrações de grande porte, como o Nações, complexo de toboáguas com 33 metros de altura que recebeu investimento de R$ 61 milhões.De acordo com a TEA, o parque também tem um plano de expansão de 15 anos, com mais de R$ 300 milhões em investimentos previstos. A proposta de longo prazo envolve ampliar a operação e desenvolver alternativas para sustentar o crescimento do turismo em Olímpia. 1 de 6 Thermas dos Laranjais, Olímpia-São Paulo | Foto: Divulgação 2 de 6 Thermas dos Laranjais, Olímpia-São Paulo | Foto: Divulgação 3 de 6 Thermas dos Laranjais, Olímpia-São Paulo | Foto: Divulgação 4 de 6 Thermas dos Laranjais, Olímpia-São Paulo | Foto: Divulgação 5 de 6 Thermas dos Laranjais, Olímpia-São Paulo | Foto: Divulgação 6 de 6 Thermas dos Laranjais, Olímpia-São Paulo | Foto: Divulgação Hot Beach registra maior crescimento entre os brasileirosEmbora tenha ficado atrás do Thermas dos Laranjais em número de visitantes, o Hot Beach apresentou o maior crescimento percentual entre os três parques brasileiros listados entre os 15 primeiros do ranking mundial de parques aquáticos.O empreendimento passou de 1,122 milhão de visitas em 2024 para 1,336 milhão em 2025. A diferença de 214 mil entradas representa um aumento de 19,1%, que levou o parque à 14ª posição mundial.Inaugurado em 2017, o Hot Beach integra o Grupo Ferrasa, empresa que começou no setor de construção civil e posteriormente ampliou a atuação para o turismo. Atualmente, o complexo reúne o parque aquático e quatro resorts em Olímpia.A expansão da hospedagem acompanha o aumento da visitação. Em 2025, o grupo registrou receita de R$ 680 milhões e projeta alcançar R$ 750 milhões em 2026. Os valores correspondem aos negócios do grupo, e não apenas à bilheteria do parque.O próximo passo é a construção de um quinto resort. A primeira fase tem previsão de começar a operar no início de 2027, com cerca de 330 apartamentos. Quando as três etapas forem concluídas, o empreendimento deverá ultrapassar 800 unidades.A meta é superar 2 mil apartamentos em Olímpia. Segundo o relatório da TEA, o Hot Beach tem mais de R$ 530 milhões em investimentos planejados até 2031. Em entrevista à EXAME, o grupo também detalhou um plano de aproximadamente R$ 450 milhões para o período de 2027 a 2031, incluindo multipropriedade, parque e novos negócios. Hot Beach, Olímpia - São Paulo - Foto: Divulgação Hot Park mantém presença entre os maiores do mundoO terceiro representante brasileiro é o Hot Park, localizado em Rio Quente, Goiás. O empreendimento registrou 1,475 milhão de visitas em 2025, contra 1,427 milhão no ano anterior.O crescimento de 3,4% manteve o parque na 11ª posição mundial. O negócio pertence à Aviva, grupo que também administra resorts e outras operações turísticas.A história do Hot Park está ligada à descoberta de águas naturalmente quentes em uma propriedade rural goiana. Ao longo das décadas, a região se consolidou como destino turístico, com atrações aquáticas e uma estrutura de hospedagem voltada aos visitantes. Hot Park, Rio Quente - Goiás - Foto: Divulgação Brasil ocupa seis das dez primeiras posições na América LatinaA presença brasileira ganha ainda mais força quando o levantamento considera a América Latina e o Caribe. Dos dez parques aquáticos mais visitados da região em 2025, seis estão no Brasil.Quatro ficam no interior de São Paulo, um em Goiás e outro no Ceará. Juntos, os seis empreendimentos brasileiros somaram 7,4 milhões de visitas, cerca de 62% do público registrado pelos dez parques do ranking regional.Confira a lista regional:Thermas dos Laranjais (Olímpia, SP);Aquaventure at Atlantis Paradise Island (Bahamas);Hot Park (Rio Quente, GO);Hot Beach (Olímpia, SP);Parque Aquático Xocomil (Guatemala);Beach Park (Aquiraz, CE);Hacienda Nápoles (Colômbia);Thermas Water Park (São Pedro, SP);Piscilago (Colômbia);Magic City Water Park (Suzano, SP).Outro destaque brasileiro é o Beach Park, em Aquiraz, no Ceará. O empreendimento aumentou a visitação em 16,5%, passando de 850 mil entradas em 2024 para 990 mil em 2025.O resultado veio no mesmo ano em que o parque inaugurou o Surreal, uma montanha-russa aquática da categoria Master Blaster. Nesse tipo de atração, a água impulsiona as boias ao longo do percurso. O brinquedo entrou em operação em março de 2025.Em São Pedro, também no interior paulista, o Thermas Water Park registrou 932 mil visitas, crescimento de 3,6%. Leia Também: QUERIDINHO DAS FESTAS Salvador é o segundo destino mais buscado para as festas de fim de ano PARAÍSO SECRETO 'Saara do Nordeste' esconde paraíso secreto com dunas gigantes ZONA PET Tubarões são capturados em litoral de famoso paraíso do Nordeste Parques aquáticos crescem mais na América LatinaO contraste entre os resultados mundiais e regionais também chama a atenção. Enquanto os 20 maiores parques aquáticos do mundo registraram crescimento de 1,7% em 2025, os dez principais da América Latina e do Caribe avançaram 13,9%, segundo a TEA.Na análise que acompanha o levantamento, a associação relaciona o desempenho regional à demanda por lazer, à recuperação do turismo e aos investimentos em atrações, áreas temáticas e hotéis.O cenário abre espaço para empreendimentos que conseguem ampliar a oferta de experiências e prolongar a permanência dos visitantes. Nesse modelo, a construção de novos brinquedos é apenas uma parte da estratégia: hotéis e resorts ajudam a manter o turista no destino por mais tempo e ampliam as possibilidades de consumo.Mas a expansão também exige investimentos elevados. Para parques como Thermas dos Laranjais, Hot Park e Hot Beach, o desafio é transformar o aumento da visitação em receita suficiente para sustentar novas atrações, hospedagem e serviços.

Perché controlliamo il passaporto dieci volte prima di partire e fotografare tutto può farci ricordare meno? Ecco cosa succede al nostro cervello quando viaggiamo secondo le neuroscienze

28 October 2026 at 15:40

Il passaporto è nella tasca interna della borsa, dove lo abbiamo infilato pochi minuti fa. Eppure la mano torna a cercarlo prima di chiudere la porta, poi in taxi, poi nella coda dell’aeroporto. Apriamo la cerniera, controlliamo, richiudiamo. Anche un viaggio desiderato per mesi può cominciare con questa minuscola, ostinata richiesta di rassicurazione. Salvatore Sicuso dedica a quei gesti alcune delle pagine più riconoscibili di L’uomo non ha mai smesso di viaggiare, saggio pubblicato dall’autore (StreetLib, 158 pagine, 12,90 euro). Manager del turismo, settore nel quale lavora da oltre vent’anni, segue le partenze lungo un arco che va dalla preistoria all’esplorazione spaziale. Al racconto storico affianca una domanda più vicina alle nostre valigie: che cosa fanno l’attesa, la novità e il ricordo al modo in cui viviamo un viaggio?

«Si ricontrollano i documenti, si apre ancora una volta la valigia», scrive. Sicuso interpreta questi piccoli controlli come tentativi di ridurre l’incertezza: ci stiamo allontanando da un ambiente nel quale sappiamo muoverci e prepariamo il necessario per uno che conosciamo meno. Il suo ragionamento applica ai preparativi l’idea del cervello come sistema impegnato a formulare e aggiornare previsioni. Il documento al proprio posto offre una certezza concreta, mentre restano da affrontare una coincidenza, una lingua, un indirizzo mai raggiunto prima. L’inquietudine trova così qualcosa di verificabile a cui dedicarsi.

La vacanza che immaginiamo prima di partire

Del resto, quando arriviamo in aeroporto abbiamo già trascorso parecchio tempo in viaggio con l’immaginazione. Abbiamo studiato la distanza fra l’albergo e il centro, ingrandito la fotografia di una terrazza, discusso se valesse la pena aggiungere una notte. In quelle scene ci siamo già collocati: sappiamo come vorremmo occupare una mattina, che cosa speriamo di vedere dalla finestra. «In un certo senso, la mente parte sempre qualche giorno prima del corpo», osserva Sicuso. Il libro introduce la prospezione, cioè la capacità di rappresentarsi eventi futuri, e la riconduce a un’esperienza familiare a chiunque abbia organizzato una partenza.

La città che ci immaginiamo prima di partire prende forma anche attraverso luoghi ed esperienze che conosciamo già. Ricordare il passato e immaginare il futuro coinvolgono infatti in parte gli stessi sistemi cerebrali: lo osservarono Donna Rose Addis e i suoi colleghi in uno studio pubblicato su Neuropsychologia nel 2007. Fra le aree comuni figurava l’ippocampo, coinvolto nella memoria. Per costruire mentalmente una scena che deve ancora accadere possiamo attingere a elementi dell’esperienza e ricombinarli.

L’industria turistica lavora da tempo su questa disponibilità a immaginarsi altrove. Sicuso lo nota a proposito di cataloghi, fotografie e video: «Offrono al cervello il materiale con cui costruire una simulazione del futuro». Una camera vista mare suggerisce già un risveglio; la fotografia di una strada invita a figurarsi una passeggiata. Nella scelta entrano il prezzo e i collegamenti, insieme a un’idea di come potremmo sentirci durante quei giorni.

A questo discorso Sicuso collega la dopamina, un messaggero chimico coinvolto, fra le altre funzioni, nell’apprendimento legato alle ricompense. Gli esperimenti sui primati discussi da Wolfram Schultz, Peter Dayan e Read Montague su Science nel 1997 mostrarono che, dopo l’apprendimento, la risposta di determinati neuroni poteva spostarsi dalla ricompensa al segnale che la annunciava. Sicuso richiama questi meccanismi per interpretare il desiderio di partire: un’applicazione al viaggio di ricerche condotte sull’apprendimento e sulle ricompense.

Le partenze hanno anche una storia sociale

Nelle pagine storiche, Sicuso accosta le migrazioni preistoriche ai commerci, passa per Marco Polo e le esplorazioni oceaniche, arriva al Grand Tour e alle ferie del Novecento. Le ragioni degli spostamenti cambiano enormemente: trovare risorse, negoziare merci, raggiungere un luogo sacro, conquistare territori, riposare. La continuità che il libro cerca riguarda la necessità di orientarsi, interpretare un ambiente e fare i conti con ciò che si incontra. La libertà di scegliere una vacanza resta diversa dalla necessità di spostarsi per sopravvivere. Anche la Via della Seta acquista interesse se la si osserva come una rete di percorsi terrestri e marittimi, lungo i quali circolavano merci, conoscenze e credenze. È la prospettiva documentata dal programma dell’Unesco dedicato a quelle rotte. Il tessuto che dà loro il nome accompagna una storia di scambi assai più ampia: tecniche di produzione e abitudini passavano da una comunità all’altra attraverso commerci e incontri. Il viaggio poteva modificare la vita di persone che non avevano mai lasciato la propria città.

Con il Grand Tour, al quale il volume dedica un capitolo, il viaggio diventa anche una credenziale sociale. I giovani aristocratici attraversano l’Europa con precettori e servitori, frequentano collezioni, comprano opere d’arte, affinano il gusto. Tornare dall’Italia permette di esibire una formazione riconoscibile a chi appartiene allo stesso ambiente. Sicuso richiama il concetto di capitale simbolico di Pierre Bourdieu: il prestigio che deriva da esperienze, conoscenze e segni di appartenenza. Aver visto certi luoghi rende più facile entrare in determinate conversazioni. Un ritratto di Pompeo Batoni permette di osservare questa costruzione del prestigio nei dettagli: Sir Gregory Page-Turner, dipinto nel 1768-1769. Come spiega la National Gallery, il giovane si fa rappresentare con una marsina appena acquistata, bordata d’oro, assumendo una posa ispirata all’Apollo del Belvedere. Il dipinto rende visibili insieme il guardaroba e la cultura acquisiti durante il soggiorno. La cura con cui oggi scegliamo la fotografia da pubblicare può trovare qui un precedente da osservare: il desiderio che gli altri riconoscano, nell’immagine del nostro viaggio, qualcosa della persona che vogliamo essere.

L’accesso al viaggio si allarga poi attraverso innovazioni molto pratiche, e il capitolo su Thomas Cook restituisce una delle origini meno ricordate del turismo organizzato. Il 5 luglio 1841 Cook porta circa cinquecento persone da Leicester a Loughborough per un incontro del movimento della temperanza, impegnato contro il consumo di alcol. Il Leicester City Council documenta il prezzo di uno scellino a passeggero, le carrozze aperte e la banda al seguito. La giornata prevede discorsi, giochi e tè. Il primo viaggio commerciale di Cook, verso Liverpool, arriverà nel 1845. Nella storia delle vacanze organizzate trova dunque posto anche una campagna per la sobrietà. L’organizzazione offre qualcosa che rimane prezioso anche al viaggiatore contemporaneo: sapere come raggiungere una meta, dove dormire, a chi rivolgersi quando serve. Nel libro, la crescita dei servizi turistici permette di leggere il rapporto fra desiderio di novità e ricerca di sicurezza. La sorpresa piace più facilmente quando alcune incombenze sono risolte. Si può voler conoscere un paese lontano e, allo stesso tempo, preferire che qualcuno abbia già verificato il trasferimento dalla stazione all’albergo.

Le strade che impariamo a riconoscere

Una volta arrivati, anche le operazioni modeste chiedono attenzione. Bisogna capire da quale lato esce la metropolitana, riconoscere l’incrocio che porta all’albergo, leggere un menu con ingredienti sconosciuti. Sicuso insiste su questo lavoro poco spettacolare, attraverso il quale l’ambiente comincia a diventare familiare. Chi torna alla stessa piazza per la terza volta può riconoscerla dalla facciata di un palazzo o dall’insegna di un negozio: sta imparando a usare riferimenti che il giorno precedente non possedeva.

Il caso scientifico più noto richiamato nel volume riguarda i tassisti londinesi. Nel 2000 Eleanor Maguire e i suoi colleghi rilevarono in questi professionisti un maggiore volume della parte posteriore dell’ippocampo rispetto ai soggetti di confronto. Nel 2011 Katherine Woollett e Maguire aggiunsero un elemento decisivo seguendo aspiranti tassisti durante gli anni di preparazione: in chi otteneva la qualifica aumentava il volume di materia grigia nell’ippocampo posteriore; lo stesso cambiamento non emergeva in chi non si qualificava né nel gruppo di controllo. È un esempio concreto di plasticità cerebrale, la capacità del cervello di modificarsi in relazione all’esperienza. La ricerca riguarda però un apprendimento spaziale intenso, protratto per anni. Non permette di attribuire a un fine settimana fuori casa gli stessi effetti. Aiuta, piuttosto, a dare consistenza a una delle domande del libro: che cosa richiede imparare a muoversi in un ambiente? A rendere interessante un luogo nuovo possono essere anche le capacità che ci obbliga a esercitare, oltre a ciò che offre da visitare.

Fotografare e ricordare sono due attività diverse

Sul posto, intanto, c’è un’altra attività a contendersi la nostra attenzione: preparare il racconto per chi è rimasto a casa. «Significa che al viaggio si è aggiunto un secondo sguardo: quello di chi vive un momento e, nello stesso tempo, immagina già come potrà raccontarlo», scrive Sicuso. Il libro coglie una situazione ordinaria senza liquidarla come vanità: osserviamo un paesaggio, cerchiamo un’inquadratura, pensiamo a chi vedrà quell’immagine. L’esperienza e la sua rappresentazione procedono ormai spesso insieme.

Uno degli studi citati in bibliografia riguarda proprio ciò che ricordiamo dopo aver fotografato. Linda Henkel, della Fairfield University, pubblicò nel 2014 su Psychological Science due esperimenti condotti durante visite a un museo. Quando i partecipanti fotografavano gli oggetti per intero, ne ricordavano meno e conservavano meno dettagli rispetto a quando si limitavano a osservarli. Se invece usavano lo zoom per concentrarsi su un particolare, quello svantaggio non emergeva. Il risultato riguarda quei compiti sperimentali; suggerisce che anche il modo di fotografare, e l’attenzione che richiede, possa fare differenza. Il rapporto fra oggetti e memoria attraversa il libro anche attraverso i souvenir. Un biglietto ferroviario conservato fra le pagine di una guida, una ceramica, una spezia comprata al mercato possono diventare appigli per recuperare un episodio. Il valore economico spiega poco di quella capacità: un oggetto insignificante per chiunque altro può richiamare una conversazione o una persona. Sicuso segue il viaggio fino a questa sopravvivenza domestica, quando le cose riportate a casa entrano negli scaffali, nei cassetti, nelle abitudini.

Anche il racconto cambia. «Una giornata faticosa può trasformarsi, anni dopo, nell’episodio che raccontiamo con maggiore divertimento», osserva l’autore. Il treno perso, la pioggia, l’indirizzo sbagliato possono acquistare una fortuna narrativa che, mentre li affrontavamo, avremmo volentieri evitato. La memoria seleziona e rielabora; al ritorno abbiamo già cominciato a scegliere quali momenti riferire agli amici e quali lasciare fuori. Più avanti, un episodio può assumere un significato diverso perché è cambiata la nostra vita. Quanto tutto questo ci trasformi resta una questione aperta, e Sicuso lo riconosce nelle pagine finali: «Il viaggio, quindi, non ci trasforma automaticamente». Poco prima delle conclusioni ribadisce: «Viaggiare non ci rende necessariamente migliori». Si può tornare avendo imparato a interpretare un’abitudine, risolto un problema inatteso, riconsiderato una comodità di casa. Sono cambiamenti possibili, la cui importanza dipende dall’esperienza e da chi la vive. Il numero dei paesi visitati, da solo, dice poco.

Del viaggio programmato con tanta cura potrebbe restare soprattutto la strada imboccata per sbaglio. Quanto al passaporto, con ogni probabilità lo controlleremo di nuovo.

L'articolo Perché controlliamo il passaporto dieci volte prima di partire e fotografare tutto può farci ricordare meno? Ecco cosa succede al nostro cervello quando viaggiamo secondo le neuroscienze proviene da Il Fatto Quotidiano.

Salvador é o segundo destino mais buscado para as festas de fim de ano

28 October 2026 at 13:31
Salvador se tornou a segunda cidade mais buscada do Brasil durante as festas de fim de ano. Perdendo apenas para Recife, a capital baiana é uma das primeiras opções dos turistas que desejam aproveitar o Natal e o Ano Novo em um local diferente.Os dados foram divulgados no novo relatório do KAYAK, Viagem de Natal e Ano Novo 2026. Os números apontam que as cidades litorâneas são as preferidas dos viajantes, colocando Maceió, Rio de Janeiro e Fortaleza para completar o Top 5 brasileiro.Dentre as datas mais econômicas para viagens estão o dia 30 de dezembro, com números de 39% em voos nacionais e 27% em voos internacionais. Já para hospedagens, a melhor data é 20 de dezembro para viagens nacionais e 21 de dezembro para as internacionais, com economia de 40% e 31%, respectivamente.Quais os destinos mais baratos?O relatório do KAYAK também conta com opções de destinos com voos domésticos mais baratos, colocando no topo as cidades menos praianas, porém com opções de festas durante a noite.Confira a lista:Brasília – R$ 964Vitória – R$ 996Belo Horizonte – R$ 1.001Rio de Janeiro – R$ 1.043Goiânia – R$ 1.158Curitiba – R$ 1.190Cuiabá – R$ 1.246Porto Alegre – R$ 1.285São Paulo – R$ 1.307Foz do Iguaçu – R$ 1.422Viagens internacionais também aumentaram entre brasileirosAlém das opções de viagens pelo próprio país, as agências registraram um aumento na procura de voos internacionais por brasileiros durante as férias de fim de ano. Londres, no Reino Unidos, lidera a preferência de turistas de todo o mundo, mas Paris, na França, também ganha destaque. Leia Também: PARAÍSO SECRETO 'Saara do Nordeste' esconde paraíso secreto com dunas gigantes ZONA PET Tubarões são capturados em litoral de famoso paraíso do Nordeste PRÊMIO INTERNACIONAL Segunda melhor praia do Nordeste ganha selo internacional “Embora os destinos nacionais sejam os mais procurados pelos brasileiros, em 2026 houve um aumento de 9% nas buscas por voos internacionais em comparação ao ano passado”, afirmou Carolina Montenegro, Vice-Presidente Sênior de Marca Global & Marketing B2B do KAYAK.“Ainda que Londres lidere o ranking de preferência, Paris ganhou destaque no levantamento, com redução de 15% no preço de hospedagem em comparação a 2025, sendo o destino perfeito para quem busca aproveitar o clima mágico de inverno neste período”, completou.Confira o ranking dos 10 destinos internacionais com maior aumento nas buscas para voar:Londres – R$ 6.594Foz do Iguaçu – R$ 1.422Nova York – R$ 5.855Santiago – R$ 2.198Paris – R$ 6.698Buenos Aires – R$ 2.354Miami – R$ 4.855Rio de Janeiro – R$ 1.043Roma – R$ 6.533Cancún – R$ 4.399

Viagens dos portugueses baixam pela primeira vez em dois anos

28 October 2026 at 11:44

Os portugueses viajaram menos no segundo trimestre deste ano, o que já não acontecia há dois anos, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A determinar este travão no crescimento do turismo de residentes esteve a quebra das viagens dentro do território nacional.

Os residentes em Portugal realizaram 5,9 milhões de viagens turísticas no segundo trimestre do ano, o que representa uma descida homóloga de 1,5% e que compara com o aumento de 7% que tinha registado nos primeiros três meses do ano. Trata-se da primeira descida desde o terceiro trimestre de 2024.

A justificar a quebra no trimestre esteve a descida das viagens em território nacional, que baixaram 3,8% (+3,4% no trimestre anterior) e totalizaram 4,8 milhões (81,8% do total).

Já as viagens ao estrangeiro aumentaram 10%, depois de terem disparado 30% no arranque do ano, atingindo 1,1 milhões deslocações (18,2% do total) e atenuando a redução global das deslocações.

“As principais motivações para viajar foram o “lazer, recreio ou férias”, responsável por 2,9 milhões de viagens (49,9% do total, +0,1 p.p. face ao 2ºT 2025), e a “visita a familiares ou amigos”, que motivou cerca de 2,1 milhões de viagens dos residentes (36,2%, -0,3 p.p. face ao 2ºT 2025)”, explica o instituto.

Nas viagens ao estrangeiro, 68,2% do total das viagens foram em lazer, 41,4% foram justificadas por visitas a família ou amigos, enquanto o trabalho esteve na origem de 15,5% das deslocações.

Cerca de 45,2% das viagens incluíram marcação prévia de serviços, no segundo trimestre, uma prática que foi bastante mais frequente nas deslocações ao estrangeiro (94,7%; +2,3 p.p.) do que nas viagens em território nacional (34,1%; sem variação face ao período homólogo). A internet foi utilizada na organização de 32,3% das deslocações (+2,2 p.p.), sendo mais frequente nas deslocações ao estrangeiro (69,9% do total; +4,2 p.p.) do que nas realizadas em território nacional (23,9% do total; +0,7 p.p.).

O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento, concentrando 53% das dormidas (10,1 milhões). Seguiram-se os “hotéis e similares” com 6,4 milhões de dormidas (34% do total).

(Notícia atualizada)

Turismo náutico debate cooperação em rede no Algarve

28 October 2026 at 11:33

A cooperação entre empresas, entidades públicas e outros agentes do território vai estar em debate na segunda sessão do ciclo Nature & Nautic Sessions, marcada para 10 de novembro, entre as 14h30 e as 16h00, em formato online. A iniciativa pretende explorar o contributo do trabalho em rede para a valorização dos recursos náuticos e para o reforço da competitividade do turismo.

Subordinada ao tema “O Valor da Cooperação em Rede no Turismo Náutico”, a sessão contará com a participação de Gisela Sousa, coordenadora da Rede das Estações Náuticas de Portugal, do Fórum Oceano.

O encontro terá uma abordagem prática, centrada na partilha de experiências e na identificação de oportunidades de colaboração entre os diferentes agentes do setor. O objetivo passa por promover uma oferta turística mais integrada, através da articulação entre empresas e entidades ligadas ao território.

A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória através do formulário disponível online.

O ciclo teve início a 27 de outubro, com uma sessão conduzida por Miguel Sanches, diretor executivo da Biosphere Portugal, dedicada à sustentabilidade enquanto fator de diferenciação e competitividade das empresas. Está ainda prevista uma terceira sessão, cuja data e temática serão anunciadas posteriormente.

Promover a capacitação das empresas dos setores do Turismo de Natureza e Náutico, através da partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas, é o objetivo desta iniciativa, organizada pelo NERA, pela Região de Turismo do Algarve e pela Associação Turismo do Algarve.

O ciclo integra o projeto Internacionalizar + Algarve 3.0, cofinanciado pela União Europeia através do Programa Regional Algarve 2030.

“Carência de oferta” e dinamismo imobiliário reforçam peso da construção na economia portuguesa

28 October 2026 at 08:00

A “forte carência de oferta” no setor da habitação em Portugal e o dinamismo imobiliário contribuíram para o forte crescimento do peso da construção na economia, conclui um estudo divulgado pela Iberinform esta quarta-feira. A análise revela ainda que o turismo ganhou peso nas vendas ao exterior, colocando Portugal na 18.ª posição mundial nas exportação de serviços de viagens.

As empresas portuguesas fecharam o último ano com a situação financeira mais sólida dos últimos sete anos. “As empresas não financeiras em Portugal, com volume de negócios em 2025, confirmaram a sua tendência de maior criação e acumulação de valor, e de maior geração e acumulação de caixa, com perceção de risco empresa inferior, com crescente autonomia financeira“, conclui o relatório da Iberinform “Panorama Empresarial Português 2026”, que analisou a evolução económica e financeira de 366.900 empresas não financeiras em Portugal, em 2025.

Segundo a Iberinform, “a procura interna aumentou o seu peso em 2024 e 2025, por via do consumo de bens não duradouros e serviços (37,8% da procura total, com 8,5% respeitantes aos produtos alimentares), bens duradouros (para 3,8%) e do fortalecimento do investimento em construção (de 7,7% para 8,1%, com forte carência de oferta de habitação, face ao forte aumento da procura)”.

Em termos de contributo para o valor acrescentado bruto (VAB) de Portugal, o relatório destaca a continuidade do forte crescimento da construção, cujo peso subiu para 5,5% do total, “favorecida pela dinâmica imobiliária (peso de 11,2%) e turística (6,2%)“.

Já as atividades financeiras e de seguros passaram de 4,8% em 2019, para 7% em 2023 e 6,3% em 2024, “favorecidas pelo aumento das taxas de juro, das comissões e dos níveis de serviço aos clientes mais limitados”.

As atividades agrícolas, da floresta, da pesca, industriais, da energia, água e ambiente, mantiveram o seu nível de 18,4% (18,5% em 2024), enquanto os transportes recuperaram o nível de 2019 (5,1%), a informação e comunicação aumentou para 5% (2024 e 2025) e o comércio aumentou ligeiramente, em 2025 (11,9%), depois de contínua diminuição (13,3% em 2019).

“Imenso potencial” no turismo

No que diz respeito à internacionalização e exportações, o inquérito realça que “as quotas de Portugal nas Exportações mundiais de Serviços de Viagens (Turismo), foram reforçadas para a 18.ª posição, passaram de 1,2% em 2016, para 1,8% em 2024, tendo realizado o 5.º maior aumento (49%), o que revela a forte competitividade e atração turística de Portugal, com um imenso potencial, que estava por realizar”.

Apesar da evolução positiva do turismo, a Iberinform conclui que a procura externa (exportações) diminuiu o seu peso para 30,6%, uma percentagem que compara com 31,8% em 2024, 32,6% em 2022, ao nível dos 30,5% em 2019. Em sentido oposto a procura interna subiu 7% para 69,4%.

As exportações de serviços (com saliência para o turismo) mantiveram o seu nível em 11,8% (valor médio nos últimos três anos, 10,1% em 2019). As exportações de bens baixaram para 18,8% (19,9% em 2024), com o saldo externo de bens e serviços a diminuir de 1,3% para 0,6% da oferta/procura, face a 0,4% em 2019.

A taxa de exportação das empresas baixou para 18,4% do volume de negócios em 2025, em comparação com 20% em 2024, enquanto a taxa de importação diminuiu para 23,3%, de 24,4% dos fornecimentos. O contributo direto para o saldo da Balança Comercial foi de 5.375 milhões de euros (1,2% dos negócios com clientes).

As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação na valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano.

Relatório da Iberinform

O relatório realça ainda que, a par do reforço das exportações, “a internacionalização com participações no exterior (Europa, América, África e Ásia), tem sido uma resposta estratégica fundamental às limitações da procura interna, da disponibilidade de matérias, ou de condições de relação com os mercados, seja por condições de produção, custo, proximidade ou outros fatores estratégicos determinantes”.

No que diz respeito à evolução das vendas, o volume de negócios em 2025 aumentou 7,4% em relação a 2024, acompanhado do aumento da taxa de margem bruta negocial para 50,7%, do grau de valorização para 27,6%, do valor dos empregados médio (para quase 26 mil euros, +4,9%), com manutenção dos níveis de emprego em I&D e de formação, e do investimento em meios estratégicos.

“As empresas em 2025, manifestaram um Risco Estratégico, Risco Económico, Risco Financeiro e Risco de Tesouraria menores do que os percecionados em 2024, com uma resultante favorável na relação valor e rendibilidade versus risco, com um nível de resiliência significativo, com ameaças e oportunidades no aumento dos riscos macroeconómicos, de aumento dos preços, estrangulamentos nas cadeias de fornecimentos, aumento das taxas de juro, a poderem ser superados ao longo do corrente ano”, conclui o relatório.

Captação de eventos internacionais traz novas oportunidades de negócio para as empresas da região

28 October 2026 at 07:10

Durante a primeira quinzena de outubro, o Algarve recebeu cerca de 200 compradores e decisores influentes do setor turístico, provenientes

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Los ‘souvenirs’ del viajero experto, por Roberta Vázquez

28 October 2026 at 04:30
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En ese momento, parece una buena idea. Estás disfrutando tanto del viaje, que quieres alargar lo máximo posible esa sensación y llevártela contigo a casa. Para eso, existen los souvenirs. Los hay de tantos tipos como modalidades de viajero.

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L’albergo che insegnò a Sorrento a guardare il mare

28 October 2026 at 03:45

C’è stato un tempo in cui a Sorrento si arrivava, si guardava il golfo e si ripartiva. I viaggiatori europei erano attratti dalla costa, dalla luce, dai luoghi legati a Torquato Tasso, ma la città restava una tappa, non una meta. Poi tutto è cambiato. Lo racconta la docente di Storia del turismo all’Università Federico II di Napoli Annunziata Berrino in Alle origini del turismo. Il Grand Hôtel Vittoria a Sorrento dei Rispoli Fiorentino, in libreria dal 6 novembre per il Mulino.

Tutto comincia con Aniello Rispoli, tra i primi a capire che Sorrento poteva essere un luogo in cui fermarsi, e non soltanto da visitare. La sua intuizione fu quella di dare al panorama un ruolo nuovo. L’albergo venne pensato per i viaggiatori e costruito in rapporto con il mare: posizione, luce, affacci e giardino facevano parte del progetto fin dall’inizio. Oggi scegliere una camera per la vista sembra scontato; mentre allora era una scelta lungimirante, che secondo Berrino anticipava persino la vicina Napoli, già ben inserita negli itinerari del viaggio europeo.

La stessa cura si estendeva a tutto ciò che accadeva fuori dalla camera. Gli ospiti potevano affidarsi all’albergo per organizzare carrozze, barche ed escursioni, accompagnati da persone conosciute e fidate. Cucina, servizio e cura degli spazi completavano un soggiorno pensato per vivere il territorio con agio e sicurezza. Era, in sostanza, un’ospitalità che andava già oltre il semplice pernottamento.

Attingendo a documenti d’archivio e pubblicazioni dell’epoca, Berrino segue poi il passaggio di quella visione alla famiglia Fiorentino, che ne raccolse l’eredità e ha guidato l’albergo attraverso le generazioni. Oggi, alla sesta, la famiglia continua a gestirlo, e l’Excelsior Vittoria resta uno dei rari grandi alberghi storici italiani rimasti nelle mani della stessa famiglia dal 1834.

Chi ci entra oggi trova un cinque stelle lusso, membro di The Leading Hotels of the World, arroccato sulla scogliera davanti al Golfo di Napoli e al Vesuvio. La tradizione vuole che sotto la proprietà si trovino i resti di una villa dell’imperatore Augusto, e il passato si mostra ovunque: nelle colonne settecentesche, nei soffitti affrescati, negli arredi d’epoca. Le ottanta camere, di cui quarantanove suite, si dividono tra tre edifici, La Vittoria, La Favorita e La Rivale, immersi in un parco di due ettari tra agrumi e ulivi. Un ascensore porta gli ospiti direttamente dal porto all’albergo, comodità che i viaggiatori dell’Ottocento non avrebbero potuto immaginare.

Courtesy of Grand Hotel Excelsior Vittoria

Eppure molti di loro sono passati di qui. Tra gli ospiti illustri ci sono stati Richard Wagner e Oscar Wilde, ma la storia più celebre è quella di Enrico Caruso, che vi soggiornò nel 1921, pochi mesi prima di morire. La sua suite è rimasta com’era, con il pianoforte, la lavagna, le lettere e le fotografie del tenore. Nel 1986 proprio in quella stanza dormì Lucio Dalla, che lì compose Caruso, una delle canzoni italiane più conosciute al mondo. Oggi anche il cantautore ha una suite a lui intitolata, e la Terrazza Vittoria, con il tramonto davanti al Vesuvio, è diventata il luogo simbolo di quella canzone.

L’attenzione all’accoglienza descritta nel libro si ritrova anche nel presente. La cucina è affidata all’Executive Chef Antonino Montefusco, che guida il ristorante stellato Terrazza Bosquet, l’Orangerie nell’aranceto accanto alla piscina e la Terrazza Vittoria, con ingredienti della Penisola Sorrentina e dell’orto dell’albergo. Nella serra ottocentesca è nata la spa La Serra, mentre lo champagne bar La Pergola si apre sulla piazza e sul mare sotto un glicine secolare.

E il legame con la storia del turismo non è soltanto un racconto: l’hotel ospita infatti una sala del Museo del Turismo e sostiene il FAI come Corporate Golden Donor. Il libro di Berrino restituisce la sua profondità, mostrando come l’attenzione al panorama, al servizio e al territorio fosse già scritta nel progetto originario, quando Sorrento stava ancora imparando a diventare una destinazione turistica.

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Silves apresenta três novas propostas integradas no programa ‘Workshops e Degustações Fora da Casca’

27 October 2026 at 19:46

Iniciativas integradas nas Comemorações do Dia Mundial do Turismo no concelho de Silves

As Comemorações do Dia Mundial do Turismo 2026 prosseguem no concelho de Silves durante o mês de novembro, com três novas propostas integradas no programa ‘Workshops e Degustações Fora da Casca’, dedicado à valorização da alfarroba e à descoberta de diferentes formas de utilização deste produto endógeno algarvio.

A programação convida o público a explorar a versatilidade da alfarroba através de experiências gastronómicas que aliam tradição, criatividade e inovação, com propostas que vão da utilização do vinagre balsâmico de alfarroba à confeção de crepes e wraps.

A primeira iniciativa, «Alfarroba em cama de… vinagre!», realiza-se a 7 de novembro, entre as 10h00 e as 12h00, no Mercado Municipal de Silves. Dinamizado por David Santo, da Fateixa Vinagre, o workshop explora as aplicações gastronómicas do vinagre balsâmico de alfarroba. A atividade destina-se ao público em geral e as inscrições decorrem até 02 de novembro.

No dia 21 de novembro, das 15h00 às 17h00, a Casa-Museu João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, acolhe «Alfarroba… vegan!», dinamizado por Ana Domingos Nini. A proposta combina crepes de alfarroba vegan, sem glúten e sem açúcar, com chá de alfarroba, sendo também adequada a crianças acompanhadas por um adulto. Dirigida ao público em geral, a atividade tem inscrições abertas até 16 de novembro.

A terceira proposta, «Wraps de alfarroba com… criatividade!», realiza-se a 29 de novembro, das 10h00 às 12h00, na Quinta Pedagógica de Silves. Dinamizado em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, no âmbito do programa Formação + Próxima, e orientado pelo chef Valter Castanheira, o workshop destaca a utilização da alfarroba na cozinha contemporânea. A atividade destina-se ao público em geral e as inscrições decorrem até 25 de novembro.

A participação nos workshops é gratuita, mediante inscrição prévia e obrigatória, clicando aqui, onde também podem ser consultadas as condições gerais de participação. As inscrições serão aceites por ordem de chegada, até ao limite das vagas disponíveis.

A programação das comemorações do Dia Mundial do Turismo 2026 inclui ainda, durante os meses de novembro e dezembro, o «Atelier Criativo da Alfarroba», dinamizado pelo parceiro Espaço JALI. As atividades propostas convidam participantes de diferentes idades a explorar a alfarroba através da arte, do artesanato e da criatividade. Consulte o cartaz nesta página.

Promovidas pelo Município de Silves, em parceria com diferentes parceiros locais, as Comemorações do Dia Mundial do Turismo 2026 prolongam-se até ao final do ano e têm a alfarroba como tema central, valorizando a sua ligação ao território e dando visibilidade aos saberes, às atividades e aos agentes que lhe estão associados.

A programação pretende evidenciar a riqueza e a diversidade dos recursos turísticos do concelho, através de experiências que aproximam visitantes e comunidade dos produtos e patrimónios locais.

Para mais informações, contactar o Setor de Turismo da Câmara Municipal de Silves, através do telefone 282 440 800 (ext. 2723) ou do endereço de correio eletrónico turismo@cm-silves.pt .

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