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De sarcófago a joia funerária: exposição com mais de 900 relíquias de dinastia que deu origem à República Tcheca ultrapassa meio milhão de visitantes

28 October 2026 at 19:47

Mais de 900 relíquias da dinastia Premíslida, que deu origem à República Tcheca, foram reunidas em uma exposição, despertando a curiosidade de mais de 500 mil pessoas que foram ao Museu Nacional de Praga ver de perto objetos históricos dos tempos da Boêmia medieval e da Morávia, do final do século VIII ao início do século XIV, que estavam espalhados por quase 70 instituições.

A mostra, montada em quatro salas no piso térreo do Edifício Histórico, trouxe a narrativa de poder, ambição, conflitos familiares e um mundo em transformação, acompanhando a vida de príncipes e reis desde os primórdios lendários até o declínio da dinastia – e como isso teve influência nas terras checas e na Europa da época.

História revisitada

sarcófago exposição museu nacional de praga
Sarcófago está entre as relíquias de exposição no Museu Nacional de Praga • Museu Nacional de Praga/Divulgação

Os visitantes tiveram acesso ao sarcófago românico de São Longino, que provavelmente abrigou o corpo de um monarca – e foi exibido pela primeira vez fora de Vyšehrad; a Coroa Real de Środa Śląska, tecidos do túmulo de Santa Ludmila; as joias funerárias de Přemysl Otakar II; e o anel pessoal do antecessor, Přemysl Otakar I, que conseguiu estabelecer o título real hereditário e consolidar a posição das terras checas no complexo cenário da política europeia.

Religião, o surgimento de assentamentos e cidades fortificadas, o comércio, o artesanato, a arte e o conhecimento levam o espectador para o dia a dia da época através de joias, objetos litúrgicos, armas, moedas e tesouros monetários, livros e outras peças que documentam a transformação da sociedade.  A coroa, o cetro e o orbe de Premisl II Otakar estão entre as peças mais impressionantes da exposição.

Iluminuras medievais e pinturas românicas da Rotunda de Znojmo, achados arqueológicos de fortificações Pemíslidas, o conflito entre Santa Ludmila e a nora Drahomíra e objetos litúrgicos do destino mortal do Príncipe Venceslau por conta de uma luta política fizeram parte do acervo, que ficou aberto à visitação de 24 de abril até o último dia 15 no Museu Nacional de Praga.

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Miró em diálogo com artistas contemporâneos da Coleção de Serralves

28 October 2026 at 14:00

Até 7 de março de 2027, a Casa de Serralves acolhe a exposição “Afinidades Eletivas: Joan Miró e a Arte Contemporânea na Coleção do Museu de Serralves”, organizada pela Fundação de Serralves, apresenta obras da Coleção Miró em diálogo com obras de Helena Almeida, Michael Biberstein, Luisa Cunha, Ana Hatherly, Asger Jorn, Julie Mehretu, Robert Morris, Júlio Pomar, Dieter Roth, Julião Sarmento e Antoni Tàpies, entre outros artistas relevantes.

As suas práticas vão da pintura e da escultura à colagem, à instalação, à fotografia, ao vídeo e às obras multimédia, da Process Art à Arte Povera, e das desconstruções visuais dos códigos pictóricos ao Neoexpressionismo e ao questionamento da linguagem. Em cada um destes cruzamentos com obras da Coleção de Serralves, o percurso de Miró encontra eco na prática artística contemporânea. Daí que o título “Afinidades eletivas” tenha como ambição “assinalar a relação de Miró com a arte contemporânea enquanto encontro dinâmico”, como refere o curador da exposição, Robert Lubar Messeri.

No texto da folha de sala, Messeri salienta que Goethe se apropriou desse conceito para “sublinhar as ligações emocionais e as relações afetivas entre pessoas, coisas ou ideias que, mais do que impostas, são instintivas e escolhidas.” No contexto da exposição, a expressão “afinidades eletivas” parte dessas associações, enfatizando o diálogo visual e conceptual, mais do que as relações formais ou as lógicas de influência direta. As obras de Miró das décadas de 1960 e 1970 serviram como ponto de partida, havendo algumas incursões pontuais por obras anteriores.

“Afinidades Eletivas: Joan Miró e a Arte Contemporânea na Coleção do Museu de Serralves” apresenta a relação de Joan Miró com a arte contemporânea como uma série de encontros dinâmicos e divide-se em sete secções: 1. Process Art; 2. Expressionismo revisitado; 3. Antimonumentos; 5. O desenho como prática; 6. Linguagem; e 7. Pintura en abîme.

O que a curadoria de Robert Lubar Messeri pretende é ilustrar como Miró se afirmou não só como um grande mestre moderno, mas também como artista contemporâneo cuja obra estava em sintonia com as dinâmicas emergentes no mundo da arte.

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