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Cemitérios do Recife recebem melhorias para o Dia de Finados; veja horários das missas

28 October 2026 at 19:57

Os cinco cemitérios públicos do Recife passam por serviços de limpeza, pintura e manutenção para receber os visitantes no Dia de Finados, na próxima segunda-feira (2). A programação inclui missas em unidades municipais, além de homenagens aos mortos e visitas aos túmulos de familiares e personalidades da história de Pernambuco.

As intervenções são realizadas pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) nos cemitérios de Santo Amaro, Casa Amarela, Parque das Flores, Tejipió e Várzea. Os serviços incluem capinação, varrição, pintura de prédios, meios-fios e sinalizações, com atenção às alamedas, áreas de acesso e espaços destinados às celebrações religiosas.

No Cemitério Parque das Flores, a capela passa por reforma. A pintura externa já foi concluída, enquanto a parte interna está em recuperação. Os banheiros também recebem intervenções, previstas para os demais cemitérios municipais.

A Emlurb é responsável pela limpeza e conservação das áreas comuns dos equipamentos. Já a manutenção de túmulos e jazigos particulares cabe às famílias. Os visitantes podem procurar as administrações para obter orientações e ajuda na localização de sepulturas e ossuários.

Horários das missas no Dia de Finados

No Cemitério de Santo Amaro, estão previstas quatro missas. A primeira será às 7h, com o padre João Crisóstomo. Às 10h, a celebração será presidida pelo arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson. Às 12h, haverá missa com o bispo auxiliar Dom Josivaldo Bezerra. A última celebração está marcada para as 16h, com o padre José Marques.

No Cemitério Parque das Flores, as missas começam às 7h, com o padre Irismar Farias. Às 9h, a celebração será conduzida pelo padre Gilson, vigário episcopal de Jardim São Paulo. Dom Josivaldo Bezerra preside a missa das 11h. Às 14h, será a vez do monsenhor Luciano Brito, vigário-geral da Arquidiocese de Olinda e Recife. O encerramento está previsto para as 16h, com Dom Fernando Saburido, arcebispo emérito de Olinda e Recife.

No Cemitério de Casa Amarela, haverá missas às 9h, 11h e 15h, organizadas pela Paróquia Santa Isabel Rainha de Portugal. Na Várzea, está prevista uma celebração às 9h, organizada pela Paróquia Nossa Senhora do Rosário.

Cemitérios guardam a história de Pernambuco

Além de espaços de homenagem aos entes queridos, os cemitérios municipais preservam referências da história pernambucana. Inaugurado em 1º de março de 1851, o Cemitério de Santo Amaro tem arquitetura radial, com túmulos distribuídos ao longo de ruas que partem de um ponto central. O local reúne mausoléus, esculturas e monumentos funerários.

Entre as personalidades sepultadas no equipamento estão o abolicionista Joaquim Nabuco, o músico Chico Science, o compositor Capiba, o poeta Carlos Pena Filho e os ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos.

A Emlurb organiza a localização de sepulturas de figuras históricas por setores, com sinalização para ajudar os visitantes a encontrar os túmulos. A relação também inclui nomes como Ascenso Ferreira, Marcos Freire, Agamenon Magalhães e Carlos de Lima Cavalcanti.

Outros cemitérios municipais também abrigam personalidades importantes. No Parque das Flores, está sepultado o geógrafo Manoel Correia de Andrade. O Cemitério da Várzea abriga o túmulo do padre Henrique Pereira, ligado a Dom Hélder Câmara e assassinado em 1969, durante a ditadura militar. Já em Casa Amarela está sepultado o artista Caju, da dupla Caju e Castanha.

Endereços dos cemitérios municipais

Santo Amaro: Rua Marquês do Pombal, bairro de Santo Amaro.

Parque das Flores: Avenida Liberdade, s/n, Tejipió.

Casa Amarela: Largo de Casa Amarela, s/n, Casa Amarela.

Várzea: Rua Professor Artur de Sá, s/n, Várzea.

Tejipió (Pacheco): Rua Alto do São Pedro, s/n, Tejipió.

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© Hélia Scheppa - PCR Imagem

Cemitérios do Recife recebem melhorias para o Dia de Finados; veja horários das missas

CNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026.

Segundo o Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (28), a revisão reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e o setor de serviços.

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A agropecuária, por outro lado, teve sua estimativa de crescimento revisada para cima. Segundo a entidade, os juros elevados e a desaceleração da demanda interna continuam pressionando a produção. 

Principais projeções

  • PIB: crescimento de 1,6% em 2026, ante previsão anterior de 2%;
  • Indústria: alta de 1,3%, contra 2% estimados anteriormente;
  • Indústria de transformação: retração de 0,7%;
  • Serviços: crescimento de 1,6%, ante 1,9%;
  • Agropecuária: expansão de 2,5%, acima dos 1,8% previstos anteriormente;
  • Inflação: projeção de 5,15% para o ano;
  • Selic: previsão de encerramento de 2026 em 13,25% ao ano;
  • Dívida pública bruta: estimativa de 83,7% do PIB.

Indústria perde força

A indústria deve sentir os efeitos da desaceleração econômica de forma mais intensa. A projeção de crescimento do setor caiu de 2% para 1,3%, principalmente devido ao desempenho negativo esperado para a indústria de transformação.

Para esse segmento, a CNI revisou a estimativa de crescimento de 0,6% para uma queda de 0,7%. Entre os fatores que pressionam a atividade estão a redução da demanda interna, o custo elevado do crédito, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos produtos importados.

A indústria extrativa, por sua vez, deve crescer 9,1%, enquanto a construção tem previsão de alta de 1,5%, sustentada por investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.

Serviços e agropecuária

O setor de serviços também teve a projeção reduzida, de 1,9% para 1,6%. A revisão considera a estabilidade do volume de serviços desde o fim de 2025 e a desaceleração do comércio, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito.

Na direção oposta, a agropecuária teve a estimativa elevada de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela perspectiva mais favorável para a segunda safra de milho.

Trabalho e inflação

A CNI estima que a população ocupada cresça 1,2% em 2026, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 5,3% para 5% até o fim do ano. A massa de rendimentos reais, que considera os efeitos da inflação, deve aumentar 4,6%.

A inflação, porém, tende a acelerar nos últimos meses do ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de alta de 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025.

A entidade prevê que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, encerrando o ano em 13,25%.

Contas públicas

A CNI projeta déficit primário de R$ 54,6 bilhões nas contas do governo federal em 2026, equivalente a 0,4% do PIB. Considerando as regras de exclusão de determinadas despesas da meta fiscal, o resultado seria um superávit de R$ 12,6 bilhões.

A entidade estima que a dívida pública bruta avance de 78,6% para 83,7% do PIB até o fim do ano.

Comércio exterior

A balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, quase 30% acima do resultado de 2025.

As exportações devem somar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. Já as importações estão estimadas em US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%.

TCU aprova cálculo da alíquota de referência da CBS em 11,3%

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O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal criado pela reforma tributária para substituir contribuições que atualmente são cobradas sobre o consumo – o PIS/Pasep e a Cofins. O percentual, calculado em 11,3468%, foi arredondado para 11,3%.

A decisão foi tomada em sessão plenária extraordinária, que também definiu, em 44,16%, o redutor a ser aplicado nas compras feitas pela administração pública direta, autarquias e fundações públicas.

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Pelas regras da reforma tributária, cabe ao TCU calcular a alíquota de referência necessária para manter a arrecadação dos tributos federais que serão substituídos pela CBS durante a transição para o novo sistema tributário.

O resultado será encaminhado ao Senado Federal, responsável por fixar a alíquota por meio de resolução.

A CBS integrará o novo modelo de tributação do consumo ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados e municípios.

>> Reforma Tributária: 86% das notas fiscais destacam a CBS

Entenda

A aprovação, pelo TCU, do cálculo da alíquota de referência da CBS representa mais uma etapa da implementação da reforma tributária do consumo.

A definição desse percentual é considerada um dos pontos centrais da reforma tributária, porque permite estimar os efeitos do novo sistema sobre a arrecadação pública e avaliar o impacto das exceções e benefícios concedidos a diferentes setores da economia.

Em regra, quanto maior o número de tratamentos favorecidos previstos na legislação, maior tende a ser a alíquota necessária para manter o nível de arrecadação.

A CBS começará a ser cobrada, em caráter de teste, em 2027 e substituirá gradualmente o PIS/Pasep e a Cofins durante a transição para o novo sistema tributário. Ela integrará, ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o novo modelo de tributação sobre o consumo no país.

A alíquota de referência corresponde ao percentual calculado para preservar, em termos agregados, a arrecadação dos tributos que serão substituídos pela CBS.

Para chegar ao resultado, são consideradas as regras previstas na reforma tributária, incluindo alíquotas reduzidas, regimes específicos de tributação, o Simples Nacional, mecanismos de devolução de tributos e créditos tributários.

A CBS fará parte de uma transição que se estenderá até 2033, quando o novo modelo de tributação do consumo passará a vigorar integralmente em substituição ao sistema atual.

Freguesias contestam Orçamento do Estado e exigem reforço de verbas

28 October 2026 at 11:02

VTM

Esta iniciativa proporcionou um espaço de diálogo e reflexão sobre o impacto da proposta orçamental nas freguesias, possibilitando a recolha de contributos e a expressão das preocupações dos presidentes de junta e dos respetivos executivos.

Este encontro insere-se nas ações que a ANAFRE tem vindo a desenvolver a nível nacional com vista a defender os interesses das freguesias e das populações, nomeadamente no que se refere ao reforço dos recursos financeiros necessários para garantir os serviços de proximidade e dar resposta às necessidades das comunidades.

Em declarações à VTM, Ricardo Marques, vice-presidente da ANAFRE, afirmou que a proposta de Orçamento do Estado representa um “ataque brutal” à capacidade financeira das freguesias, tendo apelado à união dos autarcas em defesa do aumento das verbas destinadas ao poder local.

O responsável explicou que o objetivo destes encontros é alertar os presidentes de junta e os respetivos executivos para o impacto das medidas previstas, bem como mobilizá-los para uma possível decisão de encerrar os serviços, de forma generalizada, no dia 4 de novembro, caso não haja progressos nas negociações com o Governo. Segundo o dirigente, a proposta orçamental atual fica “totalmente aquém” das expetativas das freguesias, que esperavam recuperar parte da sua capacidade financeira perdida nos últimos anos, devido à falta de atualização das transferências do Estado.

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