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Quando se levanta rapidamente da cama fica com tonturas durante alguns segundos? Saiba o que pode estar a acontecer

28 October 2026 at 17:10

Levantar-se rapidamente da cama e sentir tonturas, fraqueza ou uma sensação de desequilíbrio durante alguns segundos é uma situação relativamente comum. Embora estes episódios sejam muitas vezes passageiros, podem estar relacionados com uma descida súbita da tensão arterial, provocada pela mudança de posição do corpo, que em determinadas circunstâncias merece atenção médica.

Este fenómeno é conhecido como hipotensão ortostática, também designada por hipotensão postural. O portal do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) esclarece que isto acontece quando a tensão arterial diminui ao passar da posição deitada ou sentada para a posição de pé, podendo provocar tonturas, visão turva e, nos casos mais intensos, desmaios.

Por que é que a tensão arterial pode baixar ao levantar-se?

Quando uma pessoa se levanta, a gravidade faz com que parte do sangue se desloque temporariamente para as pernas e para a região abdominal. Em condições normais, o organismo responde rapidamente a esta alteração, ajustando a frequência cardíaca e a contração dos vasos sanguíneos para assegurar que o cérebro continua a receber sangue suficiente.

Contudo, quando este mecanismo de compensação não funciona com a rapidez necessária, a tensão arterial pode diminuir durante alguns momentos. Segundo o NHS, esta alteração pode provocar uma sensação de cabeça leve, tonturas ou fraqueza, sintomas que tendem a melhorar quando a circulação estabiliza ou quando a pessoa volta a sentar-se.

Quais são os valores considerados tensão arterial baixa?

O NHS considera que existe tensão arterial baixa quando os valores são inferiores a 90/60 mmHg, habitualmente conhecidos como 9 por 6. No entanto, a entidade esclarece que nem todas as pessoas com estes valores apresentam sintomas ou necessitam de tratamento, uma vez que a tensão arterial varia naturalmente ao longo do dia e pode ser mais baixa em indivíduos saudáveis.

Importa ainda distinguir a tensão arterial habitualmente baixa da hipotensão ortostática. Esta última está associada a uma descida significativa dos valores após a mudança de posição, mesmo quando a tensão arterial em repouso não é particularmente baixa. Para avaliar a situação, um profissional de saúde pode realizar medições enquanto o paciente está deitado e depois de se colocar de pé.

Desidratação e medicamentos podem estar na origem do problema

Entre as causas identificadas pelo NHS encontram-se a desidratação, determinados medicamentos, a gravidez e algumas doenças, incluindo a diabetes. A perda de líquidos reduz o volume de sangue em circulação, podendo dificultar a capacidade do organismo para manter a tensão arterial estável quando uma pessoa muda rapidamente de posição.

O problema também pode tornar-se mais frequente com o envelhecimento. Segundo a mesma fonte, alguns medicamentos utilizados no tratamento de doenças cardiovasculares e outras condições podem contribuir para a descida da tensão arterial. No entanto, qualquer alteração da medicação deve ser avaliada por um médico, não sendo aconselhável interromper tratamentos por iniciativa própria.

Há pequenos hábitos que podem ajudar a evitar as tonturas

Uma das principais recomendações do NHS consiste em evitar mudanças bruscas de posição, especialmente ao sair da cama. Em vez de se levantar imediatamente, a pessoa deve passar primeiro da posição deitada para a posição sentada e só depois colocar-se de pé, permitindo que o organismo se adapte gradualmente.

A entidade aconselha também uma hidratação adequada, refeições mais pequenas e frequentes e a redução do consumo excessivo de álcool. Permanecer muito tempo de pé ou sentado e levantar-se repentinamente também pode favorecer os sintomas. Se as tonturas surgirem, é recomendável sentar-se ou deitar-se até recuperar o equilíbrio, evitando caminhar ou realizar atividades que possam provocar uma queda.

Quando é necessário procurar ajuda médica?

Embora uma tontura ocasional ao levantar-se nem sempre represente um problema grave, o NHS recomenda procurar um médico quando os episódios são frequentes, persistentes ou acompanhados por outros sintomas. Visão turva, náuseas, fraqueza, confusão e desmaios são alguns dos sinais que podem surgir quando a tensão arterial diminui excessivamente.

A avaliação é especialmente importante quando existe perda de consciência, mesmo que dure apenas alguns segundos. Já situações acompanhadas por dor no peito, dificuldades súbitas em falar ou fraqueza num dos lados do corpo exigem assistência médica urgente. Assim, levantar-se mais devagar pode ajudar a evitar determinados episódios, mas a repetição das tonturas não deve ser automaticamente atribuída à tensão arterial baixa sem uma avaliação adequada.

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Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

28 October 2026 at 16:10

Voltar a estudar depois dos 50 anos já é possível numa universidade portuguesa sem ter de realizar exames ou apresentar diplomas escolares. A iniciativa permite frequentar aulas sobre temas tão diferentes como inteligência artificial, cavalos-marinhos ou alimentação, num ambiente académico onde a troca de experiências e a curiosidade dos participantes são mais importantes do que as classificações.

O projeto chama-se UAlg C+ Universidade Comunitária e começou a funcionar a 19 de outubro, no Algarve, com atividades realizadas sobretudo no Campus da Penha, em Faro. De acordo com a rádio TSF, a iniciativa destina-se a pessoas com 50 anos ou mais que pretendam continuar a aprender, independentemente das habilitações académicas, mediante o pagamento de uma propina.

Não é preciso ter frequentado o ensino superior

A principal particularidade desta iniciativa é a possibilidade de qualquer pessoa com a idade exigida regressar a uma sala de aula sem precisar de ter concluído o ensino secundário ou frequentado anteriormente uma universidade. Nídia Braz, uma das coordenadoras do projeto, explicou à TSF que o objetivo é abrir as portas da instituição e permitir à população conhecer o trabalho desenvolvido pelos docentes e investigadores.

Segundo a mesma fonte, os responsáveis fazem questão de distinguir esta experiência das universidades seniores tradicionais. Em vez de um programa organizado em disciplinas fixas, os participantes encontram módulos independentes, com diferentes professores e conteúdos. A Universidade do Algarve confirma que a oferta abrange seis áreas do conhecimento, desde saúde e ambiente até economia, património, artes e tecnologias.

Num dia fala-se de cavalos-marinhos e noutro de inteligência artificial

As primeiras sessões já abordaram temas relacionados com a conservação dos cavalos-marinhos, a importância das águas subterrâneas e a inteligência artificial. A programação inclui aulas teóricas e práticas, oficinas, caminhadas e visitas de estudo, permitindo que os participantes contactem diretamente com diferentes áreas de investigação desenvolvidas na universidade.

Cada módulo tem uma duração habitual de 90 minutos e as atividades decorrem nos dias úteis, entre as 10 h e as 17 h. Os estudantes podem escolher os temas que pretendem frequentar, mediante inscrição prévia e de acordo com a capacidade de cada sessão. A programação prolonga-se até 25 de junho de 2027, com uma interrupção entre 11 de dezembro e 18 de janeiro.

Aluna de 72 anos destaca a liberdade para fazer perguntas

Entre os primeiros participantes encontra-se Anabela, de 72 anos, que contou à estação de rádio como as aulas decorrem num ambiente de partilha entre professores e estudantes. A aluna considera que a experiência de vida dos participantes contribui para tornar as sessões mais participativas, uma vez que muitos aproveitam para colocar questões relacionadas com os assuntos apresentados.

A presença de pessoas com diferentes percursos profissionais e pessoais é, precisamente, uma das características que a universidade pretende valorizar. Nídia Braz referiu que os docentes responderam positivamente ao desafio de participar no projeto, tendo apresentado propostas de atividades que já permitem preencher a programação até ao final de junho.

Quanto custa frequentar esta universidade?

A frequência do programa implica o pagamento de uma propina. Os participantes pagam 25 euros por mês e passam a integrar a comunidade académica da Universidade do Algarve. A página oficial do curso apresenta, para o ano letivo de 2026/2027, uma propina de 200 euros, acrescida de uma taxa de candidatura de 10 euros e de outros 10 euros referentes à inscrição e ao seguro escolar.

A iniciativa permite também utilizar espaços da universidade, incluindo bibliotecas, cantinas e bares. Os participantes podem almoçar no campus, conviver com estudantes mais jovens ou passar algum tempo na biblioteca. A responsável considera que esta integração na vida universitária contribui para criar novas oportunidades de convívio e combater o isolamento social.

Como fazer a inscrição na Universidade Comunitária?

As candidaturas encontram-se abertas para o ano letivo de 2026/2027, estando previstas 50 vagas. Podem inscrever-se cidadãos portugueses ou estrangeiros residentes em Portugal com idade igual ou superior a 50 anos. A seleção é realizada por ordem de inscrição, não sendo exigidas habilitações académicas específicas.

Os interessados podem apresentar a candidatura online até 3 de maio de 2027, através do portal da universidade. Existe também apoio presencial às inscrições às sextas-feiras, entre as 10 h e as 12 h, no Balcão do Estudante do Campus da Penha, no edifício do Instituto Superior de Engenharia.

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É alérgico a gatos? Ciência mostra que afinal o problema não está propriamente no pelo

28 October 2026 at 15:30

Basta entrar numa casa onde vive um gato para algumas pessoas começarem a espirrar, sentir comichão nos olhos ou ficar com o nariz entupido. Estes sintomas são frequentemente atribuídos ao pelo dos animais, mas a explicação científica é diferente. O principal responsável pelas reações alérgicas é uma proteína que os gatos produzem naturalmente e que pode espalhar-se pelo ambiente, mesmo sem contacto direto com o animal.

Trata-se da Fel d 1, considerada o principal alergénio associado aos gatos. Segundo a American College of Allergy, Asthma and Immunology (ACAAI), organização norte-americana especializada em alergias, os felinos produzem várias proteínas capazes de desencadear reações do sistema imunitário. Estas substâncias encontram-se na saliva, na pele e no pelo, embora não sejam os próprios fios de pelo a provocar a maioria das alergias.

Proteína presente na saliva é uma das principais responsáveis

A Fel d 1 é produzida sobretudo nas glândulas salivares e sebáceas dos gatos. Durante a higiene diária, os animais lambem repetidamente o corpo, espalhando a saliva e as proteínas nela presentes pela superfície da pele e do pelo. Quando estas substâncias secam, podem permanecer depositadas no animal e libertar-se posteriormente para o ambiente.

Segundo uma revisão científica publicada na revista Allergy, Asthma & Clinical Immunology, a Fel d 1 é responsável por grande parte das reações alérgicas associadas aos gatos. Estudos indicam que mais de 90% das pessoas sensibilizadas a alergénios felinos apresentam anticorpos contra esta proteína, embora existam outras substâncias produzidas pelos animais que também podem desencadear sintomas.

Alergénios podem permanecer na casa durante muito tempo

O pelo desempenha um papel importante na distribuição destas proteínas, funcionando como um veículo que as transporta para diferentes locais. Quando o gato perde pelo ou pequenas partículas de pele, os alergénios podem acumular-se em sofás, tapetes, colchões, cortinas e peças de roupa, mantendo-se no ambiente mesmo depois de o animal sair da divisão.

A mesma investigação explica que estas proteínas podem ser transportadas pelo ar, associadas a partículas muito pequenas, e aderir facilmente aos tecidos. Por esse motivo, é possível encontrar alergénios de gatos em escolas, transportes públicos e outros espaços onde não vivem animais. A presença destas substâncias, contudo, não significa necessariamente que todas as pessoas expostas venham a desenvolver sintomas.

Ter um gato com pouco pelo evita as alergias?

Uma das dúvidas mais frequentes está relacionada com a existência de raças consideradas hipoalergénicas. Alguns gatos são apresentados como mais adequados para pessoas com alergias, sobretudo quando têm pouco pelo ou praticamente nenhum. No entanto, a ACAAI esclarece que não existem provas científicas de que determinadas raças sejam completamente incapazes de provocar reações alérgicas.

A entidade acrescenta que todos os gatos produzem alergénios, independentemente do comprimento do pelo. A quantidade destas proteínas pode variar entre animais, mas a reação depende também da sensibilidade individual. Assim, escolher um gato sem pelo não garante que uma pessoa alérgica consiga viver com ele sem apresentar sintomas.

Há medidas que podem reduzir as reações alérgicas

Para quem já tem um gato em casa, existem cuidados que podem ajudar a diminuir a exposição aos alergénios. A American Academy of Allergy, Asthma & Immunology (AAAAI) recomenda impedir a entrada do animal no quarto, aspirar regularmente os tapetes e utilizar equipamentos com filtros HEPA, capazes de reter partículas finas presentes no ambiente.

A organização aconselha ainda a lavagem frequente dos tecidos onde os alergénios se podem acumular e a redução do contacto direto com os animais. A escovagem pode ser realizada no exterior por alguém que não tenha alergias, enquanto os cuidados de higiene do gato devem respeitar as orientações de um veterinário. Contudo, estas medidas podem diminuir a exposição, mas não garantem a eliminação completa dos sintomas.

Quando deve procurar um especialista?

As alergias aos gatos podem manifestar-se através de espirros, congestão nasal, olhos lacrimejantes e comichão, mas algumas pessoas também apresentam tosse, pieira ou dificuldades respiratórias. Segundo a ACAAI, a exposição aos alergénios felinos pode agravar os sintomas de asma, especialmente em indivíduos que já apresentam sensibilidade respiratória.

Quando os sintomas são frequentes ou interferem com a vida quotidiana, é aconselhável procurar um médico especialista em imunoalergologia. Através de testes adequados, é possível identificar os alergénios responsáveis e avaliar tratamentos, incluindo medicamentos para controlar os sintomas ou imunoterapia em determinadas situações. Assim, embora o pelo seja frequentemente associado às alergias, são sobretudo as proteínas transportadas por ele que explicam as reações do organismo.

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Vai viajar para fora da zona euro? Pergunta no terminal de pagamento pode fazê-lo gastar mais dinheiro

28 October 2026 at 13:50

Pagar com cartão durante uma viagem ao estrangeiro pode parecer uma operação simples, mas existe uma pergunta que surge em determinados terminais de pagamento e que pode tornar as compras mais caras. Quando o equipamento apresenta a possibilidade de escolher entre euros e a moeda do país visitado, a opção aparentemente mais conveniente nem sempre é a mais económica.

A situação pode acontecer em países como o Reino Unido, a Polónia ou a Dinamarca, onde a moeda utilizada não é o euro. De acordo com o portal Your Europe, da Comissão Europeia, escolher pagar na moeda nacional do titular do cartão pode implicar encargos adicionais, uma vez que o estabelecimento ou o operador do terminal aplica uma conversão cambial que frequentemente torna a operação mais dispendiosa.

Por que é que pagar em euros pode sair mais caro?

O procedimento é conhecido como conversão dinâmica de moeda, também designado pela sigla DCC, e permite que o consumidor veja imediatamente o valor da compra convertido para a moeda da sua conta bancária. Por exemplo, um português que esteja na Polónia pode encontrar um terminal que lhe pergunte se pretende pagar em euros ou em zlótis, a moeda polaca.

Segundo a mesma fonte, ao escolher euros, o consumidor aceita a taxa de câmbio apresentada pelo serviço de conversão associado ao terminal. Esta taxa pode incluir uma margem adicional que torna a compra mais cara do que seria se o pagamento fosse processado na moeda local e convertido posteriormente pelo banco ou pela entidade emissora do cartão.

Qual é a opção normalmente mais económica?

A Comissão Europeia explica que pagar na moeda local é frequentemente a alternativa mais barata, embora o valor final dependa das condições aplicadas pelo banco. Ao escolher esta modalidade, o consumidor permite que a conversão seja realizada posteriormente pela entidade responsável pelo cartão, segundo as taxas e comissões previstas no respetivo contrato.

Contudo, esta escolha não garante que a operação fique isenta de encargos. O banco pode cobrar comissões por transações internacionais ou pela conversão de moeda, pelo que é importante consultar antecipadamente o preçário. A principal diferença está na entidade responsável pela conversão e na taxa aplicada, sendo aconselhável comparar os custos sempre que existam informações disponíveis.

Comerciantes são obrigados a informar sobre os custos?

Nos pagamentos abrangidos pelas regras europeias, os comerciantes e operadores que oferecem a conversão dinâmica de moeda devem informar os consumidores sobre os encargos antes de a operação ser concluída. Segundo o portal Your Europe, estes custos devem ser apresentados através de uma percentagem de acréscimo relativamente às taxas de câmbio de referência mais recentes do Banco Central Europeu.

Esta obrigação encontra-se prevista no artigo 4.º do Regulamento (UE) 2021/1230, relativo aos pagamentos transfronteiriços na UE. A legislação determina ainda que, quando é oferecida a conversão no terminal, devem ser apresentados os montantes nas duas moedas. Estas regras aplicam-se às operações abrangidas pelo regulamento europeu, não devendo ser consideradas automaticamente válidas em todos os países fora da União Europeia.

Levantamentos em caixas automáticos também exigem atenção

O mesmo problema pode surgir quando um viajante pretende levantar dinheiro num caixa automático fora da zona euro. Alguns equipamentos oferecem a possibilidade de realizar imediatamente a conversão para euros, apresentando o montante que será debitado na conta. No entanto, essa opção pode incluir uma taxa de câmbio menos favorável do que a utilizada pelo banco do titular do cartão.

Os levantamentos podem ainda envolver outros custos, nomeadamente comissões cobradas pelo proprietário do equipamento e encargos associados a operações em moeda estrangeira. Por isso, antes de confirmar um levantamento, importa verificar não apenas a moeda selecionada, mas também os eventuais custos apresentados no ecrã.

Banco de Portugal recomenda atenção às taxas de câmbio

O Banco de Portugal esclarece que as instituições autorizadas a realizar operações cambiais podem fixar livremente as respetivas taxas, devendo divulgar os valores aplicados e as comissões cobradas. Acrescenta que, mesmo quando uma entidade anuncia uma operação sem comissões, os custos podem estar incorporados na própria taxa de câmbio utilizada.

Assim, quem vai viajar para um país que não utiliza o euro deve consultar previamente as condições do seu cartão e verificar os encargos associados a pagamentos noutras moedas. Quando o terminal apresentar duas opções, pagar na moeda local é frequentemente mais vantajoso, mas a decisão deve ter em conta a taxa de conversão oferecida e os custos do banco, evitando que uma compra aparentemente simples acabe por representar uma despesa superior à esperada.

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No Barlavento algarvio há uma vila que hoje é conhecida pelas praias mas no passado foi o “celeiro do Algarve”

28 October 2026 at 12:40

Atualmente associada às praias, às paisagens naturais e ao turismo, há uma vila no Barlavento algarvio cuja importância económica esteve durante muito tempo ligada a uma atividade bastante diferente. A produção de cereais marcou a história desta localidade, que chegou a ser conhecida como o “celeiro do Algarve”, numa época em que os campos agrícolas e os moinhos tinham um papel fundamental na vida da população.

Trata-se de Vila do Bispo, no extremo sudoeste do Algarve, onde a atividade agrícola deixou marcas que ainda podem ser encontradas no património local. De acordo com o Visit Portugal, o portal oficial do Turismo de Portugal, a vila foi considerada durante séculos uma importante zona produtora de cereais, tendo os numerosos moinhos constituído um dos principais símbolos dessa atividade.

Por que razões era Vila do Bispo conhecida como o “celeiro do Algarve”?

A designação está relacionada com a importância que a produção cerealífera assumiu na economia local durante várias gerações. Os terrenos agrícolas de Vila do Bispo permitiram o desenvolvimento de uma atividade que se tornou uma das principais fontes de sustento dos habitantes, numa região onde a pesca e a apanha de marisco também contribuíam para a subsistência das famílias.

Os moinhos de vento estavam diretamente associados a essa produção, uma vez que eram utilizados para transformar os cereais em farinha. Embora muitos tenham desaparecido ou perdido a função original, a Junta de Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira identifica três moinhos na periferia do núcleo antigo, que continuam a recordar a ligação histórica da localidade à agricultura.

Centro histórico ainda conserva características do Algarve antigo

Apesar das transformações registadas ao longo dos anos, Vila do Bispo mantém um conjunto de ruas estreitas e casas tradicionais que ajudam a compreender a organização da antiga povoação. O casario branco distribui-se pela encosta de uma colina, tendo como principal referência a torre da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Nas ruas próximas do templo podem observar-se edifícios caiados de branco, com molduras coloridas em portas e janelas, cantarias trabalhadas e outros elementos característicos da arquitetura tradicional algarvia. A Câmara Municipal de Vila do Bispo destaca, em particular, as ruas do Outeiro e Capitão Viegas, onde subsistem casas com platibandas, barras coloridas e poiais junto às entradas.

Há uma casa que resistiu ao terramoto de 1755

Uma das curiosidades do centro histórico encontra-se na Rua do Outeiro, onde permanece uma pequena habitação que, segundo a autarquia, resistiu ao terramoto de 1 de novembro de 1755. O edifício constitui um testemunho de uma fase anterior à reconstrução de parte da localidade, depois dos danos provocados por aquele acontecimento.

A Praça da República também está associada a este período da história de Vila do Bispo. De acordo com o portal do município, as suas origens poderão remontar à reconstrução posterior ao terramoto, tendo o espaço funcionado como um dos principais pontos de encontro da população. A presença da igreja e do casario envolvente continua a marcar a configuração desta zona da vila.

Antiga lota dos percebes foi transformada num espaço cultural

Outra particularidade do património local é o edifício que acolhe atualmente o Centro de Interpretação de Vila do Bispo. Segundo a Câmara Municipal, o imóvel terá sido construído durante a década de 1920, tendo funcionado como matadouro e como espaço associado à comercialização de percebes, uma atividade que demonstra a importância dos recursos marítimos para a economia do concelho.

Em 2009, o antigo edifício foi recuperado e passou a funcionar como Centro de Interpretação, acolhendo iniciativas culturais e exposições temporárias. A fachada voltada a poente apresenta uma pintura de arte urbana realizada em 2018, evocativa dos contactos marítimos portugueses dos séculos XV e XVI. O espaço permite, assim, conhecer outras dimensões da história local, para além da atividade agrícola que esteve na origem da designação de “celeiro do Algarve”.

Antigos celeiros deram lugar a um museu

A memória cerealífera também permanece num equipamento cultural inaugurado em janeiro de 2024. O Museu de Vila do Bispo, denominado “Celeiro da História”, foi instalado nos antigos armazéns da Federação Nacional dos Produtores de Trigo, construídos na década de 1950, quando a localidade ainda era reconhecida pela importância da produção agrícola.

O edifício foi reabilitado para acolher um percurso dedicado ao património histórico, arqueológico e natural do concelho. O museu reúne testemunhos de diferentes períodos da ocupação humana e da relação das populações com o território. Desta forma, a antiga função dos armazéns permanece ligada à identidade de Vila do Bispo, permitindo conhecer uma atividade económica que antecedeu a atual importância do turismo na região.

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Fábio Paim reage após ser acusado de violar jovem em Faro: “Acusação não é condenação”

28 October 2026 at 12:10

O antigo futebolista Fábio Paim quebrou o silêncio depois de ter sido acusado pelo Ministério Público de violar uma estudante universitária em Faro. O também ex-concorrente de reality shows, de 38 anos, rejeita as acusações e garante que pretende demonstrar a sua inocência em tribunal, tendo partilhado nas redes sociais uma mensagem em que sublinha que ainda não existe qualquer decisão judicial sobre o processo.

“Acusação não é condenação”, escreveu Fábio Paim numa publicação na sua conta de Instagram. A mensagem terá sido divulgada na segunda-feira, 26 de outubro, depois de serem conhecidas as acusações de violação, violação de domicílio e dano relacionadas com um episódio ocorrido em abril de 2023, na cidade de Faro.

Antigo futebolista garante que não conhece a jovem

Além da reação nas redes sociais, Fábio Paim terá negado os factos numa conversa telefónica com Léo Caeiro. O comentador revelou, durante a emissão de terça-feira, 27 de outubro, do programa “Olá, Bom Dia”, da CMTV, que contactou o antigo jogador para perceber como estava a reagir à divulgação do caso.

“O Fábio disse-me que não correspondia à verdade esta acusação, não conhece a pessoa em questão e que vai provar isso nas instâncias próprias. Mas ele estava muito abalado”, afirmou Léo Caeiro. O comentador acrescentou que o antigo futebolista se encontrava fragilizado com a situação, embora confiante na possibilidade de esclarecer os acontecimentos em tribunal.

Alegados crimes terão ocorrido em abril de 2023

Os factos que deram origem ao processo remontam à madrugada de 20 de abril de 2023. O Ministério Público acusa Fábio Paim de ter entrado à força num prédio em Faro e de se ter dirigido a um apartamento onde residiam estudantes universitárias, depois de alegadamente ter seguido uma jovem que encontrara num estabelecimento de diversão noturna.

O antigo jogador terá agredido uma das moradoras, que teria aproximadamente 20 anos na altura, antes da alegada violação. A jovem apresentou queixa às autoridades, dando origem a uma investigação conduzida pela PJ. Estes acontecimentos integram a versão apresentada pela acusação e ainda terão de ser apreciados em julgamento.

Vestígios biológicos terão permitido identificar o suspeito

O Correio da Manhã avança que a PJ recolheu vestígios biológicos na roupa da jovem e procedeu à sua análise. Segundo a mesma fonte, o cruzamento dos resultados com perfis genéticos existentes numa base de dados utilizada pelas autoridades terá permitido estabelecer uma correspondência com o ADN de Fábio Paim.

O antigo jogador foi posteriormente interrogado pela PJ e constituído arguido, não tendo sido apresentado a um juiz para primeiro interrogatório judicial por decisão do Ministério Público. A identificação através dos vestígios biológicos constitui um dos elementos referidos na investigação, mas caberá ao tribunal apreciar a prova e determinar a sua relevância para o esclarecimento dos factos.

Julgamento está marcado para 18 de novembro

Fábio Paim deverá começar a ser julgado no dia 18 de novembro. O processo envolve três crimes, nomeadamente violação, violação de domicílio e dano, relacionados com os acontecimentos descritos na acusação do Ministério Público.

O antigo futebolista, que passou pela formação do Sporting e participou posteriormente em programas de televisão, mantém a posição de que não praticou os factos que lhe são imputados. Segundo Léo Caeiro, pretende responder às acusações nas instâncias judiciais, onde terá oportunidade de apresentar a sua defesa.

Acusação não significa que exista uma condenação

A mensagem publicada por Fábio Paim nas redes sociais destaca uma distinção importante no funcionamento da justiça portuguesa. Uma acusação do Ministério Público significa que esta entidade considera existirem elementos suficientes para levar determinados factos a julgamento, mas não equivale a uma decisão judicial que estabeleça a responsabilidade criminal do arguido.

Assim sendo, será durante o julgamento que o tribunal irá analisar os elementos apresentados pela acusação e pela defesa, incluindo eventuais depoimentos e provas periciais. Até existir uma decisão judicial definitiva, Fábio Paim beneficia da presunção de inocência, princípio garantido pela Constituição da República Portuguesa.

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Filho de manifestante revela dificuldades com a crise da habitação: “A mãe precisa do dinheiro para não ficarmos na rua”

28 October 2026 at 11:10

Uma criança que frequenta o segundo ano de escolaridade tornou-se uma das vozes de uma manifestação pelo direito à habitação, ao explicar por que motivo a mãe nem sempre lhe pode comprar aquilo que pede. Apesar da idade, o menino já percebe que o dinheiro disponível tem de ser utilizado prioritariamente para pagar a renda, evitando que a família fique sem casa.

O testemunho foi recolhido pela SIC Notícias, na última terça-feira, 27 de outubro, durante uma manifestação junto à Assembleia da República, em Lisboa. A mãe, identificada como Soraia, participou no protesto acompanhada pelos dois filhos e revelou que paga 800 euros mensais de renda, apesar de receber um salário de apenas 460 euros por trabalhar a tempo parcial.

Criança já compreende as dificuldades financeiras da família

Questionado pelo jornalista, o filho mais velho de Soraia demonstrou compreender as dificuldades que a família enfrenta para assegurar as despesas da habitação. “Entendo que a renda é muito cara e que a mãe precisa do dinheiro para não ficarmos na rua”, afirmou a criança, numa resposta que ilustra como os problemas financeiros dos adultos também são sentidos pelos mais novos.

A mãe encontrava-se na manifestação com um cartaz onde expressava o desejo de poder aceitar mais vezes os pedidos dos filhos quando vão ao supermercado. Na mensagem, explicava que gostaria de deixar de ter de lhes dizer que o dinheiro destinado a determinadas compras é necessário para pagar a renda. Uma situação que, segundo contou, faz parte do quotidiano familiar.

Mãe recebe 460 euros e paga 800 euros de renda

Durante a entrevista, o jornalista da SIC Notícias perguntou a Soraia quanto pagava mensalmente pela habitação. A resposta foi de 800 euros, um valor superior ao salário de 460 euros que recebe pelo trabalho a tempo parcial. A manifestante esclareceu que a família consegue enfrentar as despesas com a ajuda de familiares, que também contribuem para o pagamento das contas.

Além deste apoio, Soraia conta com o rendimento do companheiro, que, segundo explicou, trabalha quase 12 horas por dia. O dinheiro que este recebe é utilizado para assegurar despesas essenciais, nomeadamente as compras de supermercado. Apesar dos rendimentos do agregado e do apoio familiar, a manifestante descreveu uma situação em que é necessário gerir cuidadosamente os gastos.

Responsabilidades familiares dificultam aumento do horário de trabalho

A mãe de duas crianças explicou também que já tentou aumentar o número de horas de trabalho para melhorar o rendimento mensal. Contudo, a passagem para um horário de oito horas implicava aceitar um horário fixo, condição que, segundo relatou, não se ajustava às suas necessidades familiares e acabou por inviabilizar a alteração pretendida.

A situação tem consequências no dia a dia dos filhos. Soraia contou que o mais velho, que frequenta o segundo ano, já compreende os motivos pelos quais recebe respostas negativas a determinados pedidos.

Milhares de pessoas manifestaram-se junto ao Parlamento

O relato foi partilhado durante uma concentração que reuniu milhares de pessoas na Rua de São Bento, junto à Assembleia da República. De acordo com a agência Lusa, os manifestantes começaram a chegar ainda antes das 18:30 h, hora marcada para o início do protesto, levando a Polícia de Segurança Pública a interromper a circulação automóvel naquela zona de Lisboa.

A iniciativa foi organizada pela plataforma Casa Para Viver e pelo movimento responsável pela Acampada de Lisboa, que tinha promovido concentrações anteriores na Praça do Rossio. Entre as principais reivindicações estavam o acesso a habitação a preços comportáveis, a proteção das famílias perante dificuldades no pagamento das rendas e o reforço das políticas públicas destinadas ao setor.

Protesto coincidiu com discussão do Orçamento do Estado

A manifestação aconteceu no mesmo dia em que começou, na Assembleia da República, a discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027. Os participantes aproveitaram a ocasião para exigir medidas destinadas a melhorar o acesso à habitação, numa altura em que os elevados preços das casas e das rendas continuam a ser apontados como obstáculos para muitas famílias portuguesas.

Os manifestantes decidiram, já perto do final da noite, não instalar uma nova acampada em frente ao Parlamento, por considerarem que não estavam reunidas as condições de segurança necessárias. O movimento anunciou, contudo, a continuidade das ações de protesto no Rossio. Entre os milhares de participantes esteve Soraia, que procurou dar visibilidade às dificuldades de uma família em que o pagamento da renda condiciona até as pequenas compras pedidas pelos filhos.

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Elevador da Glória: Fidelidade contesta indemnização de 1.000.000€ e alega que vítima sofreu durante pouco tempo antes de morrer

28 October 2026 at 10:20

A Fidelidade considera excessivos os valores de indemnização exigidos pela família de uma das vítimas mortais do acidente do Elevador da Glória e argumenta que o sofrimento da vítima antes de morrer terá durado pouco tempo. A seguradora sustenta ainda que o risco de um acidente não podia ser considerado totalmente imprevisível, numa posição que está a provocar contestação por parte dos familiares.

Em causa está o descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, ocorrido a 3 de setembro de 2025, que provocou 16 mortos e 24 feridos. Segundo a RTP, a seguradora da Carris está a contestar o pedido apresentado pela família de uma das vítimas, num processo que corre no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa. A família reclama uma indemnização global de 1,05 milhões de euros.

Seguradora considera que o sofrimento antes da morte foi reduzido

Um dos argumentos apresentados pela Fidelidade está relacionado com o período de sofrimento vivido pela vítima antes da morte. A companhia considera que esse intervalo foi reduzido, circunstância que invoca na contestação aos montantes reclamados. No entanto, esta avaliação corresponde à posição da seguradora e não a uma conclusão judicial sobre o sofrimento efetivamente vivido pela vítima.

A indemnização solicitada pela família abrange diferentes tipos de danos, que devem ser analisados separadamente. Entre eles encontram-se a compensação pela perda do direito à vida, os danos não patrimoniais sofridos pela própria vítima e pelos seus familiares, bem como eventuais prejuízos patrimoniais futuros. A duração do sofrimento antes da morte é um dos elementos que podem ser considerados na avaliação dos danos sofridos pela vítima, mas não determina, por si só, o valor global da compensação.

Fidelidade considera excessivo pedido de 125.000 euros

O jornal Correio da Manhã também escreve que a família exige 125.000 euros especificamente pela perda do direito à vida. A Fidelidade considera este montante “manifestamente excessivo”, argumentando que os tribunais portugueses têm atribuído compensações entre 50.000 e 90.000 euros em situações semelhantes. A companhia afirma que apresentou anteriormente uma proposta baseada nos valores habitualmente reconhecidos pela jurisprudência nacional, mas que esta não foi aceite pelos familiares.

Contactada pelo ECO, a seguradora esclareceu que não divulga documentos de processos judiciais em curso, mas explicou que procura seguir critérios semelhantes na avaliação de situações comparáveis. A Fidelidade sublinhou que essa abordagem não constitui um juízo sobre o valor de uma vida humana nem diminui a dimensão da perda sofrida pelos familiares. A referência aos 125.000 euros corresponde, por isso, apenas a uma das parcelas incluídas no pedido global de 1,05 milhões de euros.

Companhia argumenta que acidente não era totalmente imprevisível

Outro ponto da contestação está relacionado com a segurança do Elevador da Glória antes da tragédia. A Fidelidade sustenta que o ascensor não podia ser considerado um meio de transporte altamente confiável, invocando a ocorrência de incidentes anteriores, desde 2018. Na perspetiva da companhia, estes antecedentes impediriam que a possibilidade de um acidente fosse considerada completamente inesperada.

A posição causou surpresa à família de Ana Paula Lopes, trabalhadora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que morreu no descarrilamento. Em declarações à agência Lusa, o advogado Nuno Pinto Coelho de Faria manifestou “perplexidade” perante a argumentação da seguradora, considerando que as afirmações sobre a falta de fiabilidade do equipamento podem assumir relevância no apuramento de responsabilidades. A família não aceita que os argumentos apresentados justifiquem a redução da compensação reclamada.

Família e seguradora discordam sobre o processo judicial

A Fidelidade pretende que a ação de indemnização seja suspensa até à conclusão do inquérito criminal conduzido pelo Ministério Público. A companhia defende que o pedido seja apreciado no âmbito desse processo, procurando evitar a existência de decisões contraditórias relativamente aos mesmos acontecimentos.

Contudo, o advogado da família discorda desta posição e sustenta que o pedido de responsabilidade civil não depende necessariamente da conclusão da investigação criminal. Segundo a Lusa, o representante dos familiares considera que o objetivo da ação é obter uma compensação pela perda sofrida, independentemente de virem a ser identificadas responsabilidades criminais. A decisão sobre uma eventual suspensão da ação caberá ao tribunal.

Apenas quatro famílias tinham concluído as indemnizações

Mais de um ano depois do acidente, a situação indemnizatória das vítimas continua por resolver em vários casos. Segundo os dados divulgados pela Fidelidade em agosto, apenas quatro famílias das 16 vítimas mortais tinham chegado a acordo com a seguradora. Outros sete processos encontravam-se em negociação, enquanto um seguia a via judicial e outro estava a ser tratado no âmbito de um acidente de trabalho.

A companhia revelou ainda que tinha suportado ou assumido aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com a tragédia, incluindo indemnizações, funerais, tratamentos médicos e outros encargos. A RTP voltou a referir, a 27 de outubro, que apenas quatro famílias tinham concluído os processos indemnizatórios. Entretanto, prossegue a investigação do Ministério Público, que deverá determinar a existência de eventuais responsabilidades criminais pelo acidente.

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