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Apoio de 3 milhões de euros para áreas afetadas pelos grandes incêndios

29 October 2026 at 17:54

VTM

O Governo abriu um novo aviso de três milhões de euros para apoiar a estabilização de emergência das áreas florestais afetadas pelos grandes incêndios rurais de 2026. O financiamento, lançado pelo Ministério da Agricultura e Mar ao abrigo do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) no continente, abrange territórios de vários concelhos, incluindo Boticas, Chaves, Montalegre e Valpaços.

O concurso destina-se a financiar intervenções urgentes para reduzir os efeitos dos incêndios sobre os solos, os recursos hídricos e os ecossistemas, contribuindo para a recuperação do potencial produtivo e ecológico dos espaços florestais, correspondendo ao primeiro lote de grandes incêndios de 2026.

No distrito de Vila Real, o apoio contempla freguesias afetadas pelos incêndios de Ardãos e São Domingos, que abrangem os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre, e de Ervões e Moimenta, no concelho de Valpaços. Estão também incluídas áreas de Vilar de Maçada, no concelho de Alijó.

Também alguns concelhos do distrito de Bragança estão incluídos no apoio. Localidades dos concelhos de Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vinhais estão contempladas.

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Associação denuncia mais um ataque de lobo ibérico

29 October 2026 at 14:44

VTM

De acordo com a associação, a vítima foi um cão que acompanhava e protegia os rebanhos.

“Este caso é particularmente preocupante, uma vez que até os próprios cães utilizados para proteger os animais dos ataques de lobo acabam por ser vítimas quando tentam desempenhar a sua função de defesa”, sublinha a associação, acrescentado que esta situação “volta a levantar sérias dúvidas sobre a eficácia das medidas de proteção que continuam a ser recomendadas aos criadores”.

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População bloqueia novamente os trabalhos em Covas do Barroso

29 October 2026 at 12:41

VTM

Em comunicado, a Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) refere que perante o resultado da ação nos últimos dois dias, que “interrompeu completamente os trabalhos da empresa no baldio”, cerca de 50 pessoas “voltaram a concentrar-se junto dos locais de sondagem a partir das seis horas da manhã, impedindo desta forma o acesso às máquinas de perfuração”.

Segundo a associação, os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa que permite à empresa “realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes”. Esta autorização dada pelo Governo “permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos. A sua aplicação tem agravado a contestação ao projeto e alimentado um conflito em que está em causa o poder de decisão da comunidade local sobre o seu próprio território”.

Sobre o bloqueio, Nélson Gomes, presidente da UDCB, refere que “o bloqueio para nós tem sido um enorme sucesso. A Savannah está há três dias sem trabalhar no baldio. E é preciso desmontar o que tem sido a narrativa da empresa, ao afirmar que não planeava de qualquer forma trabalhos nestes dias. Alguém acredita nisto? Vindo de uma empresa que está pressionada para avançar com os licenciamentos de um projeto que se arrasta há quase dez anos? É conversa de conveniência para amenizar as preocupações dos investidores”.
Maria Loureiro, pastora de Romainho, afirma que “hoje está a ser um dia de bloqueio muito especial para nós, porque chegaram pessoas de todas as pontas do país para nos ajudarem e estarem presentes. Mostra o quanto cada vez mais isto não é uma luta apenas de Covas do Barroso. O que só nos dá mais convicção de que estamos a fazer a coisa certa, quando dizemos não a este projeto”.

Rui Valente, ativista do Porto, foi uma das pessoas que se deslocou a Covas do Barroso para apoiar a população no Barroso. “Quando percebi que o bloqueio estava a acontecer não consegui ficar indiferente. O que se passa nesta aldeia revolta-me muito, como a várias pessoas pelo país todo. Não é difícil imaginar a dificuldade que seria para estas pessoas aguentarem um bloqueio deste tipo, a ter de deixar constantemente o trabalho e questões familiares em suspenso. Foi a pensar nisso que juntei um grupo de amigos e viemos ajudar. Eu sou de fora, mas na verdade, como habitante do Porto, isto também me pode vir a afetar. A contaminação do Rio Covas, em última análise, é também a contaminação do rio Douro”.

 

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