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CCDR Algarve defende ligação ferroviária a Sevilha até 2040 e ponte Alcoutim–Sanlúcar

29 October 2026 at 08:02

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve defendeu a concretização da ligação ferroviária entre Faro, Huelva e Sevilha até 2040, a construção da ponte internacional Alcoutim–Sanlúcar de Guadiana e o reforço da cooperação na gestão dos recursos hídricos partilhados com Espanha.

Estas três prioridades foram apresentadas durante a XVII Comissão Luso-Espanhola de Cooperação Transfronteiriça, realizada no dia 27 de outubro, em Tordesilhas, Espanha, na qual participaram os vice-presidentes da CCDR Algarve, Cristiano Cabrita e Jorge Botelho.

Durante os trabalhos e a preparação das conclusões finais, Cristiano Cabrita reafirmou a importância destes projetos para o desenvolvimento económico, social e territorial do Algarve, dando continuidade às posições defendidas pela região junto das autoridades portuguesas e espanholas, em particular da Comunidade Autónoma da Andaluzia.

Ligação ferroviária Faro–Huelva–Sevilha apontada para 2040

Uma das principais prioridades apresentadas pela CCDR Algarve foi a concretização da ligação ferroviária transfronteiriça entre Faro, Huelva e Sevilha, tendo sido defendido o ano de 2040 como horizonte de referência para a sua conclusão.

A infraestrutura, enquadrada nas redes transeuropeias de transportes, é considerada estratégica para melhorar as acessibilidades internacionais do Algarve, promover uma mobilidade mais sustentável e reforçar a competitividade económica do sul da Península Ibérica.

A CCDR Algarve sublinhou, contudo, que será necessário aprofundar a articulação entre as autoridades portuguesas e espanholas, nomeadamente para desenvolver os estudos técnicos e criar as condições necessárias à concretização do projeto.

Ponte entre Alcoutim e Sanlúcar continua entre as prioridades

A construção da ponte internacional entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana voltou a ser defendida como uma infraestrutura importante para aproximar as populações dos dois lados da fronteira.

A CCDR Algarve considera que esta ligação rodoviária permitirá melhorar a mobilidade transfronteiriça e criar novas oportunidades de desenvolvimento económico, social e territorial.

Jorge Botelho destacou o compromisso reafirmado durante a reunião de avançar com a construção da ponte o mais rapidamente possível, associando esta infraestrutura à necessidade de melhorar as acessibilidades entre o Algarve e a Andaluzia.

Gestão das águas do Guadiana exige maior cooperação

A terceira prioridade apresentada pela CCDR Algarve centrou-se na gestão sustentável e valorização dos recursos hídricos partilhados entre Portugal e Espanha, com particular destaque para o rio Guadiana.

A posição defendida pela entidade regional assenta no aprofundamento da cooperação entre os dois países, respeitando o quadro estabelecido pela Convenção de Albufeira.

Neste âmbito, a CCDR Algarve defendeu uma abordagem integrada que articule a gestão da água com a agricultura, a sustentabilidade ambiental, a proteção civil, a prevenção de riscos e a adaptação às alterações climáticas.

O objetivo passa por promover projetos conjuntos que contribuam para reforçar a segurança hídrica, a valorização ambiental e a coesão dos territórios transfronteiriços.

CCDR Algarve quer transformar compromissos em projetos concretos

Cristiano Cabrita, vice-presidente da CCDR Algarve, salientou a importância de aprofundar a colaboração entre as duas regiões, sobretudo em áreas que condicionam o seu desenvolvimento futuro.

“O Algarve e a Andaluzia partilham desafios, oportunidades e uma visão de futuro. A nossa prioridade é transformar a cooperação transfronteiriça em resultados concretos, com melhores acessibilidades, maior integração territorial e uma gestão sustentável dos recursos que partilhamos. A ligação ferroviária até 2040, a ponte Alcoutim–Sanlúcar e a valorização do Guadiana são três compromissos estratégicos que continuaremos a defender”, afirmou Cristiano Cabrita.

Por sua vez, Jorge Botelho destacou os resultados da reunião e a importância dos compromissos assumidos para responder às necessidades das populações dos territórios fronteiriços.

“O resultado desta reunião traduz o forte empenho do Algarve e da Andaluzia em transformar as necessidades sentidas pelas populações em concretizações no terreno, em benefício das pessoas, da economia e do desenvolvimento regional. O compromisso reafirmado de construir a ponte Alcoutim–Sanlúcar de Guadiana o mais rapidamente possível, o objetivo de assegurar a ligação ferroviária entre Faro e Huelva até 2040 e a necessidade de reforçar os investimentos nos recursos hídricos constituem passos importantes para o Algarve e para o futuro das nossas regiões”, declarou Jorge Botelho.

A CCDR Algarve reafirmou ainda a intenção de continuar a trabalhar com o Governo português, as autoridades espanholas e a Junta da Andaluzia para transformar as prioridades identificadas em projetos com impacto na qualidade de vida das populações e na competitividade dos territórios.

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Faro recebe festival gratuito de ciência com experiências, cinema, gastronomia e atividades para famílias

29 October 2026 at 07:45

O Jardim da Alameda e as instalações do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), em Faro, vão transformar-se num espaço de descoberta e experimentação durante a primeira edição do Festival Geração Ciência Sem Medo, que decorre na sexta-feira e no sábado, 30 e 31 de outubro. A iniciativa reúne mais de 30 entidades e propõe dezenas de atividades gratuitas, entre experiências científicas, cinema, gastronomia, exposições e propostas destinadas a crianças, jovens e famílias.

Organizado pelo Centro Ciência Viva do Algarve, em parceria com a União das Freguesias de Faro, o festival pretende aproximar a investigação científica da população, proporcionando oportunidades de contacto direto com investigadores, professores, estudantes e técnicos de diferentes áreas do conhecimento.

Sob o tema “Energias Verdes e Azuis”, o programa abrange assuntos relacionados com o mar, a biodiversidade, as energias renováveis, a sustentabilidade e a Dieta Mediterrânica, incluindo também atividades nas áreas da tecnologia, astronomia, arte e cultura.

A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Faro e da Agência Nacional Ciência Viva, envolvendo instituições científicas, escolas, associações e outras entidades.

Jardim da Alameda transforma-se num laboratório de experiências científicas

Um dos principais atrativos do festival será o conjunto de bancas científicas e atividades interativas que estarão disponíveis nos dias 30 e 31 de outubro, entre as 10:00 e as 17:00, no Jardim da Alameda e na sala de exposições do IPDJ.

Os espaços estarão organizados em três grandes áreas temáticas: Mar, Oceano e Biodiversidade; Ambiente, Sustentabilidade e Território; e Ciência, Tecnologia e Criatividade.

Ao longo dos dois dias, os visitantes poderão participar em experiências, testar materiais, colocar questões e conhecer projetos científicos relacionados com diferentes desafios ambientais e tecnológicos.

Investigadores, estudantes, professores e técnicos das entidades participantes estarão disponíveis para explicar fenómenos científicos e demonstrar de que forma a investigação contribui para compreender o mundo e encontrar soluções para problemas do quotidiano.

O programa pretende proporcionar atividades acessíveis a diferentes faixas etárias, valorizando a aprendizagem através da observação, da experimentação e do contacto direto com a ciência.

Gastronomia algarvia e biodiversidade em destaque no Palco Alameda

O Palco Alameda será outro dos principais espaços do festival, acolhendo conversas com investigadores, apresentações de projetos e demonstrações gastronómicas.

Na sexta-feira, 30 de outubro, a programação inclui temas relacionados com as pescas de baixo impacto, a biodiversidade marinha da Pedra do Valado e curiosidades sobre os camaleões e as baleias que visitam o Algarve.

A gastronomia regional terá também lugar nas atividades, com demonstrações dedicadas à azeitona britada, à herança mediterrânica e à utilização sustentável dos recursos provenientes da terra e do mar.

No sábado, 31 de outubro, o programa abordará a importância da pecuária extensiva para a conservação da biodiversidade e das raças autóctones algarvias.

Ao meio-dia, está prevista uma demonstração gastronómica que apresentará uma nova interpretação das tradicionais bolas de Berlim, inspirada nos princípios da Dieta Mediterrânica.

Estas atividades procuram estabelecer uma ligação entre o conhecimento científico, as tradições alimentares e a valorização dos produtos e recursos naturais do Algarve.

Star Wars e jovens investigadores entre os destaques do programa

O Auditório do IPDJ acolherá várias sessões que cruzam ciência, cinema e sustentabilidade.

Na sexta-feira, durante a tarde, serão exibidas curtas-metragens ambientais dedicadas à água, à poluição, ao aproveitamento da energia do mar e aos serviços prestados pelos ecossistemas da Ria Formosa.

As sessões pretendem estimular a reflexão sobre a relação entre a sociedade e o ambiente, utilizando o cinema como instrumento de divulgação científica.

No sábado, 31 de outubro, às 15:00, realiza-se a sessão “Star Wars: da Ciência à Ficção”, dedicada à análise dos fenómenos científicos presentes na conhecida saga cinematográfica.

A atividade pretende distinguir os elementos que encontram fundamento no conhecimento científico atual daqueles que continuam a pertencer ao domínio da ficção.

Por coincidir com o Halloween, a organização convida os participantes a comparecerem vestidos como personagens de Star Wars.

Às 16:00, o auditório recebe a sessão “Jovens Cientistas Sem Medo”, durante a qual jovens investigadores terão três minutos para apresentar os seus projetos científicos.

A iniciativa procura divulgar o trabalho desenvolvido por uma nova geração de investigadores, através de intervenções breves e acessíveis ao público.

Conversas informais aproximam investigadores da população

A esplanada do IPDJ será palco de atividades participativas ao longo da sexta-feira.

Entre as 10:00 e as 13:00, realiza-se “Mais do que Jogos de Tabuleiro”, uma proposta que associa a aprendizagem científica ao entretenimento.

Da parte da tarde, entre as 15:00 e as 16:00, decorre a atividade “Operação Semente”.

Às 17:00 começa “Ciência Imperial”, uma iniciativa inspirada no movimento internacional Pint of Science, que decorrerá até às 18:30.

O encontro pretende proporcionar conversas informais entre investigadores e visitantes, permitindo que o público coloque perguntas, esclareça dúvidas e conheça curiosidades científicas num ambiente descontraído.

A proposta procura tornar o contacto com a investigação mais acessível, dispensando conhecimentos científicos prévios.

Planetário Móvel e atividades de Halloween para toda a família

O programa inclui também atividades na Plataforma das Rosas, no Jardim da Alameda, onde estará instalado o Planetário Móvel do Centro Ciência Viva do Algarve.

Na sexta-feira, estão previstas sessões imersivas dedicadas à descoberta do Universo, permitindo aos participantes explorar temas relacionados com a astronomia.

No sábado, a programação inclui observações astronómicas, proporcionando novas oportunidades para conhecer o céu e os seus fenómenos.

Na manhã de sexta-feira, o espaço receberá igualmente uma sessão de Zumba.

Ainda no dia 30 de outubro, às 17:00, realiza-se a atividade “Caça às Invasoras”, que pretende sensibilizar os participantes para a presença de espécies invasoras e para a importância da proteção dos ecossistemas.

O ambiente de Halloween estará também presente no festival através do “Jardim 100 Medos”, uma atividade destinada às famílias que começa às 16:30 de sexta-feira.

A iniciativa propõe associar ciência, mistério e diversão, aproveitando a proximidade da celebração do Halloween para despertar a curiosidade dos participantes.

Exposições exploram a Dieta Mediterrânica, o oceano e a sustentabilidade

Ao longo dos dois dias, o festival apresentará diversas exposições e instalações artísticas distribuídas pelas instalações do IPDJ e pelos espaços exteriores do Jardim da Alameda.

Na sala de exposições do IPDJ, poderá ser visitada “Semear Saberes, Colher Sabores — Uma Viagem pela Dieta Mediterrânica”, dedicada aos alimentos, tradições e conhecimentos associados a este património cultural.

No hall de entrada estará patente a instalação artística “Human Postcards”, da konceito.r, que propõe uma reflexão através da criatividade e da expressão artística.

No Jardim da Alameda, as exposições ao ar livre abordarão diferentes aspetos da sustentabilidade e da conservação ambiental.

Entre os temas apresentados encontram-se a biodiversidade marinha da Pedra do Valado, a energia solar e as relações entre a arte, o oceano e a natureza.

As propostas procuram divulgar o património natural e cultural algarvio, utilizando diferentes linguagens artísticas e científicas para sensibilizar os visitantes para a sua preservação.

Festival convida escolas na sexta-feira e famílias no sábado

A programação do Festival Geração Ciência Sem Medo foi organizada de forma a proporcionar diferentes oportunidades de participação ao longo dos dois dias.

Na sexta-feira, 30 de outubro, o convite é especialmente dirigido às escolas, que poderão participar em experiências, oficinas e atividades educativas fora do contexto habitual da sala de aula.

O objetivo é facilitar o contacto dos alunos com investigadores e projetos científicos, estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e a aprendizagem prática.

No sábado, 31 de outubro, a programação será particularmente orientada para as famílias, com atividades que combinam ciência e entretenimento.

Entre as propostas encontram-se as sessões sobre Star Wars, as apresentações dos jovens investigadores, as experiências nas bancas científicas, as demonstrações gastronómicas e as atividades do Planetário Móvel.

A participação no festival é gratuita, embora algumas iniciativas tenham lugares limitados e exijam inscrição prévia.

O programa completo e as inscrições podem ser consultados aqui.

Com esta primeira edição, o Centro Ciência Viva do Algarve e as entidades parceiras procuram criar um espaço de encontro entre a comunidade e a investigação científica, mostrando como a ciência está presente na alimentação, no ambiente, na tecnologia, na cultura e em diferentes aspetos da vida quotidiana.

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