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Câmara da Amadora aprova protocolo para estudos do Metrobus entre Oeiras e Lisboa

By: Lusa
29 October 2026 at 18:20

A Câmara Municipal da Amadora vai celebrar um protocolo com os municípios de Lisboa e Oeiras para desenvolver os estudos e projetos do Metrobus, um sistema de transporte público com autocarros elétricos em corredor dedicado, informou a autarquia esta quinta-feira.

A proposta de celebração deste protocolo foi aprovada na última reunião do executivo da Amadora e inclui também a Carris e a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira (PS), explicou que este acordo de cooperação intermunicipal visa criar condições para a implementação do sistema de Bus Rapid Transit (BRT), que pretende ligar zonas residenciais e empresariais dos concelhos da Amadora, Lisboa e Oeiras.

“Este traçado já existe desde 2002 e é uma ligação essencial entre a linha de Cascais e a linha de Sintra”, sublinhou Vítor Ferreira.

Segundo o autarca socialista, “não existe atualmente um sistema de transporte pesado que ligue diretamente as duas linhas ferroviárias“, pelo que o Metrobus poderá reforçar a articulação da rede de transportes na zona ocidental da Área Metropolitana de Lisboa.

O projeto prevê um corredor em sítio próprio, servido por autocarros totalmente elétricos, com um traçado entre Algés, no concelho de Oeiras, e a estação da Reboleira, na Amadora. Está também prevista uma ligação à zona da Buraca e à estação de Benfica, com acesso ao Colégio Militar, já no concelho de Lisboa.

Nesse sentido, segundo indicou Vítor Ferreira, no concelho da Amadora, o percurso do Metrobus deverá servir áreas residenciais e empresariais, incluindo zonas de Alfragide, Buraca e Venda Nova, permitindo ligações a interfaces de transporte público.

Este traçado já existe desde 2002 e é uma ligação essencial entre a linha de Cascais e a linha de Sintra.

Vítor Ferreira

Presidente da Câmara Municipal da Amadora

 

O autarca explicou que, nesta fase, o protocolo abrange o planeamento e a conceção técnica do projeto, incluindo estudos de procura, circulação e tráfego, impacto socioambiental e viabilidade da inserção urbana, bem como a preparação dos anteprojetos e projetos de execução.

“Aquilo que nós já temos bastante avançado é a inserção do traçado deste sistema no território da Amadora. Como deve calcular, influencia muito aquilo que é a área da superfície, com questões de estacionamento, com questões de alargamento de vias, com questões de paragens”, apontou.

Em julho do ano passado, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou um investimento de 93,5 milhões de euros para ligar os concelhos de Oeiras e Lisboa por Metrobus, a partir de 2028.

Em causa está uma ligação Algés–Benfica e outra Algés-Alcântara, sendo as novas ligações feitas em canal dedicado, num traçado de 21 quilómetros, com 29 paragens.

Unicorn Factory Lisboa alarga rede de inovação aos 18 municípios da AML

29 October 2026 at 17:58

Chama-se Rede Unicorn Factory Área Metropolitana de Lisboa e será apresentada oficialmente no dia 2 de novembro, no Beato Innovation District, para afirmar a região como um território de inovação, empreendedorismo e competitividade internacional. Esta parceria estratégica visa dinamizar o ecossistema empresarial, científico e tecnológico metropolitano nos 18 municípios do território.

Numa iniciativa conjunta da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e da Unicorn Factory Lisboa, a nova rede de empreendedorismo e inovação vai permitir a colaboração e partilha de conhecimento, aproximando recursos e competências nos 18 municípios do território.

O objetivo, explica a AML, passa por “estimular o desenvolvimento de projetos inovadores” assim como “potenciar a capacidade de atração e retenção de talento e investimento”. Na prática, sustenta, será criado um ecossistema metropolitano de inovação, com ambição e projeção internacional.

A AML e a Unicorn Factory Lisboa inspiraram-se em modelos europeus de inovação colaborativa para a criação desta rede que “assenta numa visão integrada do território, em que a diversidade e as complementaridades dos municípios constituem uma vantagem competitiva”, detalha a AML numa nota enviada às redações.

Banco de Portugal prevê investir 225 milhões de euros na nova sede

29 October 2026 at 12:31

O Banco de Portugal assinou esta semana com a Fidelidade o aditamento ao contrato de compra e venda do edifício que será a nova sede e em relação à qual estima um investimento global de 225 milhões de euros, cerca de menos 35 milhões em relação ao projeto inicial do tempo de Mário Centeno. A mudança só deverá acontecer em 2030.

Tal como anunciado em julho pelo governador Álvaro Santos Pereira no Parlamento, a nova sede vai passar a ocupar apenas um edifício (A1) em vez de dois (A2 e A3) no mega-projeto imobiliário que está a ser desenvolvido pela seguradora nos antigos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos.

O edifício vai custar 160,09 milhões de euros no projeto core & shell, que deverá estar pronto até junho de 2028. São menos 32 milhões em relação ao que iam custar os dois edifícios que estavam projetados no contrato assinado em maio de 2024.

Além disso, o banco liderado por Álvaro Santos Pereira prevê ainda gastar aproximadamente 65 milhões de euros na fase do fit out, de capacitação técnica do edifício, e que deverá demorar outros dois anos. Valor baixa em relação aos 72 milhões previstos inicialmente.

Apesar da redução de 5 mil metros quadrados (m2) do projeto inicial para o novo projeto, o banco assegura que o novo edifício, com 27 mil metros quadrados, terá lugar atribuído para os 1.400 trabalhadores que estão neste momento dispersos por quatro localizações – embora o banco tenha avançado com uma política de mobilidade regional que permite aos funcionários trabalharem em agência regionais. Num primeiro momento, 35 trabalhadores já se candidataram ao programa, mas está previsto mais períodos de candidatura no futuro.

O Banco de Portugal estima que a mudança para um único edifício traga poupanças na ordem dos 10 milhões de euros por ano em termos de custos correntes. Sobretudo por conta de rendas que paga atualmente nos edifícios localizados na Rua do Castilho e na Avenida da República, mas também outros aspetos relacionados com segurança e limpeza, entre outros.

A nova versão do contrato prevê ainda a aquisição dos espaços comerciais do edifício A3, que fica ao lado da nova sede, e onde será construído o auditório (que também estava previsto na solução inicial).

Em comunicado, o Banco de Portugal adianta que “parte significativa” do investimento na nova sede “será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário”, nomeadamente o edifício da Almirante Reis (que deverá ser colocado no mercado nos próximos meses) e outros imóveis, com o terreno da Bensaúde, nas Laranjeiras.

Em relação à sede histórica, localizada na Baixa lisboeta, manterá o Museu do Dinheiro e os serviços de tesouraria e atendimento ao público, com o banco a salientar que pretende reforçar a aproximação daquelas instalações à comunidade.

Elevador da Glória. “Claro que a Fidelidade vai honrar os seus compromissos”, garante CEO

29 October 2026 at 12:30

"É claro que a Fidelidade vai honrar os seus compromissos". É desta forma que Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, responde à polémica à volta das indemnizações às vítimas do Elevador da Glória, nomeadamente em casos em que há contestação dos beneficiários.

Falando na 7ª Conferência Anual do ECOseguros, que decorre esta quinta-feira em Lisboa, o responsável acrescentou que não só a seguradora - que cobria os riscos do equipamento da Carris - continua…

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Brasileira Vertical Connect aposta 30 milhões em drones em Celorico da Beira

By: Lusa
29 October 2026 at 10:45

Celorico da Beira vai acolher uma unidade industrial de produção de drones “de dimensão relevante”, num investimento de 30 milhões de euros, que deverá criar 50 postos de trabalho numa fase inicial, foi esta quarta-feira divulgado.

“A Vertical Connect, Lda adquiriu quatro lotes no parque empresarial da A25 para produzir aeronaves elétricas não tripuladas, drones de elevada capacidade e plataformas eVTOL para a vigilância, deteção, apoio operacional e combate a incêndios, mas também para a atividade agrícola”, disse à agência Lusa Carlos Ascensão (PSD), presidente da Câmara de Celorico da Beira.

O projeto envolve um investimento de 30 milhões de euros e a criação, na fase inicial, de 50 postos de trabalho, com potencial de crescimento até cerca de 100.

“Será maioritariamente mão de obra altamente qualificada e, tendo em conta a tecnologia em questão, está também prevista a cooperação com universidades, universidades politécnicas e centros tecnológicos da região”, acrescentou o autarca.

Carlos Ascensão disse tratar-se de uma unidade tecnológica e industrial “de dimensão relevante, tecnologicamente diferenciada e vocacionada para o mercado nacional e a exportação”.

“É uma indústria muito interessante, que traz uma mais-valia grande para Celorico da Beira, pois vai fazer investigação, desenvolvimento, engenharia, produção, montagem, controlo, qualidade e apoio logístico”, adiantou.

Eate investimento “vai alterar e valorizar o perfil do nosso parque industrial e aumentar a notoriedade do concelho de Celorico da Beira”, sustentou.

A Vertical Connect, de capitais brasileiros, vai desenvolver tecnologia aeronáutica aplicada ao problema dos incêndios e à agricultura.

O projeto vai ocupar um total de 6.000 metros quadrados no parque empresarial de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, junto à A25 – Autoestrada das Beiras Litoral e Alta, que liga Aveiro à fronteira de Vilar Formoso.

Os promotores tencionam construir laboratórios, linhas de produção, um centro de operações, armazéns e uma pista de ensaios e aterragem de drones.

“Os investidores escolheram Celorico da Beira pela centralidade do concelho em termos de acessibilidades. Somos servidos pela A25 e o IP2, pela ferrovia [Linha da Beira Alta], estamos perto da A23 e a um passo da fronteira espanhola e da entrada para a Europa”, realçou Carlos Ascensão.

O presidente da Câmara de Celorico da Beira revelou que é intenção da Vertical Connect iniciar a construção das infraestruturas no início de 2027.

“O município vai já fazer obras de terraplanagem para criar as condições necessárias à construção de um pavilhão, porque eles pretendem trazer alguns drones da empresa que têm no Brasil”.

Carlos Ascensão indicou que “aquilo que manifestaram e são os compromissos estabelecidos, é ainda este ano começar-se com todo este processo para, no início do próximo ano, se iniciar a construção faseada de pavilhões”.

“Eles também têm urgência de começar, já para o ano, essa atividade de fabrico das aeronaves e dos drones”, garantiu.

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