❌

Normal view

Ninguém aprovou carta de Flávio e Bolsonaro não sabia de fuga, diz Valdemar

29 October 2026 at 14:40

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sabia do plano de fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos.

Ao ser questionado se Flávio se despediu do pai, Valdemar inicialmente disse que sim. Depois, perguntado novamente, respondeu que Flávio não contou ao pai que sairia do país. “Nem o Bolsonaro sabia, ninguém sabia, eu também não sabia”, disse Valdemar após visitar o ex-presidente nesta manhã.

Antes de sair do país, Flávio visitou Jair na segunda-feira (26), dia seguinte à eleição. Candidato derrotado à Presidência, Flávio chegou aos EUA na quarta-feira (28) junto de sua família.

O presidente do PL indicou, ainda, não concordar com a fuga de Flávio. “[Ele] passou uma situação difícil, nós compreendemos, mas não aprovamos”, declarou. Também afirmou que o objetivo agora é “tocar o partido para frente”.

Valdemar também disse que “ninguém aprovou” a carta com teor golpista publicada por Flávio nas redes sociais. Mais cedo, o presidente comentou que não gostou da publicação.

No documento, o senador inicialmente se referiu a si mesmo como “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Minutos depois, editou a carta e se declarou “líder” do país.

O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.

A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.

A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.

Fuga de Flávio Bolsonaro

Logo após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.

A viagem teria surpreendido a cúpula do PL, com membros e participantes dizendo expressamente que ficaram surpresos com as ações. Horas depois, Valdemar, inclusive, convocou uma reunião com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda.

Após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina às 22h50 da terça-feira, Flávio fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e desembarcou às 9h23 (10h23, no horário de Brasília), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, segundo dados do site FlightRadar24, que monitora a malha aérea internacional, em tempo real.

A saída de Flávio do Brasil foi acompanhada de informações falsas sobre o paradeiro do senador. Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.

“Não gostei”, diz Valdemar sobre carta de teor golpista de Flávio

29 October 2026 at 12:19

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou quinta-feira (29) não ter gostado da carta de teor golpista divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência. O dirigente da sigla se reúne nesta manhã com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não gostei”, disse o presidente do PL a jornalistas ao chegar no condomínio onde o ex-presidente está em prisão domiciliar.

Sem dar detalhes, ele afirmou que, na conversa com Jair Bolsonaro, deverá tratar de “muitas novidades” e sobre “toda a situação”.

“Estou com saudade do Bolsonaro, tem muito tempo que eu não vejo ele. […] Vai ser boa a conversa porque eu vou levar muitas novidades pra ele, contar como é que tá toda a situação pra ele e vai dar tudo certo”, declarou Valdemar.

O encontro entre Valdemar e Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O dirigente do PL chegou ao local por volta de 9h.

A reunião entre as principais lideranças do partido ocorre em meio à reorganização do PL após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). O petista recebeu 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio, que obteve 48,21%.

Na carta divulgada por Flávio Bolsonaro, o senador se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e compartilhou uma nova versão, na qual passou a se definir como “líder” do país.

O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.

A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.

A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.

Fuga de Flávio Bolsonaro

Logo após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.

A viagem teria surpreendido a cúpula do PL, com membros e participantes dizendo expressamente que ficaram surpresos com as ações. Horas depois, Valdemar, inclusive, convocou uma reunião com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda.

Após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina às 22h50 da terça-feira, Flávio fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e desembarcou às 9h23 (10h23, no horário de Brasília), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, segundo dados do site FlightRadar24, que monitora a malha aérea internacional, em tempo real.

A saída de Flávio do Brasil foi acompanhada de informações falsas sobre o paradeiro do senador. Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.

 

Após fuga e carta de Flávio, Valdemar deve se reunir hoje com Bolsonaro

29 October 2026 at 07:00

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deve se reunir nesta quinta-feira (29) com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O encontro foi autorizado na quarta-feira (28) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A reunião entre os políticos ocorre diante do cenário gerado após a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado à Presidência voltou a questionar, sem provas, o resultado das eleições.

A visita está marcada para ocorrer das 9h às 11h na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. O ex-presidente foi sentenciado à pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e depende de autorização judicial para receber visitantes sujeitos às restrições impostas pelo Supremo.

A reunião entre as principais lideranças do partido ocorre em meio à reorganização do PL após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). O petista recebeu 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio, que obteve 48,21%.

Leia Mais:

Logo após a derrota, Alexandre de Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.

A viagem teria surpreendido a cúpula do PL, com membros e participantes dizendo expressamente que ficaram surpresos com as ações. Horas depois, Valdemar, inclusive, convocou uma reunião com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda.

Carta de Flávio com teor golpista

Já nos Estados Unidos, Flávio divulgou na tarde dessa quarta-feira uma carta em que se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e compartilhou uma nova versão, na qual passou a se definir como “líder” do país.

O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.

A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.

A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de grandes apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.

Em nota, o magistrado, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, declarou ainda que eventuais questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu o respeito ao resultado das urnas e a atuação da oposição dentro das instituições democráticas. Em nota, afirmou compreender a indignação do senador, mas disse que o momento exige responsabilidade e a construção de uma oposição forte.

Declaração de Trump

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos permitiram a entrada do senador Flávio Bolsonaro no país. De toda forma, Trump disse que não comentaria sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil.

“Sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, disse ele a repórteres antes de partir para Ohio. O presidente acrescentou que não vai se envolver, ressaltando que a eleição brasileira, segundo ele, foi “muito estranha”. Trump afirmou acreditar que Flávio e sua família foram “maltratados”, insistindo, contudo, que não participou da disputa eleitoral.

❌