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Como podem as empresas obter até 80% de apoio para demonstrar novas tecnologias?

29 October 2026 at 12:23

Levar uma tecnologia do laboratório para o mercado implica mais do que concluir com sucesso uma fase de investigação. É necessário demonstrar que a solução funciona em condições reais, comprovar as suas vantagens técnicas e económicas e evidenciar o seu potencial de aplicação industrial. Para apoiar esta etapa, o aviso I&D Empresarial – Projetos Demonstradores Individuais e em Copromoção (MPr-2026-07) disponibiliza uma dotação global de 12,5 milhões de euros, através de incentivos a fundo perdido.

O instrumento destina-se a projetos que partem de atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) já concluídas com sucesso e que procuram validar novas tecnologias, produtos, processos ou serviços à escala industrial. A iniciativa pretende, assim, reduzir a distância entre o desenvolvimento tecnológico e a sua adoção pelo mercado, apoiando empresas que precisam de testar soluções antes de avançarem para a sua exploração comercial.

O aviso contempla igualmente linhas-piloto, tecnologias avançadas e projetos de investigação clínica e biomédica que incluam ensaios clínicos de Fase I e/ou II.

Quem pode candidatar-se e em que condições?

Podem apresentar candidaturas as pequenas e médias empresas (PME) e as empresas de pequena-média capitalização (Small Mid Caps), desde que disponham de contabilidade organizada. As empresas podem desenvolver os projetos individualmente ou assumir a liderança de uma candidatura em copromoção.

Neste segundo modelo, podem participar como copromotoras as ENESII — entidades não empresariais do sistema de investigação e inovação —, incluindo universidades e centros de investigação. A colaboração entre empresas e entidades científicas permite combinar competências de investigação, capacidade tecnológica e conhecimento das necessidades do mercado.

Os investimentos devem localizar-se no território continental, abrangendo as regiões Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve. Cada empresa pode apresentar apenas uma candidatura ao abrigo deste aviso, quer na qualidade de líder, quer como copromotora.

Qual é o apoio financeiro disponível?

O incentivo assume a forma de subvenção não reembolsável, ou seja, a fundo perdido. De acordo com as condições divulgadas para o aviso, a taxa de apoio pode atingir 80% para as empresas e 85% para as ENESII que participem em projetos de copromoção. Na região de Lisboa, a taxa máxima indicada é de 40%.

O investimento elegível mínimo é de 200 mil euros e os projetos podem ter uma duração máxima de 18 meses. A percentagem efetivamente financiada dependerá do enquadramento aplicável ao projeto, da natureza do beneficiário e das regras do aviso.

Para as empresas, importa distinguir a taxa máxima anunciada do montante que poderá ser efetivamente aprovado. A preparação do orçamento deve ter em conta as despesas elegíveis, as condições específicas do financiamento e a capacidade da organização para assegurar a parcela do investimento não coberta pelo incentivo.

Que despesas podem ser financiadas?

O apoio abrange diferentes componentes necessárias à validação e demonstração da tecnologia. Entre as despesas previstas encontram-se os recursos humanos dedicados a atividades de I&D, incluindo novas contratações e bolseiros, bem como componentes para protótipos e instalações-piloto ou de demonstração.

São igualmente contemplados equipamentos técnico-científicos, software específico, matérias-primas, consumíveis e serviços técnicos, científicos e de consultoria. O financiamento pode ainda abranger atividades de promoção e divulgação dos resultados junto de empresas e utilizadores potencialmente interessados, assim como despesas relacionadas com patentes, modelos de utilidade e outras formas de propriedade industrial.

Em função das condições aplicáveis, podem também ser consideradas despesas de adaptação de edifícios, transporte e montagem de equipamentos e viagens associadas ao projeto. Os custos indiretos são calculados através de uma taxa fixa de 7% sobre os custos diretos.

Esta abrangência permite apoiar não apenas a componente técnica da demonstração, mas também as condições necessárias para apresentar os resultados a potenciais utilizadores e avaliar a sua aplicabilidade industrial.

Que requisitos devem ser considerados antes de avançar?

A elegibilidade não depende exclusivamente da dimensão da empresa ou do investimento previsto. O projeto tem de demonstrar enquadramento nos domínios prioritários da Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente (RIS3), a nível nacional ou regional.

Outro requisito determinante é o chamado efeito de incentivo: o projeto não pode ter começado antes da submissão da candidatura. As empresas devem, por isso, avaliar atempadamente o calendário de execução e evitar iniciar os trabalhos abrangidos pelo apoio antes de cumprirem as condições exigidas.

Além disso, a demonstração tecnológica não termina com a execução do investimento. Os beneficiários têm de prever uma sessão pública de demonstração em situação real e um plano de divulgação dos resultados, que poderá incluir visitas, seminários ou workshops.

Estes requisitos reforçam a importância de preparar a candidatura com uma definição clara dos objetivos, das atividades, dos recursos necessários e dos resultados que se pretende demonstrar.

A sua empresa tem um projeto de I&D pronto para demonstrar?

O primeiro passo é confirmar a elegibilidade da empresa e do investimento previsto. Avalie o enquadramento do projeto, identifique as despesas potencialmente financiáveis e prepare a candidatura de acordo com os requisitos do aviso.

Se precisar de ajuda para perceber se o seu projeto reúne as condições necessárias e quais os passos a seguir, a Capitalizar pode fazer uma avaliação gratuita.

Dia Mundial da Poupança: 8 dicas para poupar no dia a dia

29 October 2026 at 12:18

Uma subscrição que já não utiliza, um contrato que nunca comparou ou alimentos que acabam no lixo: há despesas que se mantêm por hábito e outras que passam despercebidas. No entanto, saber identificá-las é um primeiro passo para gerir melhor o dinheiro disponível.

O Dia Mundial da Poupança procura sensibilizar para a importância de planear os gastos e criar uma reserva financeira. Tendo em conta que poupar depende também do rendimento e das despesas essenciais de cada pessoa, o objetivo é encontrar mudanças possíveis no seu orçamento, sem impor metas difíceis de cumprir.

1. Descubra para onde vai o seu dinheiro

Antes de começar a cortar despesas, consulte os movimentos da sua conta e registe o que gasta durante um mês. Inclua os pequenos pagamentos: cafés, estacionamento, entregas de refeições ou compras em aplicações.

Organize os gastos por categorias, como habitação, alimentação, transportes, saúde e lazer. Não se esqueça das despesas anuais, como seguros, que pode distribuir pelos meses para antecipar o respetivo pagamento.

2. Reveja as subscrições que paga todos os meses

Streaming, aplicações, armazenamento na cloud ou serviços digitais: quando se soma várias mensalidades, o valor pode ser maior do que imagina.

Consulte os pagamentos recorrentes e pergunte:

  • Utilizei este serviço no último mês?
  • Tenho outro serviço com a mesma função?
  • Existe uma opção mais adequada ao uso que faço?
  •  Quando termina o período gratuito ou acontece a renovação?

Antes de cancelar, confirme as condições do contrato e guarde o comprovativo do pedido.

Por exemplo, eliminar uma mensalidade de 8 € representa menos 96 € de despesa por ano, desde que não existam custos de cancelamento. É um exemplo ilustrativo: a poupança efetiva depende dos seus contratos.

3. Compare os contratos de energia e telecomunicações

Uma mensalidade que parecia vantajosa quando aderiu pode já não corresponder às suas necessidades. Reveja as faturas e verifique o que está efetivamente a pagar. Na eletricidade e no gás natural, pode recorrer ao simulador de preços da ERSE, que permite comparar ofertas em Portugal continental. Utilize os dados da sua fatura para obter uma simulação ajustada ao seu consumo.

Nas telecomunicações, avalie se precisa de todos os serviços incluídos no pacote. Antes de aceitar uma proposta, confirme o preço depois da promoção, os serviços adicionais e as condições de fidelização.

Compare o custo total e as condições, não apenas o desconto anunciado. Uma mensalidade inferior pode deixar de compensar se implicar encargos de saída ou serviços de que não precisa.

4. Planeie as compras de supermercado

Comece por verificar o frigorífico, o congelador e a despensa. A partir daí, planeie algumas refeições e faça uma lista do que falta.

Na loja, compare o preço por quilograma, litro ou unidade entre produtos equivalentes. Uma embalagem maior ou uma promoção de várias unidades só compensa se o preço for favorável e conseguir consumir tudo.

Experimente ainda:

  • Definir um limite de gastos antes de sair de casa.
  • Comprar quantidades ajustadas ao seu consumo.
  • Aproveitar ingredientes em mais do que uma refeição.
  • Congelar porções, quando adequado, antes de se estragarem.

5. Dê tempo às compras não essenciais

Antes de comprar roupa, tecnologia ou um artigo para casa, faça uma pausa. Experimente esperar 24 ou 48 horas e volte a avaliar se precisa mesmo dele.

Pergunte a si próprio: compraria isto se não estivesse em promoção? Tenho algo semelhante? O valor cabe no orçamento deste mês? Se decidir avançar, compare o preço final, incluindo portes e outros encargos, e confirme as condições de entrega e devolução. Pode também pesquisar a marca no Portal da Queixa, ler experiências de outros consumidores e observar as respostas às reclamações.

6. Reduza o desperdício em casa

Nem todas as mudanças exigem comprar equipamentos novos. Comece por observar o que já acontece em sua casa: luzes acesas em divisões vazias, torneiras a pingar ou máquinas a funcionar com pouca carga.

Algumas ações simples a experimentar:

  • Apagar as luzes quando sai de uma divisão.
  • Evitar deixar a água a correr sem necessidade.
  • Usar as máquinas de roupa e loiça com cargas adequadas, respeitando as instruções do fabricante.
  • Identificar fugas de água e avaliar a sua reparação.
  • Planear refeições para aproveitar os alimentos disponíveis.

O impacto destas mudanças depende dos seus hábitos, dos equipamentos e dos preços que paga. Não existe um valor de poupança igual para todas as casas.

7. Reserve um valor possível, mesmo que varie de mês para mês

Se o orçamento permitir, defina um montante para colocar de parte quando recebe o rendimento. Escolha um valor compatível com as suas despesas essenciais. Pode começar com uma quantia pequena e ajustá-la quando a sua situação mudar.

Ter um objetivo concreto, como por exemplo criar uma reserva para imprevistos ou preparar uma despesa futura, também ajuda a manter o hábito. A meta deve adaptar-se à sua realidade, sem obrigar a recorrer a crédito para pagar o essencial.

8. Confirme se as mudanças estão mesmo a resultar

Reserve alguns minutos por mês para comparar o que planeou com o que gastou. A subscrição deixou de ser cobrada? A nova fatura corresponde ao preço contratado? Gastou menos no supermercado ou apenas transferiu essa despesa para refeições fora?

Este acompanhamento permite corrigir o que não funcionou e manter as mudanças úteis. Se identificar uma cobrança que não reconhece ou um valor diferente do acordado, peça esclarecimentos à empresa e guarde as faturas e comunicações.Neste Dia Mundial da Poupança, aposte na mudança.

Não precisa reorganizar todas as despesas de uma vez. Escolha uma ação para esta semana: rever um contrato, cancelar um serviço que não utiliza ou preparar uma lista de compras. Se o rendimento mal chega para as necessidades básicas, as pequenas alterações podem ser insuficientes. Nesse caso, a prioridade é identificar os principais encargos e procurar informação sobre apoios ou possibilidades de renegociação de créditos ou outros encargos associados.

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