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Motorista de Porsche admite ter ingerido álcool antes de acidente em SP

29 October 2026 at 20:24

Fernando Sastre Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, admitiu, pela primeira vez, nesta quinta-feira (29), que ingeriu bebida alcoólica antes do acidente. A confissão foi feita durante o segundo dia de julgamento, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Caso seja condenado pelos crimes, Fernando Sastre Filho poderá receber uma pena que, somada, ultrapassa 30 anos de prisão.

O caso que levou o empresário a julgamento ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.

Durante o julgamento, Fernando afirmou sentir vergonha e arrependimento pelo que aconteceu. “Nunca entraria naquele carro para causar o que foi causado”, disse.

Sastre também pediu desculpas às famílias que sofrem com a perda de seus entes queridos.

PM viraram réus no caso

Os policiais militares que liberaram Fernado Sastre tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo. Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista foram denunciados por liberarem Fernando Sastre sem a realização do teste de bafômetro.

Segundo a denúncia, a dupla cometeu crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância

“Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal”, se manifestou o Tribunal, por meio de nota.

De acordo com as últimas movimentações do processo de Sastre, Daisy pediu para não comparecer ao julgamento desta manhã. No entanto, o pedido foi indeferido.

“A requerente atuou diretamente no atendimento inicial da ocorrência e esteve no local dos fatos logo após a colisão, de modo que seu relato é relevante para a formação da convicção dos jurados”, destaca a decisão.

Relembre caso

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, estava em uma festa “Open Bar”, na Zona Leste de São Paulo, antes de causar o acidente, em 31 de março de 2024, que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana.

Na época, a CNN Brasil apurou que Fernando negou durante o depoimento ter ingerido bebidas alcoólicas ou ter usado drogas. Sastre disse que perdeu a consciência após a colisão do carro e quando retomou, estava deitado na rua.

Uma das testemunhas ouvidas pela polícia informou que logo após o acidente parou o veículo para socorrer as vítimas. Ela relatou aos policiais que Fernando aparentava sinais de embriaguez e cambaleava, além de apresentar uma voz “pastosa” sem saber o que estava acontecendo.

A testemunha também contou que os momentos que sucederam o acidente foram marcados por discussões e pela tentativa de tirar os ocupantes do Porsche do local.

Caso Porsche: ex-namorada de acusado é conduzida coercitivamente ao júri

29 October 2026 at 12:41

O primeiro dia do júri popular sobre o caso de Fernando Sastre Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, teve uma determinação de condução coercitiva contra Giovanna Pinheiro Silva, ex-namorada do acusado. A condução coercitiva gerou um atraso de cerca de duas horas para o início do julgamento.

A juíza Melanie Liesenberg, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou nesta quarta-feira (28) que Giovanna se apresentasse ao júri na condição de testemunha antes do início do julgamento.

A defesa de Fernando Sastre alegou que houve um erro do Judiciário ao constar o nome da ex-namorada entre as 14 testemunhas arroladas, pois não havia mais interesse em ouvi-la. Por isso, sem a dispensa oficial, ela foi levada ao Fórum por autoridade policial.

Expulsão

Durante um dos testemunhos, Giovanna foi retirada do local. Ao ouvir o depoimento da testemunha ocular Nathalia Santanna Viana Lima, a ex-namorada de Sastre fez um sinal com a cabeça.

A atitude incomodou a banca de acusação, que pediu a expulsão e a aplicação de uma multa de 15 salários mínimos contra a testemunha. A juíza aceitou a expulsão, mas prometeu avaliar a aplicação da multa somente após o término do julgamento de Sastre.

A reportagem tenta contato com Giovanna. O espaço segue aberto. Nesta ocorrência, ela não tem defesa constituída, pois está no processo na condição de testemunha, não sendo, portanto, ré.

A Justiça de São Paulo estima que o julgamento de Sastre termine nesta quinta-feira (29). Ele será ouvido ainda hoje.

Após a conclusão das oitivas e do depoimento do réu, o Conselho de Sentença poderá determinar se Sastre é culpado ou inocente. Fontes do Ministério Público afirmaram à CNN Brasil que esperam a aplicação da pena máxima contra o acusado.

O empresário responde por homicídio qualificado por “perigo comum” com dolo eventual e por lesão corporal grave. Esta última se refere ao fato de que o estudante Marcus Vinicius Machado também ficou ferido na ocorrência. O jovem era amigo de Sastre e estava no banco de trás do carro de luxo.

Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirmou que a expectativa “é de um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência”.

O acidente

O caso que levou o empresário a júri ocorreu na madrugada do domingo de Páscoa, em 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na zona Leste de São Paulo.

Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que bateu a cerca de 156 km/h na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O limite para a via é de 50 km/h. Ele está preso preventivamente há pelo menos dois anos.

Bomba alla crema come arma del delitto, l’indagine per omicidio a Reggio Emilia: il cugino della vittima agli arresti domiciliari

29 October 2026 at 08:10

Un bombolone alla crema come arma del delitto, per uccidere il cugino disabile e incassare l’eredità. È l’ipotesi al centro di un’indagine dei carabinieri di Reggio Emilia, con un 76enne agli arresti domiciliari dalla tarda serata di ieri. Secondo l’accusa l’uomo avrebbe ucciso con premeditazione, offrendo dolci al parente 74enne, di cui era tutore legale, pur sapendo che soffriva di una grave disfagia e poteva alimentarsi solo con cibi liquidi.

La vittima è morta il 27 giugno per soffocamento nella struttura sociosanitaria residenziale in cui era ospitata. L’ordinanza della misura cautelare, con gli arresti domiciliari, è stata chiesta dalla Procura e disposta dal giudice per le indagini preliminari. L’uomo è accusato di omicidio premeditato.

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