
A confiança dos consumidores voltou a baixar em outubro, tal como já tinha acontecido em setembro, mês em que interrompeu uma trajetória de três subidas mensais, com as famílias a mostrarem-se mais pessimistas em relação à sua situação financeira e à economia. Já do lado das empresas, o indicador de clima económico também diminuiu este mês, com a confiança dos serviços a baixar “de forma acentuada, prolongando a trajetória descendente iniciada em julho”, adianta o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o INE, a evolução negativa resulta de contributos negativos de todas as componentes: opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar e perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da realização de compras importantes por parte das famílias, e da situação financeira do agregado familiar.

O instituto acrescenta ainda que os consumidores estão mais pessimistas em relação à evolução passada dos preços, após ter diminuído nos cinco meses anteriores, enquanto o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu em outubro, após os aumentos observados nos dois meses precedentes.
Quanto ao indicador de clima económico, este diminuiu em setembro e outubro, após ter aumentado no mês anterior. Em outubro, o indicador de confiança dos Serviços diminuiu, tendo aumentado os indicadores da Indústria Transformadora, do Comércio e da Construção e Obras Públicas.

“O indicador de confiança dos Serviços diminuiu de forma acentuada, prolongando a trajetória descendente iniciada em julho”, explica o INE, acrescentando que “as três componentes contribuíram negativamente para esta evolução: as perspetivas relativas à evolução da procura, e de forma significativa, as apreciações sobre a atividade da empresa e as opiniões sobre a carteira de encomendas”.
Já a confiança na construção e obras públicas aumentou em outubro, após ter diminuído no mês anterior, devido a melhores perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas.
No comércio, o indicador beneficiou de um contributo positivo das apreciações sobre o volume de stocks, enquanto na indústria transformadora o indicador aumentou nos últimos dois meses, após ter diminuído em agosto.
“A evolução do indicador refletiu os contributos positivos de todas as componentes: opiniões sobre a evolução da procura global, apreciações relativas aos stocks de produtos acabados e perspetivas de produção”, refere o instituto.
Quanto às expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda, estas diminuíram nos setores dos Serviços, do Comércio, e de forma expressiva, da Indústria Transformadora, tendo aumentado na Construção, entre agosto e outubro.
Em termos de perspetivas de investimento para 2027, a maioria das empresas na indústria transformadora (61,9%) e nos serviços (73,3%) prevê uma estabilização face a 2026. Por outro lado, 25,7% das empresas na indústria transformadora e 18,7% das empresas nos serviços antecipam um aumento do investimento em 2027, enquanto 12,4% e 8% preveem uma diminuição do investimento nos respetivos setores.
(Notícia com título corrigido)