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Lituânia: Serviço militar obrigatório para homens a partir de 2032

29 October 2026 at 22:50

O Conselho de Defesa Nacional da Lituânia anunciou hoje a introdução do serviço militar obrigatório para todos os homens jovens a partir de 2032.

 

"Decidimos que o serviço militar obrigatório geral será implementado a partir de 2032", confirmou o presidente lituano, Gitanas Nausėda, citado pela radiotelevisão lituana LRT, após a sessão do Conselho.

O presidente acrescentou que as mulheres poderão também continuar a prestar o serviço militar de forma voluntária.

O chefe de Estado lituano precisou que foi estabelecido o ano de 2032 para a colocação em prática das mudanças, de forma a poderem ser investidos até lá os fundos necessários em alojamento adequado para um maior número de recrutas e na formação dos instrutores.

Atualmente, todos os anos são recrutados mais de 5.000 jovens homens, selecionados de forma aleatória, para servir durante nove meses nas Forças Armadas, número que com a introdução do serviço militar obrigatório universal ascenderia a cerca de 7.500, tendo em conta já a situação demográfica e o facto de que uma parte não é apta por motivos de saúde.

Nausėda referiu também que é necessário equilibrar o cumprimento do serviço militar obrigatório e a atualização das competências dos militares na reserva, para que ambos os processos se desenvolvam com um alto nível de qualidade.

Além disso, indicou que o Conselho de Defesa Nacional acordou ampliar o leque de opções de serviço, por exemplo, permitindo aos recrutas formarem-se como operadores de drones, colaborar com o Serviço Estatal de Fronteiras ou trabalhar como bombeiros ou elementos das equipas de resgate.

O restabelecimento parcial do serviço militar em 2015 justificou-se com um aumento das ameaças após a anexação, por parte da Rússia em 2014, da península ucraniana da Crimeia.

Leia Também: "Gostava que Serviço Militar Voluntário pudesse arrancar já em 2027"

Chefes tribais do Iémen lançam "código de honra" para proteger civis

29 October 2026 at 22:39

Cerca de cem líderes tribais iemenitas lançaram hoje, na sede da ONU em Genebra, um "código de honra" comprometendo-se a proteger os civis em tempos de conflito e a garantir o acesso à ajuda humanitária.

 

Depois de quatro anos de estabilidade, o Iémen voltou à guerra, arrastado pelo conflito no Médio Oriente. As hostilidades intensificaram-se em setembro com uma ofensiva dos combatentes houthis pró-iranianos no oeste do país.

O documento apresentado em Genebra baseia-se nos costumes tribais, nos valores islâmicos e nos princípios do direito internacional humanitário. A sua elaboração começou em 2024 pelos líderes tribais com o apoio do Centro de Genebra para a Governação do Setor de Segurança (DCAF), da Suíça e dos Países Baixos.

"Tudo começou (...) com um grito de alerta vindo do terreno. Um grupo de representantes tribais iemenitas apresentou-se ao DCAF" para pedir ajuda face "ao sofrimento dos civis apanhados entre dois fogos", declarou Trude Strand, uma responsável daquela fundação suíça, durante a cerimónia.

"No início eram apenas alguns", especificou, em declarações à agência de notícias francesa AFP.

Desde então, cerca de 5.000 chefes tribais assinaram o código de honra, representando "cada governo".

"Não foi uma tarefa fácil, e nem todos estávamos de acordo desde o início", contou um dos responsáveis iemenitas, xeque Abdulkarim al-Maqdashi.

Apenas cerca de cem chefes tribais foram a Genebra para o lançamento oficial, marcado pelo hino nacional iemenita e a leitura de versículos do Alcorão, assim como do código de honra.

Laila Lutf al-Thawr, secretária-geral do partido da Esperança Árabe e uma das raras mulheres presentes na sala, saudou a presença de signatários ligados aos houthis. "Fico feliz por os termos aqui connosco", afirmou à AFP.

"Todos estamos ligados. O que está na origem de todos estes problemas [no Iémen] é a agenda política, não a sociedade iemenita", disse.

O código visa proteger os civis e os feridos, a respeitar os mortos, tratar os prisioneiros com humanidade e preservar as infraestruturas civis. Mas, trata também de garantir a livre circulação das pessoas e o acesso à ajuda humanitária.

O código apela igualmente a que se rejeite a violência e o terrorismo.

A divulgação deste código será assegurada por campanhas de sensibilização e formação, mediação tribal, com sanções e mecanismos de monitorização das violações.

"Iniciativas enraizadas localmente como esta não podem substituir os esforços políticos, mas podem dar uma contribuição importante ao criar confiança e reforçar as bases sobre as quais assenta uma paz duradoura", salientou a diretora-geral da ONU em Genebra, Tatiana Valovaya.

Leia Também: Forças sauditas destruíram dois mísseis houthis em direção a Riade

Candidato presidencial Édouard Philippe ouvido em caso de desvio de fundos

29 October 2026 at 22:38

O ex-primeiro-ministro e candidato à presidência de França, Édouard Philippe, foi hoje enquadrado no estatuto de 'testemunha assistida', na sequência de uma investigação a desvio de fundos públicos, favorecimento e assédio moral, entre outros crimes, em Le Havre (oeste).

 

Philippe, que é presidente da Câmara de Le Havre e presidente da Comunidade Urbana, foi ouvido durante todo o dia em Paris por dois juízes de instrução especializados em crimes financeiros, noticiou a agência France-Presse (AFP), que cita fontes judiciais.

O candidato e líder do partido Horizons foi convocado para prestar depoimento na qualidade de 'testemunha assistida' ('témoin assisté', em francês), um estatuto jurídico menos gravoso do que o de um arguido ou de um arguido formal.

"Édouard Philippe vê com satisfação esta decisão favorável, que confirma que não há nada a ser-lhe imputado neste caso", declarou o seu advogado, Emmanuel Marsigny, em resposta à AFP.

Este estatuto de 'testemunha assistida' pode ser alterado ao longo da investigação, caso surjam novos elementos.

No entanto, neste momento, a possibilidade de um processo judicial torna-se mais remota para o candidato presidencial.

O caso teve início na sequência de uma denúncia feita por Cornélia Findeisen, ex-diretora-geral adjunta da Comunidade Urbana de Le Havre.

As suspeitas levantadas por Findeisen referem-se a um acordo para a gestão da "Cité Numérique" (Cidade Digital) de Le Havre, assinado em julho de 2020 por Édouard Philippe e Stéphanie de Bazelaire, esta última na qualidade de presidente voluntária da recém-criada associação "LH French Tech".

A LH French Tech, fundada em julho de 2020, foi selecionada para esta missão após um convite público lançado pela comunidade urbana em março de 2020, no contexto de um "serviço de interesse económico geral".

A associação, a única candidata, deveria receber 2,154 milhões de euros a título de compensação por serviço público para realizar projetos.

"Vemos com bons olhos o facto de a investigação seguir o seu curso", apesar do estatuto de 'testemunha assistida', realçou à AFP o advogado de Findeisen, Jérôme Karsenti.

"Tomaremos conhecimento, o mais rapidamente possível, do depoimento de Édouard Philippe, para perceber a motivação dos juízes perante factos que nos parecem graves", acrescentou.

Leia Também: França mobiliza 70 mil polícias para nova jornada de protestos

Morreu o ator Patrick Stewart

By: AFP
29 October 2026 at 22:30
Interpretou Shakespeare no teatro, passou pela televisão britânica. Mais foi com o professor Charles Xavier em “X-Men” e o capitão Jean-Luc Picard em “Star Trek” que ganhou o seu lugar entre as estrelas. O ator britânico de formação shakespeariana Patrick Stewart, que se tornou uma megaestrela de Hollywood com os papéis nas sagas “Star Trek” e “X-Men”, morreu em casa, em Los Angeles. Tinha 86 anos. A morte, na quarta-feira, surgiu após uma “breve e comovente batalha” com a doença de Alzheimer e demência com corpos de Lewy, segundo um comunicado oficial nas suas redes sociais. “A sua voz sonora

Forças sauditas destruíram dois mísseis houthis em direção a Riade

29 October 2026 at 22:08

A coligação liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis no Iémen, reivindicou hoje o derrube de dois mísseis balísticos disparados pelo movimento pró-Irão em direção a Riade, onde foram registadas oito explosões.

 

"As defesas aéreas intercetaram e destruíram dois mísseis balísticos lançados pela milícia terrorista houthis em direção a Riade", referiu o porta-voz da coligação, Turki al-Malki, numa publicação na rede social X.

Ao início da noite de hoje, os jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram oito explosões na capital saudita, precedidas por mensagens de alerta enviadas pelas autoridades, que indicavam uma "ameaça aérea".

A Defesa Civil saudita também reportou um "perigo potencial" em Al-Kharj, a sudeste de Riade, e na cidade de Najran, no sul do país.

O grupo apoiado pelo Irão disse hoje, por sua vez, que um bombardeamento saudita fez pelo menos 12 mortos no oeste do Iémen.

"Segundo um balanço provisório, 12 pessoas foram mortas e outras três encontram-se em estado crítico após um ataque do inimigo saudita", indicou o Ministério da Saúde do movimento Houthi, num comunicado citado pela agência Saba.

O ataque atingiu casas na província de Taiz (oeste), detalhou a mesma fonte.

Os houthis e as forças sauditas, que apoiam o Governo iemenita, têm trocado diariamente ataques desde o retomar, em julho, do conflito no Iémen, país que voltou a ser palco de guerra no Médio Oriente após quatro anos de relativa acalmia.

No Iémen, na quarta-feira, os bombardeamentos sauditas, que atingiram, entre outros locais, um posto de abastecimento de combustível e um mercado, fizeram pelo menos 14 mortos na província de Al-Jawf (noroeste), na fronteira, segundo os houthis.

Por sua vez, visaram o aeroporto de Áden, cidade no sul que alberga a sede temporária do governo, expulso da capital, Sana.

Segundo o porta-voz das forças governamentais, Majed al-Nuzaili, esta é a sexta vez que o aeroporto é alvo de ataques. Informou a existência de civis feridos e danos materiais.

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, justificou o ataque alegando "a presença de uma aeronave de carga militar" saudita "transportando armas destinadas a matar o povo iemenita".

A Arábia Saudita não comentou estas alegações.

Os combates no Iémen fizeram mais de 1.600 mortos e 275.000 deslocados, segundo dados da ONU, sem que se vislumbre qualquer solução diplomática.

Neste grave contexto humanitário, cerca de uma centena de líderes tribais iemenitas apresentaram hoje, na sede das Nações Unidas em Genebra, um "código de honra" que compromete os signatários a proteger os civis e a garantir o acesso à ajuda humanitária.

Para Tatiana Valovaya, diretora-geral da ONU em Genebra, "as iniciativas com raízes locais, como esta, não podem substituir os esforços políticos, mas podem dar um contributo importante ao estabelecer confiança e fortalecer as bases sobre as quais se sustenta uma paz duradoura".

Leia Também: Arábia Saudita interceta mísseis dos houthis em ataque à capital Riade

Eleições? Investigação sobre suborno "não deve acusar" todos os árabes

29 October 2026 at 22:03

O serviço de segurança interna israelita, Shin Bet, adiantou hoje que a sua investigação sobre a alegada interferência externa nas eleições de terça-feira "não deve culpar nem acusar todo um segmento", em referência à população árabe.

 

"Este tipo de investigação é específico e limitado, e não deve culpar nem acusar todo um segmento que compareceu às urnas de forma democrática e legal. Apenas aqueles que infringiram a lei serão alvo de medidas", refere o Shin Bet num comunicado divulgado pelos meios de comunicação social israelitas.

Os serviços de informação israelitas não fazem qualquer menção direta aos árabes, maioritariamente palestinianos com cidadania israelita, na nota de imprensa.

O presidente da Comissão Eleitoral Central, o juiz conservador Noam Sohlberg, solicitou hoje ao responsável do Shin Bet, David Zini, que investigasse denúncias recebidas, de uma fonte não especificada, sobre uma possível interferência estrangeira nas eleições.

Os meios de comunicação social israelitas informaram que as denúncias incluem a suspeita de que o Qatar teria alocado fundos para aumentar a participação eleitoral dos cidadãos árabes de Israel.

No entanto, a origem da informação e a extensão das suspeitas ainda não foram esclarecidas publicamente, e o governo catari negou as acusações.

As acusações surgem depois de a população árabe ter registado uma participação muito elevada no sufrágio, contrastando com o seu perfil tradicionalmente marcado pela abstenção, e de ter garantido resultados históricos para os partidos que a representam, conquistando cerca de 19 dos 120 lugares no Parlamento, ainda antes da divulgação dos resultados oficiais.

Entre os dois movimentos árabes, enquanto o partido islamista Raam já afirmou que vai colaborar com a investigação e negou qualquer acusação, a esquerdista Lista Conjunta classificou as acusações como uma "campanha coordenada" do Likud, o partido do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e da direita.

Já o Qatar rejeitou hoje as acusações de interferência nas eleições legislativas israelitas.

"Acusam o Qatar de comprar Benjamin Netanyahu, a esquerda israelita e agora o voto árabe", escreveu na rede social X o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros qatari, Majed al-Ansari, classificando as acusações como "tão ridículas quanto perigosas".

O partido Likud intensificou hoje as acusações contra os partidos árabes israelitas.

O Qatar desempenhou um papel central nas negociações entre Israel e o Hamas durante a guerra na Faixa de Gaza.

Doha participa também nos esforços diplomáticos entre Washington e Teerão para pôr fim ao conflito iniciado no final de fevereiro, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

Leia Também: Médio Oriente: Drone israelita mata dois palestinianos na Faixa de Gaza

Capadócia: Três mortos e 5 feridos após desabamento de "chaminé de fada"

29 October 2026 at 21:26

Três pessoas morreram hoje e cinco ficaram feridas após o desabamento de uma formação rochosa, conhecida como "chaminé de fada", num centro de visitantes na Capadócia, um dos locais turísticos mais populares da Turquia.

 

O incidente ocorreu às 15h15 (12h15 em Lisboa) no museu a céu aberto de Göreme, um complexo turístico com controlo de acessos que alberga várias igrejas ortodoxas escavadas na rocha.

Inicialmente, foram recuperados dois corpos e uma pessoa ferida foi levada para o hospital, informou o governador da província de Nevşehir, Hüseyin Kök, enquanto os trabalhos de resgate ainda decorriam.

"Por volta das 15h15, ocorreu um deslizamento de terras devido às fortes chuvas. Por causa deste deslizamento, uma grande rocha desprendeu-se e caiu", explicou o governante.

Horas mais tarde, Kök confirmou o encerramento das operações de resgate e informou que o balanço final era de três mortos e cinco feridos.

Destes, quatro já tiveram alta hospitalar, enquanto o quinto permanece internado com uma perna fraturada.

O governador não forneceu detalhes sobre a nacionalidade das vítimas, embora tenha deixado subentendido que se trata de estrangeiros, ao referir que seria providenciado o seu repatriamento.

Desde a passada quarta-feira que a região da Capadócia, na Anatólia Central, tem sido atingida por fortes chuvas e ventos, o que obrigou ao cancelamento dos passeios de balão, atividade muito popular entre os turistas na região.

Para o desabamento da "chaminé de fada", uma formação rochosa cónica com muitos metros de altura, contribuíram também as flutuações de temperatura, com ciclos de congelação e descongelação que danificaram a rocha, explicou à imprensa Cem Aslanbey, chefe do organismo oficial de turismo na Capadócia.

Além disso, na base desta 'chaminé', existiam antigas grutas escavadas, acrescentou.

A erosão provocada pelo vento e pelas chuvas nesta paisagem, composta por sedimentos de diferentes resistências, mas em grande parte relativamente moles (o que também facilitou a escavação de igrejas subterrâneas), criou formações geológicas de formatos peculiares, semelhantes a cogumelos ou torres.

Leia Também: Desabamento de "chaminé de fada" provoca dois mortos na Capadócia

Gás lacrimogéneo e pirotecnia causam caos no parlamento da Albânia

29 October 2026 at 21:10

A oposição albanesa, representada pelo ex-presidente eurocético Sali Berisha, invadiu hoje o parlamento com dispositivos pirotécnicos ('flares') e gás lacrimogéneo, quando se votava uma lei de reforma do Banco da Albânia para agilizar a adoção do euro.

 

Berisha declarou que a ação visava não só interromper a votação do projeto-lei — que acabou por ser aprovado —, mas também criticar o Governo do primeiro-ministro Edi Rama pela gestão da grave crise desencadeada pelos protestos estudantis contra a sua governação, bem como outras questões polémicas, como um projeto de infraestruturas que conta com a participação de Jared Kushner, genro do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Estes deputados são criminosos e merecem gás lacrimogéneo, balas de borracha, crânios fraturados e ossos partidos — os jovens, não", gritou Berisha, líder do Partido Democrático da Albânia, no meio do caos e na presença do chefe do Governo albanês.

Quatro dos seus deputados acabaram por ser expulsos durante o tumulto, enquanto outros membros da bancada aproveitavam a ocasião para exibir fotos de manifestantes agredidos pela polícia, noticiou o jornal Shqiptarja.

Por entre confrontos e fumo, o novo projeto-lei sobre o Banco Central albanês, juntamente com outras propostas e resoluções que constavam da ordem de trabalhos, foi aprovado por 84 votos na Assembleia, onde o Partido Socialista, de Edi Rama, detém uma larga maioria.

Deputados da Albânia envolvem-se em confronto devido a protestos

Deputados da Albânia envolvem-se em confronto devido a protestos

A sessão do parlamento albanês terminou num confronto físico entre deputados esta quinta-feira. A oposição exigiu a suspensão dos trabalhos em solidariedade com os protestos estudantis, que duram há quase duas semanas e exigem a demissão do primeiro-ministro Edi Rama por suspeitas de corrupção.

Notícias ao Minuto | 18:05 - 22/10/2026

Jato usado por Flávio Bolsonaro para fugir do Brasil é da Casa Branca

29 October 2026 at 20:54

O candidato conservador derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro, que chegou aos Estados Unidos na quarta-feira após ter fugido do país, terá viajado para Miami num jato providenciado por um oficial da Casa Branca, avança o New York Times.

 

Filho do ex-Presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, aliado de Donald Trump, este senador, de 45 anos, denunciou uma "fraude eleitoral" e afirmou querer liderar a oposição a partir do território norte-americano.

Lula da Silva venceu com cerca de 51,7% a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil e irá exercer o quarto mandato presidencial a partir do início do próximo ano.

Um dia depois de perder as eleições, Flávio Bolsonaro foi proibido de sair do Brasil e foi solicitado que entregasses os passaportes à Polícia Federal. Ainda assim, o conservador cruzou a fronteira com a Argentina, viajou até ao Equador e seguiu para os EUA, com o auxílio do governo Trump.

Ainda de acordo com o New York Times, o ex-candidato está nos Estados Unidos com uma autorização temporária de imigração, graças a uma intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, mas em breve deverá conseguir autorização de residência.

Recorde-se que Donald Trump garantiu ontem que não se "vai meter" no que diz respeito ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos e que chegou a afirmar ser o "verdadeiro presidente do Brasil".

"Não vou me meter", afirmou o presidente americano, questionado sobre essas declarações, acrescentando: "Foi uma eleição estranha, com certeza", referindo-se à votação vencida pelo presidente brasileiro em exercício, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Acho que ele e a sua família foram tratados de forma muito injusta", acrescentou o presidente republicano, que respondeu a algumas perguntas antes de partir para um comício de campanha no Ohio (centro), nos EUA.

Hoje, no entanto, Trump voltou a pronunciar-se sobre o tema, classificando as eleições presidenciais brasileiras como vergonhosas e afirmando que irá falar com o seu homólogo, Lula da Silva, que venceu na segunda volta, no domingo. 
 
"Esta eleição é uma vergonha para o povo brasileiro", declarou o Presidente norte-americano durante uma troca de palavras com a imprensa, referindo-se também a uma "situação vergonhosa".

Questionado pelo meios de comunicação social sobre a possibilidade de conversar com Lula, Trump respondeu: "Vou falar com ele, mas as eleições foram uma desgraça".

Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disse que não reconhecia a derrota e que iria pedir a anulação das eleições, criticando a prorrogação do prazo de fecho das urnas por duas horas, decidida na sequência da denúncia de problemas nos transportes públicos que prejudicaram a mobilidade de eleitores.

O candidato do PL obteve 48,23% dos apoios, segundo dados referentes a 99,89% da contagem dos votos nas urnas, com uma participação próxima de 80,8%.

Lula da Silva está a terminar o terceiro mandato presidencial, para o qual foi eleito em 2022, quando derrotou o então presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliária por tentativa de golpe de Estado.

Os dois primeiros mandatos de Lula como Presidente da República do Brasil foram entre 2003 e 2011.

O Presidente brasileiro, que assumirá o seu quarto mandato em 05 de janeiro de 2027, tornou-se o primeiro Presidente na história do Brasil a ser eleito em quatro ocasiões diferentes.

Eleições no Brasil respeitaram

Eleições no Brasil respeitaram "ditames constitucionais", diz TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou que as eleições brasileiras decorreram dentro da normalidade e "com respeito aos ditames legais e constitucionais", apesar das alegações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro.

Notícias ao Minuto | 23:02 - 28/10/2026

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