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Governo estima R$ 64,6 bilhões em receitas extras por alta do petróleo

29 October 2026 at 13:58

O Tesouro Nacional atualizou as projeções das receitas adicionais previstas com petróleo. Agora, a estimativa é de que as receitas extraordinárias com a commodity devem alcançar R$ 64,574 bilhões em 2026.

O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Veja:

  • Aproximadamente R$ 22 bilhões em receitas com imposto de exportação;
  • Cerca de R$ 42,6 bilhões em receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Os recursos serão utilizados em grande parte para compensar as medidas de mitigação da alta dos combustíveis. Para frear os efeitos da guerra no Oriente Médio, o governo desonerou combustíveis e implementou subvenções.

Os dados do Tesouro Nacional mostram que as desonerações concedidas aos combustíveis devem alcançar R$ 7,1 bilhões. Desse total, R$ 5 bilhões são referentes à desoneração de diesel, biodiesel e QAV. Outros R$ 2,1 bilhões vêm da gasolina e etanol.

O Tesouro Nacional também informou que R$ 18,6 bilhões já foram concedidos em subvenção aos combustíveis. O montante equivale a 58% da dotação total prevista (R$ 32 bilhões).

PCE: Inflação nos EUA acelera em setembro; gastos do consumidor aumentam

29 October 2026 at 13:41

A inflação nos Estados Unidos acelerou em setembro, à medida que os consumidores pagaram mais pela gasolina e por outros bens, reforçando as expectativas dos economistas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve em dezembro.

O PCE (Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal) subiu 0,5% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,3% em agosto, informou nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio dos EUA.

O aumento ficou em linha com as expectativas dos economistas. Nos 12 meses até setembro, a inflação do PCE avançou 3,6%, após um aumento não revisado de 3,4% em agosto.

 

Os dados foram incluídos no relatório preliminar do governo sobre o PIB (produto interno bruto) do terceiro trimestre, que mostrou que a economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% durante esse período.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o Índice de Preços do PCE subiu 0,3% no mês, após um aumento revisado para cima de 0,3% em agosto.

A chamada inflação do PCE de base havia sido estimada anteriormente em 0,2% em agosto.

A inflação do PCE de base aumentou 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior em setembro, após um aumento não revisado de 3,0% em agosto.

O banco central dos EUA acompanha os indicadores de preços do PCE para sua meta de inflação de 2%.

Na quarta-feira, o Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa atual de 3,75% a 4,00%, embora tenha reconhecido que a inflação “continua elevada”.

O chair do Fed, Kevin Warsh, disse aos repórteres que “os preços da energia e de itens relacionados voltaram a subir nas últimas semanas, e nossa função é garantir que as variações relativas de preços em alguns setores não se espalhem por toda a economia e que as expectativas de inflação permaneçam ancoradas”.

Os mercados financeiros precificam uma probabilidade de cerca de 84,6% de um aumento dos juros em dezembro, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

Os preços mais altos inflaram os números dos gastos do consumidor em setembro.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 0,5% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,9% em agosto.

Quando ajustados pela inflação, os gastos do consumidor permaneceram inalterados no mês passado, entrando no quarto trimestre em uma trajetória de crescimento mais fraca.

Os gastos aumentaram a uma taxa de 3,8% no trimestre de julho a setembro.

PIB americano cresce 3,4% no 3° trimestre e fica acima das expectativas

29 October 2026 at 13:10

A economia dos Estados Unidos cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre, já que os gastos resilientes dos consumidores e os investimentos empresariais impulsionados pela inteligência artificial mais do que compensaram o impacto do aumento dos preços do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio.

O PIB (produto interno bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no último trimestre, informou o Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua estimativa preliminar do PIB do terceiro trimestre, divulgada nesta quinta-feira (29).

Economistas consultados pela Reuters haviam previsto um crescimento do PIB de 3,2%. As estimativas variaram de uma taxa de crescimento de 1,0% a 4,2%.

A força do crescimento contrasta fortemente com a avaliação pessimista que as famílias fazem da economia, refletida nos índices de aprovação do presidente Donald Trump — que atingiram níveis recordes de baixa — e na acentuada deterioração da confiança do consumidor.

Os números do PIB foram publicados menos de uma semana antes das eleições legislativas de meio de mandato da próxima terça-feira (, que determinarão o controle do Congresso dos EUA.

A economia americana está se expandindo a um ritmo bem acima do que algumas autoridades do Federal Reserve consideram a taxa de crescimento não inflacionária, de cerca de 2%.

O banco central dos EUA manteve, na quarta-feira (28), sua taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, ao mesmo tempo em que reconheceu que a inflação “continua elevada”.

Economistas esperam que o Fed aumente os juros em dezembro.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse aos repórteres que “a atividade econômica está se expandindo em um ritmo forte”, observando que “embora a incerteza persista, em parte devido a desenvolvimentos geopolíticos, os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”.

Dado o crescente predomínio dos gastos relacionados à IA, alguns economistas afirmaram que o forte crescimento do PIB provavelmente não refletia a verdadeira situação da economia.

Os investidores estão cada vez mais atentos aos custos crescentes de projetos de IA de longo prazo, cujo retorno é incerto.

As empresas de tecnologia tomaram empréstimos vultosos ao longo do último ano para financiar gastos com IA, o que representa um risco potencial de queda nos gastos com equipamentos.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da economia norte-americana, aumentaram a uma taxa de 3,8% no trimestre de julho a setembro, após crescerem a uma taxa de 3,8% no segundo trimestre.

Demissões em massa em níveis historicamente baixos e contratações moderadas estão ajudando a sustentar os gastos, embora os aumentos salariais tenham, por vezes, ficado atrás da inflação.

Mas as famílias também vêm economizando menos e recorrendo às suas reservas para financiar os gastos.

Com os preços médios da gasolina ainda acima de US$ 4 por galão, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã se arrasta, os economistas previam uma desaceleração nos gastos do consumidor.

Ibovespa recua com dados dos EUA e política fiscal em foco; dólar sobe

29 October 2026 at 12:53

O Ibovespa mostrava indefinição nesta quinta-feira (29), com Bradesco entre as principais pressões negativas em meio à piora das perspectivas de analistas, enquanto Gerdau era destaque positivo com alta de 4% endossada por “upgrade” do Itaú BBA.

Investidores também repercutiam o balanço da Ambev e dados de produção e vendas da Petrobras, em pregão ainda marcado pela divulgação de números de inflação nos Estados Unidos.

Às 11h18, a principal referência do mercado acionário brasileiroa presentava queda moderada de 0,54%, aos 170.079,58 pontos, tendo já alcançado 170.255,96 na mínima e 171.402,97 na máxima.

O volume financeiro no pregão somava R$ 6,33 bilhões.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, investidores também estão com as atenções voltadas para a condução econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A principal preocupação é a capacidade do governo de estabilizar a dívida pública e recuperar a confiança dos investidores”, afirmou.

“Para o mercado, a questão central permanece fiscal. A ausência de uma estratégia clara para conter o crescimento da dívida poderá manter os juros elevados, pressionar o câmbio e limitar a recuperação da bolsa”, acrescentou Pedroso.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguem atentos a desdobramentos políticos e econômicos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,43%, a R$ 5,3725 na venda.

Na quarta-feira (28), o dólar encerrou o dia estável, com variação negativa de de 0,04%, cotado a R$ 5,3466.

Em entrevista à CNN, a ex-ministrad do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet disse qye as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal.

“A janela de oportunidade é agora”, disse.

No exterior, o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidospreservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.

A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação

*Com informações da Reuters

IGP-M desacelera alta para 1,47% e fica abaixo das expectativas, diz FGV

29 October 2026 at 12:30

O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 1,47% em outubro, recuando da alta de 1,57% registrada em setembro, em meio a uma desaceleração da alta de produtos agropecuários, disse a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira (29).

Com o resultado, o índice passou a acumular alta de 5,24% em 12 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma elevação de 1,59% em outubro. BRIGP=ECI

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 1,93% em outubro, abaixo da aceleração de 2,08% observada em setembro.

“A menor variação do IPA decorreu da desaceleração dos produtos agropecuários, que avançaram 1,29%, ante 3,07% em setembro”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

“Os principais responsáveis por esse movimento foram os preços do milho, da soja, do tomate e da batata-inglesa”

Na mesma linha, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que tem peso de 30% no índice geral, também desacelerou, aumentando 0,45% em outubro, contra uma elevação de 0,50% em setembro, influenciado principalmente pela queda expressiva das tarifas de energia elétrica residencial.

Segundo o economista, o principal sinal de atenção vem dos preços dos alimentos in natura, especialmente do grupo Hortaliças e Legumes, que, diferentemente dos preços ao produtor, aceleraram na passagem mensal, registrando alta de 10,6%.

Entre os fatores que explicam esse movimento estão condições climáticas mais adversas do que o padrão sazonal histórico, que intensificaram as restrições de oferta em alguns produtos, como o tomate.

“Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção da volatilidade desses preços. Além disso, os efeitos do El Niño aumentam a probabilidade de novas pressões sobre o grupo Gêneros Alimentícios, que deverá continuar apresentando elevações expressivas”, disse Dias.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, acelerou a alta em outubro, para uma elevação de 0,35%, contra 0,25% em setembro.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Estoque de crédito no Brasil sobe 0,4% em Setembro, diz BC

29 October 2026 at 11:58

O estoque total de crédito no Brasil subiu 0,4% em setembro sobre o mês anterior, divulgou o Banco Central.

 

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 6,6% e o spread bancário no mesmo segmento foi de 35,5 pontos percentuais.

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