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Dados do TSE revelam os números mais digitados para anular votos

29 October 2026 at 22:24

No pleito deste ano, os eleitores que gostariam de anular os votos no segundo turno poderiam votar em qualquer número que não pertencesse aos partidos do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputavam o Palácio do Planalto.

Conforme levantamento da CNN Brasil com base nos dados divulgados pelo TSE, o número mais utilizado para anular os votos foi “00”, que não pertence a nenhum partido e representou 54,5% dos votos nulos.

Confira a lista dos números mais utilizados para anular o voto:

  1. 00 – Sem partido – 1.483.343 votos – 54,5% dos nulos;
  2. 11 – PP (Partido Progressistas) – 162.324 votos – 6% dos nulos;
  3. 14 – Missão – 143.372 votos – 5,3% dos nulos;
  4. 12 – PDT (Partido Democrático Trabalhista) – 98.490 votos – 3,6% dos nulos;
  5. 99 – Sem partido – 78.143 votos – 2,9% dos nulos;
  6. 31 – Sem partido – 77.823 votos – 2,9% dos nulos;
  7. 15 – MDB (Movimento Democrático Brasileiro) – 77.389 votos – 2,8% dos nulos;
  8. 55 – PSD (Partido Social Democrático) – 61.750 votos – 2,3% dos nulos;
  9. 10 – Republicanos – 38.803 votos – 1,4% dos nulos;
  10. 33 – Mobiliza – 35.576 votos – 1,3% dos nulos;
  11. 44 – União Brasil – 35.254 votos – 1,3% dos nulos; 
  12. 23 – Cidadania – 27.427 votos – 1% dos nulos; 
  13. 45 – PSDB – 27.359 votos – 1% dos nulos; 
  14. 73 – Sem partido – 24.688 votos – 0,9% dos nulos; 
  15. 70 – Avante – 21.649 votos – 0,8% dos nulos; 
  16. 01 – Sem partido – 18.551 votos – 0,7% dos nulos; 
  17. 77 – Solidariedade – 16.615 votos – 0,6% dos nulos; 
  18. 25 – PRD – 16.319 votos – 0,6% dos nulos; 
  19. 67 – Sem partido – 15.298 votos – 0,6% dos nulos; 
  20. 88 – Sem partido – 14.840 votos – 0,5% dos nulos; 
  21. 20 – Podemos – 11.906 votos – 0,4% dos nulos; 
  22. 35 – Democrata – 11.474 votos – 0,4% dos nulos; 
  23. 66 – Sem partido – 10.423 votos – 0,4% dos nulos; 
  24. 56 – Sem partido – 10.335 votos – 0,4% dos nulos;
  25. 21 – PCB – 9.447 votos – 0,3% dos nulos;

“Contestação não se sustenta”, diz coligação de Lula após carta de Flávio

28 October 2026 at 23:35

A coligação partidária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou contra a interferência estrangeira no processo democrático após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugir para os Estados Unidos e publicar uma carta proclamando-se “líder do Brasil”.

A coligação, composta pelo PT (Partido dos Trabalhadores), PCdoB (Partido Comunista do Brasil), PV (Partido Verde), PSB (Partido Socialista Brasileiro), Rede e PDT (Partido Democrático Trabalhista), afirma que Flávio “fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira”.

“Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições”, escreveram.

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As siglas argumentam que a contestação do resultado não se sustenta, visto que o pedido de prorrogação da votação, concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, foi solicitado pelo PT e PL (Partido Liberal), sigla de Flávio. No período, conforme reportou a CNN Brasil, foram computados 34.393 votos após as 17h, sendo que a diferença entre os dois candidatos foi de 4,4 milhões de votos.

Os partidos também destacam o reconhecimento do resultado pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Kassio Nunes Marques, destacado no texto como ministro “indicado por [Jair] Bolsonaro”. “Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, declarou o ministro.

“Além do Tribunal Superior Eleitoral, todos os partidos políticos, inclusive o PL, e os observadores internacionais independentes igualmente atestaram a legalidade das eleições”, argumentou a coligação.

A coligação afirma que a “soberania popular se manifestou através do voto livre e universal” e citou as eleições de parlamentares do PL no Senado Federal e Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Distrital, Governadores e Presidente como exemplo de “eleição incontestável”.

A fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, também foi lembrado.

“Não é a primeira vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar a vontade das urnas. Em 2022, Jair Bolsonaro tramou uma tentativa de golpe de Estado, que incluía o plano de assassinar o presidente e o vice-presidente eleitos. A democracia resistiu, e ele e os militares envolvidos foram condenados e estão presos”, citaram.

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