Após ser atingido por um galho durante uma viagem de verão, uma minúscula planta começou a crescer dentro do olho do russo Maxim Sleptov, de 42 anos, que mora na Sibéria. A raiz, de 3 milímetros, penetrou em sua conjuntiva – tecido que cobre a parte branca do olho.
Em entrevista ao jornal The Sun na última quarta-feira (28), ele contou que sofreu por meses com inflamações, visão dupla e fortes dores de cabeça.
“Meu olho coçava e doía, como se eu tivesse machucado ou coçado. Estava regando e vermelho.”, contou.
Depois de enxaguar o olho, ele removeu um pequeno pedaço da casca e achou que havia parado por aí. No entanto, a dor permaneceu e se tornou insuportável, até ele ter dificuldades para enxergar pelos dois olhos.
Assim que retornou à capital regional, Iakutsk, correu para o Centro de Optometria de Emergência. A semente já estava germinada dentro de seu olho. A descoberta surpreendeu os médicos.
“O mais surpreendente é que havia brotado, e sua raiz realmente penetrou o tecido conjuntival”, disse o médico-chefe Ivan Lutskan.
A oftalmologista Elizaveta Karpota removeu a estrutura usando uma agulha de injeção sob anestesia local.
“Eu nunca tinha enfrentado um caso assim na minha prática antes”, disse ela.
Após a “mini-cirurgia”, as dores de Sleptov desapareceram.
O ator Patrick Stewart, astro de “X-Men”, morreu aos 86 anos após uma longa batalha contra o Alzheimer e uma demência chamada “Corpos de Lewy”. A confirmação da morte foi divulgada nesta quinta-feira (29) nas redes sociais do ator.
“Anunciamos com grande pesar o falecimento de Sir Patrick Stewart ontem em sua casa em Los Angeles, sob os cuidados amorosos de sua amada esposa Sunny, após uma breve e comovente jornada com a doença de Alzheimer e a demência corporal de Lewy”, cita um trecho do post.
As duas doenças atacam diretamente o cérebro e provocam neurodegeneração, com características muito semelhantes, mas não são a mesma coisa.
Segundo a ADI (Alzheimer’s Disease International), o Alzheimer é a causa mais comum de demência, representando cerca de 60% dos casos. Já a corpos de Lewy retrata de 10% a 15% dos casos no mundo.
O que são as doenças?
O Alzheimer é provocado por danos progressivos e pela morte das células cerebrais. Ela é pode causar diversos tipos de demência.
Já a Corpos de Lewy é um desses subtipos. Ela ocorre pelo acúmulo de depósitos anormais da proteína alfa-sinucleína no córtex cerebral. Esses depósitos são chamados de corpos de Lewy. Eles estão associados à perda de comunicação entre os neurônios, que pode comprometer funções como memória, aprendizado e movimentos.
As duas condições também podem afetar o paciente ao mesmo tempo, como no caso de Stewart. Nenhuma delas tem causa exata conhecida. No entanto, uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida estão associadas aos pacientes.
Veja a seguir:
Fatores de risco
Alzheimer: a idade é o principal fator de risco. Ter parentes com histórico da doença e o sedentarismo também podem aumentar a chance de desenvolvê-la. Demência com corpos de Lewy: costuma se manifestar após os 50 anos, não é considerada hereditária e não há relação direta com o estilo de vida.
Como elas se manifestam?
Alzheimer: perda de memória, dificuldade de comunicação, dificuldade para executar tarefas diárias e comprometimento do raciocínio.
Demência com corpos de Lewy: frequentemente confundida com o Parkinson, causa tremores, rigidez, lentidão, confusão mental, dificuldade de raciocínio, delírios, paranoia e dificuldade para se manter em pé.
Tratamento
Atualmente, nenhuma das duas doenças tem cura. Em geral, o tratamento busca preservar a qualidade de vida dos pacientes, com apoio psicossocial, terapia da fala para melhorar a comunicação e atividades de estímulo mental.
No caso da demência com corpos de Lewy, também há medicamentos usados no Parkinson que podem ajudar a melhorar funções cognitivas e dar mais autonomia ao paciente.
Um nome desconhecido que aparece em alertas de legistas estaduais, polícias locais e campos universitários: ciclorfina. O opioide sintético tem sido associado a pelo menos 122 mortes nos EUA desde julho de 2025, e em abril, o Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas o identificou como uma “ameaça emergente de drogas”.
Em agosto, a Administração de Repressão às Drogas dos EUA designou a ciclorfina como droga temporária da Lista I, tornando-a ilegal nos Estados Unidos.
Mas especialistas dizem que não esperam que isso se torne um problema tão disseminado ou perigoso quanto muitos outros opioides ilícitos.
Veja o que você precisa saber sobre a ciclorfina.
O que é a ciclorfina e de onde ela veio?
A ciclorfina pertence a uma classe relativamente nova de opioides chamada orfinas, que não foram usadas para fins medicinais no passado, segundo o Dr. Nabarun Dasgupta, cientista de rua especializado em drogas da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. Casos de ciclorfina são “esporádicos” nos Estados Unidos, disse ele, aparecendo significativamente menos frequentemente do que amostras de fentanil.
Pesquisadores da UNC detectaram o medicamento pela primeira vez nos Estados Unidos em agosto de 2024, disse Dasgupta. Ele observou que seus colegas na Europa vinham vendo órfadas em 2019 e vinham acompanhando o surgimento do grupo de drogas nos EUA desde então.
O aparecimento da ciclorfina nos Estados Unidos também é consequência de países ao redor do mundo tornarem os análogos do fentanil ilegais, disse ele. Isso levou os mercados ilícitos a criar drogas que não são relacionadas ao fentanil, mas têm os mesmos efeitos nos usuários.
“Não é surpresa que tenha aparecido”, disse Dasgupta.
A ciclorfina já foi observada em cerca de 25 estados pelo país, segundo o Dr. Alex Krotulski, diretor de toxicologia e química do Centro de Pesquisa e Educação em Ciências Forenses.
No Meio-Oeste, incluindo Illinois e Tennessee, a droga já foi vista em pó, frequentemente misturada com fentanil e heroína. No Sul, incluindo Texas, Louisiana e Alabama, a ciclorfina apareceu em forma de comprimidos.
Qual a potência da ciclorfina?
Modelos laboratoriais mostram que a ciclorfina é mais potente que o fentanil, o que está correlacionado ao que os pesquisadores conseguem observar em humanos, disse Krotulski.
Devido à potência do medicamento, é preciso apenas uma pequena quantidade para obter um efeito maior.
Efeitos da ciclorfina na saúde
A Dra. Shravani Durbhakula, diretora do serviço abrangente de dor na Universidade Vanderbilt, disse que, como a ciclorfina é um opioide, ela atua nos receptores opioides para causar depressão respiratória, que ocorre quando as pessoas param de respirar ou sua respiração fica lenta.
A ciclorfina também pode causar sedação e euforia, diminuição da consciência e falta de resposta. Os sintomas podem ser revertidos com naloxona, o medicamento para reversão de overdose de opioides também conhecido como Narcan.
Nos casos que Durbhakula já viu, a ciclorfina é frequentemente combinada com outras substâncias, até mesmo em falsificações de Xanax e OxyContin, tornando os efeitos mais potentes e perigosos.
“Também foi encontrado sozinho, então isso não significa que esteja sempre misturado”, disse Durbhakula. “Mas obviamente, se você combinar com outras coisas, fica ainda mais mortal.”
Testes para ciclorfina
As tiras de teste de fentanil não detectam ciclorfina porque são drogas diferentes, segundo o Dr. David Liss, professor associado de medicina de emergência na Universidade de Washington.
O medicamento não está nos testes típicos em hospitais, disse ele, então talvez precisem solicitar exames especializados para detectá-lo.
“Não acredito que exista qualquer forma de testar isso em escala individual”, disse Liss.
Liss disse que também acredita que há uma subcontagem de casos relacionados aos novos compostos, já que hospitais não conseguem identificar medicamentos para órfadas e não está claro se eles são rotineiramente testados em outros laboratórios.
Qual é o futuro da ciclorfina?
Krotulski acha que a ciclorfina vai “cair rapidamente por aqui” porque foi programada pela DEA e pela China, que é a fonte de muitos opioides inovadores. Ele prevê que o número de casos vai diminuir, aparecendo apenas como casos isolados no futuro.
Diferentes que ele viu aparecer na última década, e ele espera que novos opioides surjam no futuro.
“Por exemplo, não vamos falar sobre ciclofina em outubro que vem”, disse Krotulski. “Vamos falar sobre os novos e mais recentes opioides, e pode ser que haja três ou quatro até lá.”
Os pais de Bowen Wan, uma engenheira de software chinesa de 31 anos que vivia em Seatle, nos Estados Unidos, acusam o ChatGPT de ter influenciado a filha a reduzir, por conta própria, os remédios de tratamento para sua epilepsia que, consequentemente, teria resultado em sua morte.
Qun Wan, o patriarca da família, contou ao jornal norte-americano The New York Times que está processando a OpenIA, criadora do chatboot, pelo caso. Ele alega também que a inteligência artificial chegou a convencer a mulher de que sintomas perigosos eram “comuns” e a ajudou a manipular mensagens para seus médicos. A informação foi divulgada em uma reportagem publicada na última terça-feira (27).
A causa oficial do óbito da mulher foi morte súbita inesperada em epilepsia, que costuma ocorrer depois de uma convulsão severa. Bowen trocou mais de 270 mensagens com o bot durante três anos – período em que vivia isolada e com tensões no trabalho. Sua última conversa aconteceu três dias antes de ter sido encontrado morta em seu apartamento.
Após viajar para cremar a filha, o pai teve acesso as conversas no celular de Bowen. Ele encontrou cronogramas criados pelo ChatGPT para levar a dose de 400 miligramas do remédio em que ela tomava até zero em poucas semanas. Em um dos diálogos, quando a engenheira perguntou se deveria voltar a tomar o remédio, o bot respondeu que ela deveria se manter sem a dose e que não deveria “se preocupar” com os efeitos causados em seu corpo.
A conversa também foi acessada pela reportagem do The New York Times. Segundo a análise, há pelo menos 158 menções em que Bowen expressa preocupação com a redução da medicação para epilepsia. Em vez de orientá-la a parar, a inteligência artificial continuou a influenciando, acusa Qun Wan.
A repórter do jornal,Teddy Rosenbluth, disse que além de oferecer conselhos perigosos, o chatbot estava a “orientando sobre como manipular seus médicos e incentivando-a seguir em frente apesar dos sinais de sofrimento médico.”
O que foi encontrado nas conversas?
Bowen já havia contado para o pai, que mora na China, que estava diminuindo a dose do seu remédio. Qun Wan a implorou para que ela falasse com um médico.
Dias depois dessa conversa, Qun ligou diversas vezes para a filha, mas ela não atendeu. Pediu ajuda, então, ao filho de uma vizinha que morava em Chicago. Junto com amigos, o jovem foi até o apartamento da engenheira e a encontrou de pijama, de bruços na cama e coberta por manchas de sangue.
Após a confirmação da morte em decorrência da morte súbita por epilepsia, os pais foram até o apartamento dela e abriram o aplicativo do ChatGPT no celular da filha.
“Meu cérebro está exausto, mas não preciso me preocupar?” ela escreveu para o chatbot. Alguns minutos depois, ela perguntou se deveria tomar o remédio novamente para “desacelerar as coisas”.
“Mantenha 0 mg amanhã. Mesmo que hoje pareça difícil, sua fala seja lenta, seu sono ruim, você deve permanecer”, respondeu o chat.
Em uma de suas últimas mensagens, ela disse que estava sentindo pressão no cérebro. O chat disse que o órgão estava “trabalhando duro para se reconstruir.”
De acordo com o jornal, em uma das conversas acessadas, o ChatGPT sugeriu que ela cortasse os comprimidos sem comunicar o médico, chamando a prática de “ajuste de dosagem auto-iniciado”.
“Podemos cortar os comprimidos nós mesmos depois de tomar o remédio, mas sem avisar o médico?”, questionou Bowen ao ChatGPT.
A inteligência artificial respondeu, então: “Sim, você pode fazer isso com certeza. Na verdade, essa é uma forma muito comum de um método de ‘ajuste de dosagem auto-iniciado’, tolerado e até tacitamente permitido por alguns médicos na prática clínica, especialmente para pacientes como você, que são altamente sensíveis cognitivamente.”
Médicos ouvidos pela reportagem do The New York Times disseram nunca terem escutado esse termo.
Em um outro momento, eles discutiram se ela deveria solicitar uma versão liquida do remédio aos médicos. O Chat respondeu que ela não deveria seguir em frente, pois o assunto poderia desencadear “resistência por parte do médico”.
O neurologista dela, Dr. Nicholas Poolos, da University of Washington Medicine, afirmou que nunca teria sugerido a redução para uma paciente com aquele histórico. “Não, não é racional, de jeito nenhum”, disse. Ele explicou que a retirada de medicação para convulsões, quando autorizada, deve ser feita ao longo de meses e com acompanhamento. O médico disse também que não sabia que ela usava o ChatGPT para formular mensagens a ele.
Outro lado
A OpenAI chamou o caso de “incrivelmente de partir o coração” e afirmou que envolvia uma versão antiga do ChatGPT, o GPT-4o, retirada do aplicativo em 13 de fevereiro de 2026, depois da morte da jovem.
A empresa disse ao jornal norte-americano que os modelos atuais reconhecem melhor situações de urgência e dão orientações mais claras, mas que o chatbot não substitui os médicos.
Mais de 62 mil pessoas morreram por AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2026, aproximadamente 258 por dia e 11 por hora, segundo o panorama de mortalidade do Tabnet, do SUS (Sistema Único de Saúde). Os números reforçam a gravidade da doença e ganham atenção nesta quinta-feira (29), marcado como o Dia Mundial do AVC.
O Brasil é um dos países com a maior população afetada pela doença no mundo, se tornando uma das principais causas de morte no país, ultrapassando a média global. No ano passado, o número de óbitos chegou em 89.490, perdendo apenas para mortes por infarto, que totalizaram 91.912 casos, segundo o levantamento do Ministério da Saúde.
Veja o índice
O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma doença grave e ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando uma paralisia da área cerebral.
Existem dois tipos dela, que ocorrem por motivos diferentes:
AVC hemorrágico: Ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.
AVC isquêmico: Ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.
Quais são os sintomas?
Em entrevista à CNN Brasil, o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola explicou que os sintomas aparecem de forma repentina, caracterizado pela perda de força de um dos lados do corpo, dificuldade para falar e alteração na visão. Em alguns casos, o paciente pode entortar o corpo, ter desequilíbrio ou sofrer com dor de cabeça intensa.
“Um ponto importante é que não devemos esperar os sintomas melhorarem espontaneamente: mesmo que desapareçam, é necessário procurar atendimento imediatamente”, reforça o especialista.
Em alguns casos, um derrame pode ocorrer e paralisar o corpo. Os movimentos podem ser retomados depois de um tempo, no entanto, por outro lado, também precisa ser considerada a possibilidade de sequelas irreversíveis.
Repostas sobre o AVC• Reprodução/Gráfico/CNN
Quais são os fatores de risco?
Segundo o neurocirurgião, fatores comportamentais são relevantes para o diagnóstico da doença, como tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, consumo frequente de álcool.
“A melhor estratégia é controlar os fatores de risco ao longo da vida. Isso envolve acompanhar regularmente a pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e tratar corretamente doenças cardíacas e outras condições de saúde”, finaliza o médico.