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Aos 16 anos, Naná Silva faz história e vai à semi do WTA 125 de Curitiba

30 October 2026 at 20:25

O tênis brasileiro tem um novo motivo para olhar com atenção para o futuro. Aos 16 anos, Nauhany Silva, conhecida como Naná, alcançou nesta sexta-feira (30) a semifinal do WTA 125 de Curitiba, no Paraná. A jovem derrotou a britânica Francesca Jones, número 98 do mundo e principal cabeça de chave do torneio, para conquistar um dos resultados mais importantes de sua ainda curta carreira profissional.

A brasileira venceu o primeiro set por 7 a 5. Na sequência, Jones, que também era a tenista mais bem ranqueada da competição, abandonou o confronto, garantindo a classificação de Naná.

O resultado representa um feito expressivo para a jovem paulista, que disputa uma semifinal de torneio desse nível pela primeira vez.

Naná Silva dá salto no ranking mundial

A campanha em Curitiba também já provoca uma transformação importante na classificação da WTA. Naná começou o torneio na 609ª posição do ranking mundial e, com a classificação para a semifinal, aparece provisoriamente no 460º lugar.

A evolução representa um salto de 149 posições no ranking ao vivo, colocando a brasileira pela primeira vez entre as 500 melhores tenistas do mundo.

Antes de superar Francesca Jones, a jovem havia derrotado a grega Despina Papamichail e a argentina Luisina Giovannini, atual 199ª colocada do ranking. Contra Giovannini, Naná venceu por duplo 6/4 e conquistou sua primeira vitória sobre uma adversária do top 200.

A vitória sobre Jones amplia ainda mais o peso da campanha. A britânica ocupa a 98ª posição mundial e entrou na competição como a principal favorita ao título.

Promessa do tênis brasileiro

Nauhany Silva é considerada uma das principais promessas da nova geração do tênis brasileiro. Aos 16 anos, a paulista concilia torneios profissionais com competições juvenis e já demonstra capacidade de competir contra atletas mais experientes.

A jovem também vem acumulando resultados expressivos no circuito internacional. Em setembro, participou do SP Open, torneio de nível WTA 250 disputado em São Paulo, e alcançou uma vitória na chave principal.

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Não há “Santos” sem farturas

30 October 2026 at 12:22

VTM

“Dizemos que cheira a Santos e o que é? É o cheiro das farturas”, diz Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves sobre a presença assídua dos vários espaços de confeção e venda de farturas. O doce tradicional em todas as feiras e festas de Portugal está espalhado pela cidade flaviense, permanecendo algumas semanas.

Entre jornadas de muitas horas, custos crescentes e clientes mais cautelosos nas compras, as vendedoras com quem falámos esperam que os dias de maior afluência compensem o investimento e o trabalho de várias semanas.

Feira dos Santos Comercio Ana Silva PAm“As pessoas, devido à crise económica que estamos a passar, ressentem-se um bocadinho”
ANA SILVA
VENDERORA
 

Fernanda Dias vende farturas há 46 anos, participa na Feira dos Santos há 35 anos e reconhece que o início desta edição ficou aquém das expectativas. “Está muito fraco”, resume, apontando o calor dos primeiros dias como um dos fatores que prejudicaram o negócio.

A subida dos custos também pesa nas contas. “Tudo aumentou, o material, tudo”, lamenta, referindo que o preço de venda se mantém há cerca de três anos, apesar de as despesas com matérias-primas e combustível continuarem a aumentar. Para quem se desloca de longe e permanece em Chaves desde o início do mês, os três dias principais da feira nem sempre chegam para compensar o investimento.

CUSTOS

Ana Silva, que está presente em Chaves há 11 anos, numa atividade com mais de quatro décadas, também sente os efeitos do aumento dos custos. Além da matéria-prima, destaca as despesas de transporte e de ocupação do espaço, que nem sempre são consideradas pelos consumidores. “As pessoas olham para nós e acham que é água e farinha. Isto tem outros custos por trás e nós também comemos”, observa.

Feira dos Santos Comercio Tradicional PAM

A vendedora reconhece que a perceção dos preços é influenciada pelas dificuldades económicas das famílias. “As pessoas, devido à crise económica que estamos a passar, ressentem-se um bocadinho e acham que tudo é caro”, afirma. Ainda assim, considera que a afluência nos “Santos” depende também do calendário. Quando o feriado de 1 de novembro permite juntar mais dias de feira, o período de trabalho pode prolongar-se.
Feira dos Santos Ana Alves PAM“Não podemos deixar acabar as tradições”
ANA ALVES
VENDEDORA
 

Rosa Ribeiro, que vem de Paços de Ferreira e acompanha a cunhada, presente na Feira dos Santos há mais de 17 anos, destaca a diferença entre as primeiras semanas e os dias de maior movimento. “Ultimamente não tem sido muito bom, porque as pessoas têm que comer. Não há muito poder de compra”, refere, explicando que a atividade ganha normalmente outro ritmo a partir dos últimos dias de outubro.

VISITANTES

Já Ana Alves, que trabalha na área há 18 anos, numa casa com quase meio século de presença na feira, olha para o evento como uma oportunidade de negócio, mas também como uma celebração coletiva. A Feira dos Santos “é muito alegre, porque há muitos visitantes”, afirma, apesar das jornadas que podem chegar às 14 horas.

A vendedora nota que o poder de compra já não é o mesmo, mas observa também a chegada de novos visitantes e a crescente divulgação da feira. “Não podemos deixar acabar as tradições”, defende, considerando que as farturas, os cachorros e outras ofertas de comida de rua fazem parte da diversidade que dá vida à cidade durante o certame.

Apesar das dificuldades, a mensagem é comum às vendedoras. A Feira dos Santos continua a ser um ponto de encontro entre gerações e uma oportunidade para manter negócios familiares. Porque não há “Santos” sem farturas.

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