Segundo o Levantamento de Conjuntura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), “o terceiro trimestre do ano foi negativo para a indústria”, com resultados que amparam a visão da entidade de um “final de ano de desaceleração da atividade industrial do país”.
A entidade projeta queda de 0,4% da produção da indústria de transformação brasileira em 2026, com riscos ao desempenho do setor em 2027.
No trimestre, os salários reais médios caíram 1,1%, as horas trabalhadas na produção, 0,4%, e as vendas reais recuaram 0,2%, interrompendo dois trimestres de alta (+9,4% e +2,7%). As horas trabalhadas reduziram pelo sexto trimestre seguido.
Em setembro, as vendas subiram 0,4% e os salários apresentaram leve avanço de 0,1%, enquanto as horas trabalhadas caíram 0,4% no mês, em queda constante do nível desde os últimos meses de 2025.
Já o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) recuou de 78,5% em agosto para 78,2% em setembro, resultado abaixo da média dos últimos três anos (78,7%) e em movimento de redução desde junho quando atingiu exatamente 78,7%.
Entre os entraves, a Fiesp cita a Selic elevada, as sobretaxas dos EUA aos produtos brasileiros, de 37,5% para a maioria dos itens não isentos, e os custos de matérias-primas, sobretudo dos insumos derivados de petróleo, por causa da guerra no Oriente Médio.
A demanda interna segue frágil, aponta a Federação, “pressionada pelo comprometimento da renda e pela inadimplência das famílias”. O comprometimento atingiu 28,9% da renda anual, e a inadimplência de pessoas físicas no crédito livre chegou a 7,6%, o maior patamar em 13 anos.
O Google anunciou nesta semana que vai implementar anúncios nas respostas do Modo IA em mais países, incluindo o Brasil. A mudança deve acontecer ainda este ano.
O Modo IA é responsável pelas respostas geradas por inteligência artificial, que aparecem quando o usuário faz uma pesquisa no buscador do Google.
O anúncio foi feito por Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads, em publicação no blog da empresa. Ele afirmou que as buscas estão se tornando cada vez mais conversacionais, e que, no Modo IA, elas são, em média, três vezes mais longas do que as pesqusias tradicionais.
“A IA nos ajuda a entender melhor o que as pessoas estão procurando, permitindo conectá-las às empresas e serviços que melhor atendem às suas necessidades”, escreveu.
Thakur também afirmou que pesquisas internas do Google mostraram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA, além de achá-los relevantes. “As taxas de cliques já são semelhantes entre itens patrocinados e de lista de produtos orgânicos no Modo IA”, disse.
O resultado é a implementação imediata dos anúncios em mais dez países: Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Cingapura. Outros três países — Brasil, México e Reino Unido — receberão as propagandas nos próximos dois meses, ainda este ano.
Mais recursos no Modo IA
Nos Estados Unidos, onde os anúncios já estão disponíveis, o Google revelou uma nova modalidade: os anúncios multiturn, para consultas de follow up no Modo IA.
Segundo a postagem de blog, eles serão rotulados como “Patrocinado”, para sinalizar o usuário.
Ações da Alphabet despencaram
O anúncio do Google vem em meio à divulgação de resultados trimestrais decepcionantes para a Alphabet, controladora da big tech, principalmente em seu negócio de publicidade.
As receitas da divisão em nuvem Google Cloud mais que dobraram. Os investidores, inquietos com os custos altos e com a desaceleração do crescimento do mecanismo de busca do Google, fizeram com que as ações caíssem 10% após o fechamento do mercado.
A empresa registrou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões, contra as expectativas dos analistas de que ficaria próximo do ponto de equilíbrio, segundo dados da LSEG.
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira (30), pressionadas pela liquidação de ações de tecnologia e pelo avanço nos preços do petróleo – que refletem as incertezas sobre as negociações entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra.
O mercado também pondera as falas de dirigentes do BCE (Banco Central Europeu) sobre possíveis altas nos juros em reuniões futuras, após a decisão de manutenção de juros no encontro de outubro, além de desempenhos corporativos.
Em Londres, o FTSE100 fechou em alta de 0,07%, a 10.729,78 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,85%, a 25.818,75 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,01%, a 7.969,42 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,0%, a 49.500,97 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,04%, a 18.661,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 0,47%, a 9.276,13 pontos. As cotações são preliminares.
Os balanços das empresas norte-americanas Amazon e da Intel, divulgados na , trouxeram novas preocupações sobre a sustentabilidade dos elevados investimentos ligados à IA (Inteligência Artificial) e seus potenciais retornos, o que amargurou o apetite por papéis de tecnologia.
O setor caiu 2,3%, enquanto a holandesa ASML tombou 6,45%.
A liquidação das ações também refletiu a retomada dos riscos geopolíticos. Mediadores do Catar voltaram a Teerã nesta sexta para tentar destravar um acordo entre EUA e Irã, segundo a Reuters, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o conflito terminará “de um jeito ou de outro”.
Além da questão geopolítica, dirigentes do BCE expressaram suas projeções para a trajetória futura dos juros: Fabio Panetta (Itália) afirmou que novos aumentos dos juros “podem se mostrar necessários”, diante do risco inflacionário; Martin Kocher (Áustria) alertou que o ambiente da política monetária indica a necessidade de ação, caso “a situação não melhore em breve”; e Joachim Nagel (Alemanha) disse que o BC tomará medidas decisivas, se necessário, para trazer a inflação de volta à meta.
Nesta sexta, o CPI alemão desacelerou para 2,8% em outubro, na comparação anual.
Entre outros destaques acionários, as biofarmacêuticas AstraZeneca e Sanofi avançaram 7,2% e 5%, respectivamente, enquanto a varejista esportiva Puma saltou quase 6% nas negociações europeias, em reação a balanços trimestrais. A BP fechou em leve alta de 0,5%, também repercutindo seu desempenho trimestral.
O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (30) em queda robusta, atingindo a mínima em cerca de um ano, em meio a uma venda generalizada das ações de tecnologia diante de preocupações com gastos com inteligência artificial e de à renovação dos temores inflacionários.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em queda de 3,3%, a US$ 3.898,9 por onça-troy, enquanto a prata para dezembro recuou 5,9%, a US$ 49,276 por onça-troy.
Na semana, a queda foi de 2,71% e 2,90%, respectivamente. Em outubro, o ouro caiu 6,9% e a prata recuou 13,51%.
O metal dourado caiu abaixo de US$ 4 mil a onça, batendo o valor mais baixo desde setembro de 2025. A Capital Economics atribui o movimento às perspectivas de um Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) mais hawkish e a apreensão em relação à IA.
O setor tem acumulado perdas após resultados trimestrais decepcionantes na semana, como o da Alphabet e Intel.
A Capital prevê que os preços vão recuar para a faixa de US$ 3.600 até o fim do próximo ano, “com o estouro da bolha do mercado de ações de IA prestes a assustar ainda mais os investidores em ouro”.
Na mesma linha, o Saxo avalia que essa onda de vendas no setor de tecnologia aumenta o risco de liquidação também no mercado de metais preciosos, à medida que investidores podem se desfazer de posições para cobrir perdas e levantar recursos.
Além disso, as preocupações com a inflação elevada seguem no radar. Os preços do petróleo voltaram a avançar diante de novos bombardeios no Oriente Médio, enquanto as negociações diplomáticas seguem nos bastidores.
A alta amplia as expectativas de inflação persistente e as apostas em uma política monetária mais restritiva, vetores que continuam a pesar sobre o ouro, de acordo com a DHF Capital.
A prata, por sua vez, também teve perdas fortes e bateu a mínima desde novembro de 2025.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta sexta-feira (30) que a bandeira tarifária para o mês de novembro será verde, ou seja, sem cobrança extra na conta de luz.
O órgão atribuiu a decisão às condições favoráveis de geração, com o aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas.
A Aneel ainda destaca que, neste cenário, não é necessário um maior acionamento de termelétricas. O mês de novembro será o segundo mês consecutivo sem cobranças extras, após um período de cinco meses de bandeira amarela entre maio e setembro de 2026.
Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (30) em meio às incertezas sobre o sucesso de mediadores nas negociações entre Estados Unidos e Irã. As tensões entre a Arábia Saudita e os houthis acrescentaram outra camada de risco, mantendo sob ameaça a infraestrutura energética do reino.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em alta de 2,37% (US$ 2,63), a US$ 113,43 o barril. O petróleo WTI para dezembro avançou 2,08% (US$ 2,12), a US$ 104,12 o barril, na Nymex.
O Brent avançou 1,55% na semana e o WTI ganhou 0,82%. No mês, a variação foi de +15,70% e +15,15%, respectivamente.
Segundo a Reuters, mediadores do Catar voltaram ao Irã nesta sexta para tentar destravar um acordo entre Washington e Teerã, enquanto ataques a embarcações no Estreito de Ormuz persistem.
Em outro episódio, um navio-tanque pegou fogo depois que uma pequena embarcação fixou dois explosivos em seu casco enquanto ele transitava pelo Estreito, de acordo com a UKMTO (Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido, na sigla em inglês).
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar nesta manhã que a guerra com o Irã terminará em breve, “de um jeito ou de outro”. Em entrevista, o republicano ressaltou que precisa de garantias de que o país persa jamais desenvolverá uma arma nuclear.
Ainda no Oriente Médio, a coalizão liderada pela Arábia Saudita informou que interceptou e destruiu um drone lançado pelos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Analistas do MUFG dizem que os preços do petróleo continuarão a ter uma tendência de alta até que haja clareza sobre as condições geopolíticas, com o período após as eleições de meio de mandato nos EUA na próxima semana em foco para uma potencial deterioração na segurança regional.
Aumentam as tensões globais também as acusações do Kremlin de que a Ucrânia ignorou o pedido de Trump para parar os ataques às refinarias de petróleo russas.
As taxas dos DIs voltaram a subir nesta sexta-feira (30) e encerraram a semana pós-eleição com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos, refletindo o ajuste de posições em meio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às preocupações com a política fiscal do futuro governo.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,5%, em alta de 13 pontos-base ante o ajuste de 14,366% da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,33%, com elevação de 10 pontos-base ante 15,234%.
No acumulado da semana pós-segundo turno, essas taxas subiram 164 e 259 pontos-base, respectivamente, refletindo a surpresa com a vitória no último domingo de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro – até então o favorito da Faria Lima.
Agora, ao mesmo tempo em que aguardam indicações sobre quem comandará em 2027 as principais pastas, como o Ministério da Fazenda, os investidores esperam por detalhes sobre como será a política fiscal no novo governo.
Durante a semana, a necessidade de ajuste nas contas públicas seguiu como um tema recorrente no mercado, que vê a questão como fundamental para o controle da inflação e, consequentemente, para a redução sustentável dos juros.
Dados do Banco Central mostraram na quinta-feira que o setor público consolidado registrou em setembro déficit nominal – que já inclui o pagamento dos juros da dívida pública – de R$113,0 bilhões. Em 12 meses até setembro, o déficit nominal está em R$ 1,275 trilhão, ou 9,51% do PIB (Produto Interno Bruto).
“O problema fiscal é muito grave e precisa ser enfrentado pelo governo sob pena de um grande desarranjo macroeconômico, nosso maior temor”, pontuou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório divulgado nesta sexta-feira.
“Além da dívida do governo, as famílias e as empresas estão muito endividadas”, alertou.
Pela manhã, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a taxa de desemprego no país recuou para 5,2% no terceiro trimestre do ano, a mais baixa para o período desde o início da série histórica, em 2012. O dado veio em linha com as expectativas dos economistas.
Já o rendimento real habitual do trabalhador ficou estável na comparação com o trimestre imediatamente anterior, em R$3.790, com alta de 3,6% na comparação anual.
“Esse resultado reforça que o desemprego e o mercado de trabalho devem desacelerar gradualmente conforme o ano for passando, que é sempre a nossa expectativa”, comentou António Ricciardi, economista do Banco Daycoval. “A gente tem expectativa de taxa terminal de desemprego em 5,2%.”
Na próxima quarta-feira, o Banco Central anunciará sua primeira decisão sobre juros após o segundo turno da eleição presidencial, levando em conta não apenas os dados mais recentes da economia real como as mudanças nas expectativas e no câmbio desde a vitória de Lula.
Nesta semana pós-segundo turno, o dólar saltou mais de 40 centavos de real.
As preocupações com o equilíbrio fiscal no governo Lula conduziram nesta semana boa parte das apostas do mercado para a manutenção da taxa básica Selic em 13,75% ao ano.
“Antes das eleições, existia uma probabilidade maior implícita nos preços de uma continuidade no ciclo de corte de juros. E o que passamos a ver pós-segundo turno, pós-reeleição do presidente Lula, foi uma probabilidade maior de uma manutenção na próxima reunião”, pontuou Rafael Sueishi, head de renda fixa da Manchester Investimentos.
“Não foi a eleição que mudou os fundamentos de inflação ou a atividade de um dia para o outro, o que mudou foi essa percepção de risco sobre a trajetória futura das contas públicas, continuidade da condução da política fiscal, e como isso pode impactar câmbio, curva de juros e expectativas de inflação”, acrescentou.
No exterior, com influência menor sobre as taxas nesta sexta-feira, os rendimentos dos Treasuries tiveram baixas firmes, em meio ao movimento global de venda de ações de empresas de tecnologia e compra de ativos mais seguros, como os títulos norte-americanos.
Às 16h42, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – caía 6 pontos-base, a 4,925%.
Aumentar a produtividade é um dos principais desafios para o Brasil acelerar o crescimento econômico e ampliar a competitividade da indústria.
A avaliação foi apresentada pelo economista Fábio Giambiagi durante a 9ª edição do Imersão Indústria, evento promovido pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (30).
Para Giambiagi, o crescimento do país dependerá cada vez mais dos ganhos de produtividade, diante do ritmo menor de expansão da população em idade de trabalhar.
“A capacidade de crescimento da economia brasileira no futuro vai estar ligada não a ocupar mais gente, porque o ritmo de crescimento da população em idade de trabalhar vai ser pequeno, e sim ao dinamismo da produtividade”, afirmou.
O desafio também envolve as pequenas e médias empresas. Segundo Diogo Lisboa, analista técnico do Sebrae Minas, a aproximação com grandes indústrias pode abrir oportunidades para os pequenos negócios, especialmente no fornecimento de produtos e serviços.
“As pequenas empresas têm que estar antenadas às oportunidades que são ofertadas pelas grandes, principalmente no sentido de que as grandes, cada vez mais, querem construir a cadeia de valor nas regiões onde elas estão localizadas. A pequena empresa tem que estar preparada para fornecer com qualidade, no prazo e da melhor forma possível”, disse.
Lisboa também destacou a importância da qualificação profissional e da preparação das lideranças para acompanhar as transformações tecnológicas. Entre os desafios para as empresas, citou ainda a Reforma Tributária, as mudanças relacionadas à NR-1 e as discussões sobre a jornada de trabalho.
O impacto do chamado Custo Brasil também aparece nas grandes operações industriais. Na mineração, o presidente da AngloGold Ashanti na América Latina, Luiz Otávio Conforze Lima, aponta custos com impostos, logística, infraestrutura e segurança como fatores que pesam sobre a competitividade.
“Quando a gente fala de Custo Brasil, no impacto para a mineração, a gente tem um custo que a gente chama de um imposto invisível. O Brasil tem a maior carga tributária na produção, principalmente do ouro. Sem contar todos os custos que a gente ainda tem de logística, de infraestrutura, da falta da segurança, por exemplo”, afirmou.
O contrato futuro da soja para entrega em janeiro encerrou a sessão desta sexta-feira (30) negociado a US$ 12,34 por bushel na bolsa de Chicago, com desvalorização de 0,04%.
Segundo análise da Granar, após quatro sessões consecutivas de perdas, os preços apresentaram uma recuperação moderada durante o pregão, apoiados por operações de hedge realizadas por investidores. Apesar disso, os fundamentos de mercado continuam pressionados pelo avanço da colheita recorde nos Estados Unidos e pela entrada da nova safra no mercado.
A fraqueza das cotações do farelo de soja ao longo da semana, em meio ao bom desempenho das vendas argentinas e à maior competitividade das exportações brasileiras, reduziu o suporte aos preços da oleaginosa norte-americana. A desvalorização do real frente ao dólar favorece os embarques brasileiros e amplia a concorrência com o produto dos Estados Unidos.
No cenário comercial, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou duas novas vendas de soja da safra 2026/2027 para destinos não informados, nos volumes de 165,15 mil toneladas e 132 mil toneladas, respectivamente.
As operações alimentaram especulações sobre uma possível participação da China na demanda. No entanto, a ausência de confirmação oficial de novas compras pelo país asiático mantém os operadores cautelosos, especialmente diante da expectativa de retomada dos negócios entre os dois países e da importância do mercado chinês para as exportações norte-americanas.
Milho
O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou a sessão com desvalorização de 0,78% na bolsa de Chicago, negociado a US$ 4,47 por bushel.
Segundo análise da Granar, os preços do cereal seguem em trajetória negativa e caminham para completar a quinta semana consecutiva de perdas. Um dos principais fatores de pressão é a chegada da segunda maior safra de milho da história dos Estados Unidos, com a colheita ganhando ritmo nas principais regiões produtoras.
Os trabalhos no campo avançaram à medida que a colheita da soja, que havia recebido prioridade dos agricultores, se aproxima da conclusão. Com mais milho disponível no mercado, as perspectivas de oferta elevada aumentam a pressão sobre os contratos futuros.
Outro fator que limita uma possível recuperação das cotações é a perda de competitividade das exportações norte-americanas. A desvalorização do real frente ao dólar e a valorização da moeda norte-americana em relação ao euro tornam o cereal dos Estados Unidos menos competitivo diante de fornecedores de outras origens.
Apesar do cenário predominantemente negativo, a Granar não descarta movimentos de recuperação. Uma possível proteção cambial por parte dos fundos de investimento pode favorecer uma mudança de posicionamento no mercado, especialmente após a forte liquidação de contratos registrada nas semanas anteriores.
Trigo
O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou a sessão com desvalorização de 0,04%, negociado a US$ 6,03 por bushel.
Segundo análise da Granar, os preços do cereal nos mercados norte-americanos seguem em trajetória negativa e caminham para completar a nona semana consecutiva de perdas. O movimento é influenciado principalmente pela liquidação de posições por grandes fundos de investimento, que continuam reduzindo sua exposição ao mercado.
Entre os fatores que também pressionam as cotações está a valorização do dólar em relação ao euro. O movimento reduz a competitividade do trigo norte-americano no comércio internacional e favorece a comercialização do cereal produzido pela União Europeia. Além disso, o início da colheita no Hemisfério Sul amplia a atenção dos investidores sobre a entrada de novos volumes no mercado.
No cenário geopolítico, as negociações diplomáticas para um possível cessar-fogo no Mar Negro e a autorização do governo russo para a circulação de embarcações no Mar de Azov, suspensa desde 10 de julho, também estão no radar dos operadores.
Apesar das iniciativas diplomáticas, as tensões entre Rússia e Ucrânia permanecem. Segundo informações divulgadas pela Rússia nesta sexta-feira, a Ucrânia realizou um ataque com drones contra a refinaria de petróleo de Novokuybyshevsk, na região de Samara. Relatos locais apontaram explosões e um incêndio nas instalações, consideradas importantes para a produção de gasolina, diesel e combustível de aviação.
O contrato futuro do açúcar para entrega em março fechou a sessão desta sexta-feira (30) negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com desvalorização de 0,56%.
Segundo análise da Barchart, os preços recuaram após atingirem, na quinta-feira, a máxima das últimas quatro sessões. O mercado repercutiu os dados divulgados de exportações do Brasil, que apontaram uma desaceleração no processamento da cana-de-açúcar na primeira quinzena de outubro.
No período, as usinas brasileiras moeram 32 milhões de toneladas de cana, queda de 18% em relação às 39 milhões de toneladas registradas em igual intervalo do ano passado. A produção de açúcar também recuou, com 2,15 milhões de toneladas, volume 23% inferior ao observado na primeira metade de outubro de 2025.
As condições climáticas seguem no radar dos investidores. As chuvas persistentes associadas ao fenômeno El Niño têm interrompido a colheita e atrasado as operações de moagem nas regiões produtoras do Brasil. Na quinta-feira, a StoneX informou que as previsões meteorológicas para os próximos sete dias indicavam a continuidade das dificuldades operacionais nas usinas.
Apesar de uma recuperação pontual no meio da semana, a pressão voltou a predominar na sessão de sexta-feira. Com isso, o açúcar negociado em Nova York acumulou desvalorização de 4% na semana, em meio às preocupações com a competitividade e o ritmo das vendas brasileiras ao mercado externo.
Outro fator que influenciou as cotações foi o comportamento do real frente ao dólar. De acordo com a Barchart, a moeda brasileira chegou a acumular desvalorização de 8% na semana, após uma queda expressiva no início do período. A recuperação parcial do câmbio não foi suficiente para reverter as perdas, mantendo no radar dos investidores os possíveis impactos sobre a oferta brasileira no mercado internacional.
Cacau
O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou a sessão negociado a US$ 5.453 por tonelada na bolsa de Nova York, com leve desvalorização de 0,05%.
Segundo análise da Barchart, os preços atingiram uma nova mínima de um mês, prolongando o movimento de vendas observado nas últimas duas semanas. O mercado segue pressionado pelas preocupações com a possibilidade de aumento da oferta brasileira no comércio internacional.
Um dos fatores no radar dos investidores é a desvalorização do real frente ao dólar. A moeda brasileira acumula queda de 8% na semana, movimento que pode estimular os exportadores nacionais a ampliar as vendas externas. Com o câmbio desfavorável, os produtores e comerciantes conseguem receber mais reais pela conversão das receitas obtidas em dólares.
Embora o Brasil tenha participação menor no mercado global de cacau em comparação com os principais produtores da África Ocidental e o Equador, o país ocupa a sétima posição entre os maiores produtores mundiais. Estimativas da ICCO (Organização Internacional do Cacau) indicam que a produção brasileira representa aproximadamente 4% a 5% da oferta global.
Com isso, mesmo com uma participação limitada no comércio internacional, o ritmo das vendas brasileiras permanece no radar do mercado, especialmente em um cenário de pressão sobre as cotações e maior atenção dos investidores ao comportamento do câmbio.
Café
O contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou o pregão negociado a US$ 2,87 por libra-peso na bolsa de Nova York, com valorização de 0,61%.
Segundo análise da Barchart, os preços registraram uma recuperação moderada após atingirem, na quinta-feira, a menor cotação em um mês. O avanço devolveu parte das perdas acumuladas nas últimas duas semanas, período em que o mercado foi pressionado pelas preocupações com o aumento da oferta brasileira no mercado internacional.
O movimento está relacionado ao comportamento do real frente ao dólar. A moeda brasileira chegou a acumular desvalorização de 9% na segunda-feira, após o resultado das eleições presidenciais do fim de semana. Embora tenha recuperado parte das perdas, o real ainda registra queda de 8% na semana, segundo a análise.
A desvalorização cambial aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado externo e pode estimular os exportadores a ampliar as vendas. Isso ocorre porque, com o dólar mais valorizado, os vendedores conseguem obter mais reais na conversão das receitas recebidas em moeda estrangeira.
Apesar da alta registrada nesta sexta-feira, o mercado segue atento ao câmbio e ao ritmo das exportações brasileiras, fatores que podem influenciar a disponibilidade global do grão e o comportamento das cotações em Nova York.
Algodão
O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou o dia cotado a 77,83 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com desvalorização de 0,85% em relação ao pregão anterior.
Suco de Laranja
O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro encerrou a sessão na bolsa de Nova York em queda de 3,32%, cotado a US$ 1,32 por libra-peso.
A Meta chegou a um acordo com uma adolescente que acusava a empresa de ter projetado o Instagram e o Facebook para serem viciantes, causando problemas de saúde mental e distúrbios alimentares, disseram os advogados da autora nesta sexta-feira (30).
O acordo foi firmado após o início da seleção do júri na quarta-feira para um julgamento que analisaria as alegações de dois adolescentes, identificados como SJ e KDB, contra a Meta e a Snap Inc (controladora do Snapchat). A big tech havia chegado a um acordo com a SJ dias antes do julgamento e, agora, com a KDB.
O julgamento desta sexta-feira seguirá apenas com as acusações contra a Snap.
“Continuamos empenhados em melhorar a segurança das crianças em aplicativos de redes sociais e em responsabilizar as empresas de tecnologia, e estamos satisfeitos por termos chegado a uma resolução justa em nome de nosso cliente”, disse Emily Jeffcott, advogada da KDB, em um comunicado.
Um porta-voz da Meta disse que acordos, arquivamentos e julgamentos fazem parte do processo de análise de casos como este.
“Continuaremos a nos defender no tribunal e mantemos nosso histórico”, disse o porta-voz, observando que a Meta fabrica ferramentas de segurança há mais de uma década.
Um porta-voz do Snap não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
Este é o segundo julgamento no tribunal estadual de Los Angeles sobre alegações apresentadas por jovens que afirmam ter se tornado viciados em redes sociais após o surgimento do Meta, Snap, TikTok e YouTube.
Os adolescentes SJ e KDB já haviam chegado a um acordo com o TikTok e o YouTube.
O caso foi selecionado entre milhares de processos pendentes como um caso-teste, para que o veredicto do júri pudesse influenciar a forma como as empresas e os demandantes resolvem casos semelhantes.
SJ, uma garota de 16 anos de Illinois, e KDB, um jovem de 18 anos do Mississippi, afirmam que começaram a usar o YouTube aos 3 anos de idade e as outras plataformas por volta dos 9 anos, desenvolvendo hábitos compulsivos que atribuem a recursos como reprodução automática e rolagem infinita.
As empresas rejeitaram as alegações de que suas plataformas foram projetadas para viciar jovens e afirmam ter tomado medidas para tornar os aplicativos espaços seguros para que os jovens se expressem.