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Ex-presidente do BRB põe Ibaneis no centro do Master

30 October 2026 at 18:04

Em depoimento à PF (Polícia Federal), o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, afirmou que a negociação de venda de participação do banco ao Banco Master foi uma ordem direta de Ibaneis Rocha (MDB), então à frente do governo do Distrito Federal.

O depoimento, tornado público pelo STF (Supremo Tribunal Federal), coloca Ibaneis Rocha no centro do chamado “Inquérito Mãe”, que investiga a negociação bilionária de compra de cartas de crédito apontadas pela PF como cartas podres.

Segundo apuração do analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, ao Live CNN, é a primeira vez que alguém, de forma oficial e em depoimento formal à Polícia Federal, aponta Ibaneis Rocha diretamente nessa negociação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O jantar e o pedido de Ibaneis

No depoimento, Paulo Henrique Costa relatou que, no dia 24 de setembro de 2024, recebeu em seu celular uma mensagem do gabinete de Ibaneis Rocha convocando-o para uma reunião à noite na casa de Daniel Vorcaro. Segundo o ex-presidente do BRB, estava viajando na Bahia e precisou retornar às pressas. “Tento fugir, mas não dava para fugir do jantar”, afirmou Costa em seu depoimento.

No jantar, Paulo Henrique Costa relatou que Ibaneis Rocha fez um pedido explícito, primeiro diante de todos os presentes e depois de forma reservada: “Paulo, estrutura uma venda do BRB para o Master”.

Costa disse ter ficado surpreso com o pedido, afirmando que tal informação não constava na investigação da Polícia Federal até aquele momento. “Fiquei surpreso por causa da venda do BRB, porque a gente tinha sempre defendido não fazer de jeito nenhum”, declarou.

Contrapartidas financeiras investigadas

Além do relato sobre o jantar, a investigação da Polícia Federal aponta que há mensagens trocadas entre Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro nas quais teriam sido tratadas contrapartidas financeiras em imóveis de luxo — três em Brasília e três em São Paulo —, que totalizariam cerca de R$ 150 milhões destinados ao próprio Paulo Henrique Costa.

Costa está preso desde março deste ano na Papudinha, numa cela ao lado de Daniel Vorcaro.

Procurado pela reportagem, Ibaneis Rocha informou estar fora de Brasília e que seu advogado, Antônio Carlos Almeida, estaria cuidando do assunto. Até o momento da publicação, não havia manifestação da defesa sobre as acusações feitas por Paulo Henrique Costa.

Daniel Vorcaro nega fraude em depoimento

Em depoimento, Daniel Vorcaro adotou postura incisiva, confrontando a delegada responsável pelo inquérito e negando categoricamente qualquer fraude.

“Não houve fraude, não houve fraude”, afirmou Vorcaro durante a oitiva, acrescentando que eventuais instabilidades no BRB foram causadas pela liquidação do Banco Master pelo Banco Central, e não por suas ações.

Vorcaro também alegou que agiu de boa-fé ao substituir ativos da carteira da Tirreno, empresa responsável pelas cartas de crédito que intermediou a negociação com o BRB, e que o banco público teria, na verdade, registrado lucro com a operação.

“Depois da liquidação e da minha prisão, foi sacado 9 bilhões do BRB. A crise do BRB não foi causada por mim, foi causada pela situação que ocorreu de liquidação do Banco Master, que era parceiro”, declarou.

Ao final do depoimento, Vorcaro afirmou ser inocente e pediu a revogação de sua prisão preventiva. A Polícia Federal, no entanto, sustenta entendimento contrário, apontando prejuízos ao banco público e instabilidade financeira que persistiria até hoje no BRB.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Itens do Master vão a leilão com TV de 98 polegadas e cadeiras de luxo

30 October 2026 at 17:28

O Banco Master, junto com a instituição Will Financeira, está com um leilão aberto na plataforma Kwara com itens que vão de R$ 21 a R$ 98 mil.

O evento acontece de forma online, com mais de 447 lotes de itens de escritório disponíveis em Taboão da Serra, São Paulo. Os lances podem ser realizados até 9 de novembro.

Segundo a plataforma responsável pelo leilão, os pagamentos podem ser feitos em Pix ou outras formas de crédito, sendo a retirada do bem uma responsabilidade do comprador. O depósito dos valores deve ser feito em até um dia útil.

O lote mais em conta da lista é o número 242. Por lance inicial de R$ 21, o interessado leva para casa equipamentos de informática.  Até o momento, o item possui apenas um lance.

Já o mais caro é o lote 001, com aproximadamente 20 cadeiras da marca Herman Miller por R$ 98 mil. Para estes itens, ainda não foi realizado nenhum lance.

Sobre esses preços deve ser contabilizado ainda a comissão do leiloeiro, de 5% sobre o valor da arrematação. Adicionalmente, os arrematantes também devem pagar as despesas administrativas de cada lote.

Postos de Trabalho
Postos de Trabalho, cadeira Herman Miller e refrigerador Philco, da esquerda para direita, respectivamente • Reprodução/Kwara

Confira outros destaques do leilão:

  • Televisor LG 98 polegadas: R$ 10.990;
  • Estação de trabalho para 10 lugares: R$ 8.610 (desconto de 78%);
  • Poltrona Tetê (designer Sergio Rodrigues): R$ 5.600;
  • Owl Labs Meeting Pro: R$ 546;
  • Congelador Philco: R$ 947.

Para participar do leilão, é preciso realizar lances que superem o valor atual do item em R$ 20. É importante, também, que o interessado no evento tenha em mente o horário de encerramento de cada lote, que consta no mostruário de cada bem.

O licitante também pode configurar o sistema de lances automáticos ao selecionar um valor máximo de oferta. Assim, o sistema fará lances automaticamente, sempre mantendo o participante na liderança até atingir seu limite.

Relembre o caso Master

Em novembro de 2025, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Uma série de irregularidades ocasionaram a liquidação do Master. A principal delas foi a comercialização de CDBs (Créditos de Depósito Bancário) com taxas de retorno (juros) praticamente impossíveis, chegando a 140% do CDI.

A instituição, que não conseguia honrar seus compromissos financeiros nos prazos de vencimento dos investimentos, ocasionou um rombo de R$ 52 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Crédito), assim como as liquidações que ocorrem após o estouro do caso Master.

Uma delas foi, inclusive, da Will Financeira, liquidada em janeiro de 2026. Somente essa operação ocasionou um resgate de R$ 6,5 bilhões no fundo garantidor.

Pedidos de recuperação judicial em 2024 atingem maior patamar em quase 20 anos

 

Móveis de luxo dos escritórios do Banco Master vão a leilão a partir de R$ 51

30 October 2026 at 14:58

O mobiliário utilizado nos escritórios do Banco Master e do Will Bank, instituições ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, será colocado à venda em um leilão eletrônico marcado para 9 de novembro. São mais de 400 lotes, com preços iniciais que variam de R$ 51 a R$ 98 mil. A disputa será realizada pela plataforma Kwara, a partir das 9h30.

O catálogo reúne móveis corporativos, equipamentos eletrônicos e objetos de decoração que integravam a estrutura das instituições financeiras. Entre os destaques estão cadeiras das marcas Herman Miller e Haworth, peças assinadas por Charles Eames, além de mobiliário da Artefacto e do designer Fernando Jaeger.

Também estão disponíveis estações de trabalho, mesas, gaveteiros, poltronas, sofás e pufes. A relação inclui ainda televisores, monitores, notebooks e livros de grife.

A realização do leilão foi autorizada após solicitação da EFB Regimes Especiais de Empresas, responsável pela liquidação do Banco Master. A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 27 de outubro.

Acervo dos antigos escritórios do Banco Master e do Will Bank reúne móveis de luxo e equipamentos eletrônicos | Foto: Divulgação/Kwara

Desmonte da estrutura

Os bens foram retirados dos antigos escritórios das instituições e estão armazenados em um galpão da Kwara, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A transferência começou em abril, quando terminou o contrato de locação do complexo Auri Plaza, na Vila Olímpia, onde funcionava a sede do Banco Master.

O banco ocupava aproximadamente 30 mil metros quadrados distribuídos em três edifícios.

A venda dos equipamentos ocorre no contexto do processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Na ocasião, Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez, um dia antes da decisão, quando tentava deixar o país.

O caso passou a envolver investigações sobre possíveis irregularidades financeiras e repercussões políticas e institucionais.

Como participar do leilão

Os interessados precisam realizar cadastro na plataforma Kwara e solicitar habilitação na página específica do evento. O procedimento deve ser concluído pelo menos uma hora antes da abertura da disputa.

Os lances já estão disponíveis pela internet, mas a etapa principal do leilão começa às 9h30 de 9 de novembro. Cada lote terá encerramento individual, em sequência.

É possível apresentar ofertas manualmente ou programar lances automáticos, estabelecendo previamente os valores máximos que o participante pretende pagar.

Uma particularidade prevista no edital é que a vendedora terá até cinco dias úteis para aprovar ou rejeitar as ofertas vencedoras. Também serão aceitos lances inferiores ao valor inicial, mas essas propostas dependerão de avaliação e aprovação.

O edital estabelece ainda a possibilidade de suspensão do leilão a qualquer momento.

Compradores devem ficar atentos às taxas

Os preços iniciais não representam o custo final da aquisição. Além do valor oferecido, o comprador deverá pagar comissão de 5% à leiloeira e uma despesa administrativa por lote, calculada conforme a faixa de arrematação.

Um produto arrematado por R$ 1 mil, por exemplo, terá custo adicional de R$ 396, sendo R$ 50 de comissão e R$ 346 de despesa administrativa. Nesse caso, o desembolso total será de R$ 1.396.

O pagamento deverá ser realizado por Pix ou mediante créditos disponibilizados pela própria plataforma, no prazo de até um dia útil após a aprovação da oferta.

Quem desistir da compra ou deixar de efetuar o pagamento estará sujeito às penalidades previstas no edital, incluindo multa de 5% de comissão e mais 30% do valor da arrematação. O participante também poderá ter o cadastro bloqueado e responder por eventuais medidas judiciais.

Produtos são vendidos sem garantia

Outro ponto de atenção é o estado de conservação dos equipamentos. Os itens serão comercializados nas condições em que se encontram, sem garantia de funcionamento, possibilidade de troca ou obrigação de reparo.

O edital informa que os produtos podem apresentar avarias, riscos, amassados, sujeira e sinais de desgaste. Também podem estar sem manuais, acessórios ou peças. No caso dos equipamentos eletrônicos, há possibilidade de senhas bloqueadas e outras limitações de utilização.

As fotografias, descrições e medidas disponibilizadas no catálogo têm caráter ilustrativo e não garantem que o produto corresponda integralmente às expectativas do comprador.

Antes de apresentar uma oferta, os interessados podem examinar presencialmente os bens, nas datas e nos locais indicados para cada lote. Entretanto, não será permitido testar ou manipular os equipamentos.

A retirada dos produtos será liberada somente após a confirmação do pagamento e apresentação da nota de venda. O comprador deverá providenciar transporte, equipe, ferramentas e eventuais serviços de desmontagem, além de respeitar os horários estabelecidos.

O edital completo, com a relação dos lotes, fotografias, valores iniciais e condições de participação, está disponível na plataforma responsável pelo evento.

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Vorcaro nega fraude no BRB e diz que rombo foi causado pelas investigações

30 October 2026 at 13:56

Em depoimento à PF (Polícia Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou ter cometido fraude na venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco de Brasília) e afirmou que a crise enfrentada pelo banco público foi provocado pela liquidação do Master e pelas investigações sobre o caso.

“O banco vive de credibilidade. Depois da liquidação e da minha prisão, foi sacado R$ 9 bilhões do BRB. A crise do BRB não foi causada por mim, não, foi causada pela situação que ocorreu, de liquidação do Master, que era parceiro”, declarou na oitiva realizada em 15 de setembro.

Ao longo do depoimento, Vorcaro negou a comercialização de créditos inexistentes com o BRB. Questionado pela delegada sobre laudos que apontariam irregularidades nas operações, Vorcaro disse que nem o BRB nem clientes dos bancos perderam dinheiro, o que afastaria a acusação de fraude.

O banqueiro reconheceu que houve “problemas” com carteiras de crédito relacionadas à empresa Tirreno. Segundo ele, porém, as operações deixaram de ocorrer em maio e a situação já havia sido resolvida meses antes de o caso vir à tona, em novembro de 2025.

“Quando fiquei sabendo do problema com a carteira, eu peguei ativos do banco e ativos próprios meus e substituí, em boa-fé com o BRB. E hoje tem mais ativos lá do que ele pagou. Essa é a realidade. Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para poder entender isso?”, afirmou.

Em outro momento, Vorcaro disse que as investigações partiram de uma interpretação equivocada de informações do Banco Central e afirmou ser vítima de perseguição. Para ele, foi criada uma “fantasia” sobre uma suposta fraude de R$ 12 bilhões para justificar sua prisão.

“Um agente que me persegue há 6 anos cria uma fantasia de que eu criei uma fraude de R$ 12 bi pra me prender. Não é a primeira vez que pedem minha prisão. E hoje tá todo mundo tentando provar que isso tá certo. Ninguém tem a coragem de olhar o negócio como ele é. Fraude não teve. Não teve fraude. Não tem cliente que perdeu dinheiro, o BRB não perdeu dinheiro”, afirmou.

O banqueiro também afirmou que está preso injustamente, pediu arquivamento do processo e disse que espera que uma perícia independente confirme sua versão sobre as operações.

“Eu tô preso injustamente por conta disso. Eu não fiz fraude nenhuma com BRB, eu não lesei nada o BRB”, disse. “Arquive esse processo, porque não tem prova nehuma. Não tem prejuízo. Faça uma perícia com uma empresa de fora, não brasileira. Vamos contratar uma perícia de fora para ver os ativos que foram vendidos. Porque se não tiver tido prejuízo, o que eu fiz? Eu vendi ativos do BRB que não deram lucro. Só isso”, completou.

No depoimento, o banqueiro também confronta a PF, sinaliza que não há profissionais na instituição com “coragem” para entender a realidade dos fatos e cita a pressão nacional sobre o caso.

“Eu entendo que esse caso virou uma pressão nacional, eu entendo isso tudo. Tem uma pressão de todos e eu entendo que os senhores sofrem essa pressão também. Mas vai passar a espuma de mídia, passar tudo, e vai ficar na história quem tem coragem de ver a verdade”, disse.

O banqueiro afirmou também que ainda “ainda acredita na Justiça” e que, um dia, integrantes do Banco Central, da Polícia Federal e de outras instituições envolvidas no caso vão “assumir a sua responsabilidade”.

“E estou pronto para assumir a minha [responsabilidade], estou pronto para falar a verdade, mas a verdade precisa ser de todo mundo e de gente com coragem. E a verdade é que não existiu essa fraude”, disse.

Paulo Henrique Costa

Sobre os imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, que teriam sido usados como compensação na negociação entre BRB e Master, Vorcaro afirmou que eles seriam disponibilizados a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, para moradia, caso a fusão entre os bancos fosse concretizada.

Segundo o ex-banqueiro, o então presidente do BRB teria sido convidado para assumir um cargo de gestão na instituição resultante da operação e precisaria se mudar para São Paulo com a família. Vorcaro disse que os imóveis em Brasília e São Paulo não eram um presente, mas seriam cedidos em regime de comodato, sem transferência de propriedade.

Ele afirmou ainda que Costa poderia comprar os imóveis futuramente, dentro de um programa de bônus previsto para os gestores do banco. “Eu não prometi imóvel para ele. Prometi imóvel para ele morar, como parte do benefício de ser gestor do banco”, declarou.

Em seu próprio depoimento, Paulo Henrique Costa afirmou que o BRB “não tinha a menor ideia” de que estaria havendo fraude nas operações que fazia com o Master.

Indiciamento

Conforme mostrou a CNN, a PF indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e outras 13 pessoas no inquérito que apura fraudes envolvendo operações entre o Banco Master e o BRB.

Os indiciamentos constam de um relatório parcial de mais de 700 páginas encaminhado nesta quarta-feira (28) ao STF (Supremo Tribunal Federal). A PF também pediu a prorrogação da investigação por mais 60 dias para concluir perícias e diligências complementares.

Segundo as investigações, o BRB comprou cerca de R$ 17,5 bilhões em ativos e carteiras de crédito do Banco Master entre julho de 2024 e outubro de 2025. Segundo a PF, ao menos R$ 12,2 bilhões desse montante correspondem a créditos comercializados sem comprovação de existência, parte central do esquema fraudulento investigado.

Para os investigadores, foram usados créditos fictícios para sustentar operações bilionárias e manter o fluxo de recursos em direção ao Master.

O relatório aponta que o esquema se desenvolveu em frentes interligadas, que incluíam a compra, recompra e substituição de créditos, operações relacionadas aos aumentos de capital do BRB e a tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco público de Brasília.

Vorcaro foi indiciado por gestão fraudulenta, indução a erro, falsidade em informações ou documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O relatório da Polícia Federal o descreve como o “principal centro de comando, coordenação e decisão” da estrutura criminosa investigada.

Já Paulo Henrique Costa foi indiciado por gestão fraudulenta e organização criminosa. A PF diz que o ex-presidente do BRB atuava como principal articulador das operações dentro do banco e usava as atribuições do cargo para garantir a continuidade dos negócios estruturados por Vorcaro.

Fachin devolve relatoria do caso do INSS a Mendonça e mantém Master

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (29) devolver a relatoria das investigações sobre os descontos ilegais nos benefícios do INSS ao ministro André Mendonça.

Na decisão, Fachin entendeu que não há mais motivos para retenção das investigações na presidência do Supremo.

Notícias relacionadas:

Em setembro, o caso foi retirado de Mendonça após a guerra de liminares envolvendo o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que é citado em mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Caso Master

Fachin também decidiu que as investigações que envolvem o Banco Master vão continuam sob sua relatoria temporária pelo prazo de 90 dias, contatos a partir de 12 de setembro.

No entendimento do presidente, o caso ainda não pode ser distribuído entre os demais ministros porque envolve citações a membros da Corte.

Os processos do Master também foram retirados de Mendonça no auge da crise interna no Supremo.

A decisão de Fachin será submetida a referendo do plenário. A data do julgamento ainda não foi definida.

Enquanto o caso Master permanecer na presidência da Corte, Fachin será responsável por medidas urgentes que eventualmente foram solicitadas pela Polícia Federal (PF) ou a Procuradoria-Geral da República (PGR), como pedidos de revogação de prisões e autorizações de diligências.

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