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Preços dos alimentos vão subir 18% em dois anos, diz Banco Mundial

30 October 2026 at 12:03

Após um período de retração nos preços, 21% registrados entre 2022 e 2025, os mercados agrícolas devem enfrentar dois anos de alta nos preços internacionais.

A combinação de conflitos geopolíticos, custos elevados da energia com alta do barril de petróleo, restrições logísticas além dos riscos climáticos com a previsão do El Niño forte deve reduzir a oferta de alguns produtos e sustentar as cotações em 2026 e 2027 e impactar os preços.

A avaliação é do Banco Mundial e está no relatório “Commodity Markets Outlook” divulgado em outubro.

As projeções do banco indicam que os preços dos alimentos devem acumular alta de aproximadamente 18% no período. Sendo 10% em 2026 e mais 7% em 2027.

No mercado de grãos o impacto deve ser maior. A estimativa apresentada no relatório é de valorização de 14% neste ano e mais 9% no próximo. Ou 23% em dois anos.

Caso haja uma intensificação dos conflitos geopolíticos e perdas de safra ficarem acima do esperado, por cauda do El Niño, esses indices poderão ser ainda mais altos. Com os preços dos alimentos disparando 12% a mais e as cotações dos grãos 20% acima dessa referência.

O trigo está entre os produtos com maior impacto na alta dos grãos

O Banco Mundial projeta avanço de 28% em 2026 e mais 14% em 2027 para o trigo por causa da redução da produção mundial e dificuldades de exportação de importantes fornecedores.

A produção global deve ser 3% menor na safra 2026/2027. No Estados Unidos a redução projetada é de 23%; no Canadá queda de 12%, na Austrália queda de 25% na produção.

A oferta mundial também sofre influência das dificuldades logísticas por causa das tensões no Mar Negro. A região é estratégica para o comércio internacional de grãos, especialmente o trigo.

Para o milho o relatório projeta um aumento de 10% nos preços em 2026 e de mais 5% em 2027; e redução de aproximadamente 3% na produção mundial.

Para a soja, o cenário combina valorização das cotações e demanda crescente por matérias-primas destinadas à produção de biocombustíveis. Mesmo com a perspectiva de uma safra global recorde, os preços da oleaginosa devem subir 18% em 2026 e mais 5% em 2027.

O movimento tende a ser mais intenso nos derivados. Para o farelo, as estimativas são de valorização de 18% e 10%, respectivamente.

E para o óleo de soja tem alta projetada de 39% neste ano e de 11% em 2027. O desempenho dos preços dos óleos vegetais está diretamente relacionado à demanda por biocombustíveis. Com os preços da energia, e do petróleo, mais elevados aumenta a competitividade de matérias-primas agrícolas utilizadas na produção dos combustíveis renováveis.

O óleo de palma também deve acompanhar esse movimento, com aumentos projetados de 14% em 2026 e 10% em 2027.

O Banco Mundial destaca que a disponibilidade global de grãos na safra 2026/27 deve ser a segunda maior já registrada. E essa oferta pode limitar a intensidade das altas.

Bebidas: Café e Cacau

Em contraponto à alta generalizada dos grãos para o setor de bebidas o Banco Mundial aponta o recuo de 24% nos preços das soft commodities este ano e leve alta de 3% em 2027.

A acomodação dos preços se deve a recuperação das safras, da maior oferta global de café e cacau, após um ciclo de preços historicamente elevados provocados pela redução da oferta da matéria-prima no mercado internacional.

As incertezas com o El Niño

Além dos conflitos e das restrições comerciais, o clima aparece como um dos principais fatores de risco para o mercado agrícola.

O Banco Mundial alerta para a possibilidade de um El Niño muito intenso, com potencial para comprometer a produção de diferentes commodities agrícolas. A combinação entre eventos climáticos adversos e dificuldades de transporte pode ampliar a pressão sobre a oferta mundial.

O relatório trabalha com um cenário-base que não considera uma intensificação significativa dos conflitos que afetam o abastecimento global. Entretanto, caso ocorram simultaneamente uma escalada das tensões no Oriente Médio, novas interrupções no comércio de grãos pelo Mar Negro e um El Niño mais severo, os preços dos alimentos poderão ficar 12% acima do projetado no cenário de referência em 2027.

Nesse cenário adverso, o petróleo do tipo Brent, pode se manter na média de US$ 105 o barril no próximo ano.

Energia e fertilizantes ampliam a pressão sobre os custos

Para o produtor rural, o cenário exige atenção não apenas às cotações das commodities, mas também à evolução dos custos de produção.

O relatório projeta aumento médio de 14% nos preços dos fertilizantes em 2026. A valorização reflete, principalmente, a alta registrada pela ureia no início do ano. Para 2027, a expectativa é de retorno dos preços aos níveis de 2025, com a redução dos custos de energia e a melhora da disponibilidade de amônia e enxofre.

A energia é outro componente relevante dessa equação. O Banco Mundial estima alta de 32% nos preços do segmento energético em 2026, revertendo três anos consecutivos de queda. O petróleo Brent deve alcançar média de US$ 91 por barril, ante US$ 69 em 2025. Para 2027, a projeção é de recuo para US$ 79.

A elevação dos combustíveis tem efeito sobre toda a cadeia agropecuária, do transporte de insumos e produtos agrícolas às operações de máquinas e equipamentos. Quando persistente, também pressiona os custos de produção e a logística de comercialização.

A conclusão do Banco Mundial é que a trajetória das commodities agrícolas não depende exclusivamente do volume produzido nas safras. Custos com energia, fertilizantes, logística, transporte internacional e condições climáticas terão influência direta sobre a formação dos preços.

Estimativas para o Brasil

Para o Brasil, que é um importante produtor e exportador de alimentos, o banco destaca que a valorização internacional nos preços das commodities pode representar oportunidades de aumento nas receitas. Porém, o efeito sobre a rentabilidade dependerá da relação entre preços de venda, custos de produção, câmbio e disponibilidade de insumos.

A perspectiva de uma oferta global ainda elevada de grãos também merece atenção. Mesmo com a valorização projetada para soja, milho e trigo, a existência de estoques e a capacidade de produção de grandes fornecedores podem limitar movimentos mais intensos.

O cenário, portanto, combina perspectiva de preços internacionais mais altos com riscos relevantes para a produção e a comercialização.

Para o agronegócio, acompanhar a evolução dos custos e das condições de oferta será tão importante quanto observar as cotações nas bolsas internacionais.

La inflación se mantiene en el 4,9% por el empuje de los combustibles

30 October 2026 at 08:08

La inflación se ha mantenido en el 4,9% en octubre, según el dato adelantado que ha hecho publico este viernes el Instituto Nacional de Estadística (INE). La tasa pone freno a la escalada de los últimos meses y repite el mismo dato que en septiembre. Sin embargo, lejos de ser un alivio, la cesta de la compra continúa en niveles no vistos desde 2023, lastrada por el encarecimiento de los combustibles y la energía, que desde finales de febrero se ha extendido a escala global como consecuencia de la guerra en Oriente Próximo. Además, supone estar por encima de las previsiones de algunos analistas, que esperaban una moderación más acusada por efecto de las rebajas fiscales vigentes hasta la fecha. La inflación subyacente, que excluye los alimentos no elaborados y la energía, también se mantiene por segundo mes consecutivo en el mismo nivel, en este caso un 3,1%.

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© Jesús Hellín (Europa Press)

Una persona reposta el combustible de su moto en una gasolinera de Madrid. Foto de archivo

Malasia pide cooperación regional para proteger sector alimentario

30 October 2026 at 04:55

Singapur, 30 oct (Prensa Latina) Malasia llamó hoy a reforzar la cooperación entre los países de la Asociación de Naciones del Sudeste Asiático (Asean) para proteger las cadenas de suministro de alimentos ante las tensiones geopolíticas y los fenómenos climáticos.

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